Camila Serrador lança o livro Terra Vermelha em Araraquara

Por jucimara.pauda em 28/08/2017

A bibliotecária e escritora Camila Serrador lança o livro Terra Vermelha nesta quarta-feira, na Biblioteca da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, campus de Araraquara. Ela se apaixonou pela literatura após receber do pai um livro de presente de aniversário. Desde então, não parou mais de ler e descobriu na escrita uma forma de mostrar o que pensa sobre o mundo. Ela garante que os 20 contos vão surpreender os leitores. Na entrevista, Camila explica como passou de leitora a escritora.

Como nasceu a sua paixão pela literatura e quem incentivou você a trilhar o mundo das letras?

Acho que tudo começou quando eu era muito nova. Meu pai me deu meu primeiro livro e sempre me incentivou demais a ler. Quando eu era criança comecei a ler a série Diário da Princesa, que me deu vontade de começar um diário. A partir daí pensei em escrever sobre coisas que eu queria que acontecessem, não só coisas que me aconteciam. Por fim, com 12 anos, os diários se transformaram em livretos de ficção, geralmente com bastante romance e aventura!

Você se lembra do primeiro livro que leu e quais as emoções que ele provocou em você?

Meu primeiro livro foi O Último Curumim, de Isabel Vieira. Eu me lembro de tê-lo recebido enquanto abria outros presentes, na minha festa de aniversário. Vi o livrinho ali e pensei que seria melhor se fosse um brinquedo. Hoje em dia eu agradeço ao meu pai pelo primeiro livro que li e no fim das contas, adorei. A partir daquele momento, meu pai sempre me deu livros. Pelo menos até eu ter dinheiro pra poder comprar os meus próprios.

 Você diz no blog Enlaces Literários que tem pilhas de livros em casa. Já conseguiu ler todos? Como é o seu processo de leitura? Você grifa, coloca marcadores ou é uma leitora que prefere não deixar marcas nos livros?

Eu nunca consegui terminar a pilha! Eu leio um monte, mas sempre ando comprando mais, o que torna a pilha de livros não lidos sempre rotativa. Adoro passear em livrarias, e adoro comprar livros cujas histórias me impressionem. Geralmente não faço marca alguma em livros, até por ser uma bibliotecária! O único livro com marcações de lápis que tenho em minha biblioteca particular é uma edição de Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, da Clarice Lispector. A prosa era tão densa e maravilhosa, que foi impossível não destacar algumas de suas passagens.

 

Quais os livros que marcaram a sua vida e quais você indica sempre aos leitores?

Eu tenho alguns livros favoritos e autores que admiro. Em primeiro lugar, Ian McEwan, com seu estonteante Reparação. Pra mim é um dos melhores livros já escritos. Adoro a autora Rosamunde Pilcher, com sua facilidade nas descrições, evocando, mesmo nos maiores livros (O Regresso, Os Catadores de Conchas) uma sensação de paz e empatia.

Haruki Murakami, com seu O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação, foi outro livro que me tocou muito. A maravilhosa Jane Austen com seu Razão e Sensibilidade. Charlotte Brontë, com Jane Eyre. Carlos Ruiz Zafón, com O Jogo do Anjo.

E, mesmo não sendo considerada uma sumidade da literatura, Agatha Christie, pela criatividade em nos surpreender (na maioria das vezes) com a resolução de crimes!

Como você se descobriu escritora? Quais os primeiros passos no mundo da escrita?

Foi depois da notícia da publicação que virei pra mim mesma e disse “caramba, eu sou mesmo uma escritora”. Esse sempre tinha sido meu sonho desde quando esbocei meus primeiros livros de ficção, o dia em que teria um livro meu, impresso com meu nome nele. Quando alguém acreditasse no meu trabalho o bastante para publicá-lo. E isso aconteceu agora, graças à Editora Patuá.

Eu comecei a escrever minhas ficções com 12 anos de idade. Nessa época, minha melhor amiga também escrevia, e trocávamos todas as tardes os disquetes com novos capítulos de nossas histórias. Depois comentávamos e, na tarde seguinte, escrevíamos mais. Isso durou um bom tempo e continuei escrevendo mesmo quando não tínhamos mais tempo pra ler o texto uma da outra, ou quando não existiam mais disquetes. Prossegui com o amor pela escrita, e nos últimos anos foquei em escrever contos. Posso dizer que, desde os 12 anos, nunca deixei de escrever. E desde muito antes, nunca deixei de ler.

 

Como foi o processo de criação do livro Terra Vermelha e o que os leitores vão encontrar na obra?

