Livro “Poemas de Origami”, das irmãs Julia Mikita e Isabella Pawlak, é destaque na semana Senac de Leitura

Por jucimara.pauda em 24/04/2017

Quer trocar livros, ouvir histórias ou ter contato com os escritores? Tudo isto você encontra na Semana Senac de Leitura que começa hoje e vai até o dia 28 de abril com eventos programados para o dia e a noite toda.

poemasorigami

O destaque do blog vai para a Oficina de origamis do amor, amanhã das 20h30 às 21h30. As autoras Julia Mikita e Isabella Pawlak ensinam a confeccionar origamis e apresentam o livro “Poemas de Origami”, na área externa da Biblioteca.

No dia 26,  das 14 às 17 horas  tem bate-papo com a autora do livro “Atitude empreendedora: descubra com Alice seu país das maravilhas”. Mara Sampaio mostra no livro atitudes que você precisa ter para ser protagonista da sua própria história.
Cordeiro de Sá dará Oficina de História em Quadrinhos no dia 27 das 9 às 12 horas. Você que sonha em ser quadrinista não pode perder a oportunidade.

No dia 26,  das 14 às 17 horas  tem bate-papo com a autora do livro “Atitude empreendedora: descubra com Alice seu país das maravilhas”. Mara Sampaio mostra no livro atitudes que você precisa ter para ser protagonista da sua própria história.

Cordeiro de Sá dará Oficina de História em Quadrinhos no dia 27, das 9 às 12 horas. Você que sonha em ser quadrinista não pode perder a oportunidade.

Tem muito mais e se você quiser saber detalhes da programação acesse o link: http://www1.sp.senac.br/hotsites/blogs/semanasenacleitura/ribeirao-preto/

Série escritores da nossa terra: Luzia Madalena Granato

Por jucimara.pauda em 23/04/2017

No Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor o blog começa a série escritores da nossa terra. O objetivo é divulgar o trabalho de quem está pertinho da gente e talvez eu e você não conhecemos. O que eu sei é que temos escritores maravilhosos e que lutam para incentivar a leitura. A primeira a circular por aqui é Luzia Madalena Granato que tem alma de artista.

Luzia Granato

Ela teve uma adolescência repleta de leituras e se recorda com carinho dos sentimentos que “Os Lusíadas” de Luiz Vaz de Camões tiveram na sua formação de leitora e escritora.
Hoje, ela não dispensa a leitura diária da poesia de Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa e Clarice Lispector.
“Os meus livros de cabeceira são: “As sete faces”, “Desassosego” e “Um sopro de Vida”", afirma a escritora.
Como lema de vida ela guarda as frases de Antoine de Saint Exupéry “Tute tornas responsável por aquilo que cativas” e “Nada dura para sempre” de Sidney Sheldon”.
Luzia diz que um escritor precisa ser persistente no Brasil, porque publicar um livro não é tarefa fácil. Ela tem feito isto com os próprios recursos. Foi assim, com sua última obra “Doenças da Alma, A arte de Reconhecer-se, Recomeçar”, de 2015.
“quando pego o meu livro na mão tenho a sensação de missão cumprida porque para produzi-lo eu necessitei de muita inspiração, intuição, capacidade de me colocar no lugar do próximo”.

Poeta, escritora, pedagoga, professora, psicóloga são algumas das profissões que ela acumula ao longo da vida recheada de literatura.

Ela teve uma adolescência repleta de leituras e se recorda com carinho dos sentimentos que o livro “Os Lusíadas”, de Luiz Vaz de Camões, teve na sua formação de leitora e escritora.

Hoje, ela não dispensa a leitura diária das obras de Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa e Clarice Lispector.

“Os meus livros de cabeceira são: “As sete faces”, “Desassosego” e “Um sopro de Vida”", afirma a escritora.

Como lema de vida, a escritora guarda as seguintes frases: “Tu te tornas responsável por aquilo que cativas”, de  de Antoine de Saint Exupéry  e “Nada dura para sempre” de Sidney Sheldon”.

Luzia diz que um escritor precisa ser persistente no Brasil, porque publicar um livro não é tarefa fácil. Ela tem feito isto com os próprios recursos. Foi assim, com sua última obra “Doenças da Alma, A arte de Reconhecer-se, Recomeçar”, de 2015.

“Quando pego o meu livro na mão tenho a sensação de missão cumprida porque para produzi-lo eu necessitei de muita inspiração, intuição e capacidade de me colocar no lugar do próximo”.

Foto: Luzia e o escritor Antônio Carlos Tórtoro em evento na biblioteca do Clube de Regatas

A leitura ajuda na aprovação de concursos

Por jucimara.pauda em 19/04/2017

Tauana Spinelli Botti é  Escrevente Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e uma apaixonada pela leitura. O hábito de ler fez comque ela encarasse a maratona de estudos para concurso com facilidade. Na entrevista ao blog ela conta como se preparou para o concurso e os próximos desafios de concurseira, pofque ela quer novos desafios.
Livros nem pensar
Na infância eu não me interessava muito pela leitura, apesar de sempre ter havido incentivo de meus pais. Comecei a ler com maior frequência no ensino médio, os livros de literatura indicados pelos professores, bem como os que costumavam cair no vestibular. No começo, lia por obrigação, mas não demorou para a obrigação ganhar espaço e logo se tornar hobby. Hoje, adquiri o hábito da leitura e não consigo mais ficar longe dele. Sempre levo algum livro comigo para ler no intervalo entre uma atividade e outra, a fim de aproveitar a correria do dia a dia.
Concurso
Logo que me formei em Direito abriu o concurso para o cargo de Escrevente e resolvi prestá-lo. Entre a preparação e o dia da prova foram 6 meses de estudo.
Como trabalho de Escrevente e estudo para outro concurso, ou seja, trabalhar e estudar significa tempo mais escasso. Assim tenho que manter certa organização com minha rotina de estudos, que se dá pela manhã, cerca de 2h30min, sempre intercalando matéria com resolução de exercícios.
Leitua e concurso
A leitura sempre me ajudou (e continua ajudando) muito na minha vida de concurseira. Com ela, aprendi muito sobre língua portuguesa e acentuação de palavras, ampliei meu vocabulário, desenvolvi meu senso crítico, além de ajudar na elaboração de redações para vestibulares e concursos.
Persistência
Concurso é maratona, tem que estar bem preparado. Além de um bom material atualizado, é necessário ter organização e rotina de estudos. Focar no concurso almejado também ajuda muito a não desviar do objetivo. Horas de estudos e praticar com resolução de exercícios é muito importante sim, mas não esquecer de horas de lazer e esporte que também são fundamentais para se manter motivado.

O concurso para Escrevente Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça está com as inscrições abertas. Então, o blog vai trazer o depoimento de algumas pessoas que conquistaram esta vaga na administração pública e que acreditam que a leitura foi fundamental para obter sucesso na prova.

A primeira entrevistada da série é Tauana Spinelli Botti, escrevente, fã do maravilhoso Paulo Leminski e uma apaixonada pela leitura. O hábito de ler fez com que ela encarasse a maratona de estudos com facilidade. Na entrevista ao blog ela conta como se preparou para a empreitada e os próximos desafios de concurseira, porque ela pretende fazer carreira no mundo jurídico.

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Livros nem pensar

Na infância eu não me interessava muito pela leitura, apesar de sempre ter havido incentivo de meus pais. Comecei a ler com maior frequência no ensino médio, os livros de literatura indicados pelos professores, bem como os que costumavam cair no vestibular. No começo, lia por obrigação, mas não demorou para a obrigação ganhar espaço e logo se tornar hobby. Hoje, adquiri o hábito da leitura e não consigo mais ficar longe dele. Sempre levo algum livro comigo para ler no intervalo entre uma atividade e outra, a fim de aproveitar a correria do dia a dia.

Concurso

Logo que me formei em Direito abriu o concurso para o cargo de Escrevente e resolvi prestá-lo. Entre a preparação e o dia da prova foram 6 meses de estudo.

Trabalho e estudo para outro concurso, ou seja, trabalhar e estudar significa tempo mais escasso. Assim tenho que manter certa organização com minha rotina de estudos, que se dá pela manhã, cerca de 2h30min, sempre intercalando matéria com resolução de exercícios.

Leitura e concurso

A leitura sempre me ajudou (e continua ajudando) muito na minha vida de concurseira. Com ela, aprendi muito sobre língua portuguesa e acentuação de palavras, ampliei meu vocabulário, desenvolvi meu senso crítico, além de ajudar na elaboração de redações para vestibulares e concursos.

Persistência

Concurso é maratona, tem que estar bem preparado. Além de um bom material atualizado, é necessário ter organização e rotina de estudos. Focar no concurso almejado também ajuda muito a não desviar do objetivo. Horas de estudos e resolução de exercícios é muito importante sim, mas não pode deixar de lado de horas de lazer e esporte que também são fundamentais para se manter motivado.

Presos da região leem 12 livros por ano, graças aos clubes de leitura

Por jucimara.pauda em 17/04/2017

Monteiro Lobato faria hoje 100 anos e para comemorar a data foi criado o Dia Nacional do Livro Infantil e juvenil.
Lobato é o criador de histórias fantásticas e do Sítio do Pica Pau Amarelo, que fez parte da infância da maioria das crianças.
Eu acredito que a leitura tem um papel transformador na vida do ser humano, principalmente das crianças.
Mas nem toda a  criança tem contato com os livros, mas nunca é tarde para começar a ler. Por isso, em 2009,Galeno Amorim, do Instituto Palavra Mágica, criou em parceria com a Funap (Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel) os clubes de leitura em presídios.
Hoje, são 18 clubes em toda a região e 270 participantes, entre homens e mulheres, que lêem em média 12 livros por ano. A índice de leitura do brasileiro, de acordo com o Instituto Pró-Livro, é de 4,96 livros por ano.
“Os mediadores da leitura são os presos e as experiências são fantásticas”, diz Galeno. Para ele, os clubes de leitura falam mais forte do que qualquer discurso ou  teoria acadêmica.
“Quando ouço os presos contando como a leitura mudou a vida deles e abriu novas perspectivas e formas de relacionamento com a família eu fico comovido”.
Para analisar o funcionamento dos clubes acontece hoje na Fundação feira do Livro de Ribeirão Preto o Seminário “Clubes de Leitura no Sistema Prisional: Experiências em Ribeirão Preto e Região”, que vai reunir  especialistas em políticas públicas, gestores e mediadores de leitura que atuam no projeto.
Serviço
Local: Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto
Endereço: Rua Professor Mariano Siqueira, 81, Jd. América, Ribeirão Preto (SP)
40 vagas – Haverá certificação para os participantes

Monteiro Lobato faria hoje 135 anos e para comemorar a data foi criado o Dia Nacional do Livro Infantil e Juvenil. O escritor concebeu   personagens inesquecíveis como a boneca Emília, Pedrinho, Narizinho e a dona Benta, a avó que todo mundo queria ter.

Hoje, tem vários eventos para comemorar a data, mas um deles, demonstra que não existe idade para se tornar um leitor e  que a leitura é capaz de transformar o ser humano. É o seminário “Clubes de Leitura no Sistema Prisional: Experiências em Ribeirão Preto e Região”, que vai reunir  especialistas em políticas públicas, gestores e mediadores de leitura que atuam no projeto.

galeno

Tudo começou em 2009, quando Galeno Amorim, do Instituto Palavra Mágica, criou  os clubes de leitura em presídios, em parceria com a Funap (Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel), em 2009.

Hoje, são 18 projetos nos presídios da região e 270 participantes, entre homens e mulheres, que leem em média 12 livros por ano. A índice de leitura do brasileiro, de acordo com o Instituto Pró-Livro, é de 4,96 livros por ano.

“Os mediadores da leitura são os presos e as experiências são fantásticas”, diz Galeno. Para ele, os clubes de leitura falam mais forte do que qualquer discurso ou  teoria acadêmica sobre o assunto. “Quando ouço os presos contando como a leitura mudou a vida deles e abriu novas perspectivas e formas de relacionamento com a família e a sociedade eu fico comovido”, afirma Galeno.

clube

Serviço

Local: Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto às 9 horas

Endereço: Rua Professor Mariano Siqueira, 81, Jd. América, Ribeirão Preto (SP)

40 vagas – Haverá certificação para os participantes

O escritor Allison RDS trafega entre o Centro Cirúrgico do HC e a literatura

Por jucimara.pauda em 17/04/2017

Allison RDS é escritor, leitor compulsivo e trabalha no Centro Cirúrgico do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
Ele lançou em 2016, na Bienal do Livro de São Paulo, Etéreo uma ficção que se passa em três momentos distintos: Em 2012 no Brasil, em 523 ACristo em plena guerra no Egito do faraó Psamético III contra o império persa do rei Cambises II e novamente no Brasil em 2015 e traz a aliança entre homens e deuses e guerras pessoais que duraram mais de três mil anos.
Você quer saber como ele arruma tempo para escrever? Leia a entrevista abaixo.
Primeiras escritas
Não sei bem quando comecei a escrever, sou um leitor compulsivo desde que me conheço por gente, acredito que começar a escrever foi uma dupla necessidade. A primeira era colocar no papel todas as histórias que começaram a se formar em meus pensamentos. A segunda necessidade foi a de encontrar uma válvula de escape para todos os problemas que tinha acesso no trabalho (na época trabalhava na Sala de Urgência do HC-Unidade de Emergência), que tem um ambiente muito tenso e complexo… Acabo me satisfazendo como escritor e fazendo terapia ao mesmo tempo.
Publicações
Comecei com pequenos contos de suspense, que posteriormente se transformaram no livro Conturbatio: Contos, medos e outras perturbações. Depois escrevi uma história policial com um toque de fantasia chamado HAEGESSA: Entre a luz e as sombras. Eles foram disponibilizados na Amazon como livros digitais, não sabia como divulgar e não conhecia muito bem a plataforma e me surpreendi com a resposta positiva de leitores, principalmente com o HAEGESSA.
Bienal de São Paulo
Depois disso participei de uma seletiva para uma coletânea de terror da Editora PenDragon, fui selecionado e tenho um conto na coletânea Contos Macabros, demônios Internos. A editora me pediu um original e então aconteceu a publicação do Etéreo em 2016. E o seu lançamento na Bienal de São Paulo. Foi fantástico poder estar em uma Bienal como autor! Conheci alguns ídolos e fui reconhecido por vários leitores. Uma experiência inesquecível.
Conciliação entre a escrita e o Centro Cirúrgico
As duas ocupações convivem bem. Tento manter uma rotina diária de escrita, apesar de que em alguns dias o hospital me consome totalmente e eu não consigo escrever muito, então não me obrigo a metas muito complexas, mas me cobro bastante em relação a escrita. Quanto trabalhar na área da saúde é fascinante, tenho acesso a pacientes de todos os cantos do Brasil com histórias complexas e muito ricas, sem dúvidas sou inspirado por eles.
Nascimento Etéreo
Sou fascinado por história antiga e um dia li um artigo de uma revista de curiosidades sobre a guerra entre o império Persa e o Egito. Achei curioso o fato de nunca ter lido nada a respeito desta guerra em livros de história, decidi que escreveria algo que envolvesse esta guerra e todas as curiosidades que havia descoberto sobre ela. Comecei a escrever pela guerra no Egito, que depois acabou se transformando na segunda parte do livro. Quando conto que o livro começou pelo meio as pessoas acham estranho, mas foi assim. Rsrsrs…
Processo de criação
Eu comecei a escrever o livro de forma intuitiva, eu não tinha um roteiro a ser seguido e nenhuma estrutura narrativa pré-definida, então quando acreditei que o Etéreo viraria uma boa história, criei o roteiro definitivo e achei importante ambienta-lo de alguma forma no Brasil, pois a maioria de respostas positivas sobre o que eu escrevo é de que as histórias se passam no Brasil. Então coloquei pesquisadores brasileiros encontrando uma pirâmide na Antártica em 2012, pois foi o ano que a base Comandante Ferraz (base da marinha brasileira na Antártica) pegou fogo acidentalmente e criei um universo fantástico em paralelo à realidade que todos conhecemos. Além da Antártica, Etéreo tem como cenários São Luís, São Paulo e Rio de Janeiro, além de Alexandria e Pelúsia no Egito e Babilônia e Ecbata no império persa…
Próximos livros
Meu próximo livro se passa durante a Guerra do Paraguai, vai ser dividido em vários núcleos e envolveu muita pesquisa sobre a história politica e militar. Mas como em tudo o que escrevo, será um livro de fantasia e de certa forma envolverá religião e mitologia. Acredito que os leitores irão se surpreender com o que vem por ai… Rsrsrs…

Allison RDS é escritor, leitor compulsivo e trabalha no Centro Cirúrgico do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Ele é autor de  Etéreo um livro de ficção que se passa em três momentos distintos: em 2012 no Brasil, em 523 AC em plena guerra no Egito do faraó Psamético III contra o império persa do rei Cambises II e novamente no Brasil em 2015 e traz a aliança entre homens, deuses e guerras pessoais que duraram mais de três mil anos. Você quer saber como ele arruma tempo para escrever? Leia a entrevista abaixo.

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Primeiras escritas

Não sei bem quando comecei a escrever, sou um leitor compulsivo desde que me conheço por gente, acredito que começar a escrever foi uma dupla necessidade. A primeira era colocar no papel todas as histórias que começaram a se formar em meus pensamentos. A segunda necessidade foi a de encontrar uma válvula de escape para todos os problemas que tinha acesso no trabalho (na época trabalhava na Sala de Urgência do HC-Unidade de Emergência), que tem um ambiente muito tenso e complexo… Acabo me satisfazendo como escritor e fazendo terapia ao mesmo tempo.

Publicações

Comecei com pequenos contos de suspense, que posteriormente se transformaram no livro Conturbatio: Contos, medos e outras perturbações. Depois escrevi uma história policial com um toque de fantasia chamado HAEGESSA: Entre a luz e as sombras. Eles foram disponibilizados na Amazon como livros digitais, não sabia como divulgar e não conhecia muito bem a plataforma e me surpreendi com a resposta positiva de leitores, principalmente com o HAEGESSA.

Bienal de São Paulo

Depois disso participei de uma seletiva para uma coletânea de terror da Editora PenDragon, fui selecionado e tenho um conto na coletânea Contos Macabros, demônios Internos. A editora me pediu um original e então aconteceu a publicação do Etéreo em 2016. E o seu lançamento na Bienal de São Paulo. Foi fantástico poder estar em uma Bienal como autor! Conheci alguns ídolos e fui reconhecido por vários leitores. Uma experiência inesquecível.

Conciliação entre a escrita e o Centro Cirúrgico

As duas ocupações convivem bem. Tento manter uma rotina diária de escrita, apesar de que em alguns dias o hospital me consome totalmente e eu não consigo escrever muito, então não me obrigo a metas muito complexas, mas me cobro bastante em relação a escrita. Quanto trabalhar na área da saúde é fascinante, tenho acesso a pacientes de todos os cantos do Brasil com histórias complexas e muito ricas, sem dúvidas sou inspirado por eles.

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Nascimento Etéreo

Sou fascinado por história antiga e um dia li um artigo de uma revista de curiosidades sobre a guerra entre o império Persa e o Egito. Achei curioso o fato de nunca ter lido nada a respeito desta guerra em livros de história, decidi que escreveria algo que envolvesse esta guerra e todas as curiosidades que havia descoberto sobre ela. Comecei a escrever pela guerra no Egito, que depois acabou se transformando na segunda parte do livro. Quando conto que o livro começou pelo meio as pessoas acham estranho, mas foi assim.

Processo de criação

Eu comecei a escrever o livro de forma intuitiva, eu não tinha um roteiro a ser seguido e nenhuma estrutura narrativa pré-definida, então quando acreditei que o Etéreo viraria uma boa história, criei o roteiro definitivo e achei importante ambienta-lo de alguma forma no Brasil, pois a maioria de respostas positivas sobre o que eu escrevo é de que as histórias se passam no Brasil. Então coloquei pesquisadores brasileiros encontrando uma pirâmide na Antártica em 2012, pois foi o ano que a base Comandante Ferraz (base da marinha brasileira na Antártica) pegou fogo acidentalmente e criei um universo fantástico em paralelo à realidade que todos conhecemos. Além da Antártica, Etéreo tem como cenários São Luís, São Paulo e Rio de Janeiro, além de Alexandria e Pelúsia no Egito e Babilônia e Ecbata no império persa…

Próximos livros

Meu próximo livro se passa durante a Guerra do Paraguai, vai ser dividido em vários núcleos e envolveu muita pesquisa sobre a história politica e militar. Mas como em tudo o que escrevo, será um livro de fantasia e de certa forma envolverá religião e mitologia. Acredito que os leitores irão se surpreender com o que vem por ai…

Os livros e o cinema na visão dos gêmeos Marcos e André Castro, o Mamá e o Dedé

Por jucimara.pauda em 15/04/2017

Marcos e André de Castro, os gêmeos do cinema de Ribeirão Preto. Eles entendem tudo, tudo, tudo de cinema, mas sabe por que ? Começaram a ver filmes aos cinco anos de idade e não pararam mais. Hoje, eles participam de festivais, dão palestras e tocam o Estúdio Kaiser de Cinema.
Querem saber mais sobre os dois talentos? Leia a entrevista abaixo:
Início de tudo
Foi assistindo a festa do Oscar em 1984. Antes era exibido na segunda-feira após a novela das 8 e durante os intervalos a chamada chamou nossa atenção e ficamos assistindo. Mas não tínhamos a ideia de quem era Jack Nicholson, Shirley MacLaine, Linda Hunt (alguns vencedores daquele ano). Nossa mãe deixou a gente assistir até o final e pensou: quem sabe não vira alguma coisa! (risos). Ela comprou um vídeo cassete e hoje estamos aqui.
Primeiro filme
O primeiro filme que vimos inteiro na vida foi em 1985: “Terror Em Amityville 2”. Pode ter certeza que ver este filme aos 5 anos foi inesquecível. A primeira vez no cinema foi em 1986: “Os Goonies” e o primeiro filme legendado no cinema foi “Uma Secretária de Futuro” em 1989.
Inesquecíveis
Os mais inesquecíveis para nós, são 5: Sexta-feira 13 (1980), …E O Vento Levou (1939), Do Mundo Nada Se Leva (1938), Blade Runner – O Caçador de Andróides (1982) e Carrie – A Estranha (1976). Colocamos o ano do filme para ninguém pensar que tratam-se das péssimas refilmagens que foram feitas de alguns destes filmes.
Infância
Foi em Ribeirão Preto e sempre na Vila Tibério, bairro que amamos. Foi uma infância muito engraçada (nossa família é muito engraçada e atrapalhada), qualquer história do passado leva as pessoas as gargalhadas quando contamos. Não foi uma infância como as outras infâncias, afinal nosso “carrinho, fliperama” era o vídeo cassete (risos). Quando nossa mãe comprou o vídeo cassete (Toshiba X-40 4 cabeças), em 1988, foi uma descoberta e também nosso “calcanhar de Aquiles”: ela não precisava gritar, ou dar palmadas na bunda… ela descobriu o ponto fraco. Se desobedecer não liga o vídeo. Em casa só era aceito notas A ou B na escola… qualquer coisa abaixo disso, vinha o castigo.
Arteiros
Éramos arteiros? Sim, bastante, mas nossa mãe nunca se incomodou com o isso, o importante eram as notas nas disciplinas. Uma vez na 5ª série em 1992 um de nós trouxe C em uma prova, o outro pagou o pato e ambos ficamos 07 dias sem ligar o vídeo e nem sequer pôr os pés numa locadora. Foi uma tortura (risos). Após isso, sempre A ou B. Pelo menos, na falta do vídeo, nosso passatempo era outro grande amor da nossa vida: Chaves & Chapolin.
Livros
Gostamos bastante. Sempre gostamos do gênero terror (nosso tipo de filme predileto), afinal, começamos com um filme de terror (risos). Os livros que queríamos, quando crianças, eram os do Stephen King, O Exorcista, entre outros… Esses não tinham na escola. Quando haviam livros de escolha livres, exemplo: escolhemos “O Escaravelho do Diabo”, ou algum livro de mistério. Quadrinhos de terror como do Contos da Cripta, Zé do Caixão, Clive Barker… Revistas de cinema: nossa, eram no mínimo 5 por mês, quase todas que lançavam. Não tinha internet, nem TV a cabo na época… tudo que tínhamos que saber estavam nas revistas.
Filmes baseados em livros
O Silencio dos Inocentes, O Exorcista, O Cemitério Maldito, Gente Como A Gente, O Poderoso Chefão, O Iluminado, Carrie, It, Blade Runner, A Casa dos Espíritos, Amityville, O Diário de Bridget Jones, Era Uma Vez Na América. Os livros sobre Jack Ryan, As Horas, Invasores de Corpos, Laura, Julia, A Caldeira do Diabo, Hellraiser, Orgulho e Preconceito, Re-Animator, Serpico, O Beco das Ilusões Perdidas, A Sereia do Mississippi, Stella Dallas – Mãe Redentora, Eles Atiram em Cavalos, não atiram?, The Warriors, entre outros…
Campeão
Não existe muita coisa recente em nossa pequena lista. Mas acreditamos que nunca, jamais irá existir uma adaptação superior ao “O Bebe de Rosemary”. Nosso número 1 de filmes baseados em livros. Como são veículos diferentes, não existe a possibilidade de levar todas as páginas em 120 minutos de duração… Neste caso, houve, realmente, uma incógnita. A inteligência do cineasta Roman Polanski que além de dirigir escreveu a adaptação.
Hollywood aposta nos livros
Olha, nós sempre tentamos nunca comparar, porque acreditamos que existe um século de erros neste quesito. Afinal, o sabor de comer um morango é diferente de tomar o suco do morango. Por isso, para nós dois, não existe comparação. São veículos diferentes. Exemplo: o livro do “O Exorcista” é ótimo, mas é completamente detalhado… já o filme exibe que aquela situação pode ocorrer com qualquer um. É necessário. Uma coisa é cinema, outra coisa é livro.
Livro versus filme
Mas essas escolhas de Hollywood… hummm… isso não chama nossa atenção. Não escolhemos um filme por isso. É como o cineasta francês François Truffaut disse: Ao terminar um roteiro original suas ideias secam, e nada melhor do que adaptar um livro, para que seu cérebro volte a criar sozinho.
Bem… como podemos dizer: Adaptar “Harry Potter” e “O Senhor dos Anéis” é uma coisa… fazer “O Hobbit” e o recente “Animais Fantásticos…” é outra (é um caça níquel).
Festival de Cannes
A experiência foi magnifica. Nosso curta metragem estava numa plataforma digital, mas se estivéssemos presentes íamos poder realizar uma exibição numa pequena sala de cinema dentro da Marche Du Film. Fomos até lá e exibimos… Foi um sucesso, recebemos críticas maravilhosas. Fechamos parcerias que estão dando frutos… ou seja, trabalhamos lá dentro, ninguém fez pela gente. Existe o mundo e existe Cannes… nada é comparado aquilo. O que aprendemos é algo que não se aprende em cursos. Percebemos como somos pequenos e como o cinema brasileiro precisa crescer.
Trata-se do perfeito equilíbrio de intelectualidade e glamour. O que nos espantou é que lá dentro… o que eles realmente querem são filmes comerciais, isso foi sensacional!
Encantamento
Mas não existe uma palavra correta para decifrar a maravilha que foi trabalhar, participar, conhecer o festival de Cannes, ver filmes com atores, andar no tapete vermelho, andar pela cidade, pelos pubs durante a madrugada (com participantes do festival), as sessões de cinema na praia com piquenique, as festas a noite… é algo único, repito: existe o mundo e existe o festival de Cannes (risos).
Marcos e André de Castro são os gêmeos do cinema de Ribeirão Preto. Eles entendem tudo, tudo, tudo de cinema, mas sabe por que ? Começaram a ver filmes aos cinco anos de idade e não pararam mais. Hoje, eles participam de festivais, dão palestras e vivem do amor pela arte. Querem saber mais sobre os dois talentos? Leia a entrevista e se encante com a trajetória dos garotos cinéfilos.
9 Festival de Cinema de Ribeirão Preto
Início de tudo
Foi assistindo a festa do Oscar em 1984. Antes era exibido na segunda-feira após a novela das 8 e durante os intervalos a chamada chamou nossa atenção e ficamos assistindo, mas não tínhamos a ideia de quem era Jack Nicholson, Shirley MacLaine, Linda Hunt (alguns vencedores daquele ano). Nossa mãe deixou a gente assistir até o final e pensou: quem sabe não vira alguma coisa! (risos). Ela comprou um vídeo cassete e hoje estamos aqui.

Primeiro filme
O primeiro filme que vimos inteiro na vida foi em 1985: “Terror Em Amityville 2”. Pode ter certeza que ver este filme aos 5 anos foi inesquecível. A primeira vez no cinema foi em 1986: “Os Goonies” e o primeiro filme legendado no cinema foi “Uma Secretária de Futuro” em 1989.
Inesquecíveis
Os mais inesquecíveis para nós, são 5: Sexta-feira 13 (1980), …E O Vento Levou (1939), Do Mundo Nada Se Leva (1938), Blade Runner – O Caçador de Andróides (1982) e Carrie – A Estranha (1976). Colocamos o ano do filme para ninguém pensar que se tratam das péssimas refilmagens que foram feitas de alguns destes filmes.
Infância
Foi em Ribeirão Preto e sempre na Vila Tibério, bairro que amamos. Foi uma infância muito engraçada (nossa família é muito engraçada e atrapalhada), qualquer história do passado leva as pessoas as gargalhadas quando contamos. Não foi uma infância como as outras infâncias, afinal nosso “carrinho, fliperama” era o vídeo cassete (risos). Quando nossa mãe comprou o vídeo cassete (Toshiba X-40 4 cabeças), em 1988, foi uma descoberta e também nosso “calcanhar de Aquiles”: ela não precisava gritar, ou dar palmadas na bunda… ela descobriu o ponto fraco. Se desobedecer não liga o vídeo. Em casa só era aceito notas A ou B na escola… qualquer coisa abaixo disso, vinha o castigo.
Livros
Gostamos bastante. Sempre gostamos do gênero terror (nosso tipo de filme predileto), afinal, começamos com um filme de terror (risos). Os livros que queríamos, quando crianças, eram os do Stephen King, O Exorcista, entre outros… Esses não tinham na escola. Quando haviam livros de escolha livres escolhemos “O Escaravelho do Diabo”, ou algum livro de mistério. Quadrinhos de terror como do Contos da Cripta, Zé do Caixão, Clive Barker… Revistas de cinema: nossa, eram no mínimo 5 por mês, quase todas que lançavam. Não tinha internet, nem TV a cabo na época… tudo que tínhamos que saber estavam nas revistas.
Gêmeos Figurak

Filmes baseados em livros
O Silencio dos Inocentes, O Exorcista, O Cemitério Maldito, Gente Como A Gente, O Poderoso Chefão, O Iluminado, Carrie, It, Blade Runner, A Casa dos Espíritos, Amityville, O Diário de Bridget Jones, Era Uma Vez Na América. Os livros sobre Jack Ryan, As Horas, Invasores de Corpos, Laura, Julia, A Caldeira do Diabo, Hellraiser, Orgulho e Preconceito, Re-Animator, Serpico, O Beco das Ilusões Perdidas, A Sereia do Mississippi, Stella Dallas – Mãe Redentora, Eles Atiram em Cavalos, não atiram?, The Warriors, entre outros…
Campeão
Não existe muita coisa recente em nossa pequena lista. Mas acreditamos que nunca, jamais irá existir uma adaptação superior ao “O Bebe de Rosemary”. Nosso número 1 de filmes baseados em livros. Como são veículos diferentes, não existe a possibilidade de levar todas as páginas em 120 minutos de duração… Neste caso, houve, realmente, uma incógnita. A inteligência do cineasta Roman Polanski que além de dirigir escreveu a adaptação.
Hollywood aposta nos livros
Olha, nós sempre tentamos nunca comparar, porque acreditamos que existe um século de erros neste quesito. Afinal, o sabor de comer um morango é diferente de tomar o suco do morango. Por isso, para nós dois, não existe comparação. São veículos diferentes. Exemplo: o livro do “O Exorcista” é ótimo, mas é completamente detalhado… já o filme exibe que aquela situação pode ocorrer com qualquer um. É necessário. Uma coisa é cinema, outra coisa é livro.
Livro versus filme
Mas essas escolhas de Hollywood… hummm… isso não chama nossa atenção. Não escolhemos um filme por isso. É como o cineasta francês François Truffaut disse: Ao terminar um roteiro original suas ideias secam, e nada melhor do que adaptar um livro, para que seu cérebro volte a criar sozinho. Bem… como podemos dizer: Adaptar “Harry Potter” e “O Senhor dos Anéis” é uma coisa… fazer “O Hobbit” e o recente “Animais Fantásticos…” é outra (é um caça níquel).
Festival de Cannes
A experiência foi magnifica. Nosso curta metragem estava numa plataforma digital, mas se estivéssemos presentes íamos poder realizar uma exibição numa pequena sala de cinema dentro da Marche Du Film. Fomos até lá e exibimos… Foi um sucesso, recebemos críticas maravilhosas. Fechamos parcerias que estão dando frutos… ou seja, trabalhamos lá dentro, ninguém fez pela gente. Existe o mundo e existe Cannes… nada é comparado aquilo. O que aprendemos é algo que não se aprende em cursos. Percebemos como somos pequenos e como o cinema brasileiro precisa crescer.  Trata-se do perfeito equilíbrio de intelectualidade e glamour. O que nos espantou é que lá dentro… o que eles realmente querem são filmes comerciais, isso foi sensacional!

Encantamento
Mas não existe uma palavra correta para decifrar a maravilha que foi trabalhar, participar, conhecer o festival de Cannes, ver filmes com atores, andar no tapete vermelho, andar pela cidade, pelos pubs durante a madrugada (com participantes do festival), as sessões de cinema na praia com piquenique, as festas a noite… é algo único, repito: existe o mundo e existe o festival de Cannes (risos).

Livro mostra os contrastes da rotina a partir de versos e ilustrações intimistas

Por jucimara.pauda em 13/04/2017

Livro mostra os contrastes da rotina a partir de versos e ilustrações intimistas
A poesia faz parte do nosso dia a dia, mesmo que você não tenha notado. O  autor Pedro Alberto Ribeiro, o Poeta em Queda, é um observador atento do cotidiano e em seu novo livro Naufragar Jamais (11 Editora, 60 p., R$ 29,90) seus poemas transitam entre as pequenas perdas e vitórias, se debruçam sobre angústias e reconstituem vestígios de sentimentos que não se deixam mais ignorar. Tudo acompanhado de ilustrações que interagem com os escritos.
“Essa concepção traduz a não linearidade dos sentimentos expostos e convida o leitor a apreciar o trabalho sem pressa, refreando a inquietação, que é uma das responsáveis por muitas das angústias atuais”, diz Poeta.
O livro será lançado em Jaú, no dia 13 de abril, às 19h30, na Caçambaria. O autor também pretende fazer, nos próximos meses, noites de autógrafo em São Carlos, Sorocaba e São Paulo.
“Numa cidade de multidões, a poesia de Pedro Alberto Ribeiro faz chover incertezas, angústias e multiplicidades; é respiro-silêncio na sinfonia caótica do cotidiano”, escreve a poeta, atriz e diretora de teatro Luiza Romão, de Ribeirão Preto, que prefacia a obra.
O pseudônimo Poeta em Queda, com o qual o autor assina o trabalho, foi adotado desde 2013, como parte de um projeto estético em atividades ligadas à produção cultural, escrita criativa e poética.
No palco, suas apresentações consistem em declamar poemas com grande carga de dramaticidade – performances conhecidas como spoken word (poesia falada), por meio da qual busca uma linguagem acessível, honesta e altamente sentimental.
O livro traz alguns poemas já conhecidos nessas apresentações, como coração em cubos e chorar o céu e outros inéditos, entre os quais pássaros imersos em aquário, escrito em homenagem às mulheres do Centro de Ressocialização Feminino de Araraquara após uma visita à instituição. Destaque também para retratos à prova d’água, que o autor considera o principal definidor do momento em que o projeto se encontra: “se tivessem de falar / estes versos seriam uma selfie / tirada um segundo antes do blecaute”.
Com 60 páginas, Naufragar Jamais é o primeiro título de poesia do catálogo da 11 Editora – editora independente sediada em Jaú, que iniciou suas atividades em 2015 publicando livros de contos e romances.
A obra poderá ser adquirida no site da 11 Editora (www.11editora.com.br).
Sobre o autor – Pedro Alberto Ribeiro nasceu em Sorocaba em 8 de setembro de 1993. É graduado em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e atualmente cursa o mestrado na mesma instituição. Na universidade, participou de um coletivo que criou a publicação Círculo, para divulgação da poesia. Por essa época começou a participar de saraus e a declamar sua produção literária. Em 2015, já com o pseudônimo Poeta em Queda, lançou seu primeiro livro, Fogos, Mares e Marias, de forma independente.
Serviço:
Título: Naufragar Jamais
Autor: Poeta em Queda / Pedro Alberto Ribeiro
11 Editora
R$ 29,90

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A poesia faz parte do nosso dia a dia, mesmo que você não tenha notado. O  autor Pedro Alberto Ribeiro, o Poeta em Queda, é um observador atento do cotidiano e em seu novo livro Naufragar Jamais (11 Editora, 60 p., R$ 29,90) seus poemas transitam entre as pequenas perdas e vitórias, se debruçam sobre angústias e reconstituem vestígios de sentimentos que não se deixam mais ignorar. Tudo acompanhado de ilustrações que interagem com os escritos.

“Essa concepção traduz a não linearidade dos sentimentos expostos e convida o leitor a apreciar o trabalho sem pressa, refreando a inquietação, que é uma das responsáveis por muitas das angústias atuais”, diz Poeta.

Capa Naufragar Jamais

“Numa cidade de multidões, a poesia de Pedro Alberto Ribeiro faz chover incertezas, angústias e multiplicidades; é respiro-silêncio na sinfonia caótica do cotidiano”, escreve a poeta, atriz e diretora de teatro Luiza Romão, de Ribeirão Preto, que prefacia a obra.

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O livro traz alguns poemas já conhecidos como coração em cubos e chorar o céu e outros inéditos, entre os quais pássaros imersos em aquário, escrito em homenagem às mulheres do Centro de Ressocialização Feminino de Araraquara após uma visita à instituição.

Destaque também para retratos à prova d’água, que o autor considera o principal definidor do momento em que o projeto se encontra: “se tivessem de falar / estes versos seriam uma selfie / tirada um segundo antes do blecaute”.

Com 60 páginas, Naufragar Jamais é o primeiro título de poesia do catálogo da 11 Editora – editora independente sediada em Jaú, que iniciou suas atividades em 2015 publicando livros de contos e romances.

O livro será lançado em Jaú, hoje, às 19h30, na Caçambaria. O autor também pretende fazer, nos próximos meses, noites de autógrafo em São Carlos, Sorocaba e São Paulo.

A obra poderá ser adquirida no site da 11 Editora (www.11editora.com.br).

Quem é Pedro?

Nasceu em Sorocaba em 8 de setembro de 1993. É graduado em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e atualmente cursa o mestrado na mesma instituição. Na universidade, participou de um coletivo que criou a publicação Círculo, para divulgação da poesia. Por essa época começou a participar de saraus e a declamar sua produção literária. O pseudônimo Poeta em Queda foi adotado desde 2013, como parte de um projeto estético em atividades ligadas à produção cultural, escrita criativa e poética.Em 2015, ele lançou seu primeiro livro, Fogos, Mares e Marias, de forma independente.

Serviço:

Título: Naufragar Jamais

Autor: Poeta em Queda / Pedro Alberto Ribeiro

11 Editora

R$ 29,90

Leninha Passos partiu, mas deixa alunos apaixonados pela literatura

Por jucimara.pauda em 11/04/2017

Uma notícia entristeceu a minha tarde. Hoje, fiquei sabendo que você partiu e eu não tive tempo de entrevistá-la  sobre sua paixão pela Literatura. Quem me deu a notícia não conseguiu segurar as lágrimas e eu também não. Você parte deixando saudades e a sensação de incredulidade.
Eu me encontrei poucas vezes com você nos últimos dois anos. A gente conversava durante a reunião de pais e eu sempre preferia ficar por último, porque adorava ver você falando com os outros pais. Ao mesmo tempo, eu não queria que o nosso papo fosse rápido.
Enquanto eu esperava, observava você. Sempre havia uma palavra para elogiar o filho ou a filha para os pais. Em um desses dias, o pai detonou o menino que estava com nota baixa em Língua Portuguesa. Com delicadeza, mas firme, você o orientou a ajudar o garoto nos estudos. Ele que havia entrado na sala com olhar raivoso saiu sorrindo.
Nessas ocasiões, a gente conversava sobre a minha filha, literatura, redação e jornalismo. Você me falou do imediatismo da mídia, dos temas para a redação em vestibulares, me tranquilizou sobre o futuro da minha filha e sentenciou: ela é de Humanas.
No primeiro ano da minha menina no Ensino Médio, ela participou do Sarau,  que você comandou ao lado da professora Cíntia. Foram vários ensaios. Eu assisti duas vezes e sai encantada e com a certeza de que havia escolhido a escola certa para a minha gatinha.
A apresentação uniu música, dança e o mito da caverna de uma maneira que me deixou boquiaberta. Um sarau digno de grandes produções. Conversamos sobre isto na última vez que nos vimos. Você se lembra?
Na última vez, eu também me encontrei com uma jovem que você chamou para ser corretora de redações. Ela foi sua aluna e hoje faz Letras na Unesp.Eu a conheço porque dividimos a mesma paixão pelos livros. A futura professora disse  que você era um exemplo a ser seguido e uma apaixonada pela literatura. Era evidente a sua paixão pela profissão, pela literatura e pelos alunos.
Como mãe, quero apenas agradecer a cada ensinamento que você proporcionou a minha filha e a todos os alunos que tiveram o privilégio de ouvir você.
Você partiu tão cedo, mas é porque sua missão no plano terreno chegou ao fim. Você plantou inúmeras lembranças e sua memória está mais viva do que nunca em cada um de nós.
Que a sua viagem seja iluminada por Deus e que sua família tenha a certeza que você é um ser humano raro e sempre será amado.

Uma notícia entristeceu a minha tarde. Hoje, fiquei sabendo que você partiu e eu não tive tempo de entrevistá-la  sobre sua paixão pela Literatura. Quem me deu a notícia foi a minha filha Lara Alba que não conseguiu segurar as lágrimas e eu também não. Você parte deixando saudades e a sensação de incredulidade.

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Eu me encontrei poucas vezes com você nos últimos dois anos. A gente conversava durante a reunião de pais e eu sempre preferia ficar por último, porque adorava ver você falando com as outras mães. Ao mesmo tempo, eu não queria que o nosso papo fosse rápido.

Enquanto eu esperava, observava você. Sempre havia uma palavra para elogiar o filho ou a filha para os pais. Em um desses dias, o pai detonou o menino que estava com nota baixa em Língua Portuguesa. Com delicadeza, mas firme, você o orientou a ajudar o garoto nos estudos. Ele que havia entrado na sala com olhar raivoso saiu sorrindo.

Nessas ocasiões, a gente conversava sobre a minha filha, literatura, redação e jornalismo. Você me falou do imediatismo da mídia, dos temas para a redação em vestibulares, me tranquilizou sobre o futuro da minha filha e sentenciou: ela é de Humanas.

No primeiro ano da minha menina no Ensino Médio, ela participou do Sarau,  que você comandou ao lado da professora Cíntia. Foram vários ensaios. Eu assisti duas vezes e sai encantada e com a certeza de que havia escolhido a escola certa para a minha gatinha.

A apresentação uniu música, dança e o mito da caverna de uma maneira que me deixou boquiaberta. Um sarau digno de grandes produções. Conversamos sobre isto na última vez que nos vimos. Você se lembra?

Na última vez, eu também me encontrei com uma jovem que você chamou para ser corretora de redações. Ela foi sua aluna e hoje faz Letras na Unesp.Eu a conheço porque dividimos a mesma paixão pelos livros. A futura professora disse  que você era um exemplo a ser seguido e uma apaixonada pela literatura. Era evidente a sua paixão pela profissão, pela literatura e pelos alunos.

Como mãe, quero apenas agradecer a cada ensinamento que você proporcionou a minha filha e a todos os alunos que tiveram o privilégio de ouvir você.

Você partiu tão cedo, mas é porque sua missão no plano terreno chegou ao fim. Você plantou inúmeras lembranças e sua memória está mais viva do que nunca em cada um de nós.

Que a sua viagem seja iluminada por Deus e que sua família tenha a certeza de que você é um ser humano raro e sempre será amado.

Artistas criam cordel em quadrinhos e buscam financiamento coletivo

Por jucimara.pauda em 11/04/2017

Um projeto que reúne dois artistas de Ribeirão Preto precisa da sua ajuda para sair do papel. Cordeiro de Sá e Arnaldo Júnior querem publicar o fanzine Cospe Fogo.
Tudo começou quando Cordeiro fez o roteiro de uma história e o Arnaldo decidiu que precisava ilustrà-la.
“Quando eu vi, pensei em fazer as ilustrações com base nas xilogravuras de Cordel, pois o roteiro permitia e a ideia de trabalhar com essa temática cresceu. Acabei finalizando a HQ em versos rimados e propus ao Sá, criarmos mais histórias assim. Ele escreveu outra história já em formato de versos rimados pra eu ilustrar e eu escrevi duas histórias para ele ilustrar”.
Com dois talentos juntos a ideia cresceu e a criatividade tomou conta da dupla.
“A possibilidade de juntar textos de cordel em versos com HQ abriu um largo caminho para o experimentalismo, tanto nos textos como nos desenhos e o resultado acabou nos surpreendendo, até porque não víamos o que um ou o outro estava produzindo. Somente depois que ficou pronto. Como resolvemos usar a linguagem do Cordel nas ilustrações, procuramos ser o mais fiel possível também nos roteiros e argumentos das histórias”.
Os dois se reuniram e analisaram tudo o que havia sido feito e começaram a pensar em um nome para o projeto.
“Como nossas histórias se passam neste universo cordelista, povoado de cabras machos, dragões da maldade, paisagem da caatinga com a temperatura nas alturas, pensamos então em Cospe Fogo”.
Agora, éles querem levar o Cospe Fogo para todas as pessoas e precisam de ajuda.
“O Cospe Fogo está sendo produzido no formato de financiamento coletivo. Nesse modo de produzir, a pessoa compra antecipadamente o exemplar do livro pelo site do Catarse (que é a empesa captadora dos recursos) que depois de terminada a campanha nos repassa o valor arrecadado e, após o lançamento, a pessoa recebe o exemplar junto com as prendas, que são bônus de agradecimento pela colaboração, em sua própria casa”
Gente, como você pode ver a ajuda significa comprar o livro antes dele ser publicado e para participar é muito fácil.
“Basta entrar no site www.catarse.me/cospefogo, escolher a melhor forma de contribuir, imprimir o boleto e esperar a chegada do livro, prevista para maio”.
E o Arnaldo e o Cordeiro avisam que tem promoção especial para as escolas:
“O projeto Cospe Fogo é, até aonde a gente sabe, uma experiencia inédita que reúne Cordel e HQ, altamente recomendado para o uso nas escolas por conta da variedade de recursos a serem utilizados que vão desde a leitura até ao encontro com toda essa brasilidade manifesta no projeto Para as escolas que adquirirem a partir de 50 exemplares, haverá como bônus, a nossa visita para um bate papo com os alunos sobre quadrinhos, cordel, arte popular e brasilidade. Entre agora no site e faça parte desta aventura pelo mundo do cordel em quadrinhos”

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Um projeto que reúne dois artistas de Ribeirão Preto precisa da sua ajuda para sair do papel. Cordeiro de Sá e Arnaldo Júnior querem publicar um cordel em quadrinhos com o nome delicioso de  Cospe Fogo.

Tudo começou quando Cordeiro fez o roteiro de uma história e o Arnaldo decidiu que precisava ilustrá-la.

“Quando eu vi, pensei em fazer as ilustrações com base nas xilogravuras de Cordel, pois o roteiro permitia e a ideia de trabalhar com essa temática cresceu. Acabei finalizando a HQ em versos rimados e propus ao Sá criarmos mais histórias assim. Ele escreveu outra história já em formato de versos rimados para eu ilustrar e eu escrevi duas histórias para ele ilustrar”.

A união de dois talentos fez a ideia crescer  e a criatividade tomar conta da dupla.

“A possibilidade de juntar textos de cordel em versos com HQ abriu um largo caminho para o experimentalismo, tanto nos textos como nos desenhos e o resultado acabou nos surpreendendo, até porque não víamos o que um ou o outro estava produzindo. Somente depois que ficou pronto. Como resolvemos usar a linguagem do Cordel nas ilustrações, procuramos ser o mais fiel possível também nos roteiros e argumentos das histórias”.

O trabalho estava pronto, mas precisava de um nome.

“Como nossas histórias se passam neste universo cordelista, povoado de cabras machos, dragões da maldade, paisagem da caatinga com a temperatura nas alturas, pensamos então em Cospe Fogo”.

Olha a capa do cordel gente. Achei linda demais. O que você achou ?

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Agora, eles querem levar o Cospe Fogo para todas as pessoas e precisam de ajuda.

“O Cospe Fogo está sendo produzido no formato de financiamento coletivo. Nesse modo de produzir, a pessoa compra antecipadamente o exemplar do livro pelo site do Catarse (que é a empresa captadora dos recursos) que depois de terminada a campanha nos repassa o valor arrecadado e, após o lançamento, a pessoa recebe o exemplar junto com as prendas, que são bônus de agradecimento pela colaboração, em sua própria casa”

Como você pode ver a ajuda significa comprar o livro antes dele ser publicado e para participar é muito fácil.

“Basta entrar no site www.catarse.me/cospefogo, escolher a melhor forma de contribuir, imprimir o boleto e esperar a chegada do livro, prevista para maio”.

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Arnaldo e o Cordeiro avisam que tem promoção especial para as escolas

“O projeto Cospe Fogo é, até aonde a gente sabe, uma experiência inédita que reúne Cordel e HQ, altamente recomendado para o uso nas escolas por conta da variedade de recursos a serem utilizados que vão desde a leitura até ao encontro com toda essa brasilidade do projeto. Para as escolas que adquirirem a partir de 50 exemplares, haverá como bônus, a nossa visita para um bate papo com os alunos sobre quadrinhos, cordel, arte popular e brasilidade”

Quer participar da empreitada? Entre agora no site e faça parte desta aventura pelo mundo do cordel em quadrinhos. A dupla de artistas agradece.

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Leitura e concurso: Edson começou como balconista e hoje é delegado chefe da Polícia Federal

Por jucimara.pauda em 08/04/2017

Você já parou para pensar que a leitura pode ajudar você a prestar um concurso público e passar? Pois é, ela pode…E hoje concurso é sinônimo de estabilidade e bons salários, mas para você chegar a esse patamar é necessário muito esforço e hoje eu trago a história de uma pessoa que eu admiro muito porque é um vencedor. Ele começou trabalhando como balconista no comércio de Ribeirão Preto, tomava quatro ônibus por dia e aproveitava o tempo para ler, prestou vários concursos e hoje tem um cargo muito cobiçado: é delegado chefe da Polícia Federal de Ribeirão Preto. Quer saber como ele conquistou este lugar? Leia a entrevista abaixo:
Primeiros livros
Não me recordo com exatidão qual foi meu primeiro livro, mas sei que era da Coleção Vaga Lume. Li quase todos os livros que compunham a coleção. Os que mais me marcaram foi Escaravelho do Diabo e Açúcar Amargo. Pela idade que tinha, fiquei impressionado com a determinação de Marta, em Açúcar Amargo, em lutar por suas convicções e, ao mesmo, tempo, ter de esconder quem realmente era.
Paixão pela literatura
Mas as obras que despertaram minha paixão pela literatura definitivamente, ainda na infância, foram Papillon, de Henri Charrière, A volta ao mundo em oitenta dias, de Júlio Verne, e Os miseráveis, de Victor Hugo. A postura e determinação dos personagens respectivos, Henry Charrière, Phileas Fogg e Jean Valjean, me cativaram. Arrebataram é a palavra adequada. Esses três livros, aliás, definiram não só o meu gosto e a minha busca até hoje por livros e filmes que exibem personagens humanos , com suas dúvidas, fraquezas e dores, capazes de superar momentos e situações que seriam impossíveis para a maioria das pessoas, mas essencialmente definiram minha postura diante das adversidades da vida.
Incentivo
E o que me levou a tais livros foi o incentivo que recebi de meus pais. Em casa faltava muita coisa material, mas nunca faltou um novo/livro/novo, se é que me entendem. Explico: todo livro não lido, ainda que surrado, é um livro novo. Li a Bíblia, enciclopédias, dicionários, gibis e bulas de remédio (risos). Nos momentos em que faltaram recursos financeiros aos meus pais – quase a vida inteira (mais risos) – recebi incentivo de professoras e dos pais de dois amigos. Preciso citá-los como um reconhecimento público a essas pessoas extraordinárias: Zilda e João (pais de meus amigos), Ethelvina (professora de Língua Portuguesa que me inscreveu e levou pessoalmente a concursos de Literatura e Arte, os quais ganhei; é ganhei mesmo!, e guardo os certificados e medalhas até hoje) e Telma (professora de Matemática que me forneceu livros quando eu não os tinha). Minha vida é repleta de literatura literalmente.
Livros e concurso
Fato que poucos sabem, mas a verdade é que cheguei a abandonar os estudos. Desisti. Por duas vezes. Mas uma vez tocado pela literatura e pelo amor ao conhecimento que ela desperta, voltei. E voltei com vontade. Conheci novas pessoas que me incentivaram e daí não parei mais. Terminado o então ensino médio, passei a andar com livros debaixo dos braços. Na época eu era balconista no comércio de Ribeirão Preto e precisava tomar quatro ônibus por dia. O que fazer no percurso? O que fazer enquanto esperava o ônibus? O que fazer nas horas vagas? Ler e estudar. Conhecer é apaixonante e enquanto mais conhecemos mais se quer conhecer.
Aprovação em concursos
Passei em oito concursos para cargos diversos: USP, Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Prefeitura de Ribeirão Preto, Tribunal Regional do Trabalho e outros. Comecei a escolher onde trabalhar. Formei-me em Ciências Jurídicas e Sociais (Direito), dediquei-me a estudar para as carreiras jurídicas e depois de anos e anos de estudo, cheguei onde estou: Polícia Federal. Um dos concursos que exige conhecimento jurídico refinado, ampla capacidade intelectual, vida pregressa impecável, aptidão física e mental extraordinários e saúde, muita saúde. Aliás, falando assim até parece que foi tudo fácil (risos).
Rotina de estudo
A disponibilidade, disciplina e a capacidade intelectual de cada um definem a rotina de estudo. Nos concursos de nível médio, os estudos ocupavam os dias da semana e os sábados pela manhã. Após minha formação em Direito, o estudo para as carreiras jurídicas exigiram maior disciplina. Eu já era pai e tinha uma jornada profissional no Tribunal de Justiça, o qual é conhecido pela carga extraordinária de trabalho, ao lado da necessidade de manter rotina de exercícios físicos, fazer cursinho preparatório e dedicar-me a horas exclusivas de estudos.
Sono, férias, festas … nem pensar
Eu diria que as horas disponíveis para o sono ficaram bem reduzidas nessa época (muitos risos). No início dos anos 2000 não tinha internet de alta velocidade, YouTube e nem Google, o que exigia investimento elevado em aquisição constante de obras atualizadas, viagens, hotéis e inscrições caras. Resumindo: tinha cinco minutos de folga, estudava; tinha R$-10,00 no bolso, comprava um livro ou guardava para comprar um livro mais caro. Férias e compensações de horas eram reservadas para revisões e preparações intensivas em vésperas de concursos.
Segunda fase para delegado federal sem saber nadar???
(risos) Essa história é muito boa. Claro, agora que a venci. Eu sempre pratiquei atividades esportivas: ciclismo, vôlei de quadra e areia, musculação, corrida. Mas nunca fui adepto da água. Estava focado nos exames para magistratura, especialmente do TJSP. As provas eram constantes e antes de conhecer o resultado de um certame, você já estava focado em outra fase de outro concurso em andamento. E nesse contexto caótico de estudos, provas e resultados, li no Diário Oficial que tinha sido aprovado na primeira fase do concurso para Delegado de Polícia Federal. Foi só então que fui ler atentamente o edital para a segunda fase e vi que tinha exames físicos. Basicamente exigia um triatleta sem ciclismo. “Triatleta? Espere, triatleta tem que nadar e eu não sei nadar”.
Foco e determinação
Bem, não saber nadar era um eufemismo no meu caso, já que uma porta de aço de uma tonelada tinha mais chances de boiar do que eu. Mas, Papillon, Fíleas Fogg e Jean Valjean não iriam desistir e, somado a eles, nem a gerente do meu banco, que a essa altura já estava mais para inspetor Javert e farta de financiar meus estudos com o cheque especial. Enfim, tinha que aprender a nadar e tinha pouco tempo, certo? Errado. Tinha pouquíssimo tempo. Nessa mesma data sofri uma trombose na perna corrigível só por cirurgia. O médico me apresentou uma única saída: tomar remédio para dores e para a inflamação, repouso absoluto e cirurgia. Não me esqueço disso, o médico foi irônico e disse “fique tranquilo, você passa em outro concurso”. E eu disse “doutor, venci 50.000 candidatos, fique tranquilo, o senhor arruma outro paciente”. Ignorei irresponsavelmente a recomendação médica e parti para a piscina. Fria, congelante. Era julho de 2004. Consegui uma professora que se dispôs a me ajudar. No primeiro dia ela quase disse o mesmo que o médico, “você passa em outro concurso” (risos). Treinei muito em duas semanas com pouquíssimo progresso efetivo. Estava lesionado e isso era agravado pelas corridas. Quase morri afogado em uma manhã em que só tinha eu na piscina (risos) e não atingi em nenhum dia o índice necessário à aprovação.
Prova física
Fui para a prova física. Corri, saltei e fiz a barra. Faltava a piscina. Dezenas de candidatos e eu tive o azar de ficar para o último. A arquibancada estava lotada. Eram familiares e candidatos de outros cargos. Isso elevou minha tensão às alturas. Tantos anos de estudo, dedicação e eu estava a um passo de perder tudo por não saber nadar. Era uma ironia. Minha única fraqueza em um universo imenso de aptidões e eu seria julgado por ela. Jean Valjean. Cada candidato aprovado era ovacionado. Era fácil para eles. Deslizavam na água. Tive a impressão que eu era a única pessoa no mundo que não sabia nadar. Fui chamado, me coloquei de frente a piscina e olhei aquela raia olímpica que marcava a distância entre tudo o que eu sonhara e lutara. Soou o apito, mergulhei, dei o máximo, não me lembro de muita coisa, meus movimentos não eram sincronizados, eu lutava com a água como se ela se interpusesse entre eu e meu sonho. Era perceptível minha dificuldade. Toquei a borda da piscina, tomei um fôlego e abaixei a cabeça dentro d’água. Estava exausto e pensei “ok, Edson, lutamos o bom combate”.
Aprovação
Nesse momento, na borda, voltei à tona, respirei e olhei para a avaliadora que segurava o cronometro e fazia anotações numa prancheta. Tudo isso durou uma eternidade, até que ela disse “aprovado”. Saí da piscina, sentei e a avaliadora disse: 4 segundos abaixo do tempo mínimo. Era uma façanha para mim. Fui para o vestiário mancando, com dor, liguei para minha família e para outro médico que já acompanhava meu caso e dali, da borda da piscina, marquei minha cirurgia, a qual me deixou 22 dias de cama. Na ANP (Academia Nacional de Polícia) tive de aprender a nadar de verdade. Foram mais três provas de natação e uma missão na Amazônia, de onde saí com a impressão que tinha mais água que árvores.
Leitura e conquistas profissionais
A leitura forma você, faz você ser quem você é. Incute exemplos, referências, expande sua vivência para mundos, experiências e histórias que você não vivenciou. Faz você se questionar, se certificar, aumenta sua capacidade de se comunicar, de se expressar. Eu estou há muitos anos no meio jurídico que se faz existir exclusivamente por meio de textos, palavras. O meio jurídico exige argumentação, capacidade de convencimento, de interpretação, assimilação de conceitos, valores, abstração. A leitura conduziu não só minhas conquistas profissionais, mas minha existência e meu sucesso em tudo o que fiz.
Como  passar em um concurso público?
Concurso é a mais dura e longa entrevista de emprego que você fará. Você terá que mostrar em um pequeno lapso todo o seu conhecimento e superar todos os outros que estão tão ou mais preparados que você. Existem centenas, milhares, de “Edsons” determinados por aí. Não vão desistir, não vão facilitar para você, não vão lhe entregar a vaga. Então só existe um conselho: estude com dedicação. Quanto tempo deve estudar? Todo o tempo que puder estudar. E não basta ampliar seu conhecimento técnico. Tem que ampliar sua cultura, seu conhecimento geral. Universalizar-se. Hoje as pessoas se acostumaram a se informar por manchetes, por textos garrafais, superficiais, por vídeos de alguns segundos, por redes sociais, por fontes não checadas, por sites duvidosos. Esse tipo de informação não agrega. Então, se você é um concurseiro, veja isso como uma vantagem: não seja levado pelo efeito manada. Estude livros técnicos, mas leia literatura. Leia livros modernos, mas leia clássicos. Exercite a mente, o questionamento, a dúvida e o prazer de conhecer.
Leituras atuais
Estou iniciando minha pós graduação em detecção e repressão a desvio de recursos públicos e a leitura passará a ser bem técnica. Mas a literatura é tão rica de obras extraordinárias que é difícil destacar uma ou outra. Então a última obra que li e já dei um sem número de exemplares de presente a amigos é O império é você, do espanhol Javier Moro, que conta a história da vinda da família imperial portuguesa para o Brasil e os seus desdobramentos. Apesar da pesquisa histórica realizada pelo autor e de seu empenho à fidedignidade dos fatos, o livro é romanceado e tem uma narrativa envolvente e de um conteúdo riquíssimo. Uma leitura imperdível. E aprendi algo importante sobre livros: se não gostou do livro, não se obrigue a lê-lo. Não perca seu tempo. Comece outro. O livro pode ser realmente ruim, pode não ser seu estilo ou pode não estar de acordo com seu momento de vida. Faça da leitura um prazer.

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Você já parou para pensar que a leitura pode ajudar você a prestar um concurso público e passar? Sabia que a concorrência é maior que a dos vestibulares? Pois é, a leitura pode ser sua aliada. Hoje, concurso é sinônimo de estabilidade e bons salários, mas para você chegar a esse patamar é necessário muito esforço. Hoje, você vai conhecer a história do delegado federal Edson Geraldo de Souza, que passou a infância nos bancos da escola pública e hoje é um vencedor, daqueles que você aponta como exemplo para o filho seguir. Ele começou trabalhando como balconista no comércio de Ribeirão Preto. Tomava quatro ônibus por dia e aproveitava o tempo do percurso para ler. Prestou vários concursos e hoje tem um cargo muito cobiçado: é delegado chefe da Polícia Federal de Ribeirão Preto. Quer saber como ele conquistou este lugar? Leia a entrevista abaixo:

Primeiros livros

Não me recordo com exatidão qual foi meu primeiro livro, mas sei que era da Coleção Vaga Lume. Li quase todos os livros que compunham a coleção. Os que mais me marcaram foi Escaravelho do Diabo e Açúcar Amargo. Pela idade que tinha, fiquei impressionado com a determinação de Marta, em Açúcar Amargo, em lutar por suas convicções e, ao mesmo, tempo, ter de esconder quem realmente era.

Paixão pela literatura

Mas as obras que despertaram minha paixão pela literatura definitivamente, ainda na infância, foram Papillon, de Henri Charrière, A volta ao mundo em oitenta dias, de Júlio Verne, e Os miseráveis, de Victor Hugo. A postura e determinação dos personagens respectivos, Henry Charrière, Phileas Fogg e Jean Valjean, me cativaram. Arrebataram é a palavra adequada. Esses três livros, aliás, definiram não só o meu gosto e a minha busca até hoje por livros e filmes que exibem personagens humanos , com suas dúvidas, fraquezas e dores, capazes de superar momentos e situações que seriam impossíveis para a maioria das pessoas, mas essencialmente definiram minha postura diante das adversidades da vida.

Incentivo

E o que me levou a tais livros foi o incentivo que recebi de meus pais. Em casa faltava muita coisa material, mas nunca faltou um novo/livro/novo, se é que me entendem. Explico: todo livro não lido, ainda que surrado, é um livro novo. Li a Bíblia, enciclopédias, dicionários, gibis e bulas de remédio (risos). Nos momentos em que faltaram recursos financeiros aos meus pais – quase a vida inteira (mais risos) – recebi incentivo de professoras e dos pais de dois amigos. Preciso citá-los como um reconhecimento público a essas pessoas extraordinárias: Zilda e João (pais de meus amigos), Ethelvina (professora de Língua Portuguesa que me inscreveu e levou pessoalmente a concursos de Literatura e Arte, os quais ganhei; é ganhei mesmo!, e guardo os certificados e medalhas até hoje) e Telma (professora de Matemática que me forneceu livros quando eu não os tinha). Minha vida é repleta de literatura literalmente.

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Livros e concurso

Fato que poucos sabem, mas a verdade é que cheguei a abandonar os estudos. Desisti. Por duas vezes. Mas uma vez tocado pela literatura e pelo amor ao conhecimento que ela desperta, voltei. E voltei com vontade. Conheci novas pessoas que me incentivaram e daí não parei mais. Terminado o então ensino médio, passei a andar com livros debaixo dos braços. Na época eu era balconista no comércio de Ribeirão Preto e precisava tomar quatro ônibus por dia. O que fazer no percurso? O que fazer enquanto esperava o ônibus? O que fazer nas horas vagas? Ler e estudar. Conhecer é apaixonante e enquanto mais conhecemos mais se quer conhecer.

Aprovação em concursos

Passei em oito concursos para cargos diversos: USP, Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Prefeitura de Ribeirão Preto, Tribunal Regional do Trabalho e outros. Comecei a escolher onde trabalhar. Formei-me em Ciências Jurídicas e Sociais (Direito), dediquei-me a estudar para as carreiras jurídicas e depois de anos e anos de estudo, cheguei onde estou: Polícia Federal. Um dos concursos que exige conhecimento jurídico refinado, ampla capacidade intelectual, vida pregressa impecável, aptidão física e mental extraordinários e saúde, muita saúde. Aliás, falando assim até parece que foi tudo fácil (risos).

Rotina de estudo

A disponibilidade, disciplina e a capacidade intelectual de cada um definem a rotina de estudo. Nos concursos de nível médio, os estudos ocupavam os dias da semana e os sábados pela manhã. Após minha formação em Direito, o estudo para as carreiras jurídicas exigiram maior disciplina. Eu já era pai e tinha uma jornada profissional no Tribunal de Justiça, o qual é conhecido pela carga extraordinária de trabalho, ao lado da necessidade de manter rotina de exercícios físicos, fazer cursinho preparatório e dedicar-me a horas exclusivas de estudos.

Sono, férias, festas … nem pensar

Eu diria que as horas disponíveis para o sono ficaram bem reduzidas nessa época (muitos risos). No início dos anos 2000 não tinha internet de alta velocidade, YouTube e nem Google, o que exigia investimento elevado em aquisição constante de obras atualizadas, viagens, hotéis e inscrições caras. Resumindo: tinha cinco minutos de folga, estudava; tinha R$-10,00 no bolso, comprava um livro ou guardava para comprar um livro mais caro. Férias e compensações de horas eram reservadas para revisões e preparações intensivas em vésperas de concursos.

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Segunda fase para delegado federal sem saber nadar???

(risos) Essa história é muito boa. Claro, agora que a venci. Eu sempre pratiquei atividades esportivas: ciclismo, vôlei de quadra e areia, musculação, corrida. Mas nunca fui adepto da água. Estava focado nos exames para magistratura, especialmente do TJSP. As provas eram constantes e antes de conhecer o resultado de um certame, você já estava focado em outra fase de outro concurso em andamento. E nesse contexto caótico de estudos, provas e resultados, li no Diário Oficial que tinha sido aprovado na primeira fase do concurso para Delegado de Polícia Federal. Foi só então que fui ler atentamente o edital para a segunda fase e vi que tinha exames físicos. Basicamente exigia um triatleta sem ciclismo. “Triatleta? Espere, triatleta tem que nadar e eu não sei nadar”.

Foco e determinação

Bem, não saber nadar era um eufemismo no meu caso, já que uma porta de aço de uma tonelada tinha mais chances de boiar do que eu. Mas, Papillon, Fíleas Fogg e Jean Valjean não iriam desistir e, somado a eles, nem a gerente do meu banco, que a essa altura já estava mais para inspetor Javert e farta de financiar meus estudos com o cheque especial. Enfim, tinha que aprender a nadar e tinha pouco tempo, certo? Errado. Tinha pouquíssimo tempo. Nessa mesma data sofri uma trombose na perna corrigível só por cirurgia. O médico me apresentou uma única saída: tomar remédio para dores e para a inflamação, repouso absoluto e cirurgia. Não me esqueço disso, o médico foi irônico e disse “fique tranquilo, você passa em outro concurso”. E eu disse “doutor, venci 50.000 candidatos, fique tranquilo, o senhor arruma outro paciente”. Ignorei irresponsavelmente a recomendação médica e parti para a piscina. Fria, congelante. Era julho de 2004. Consegui uma professora que se dispôs a me ajudar. No primeiro dia ela quase disse o mesmo que o médico, “você passa em outro concurso” (risos). Treinei muito em duas semanas com pouquíssimo progresso efetivo. Estava lesionado e isso era agravado pelas corridas. Quase morri afogado em uma manhã em que só tinha eu na piscina (risos) e não atingi em nenhum dia o índice necessário à aprovação.

Prova física

Fui para a prova física. Corri, saltei e fiz a barra. Faltava a piscina. Dezenas de candidatos e eu tive o azar de ficar para o último. A arquibancada estava lotada. Eram familiares e candidatos de outros cargos. Isso elevou minha tensão às alturas. Tantos anos de estudo, dedicação e eu estava a um passo de perder tudo por não saber nadar. Era uma ironia. Minha única fraqueza em um universo imenso de aptidões e eu seria julgado por ela. Jean Valjean. Cada candidato aprovado era ovacionado. Era fácil para eles. Deslizavam na água. Tive a impressão que eu era a única pessoa no mundo que não sabia nadar. Fui chamado, me coloquei de frente a piscina e olhei aquela raia olímpica que marcava a distância entre tudo o que eu sonhara e lutara. Soou o apito, mergulhei, dei o máximo, não me lembro de muita coisa, meus movimentos não eram sincronizados, eu lutava com a água como se ela se interpusesse entre eu e meu sonho. Era perceptível minha dificuldade. Toquei a borda da piscina, tomei um fôlego e abaixei a cabeça dentro d’água. Estava exausto e pensei “ok, Edson, lutamos o bom combate”.

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Aprovação

Nesse momento, na borda, voltei à tona, respirei e olhei para a avaliadora que segurava o cronometro e fazia anotações numa prancheta. Tudo isso durou uma eternidade, até que ela disse “aprovado”. Saí da piscina, sentei e a avaliadora disse: 4 segundos abaixo do tempo mínimo. Era uma façanha para mim. Fui para o vestiário mancando, com dor, liguei para minha família e para outro médico que já acompanhava meu caso e dali, da borda da piscina, marquei minha cirurgia, a qual me deixou 22 dias de cama. Na ANP (Academia Nacional de Polícia) tive de aprender a nadar de verdade. Foram mais três provas de natação e uma missão na Amazônia, de onde saí com a impressão que tinha mais água que árvores.

Leitura e conquistas profissionais

A leitura forma você, faz você ser quem você é. Incute exemplos, referências, expande sua vivência para mundos, experiências e histórias que você não vivenciou. Faz você se questionar, se certificar, aumenta sua capacidade de se comunicar, de se expressar. Eu estou há muitos anos no meio jurídico que se faz existir exclusivamente por meio de textos, palavras. O meio jurídico exige argumentação, capacidade de convencimento, de interpretação, assimilação de conceitos, valores, abstração. A leitura conduziu não só minhas conquistas profissionais, mas minha existência e meu sucesso em tudo o que fiz.

Como  passar em um concurso público?

Concurso é a mais dura e longa entrevista de emprego que você fará. Você terá que mostrar em um pequeno lapso todo o seu conhecimento e superar todos os outros que estão tão ou mais preparados que você. Existem centenas, milhares, de “Edsons” determinados por aí. Não vão desistir, não vão facilitar para você, não vão lhe entregar a vaga. Então só existe um conselho: estude com dedicação. Quanto tempo deve estudar? Todo o tempo que puder estudar. E não basta ampliar seu conhecimento técnico. Tem que ampliar sua cultura, seu conhecimento geral. Universalizar-se. Hoje as pessoas se acostumaram a se informar por manchetes, por textos garrafais, superficiais, por vídeos de alguns segundos, por redes sociais, por fontes não checadas, por sites duvidosos. Esse tipo de informação não agrega. Então, se você é um concurseiro, veja isso como uma vantagem: não seja levado pelo efeito manada. Estude livros técnicos, mas leia literatura. Leia livros modernos, mas leia clássicos. Exercite a mente, o questionamento, a dúvida e o prazer de conhecer.

Leituras atuais

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Estou iniciando minha pós graduação em detecção e repressão a desvio de recursos públicos e a leitura passará a ser bem técnica. Mas a literatura é tão rica de obras extraordinárias que é difícil destacar uma ou outra. Então a última obra que li e já dei um sem número de exemplares de presente a amigos é  “O império é você” , do espanhol Javier Moro, que conta a história da vinda da família imperial portuguesa para o Brasil e os seus desdobramentos. Apesar da pesquisa histórica realizada pelo autor e de seu empenho à fidedignidade dos fatos, o livro é romanceado e tem uma narrativa envolvente e de um conteúdo riquíssimo. Uma leitura imperdível. E aprendi algo importante sobre livros: se não gostou do livro, não se obrigue a lê-lo. Não perca seu tempo. Comece outro. O livro pode ser realmente ruim, pode não ser seu estilo ou pode não estar de acordo com seu momento de vida. Faça da leitura um prazer. Em casa, minha mulher Tatiana e minha filha Alice são leitoras ávidas e já me ultrapassaram no número de livros lidos por mês, o que nos rende boas conversas em família.