Terra vermelha é um livro com 20 contos. Todos eles foram escritos nos últimos 3 anos, mais ou menos. A unidade temática é a inconformidade dos personagens, a vontade de mudança. O rancor e a insatisfação, que nem sempre estão visíveis nas pessoas, ficam aparentes nas atitudes tomadas por cada personagem do livro. Os contos podem ser ora tensos, ora mais sensíveis, delicados.

Para mim, o mais interessante é imaginar que a maioria das pessoas (até meus pais!) vão se surpreender com minha escrita, visto que eu não passo a impressão de ser alguém que escreva sobre temas densos ou mais pesados. Um livro tem a capacidade de desnudar seu autor, de revelar algo intrínseco a ele, que outras pessoas não podem ver normalmente. E essa é toda a graça, pois todos trazemos algo surpreendente abaixo da superfície. Terra vermelha é uma dessas coisas.

 Lançamento

O lançamento de Terra vermelha será dia 30/08, às 15h, na Biblioteca da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, campus de Araraquara. Para quem não puder comparecer, os livros poderão ser adquiridos com a própria autora, pelo e-mail caserrador@gmail.com, ou direto no site da Editora Patuá.

Sobre o livro:

Nos contos de Terra vermelha, os personagens inquietam e surpreendem. Em Casa de Lucinda, um homem na cadeia trama sua fuga para retornar à mulher que ama; já em Amortecida, uma senhora lida com seu passado e sua sexualidade. Em A névoa da cidade, uma garota faz uma descoberta que muda seu destino; em Rota 66, um jogo de verdade ou desafio sai do controle. Entremeada nos 20 contos do livro, uma realidade intoxicante e perturbadora espera o leitor, lembrando-o de que nas situações mais comuns do dia a dia pode existir o inesperado. Terra vermelha guia o leitor pelo lado desconhecido de pessoas comuns, mostrando que elas podem ser muito mais do que aparentam.

Matheus Arcaro faz exposição individual no Espaço Ednilton Stevanelli

Por jucimara.pauda em 15/08/2017

O escritor Matheus Arcaro, autor do romance “O lado imóvel do tempo” (Patuá, 2016) e do livro de contos “Violeta velha e outras flores” (Patuá, 2014), faz a primeira exposição individual da Galeria de Arte Ednilton Stevanelli, na rua Eliseu Guilherme, 525.

A abertura da mostra acontece nesta quinta-feira, às 19h30, e poderá ser vista até o dia 09 de setembro. Serão expostas 20 obras representativas do período entre 2009 e 2016.

Matheus circula pelas artes plásticas desde 2008 e sua primeira exposição coletiva aconteceu em 2010, quando ele teve duas obras selecionadas no Programa de Exposições do Marp (Museu de Arte de Ribeirão Preto). Em 2011, mais três obras foram escolhidas pelo mesmo programa.

Entre 2012 e 2014, fez duas exposições individuais e participou de algumas exposições coletivas. Em 2015, cinco obras foram selecionadas para o 47º SAC (Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba).

Matheus tem a criatividade circulando pelo sangue. Este ano, ele ainda lança o livro Amortalha, pela Patuá, e ainda arruma tempo para dar aulas e fazer palestras. Então, você não pode perder a vernissage de um talentoso artista da nossa terra.

 

 

Livros de presente para o Dia dos Pais: saiba como escolher

Por jucimara.pauda em 02/08/2017

Gravata, carteira, camisa, celular …o que você vai dar para o seu pai no dia dele? Ainda não sabe? Eu tenho uma sugestão, ou melhor, cinco. Dê a ele um livro de presente. Antes de escolher tente ver qual o estilo do seu pai. Ele é esportista? Gosta de cerveja? Toma vinho? Quer saber o que se passa no mundo?
Analisou o que ele gosta,então é hora de escolher um livro que cabe no seu bolso e que agrade o homem que é a sua referência de caráter no mundo.

Para pais que gostam de futebol

      Este livro é imperdível

“A Pátria de Chuteiras”, do inesquecível Nélson Rodrigues  traz em crônicas os sentimentos dos torcedores após cada jogo de futebol. Você ainda vai relembrar momentos marcantes do esporte mais popular do Brasil. Uma verdadeira viagem no tempo. Vale ter o livro na estante.

 

Para pais que gostam de mistério, suspense ou um bom policial

                     Puro mistério e drama

O livro “Deixei você ir” é de Clare Mackintosh, uma estreante na literatura, mas que trabalhou na Polícia Inglesa durante uma década e também escreveu para o jornal The Guardian. Narra a história de uma criança que morre após ser atropelada e a investigação da polícia inglesa para descobrir o assassino.

 

       Espionagem moderna

“Fortaleza Digital” é do escritor Dan Brown e mostra o poder de espionagem da NSA, agência de inteligência dos EUA. Um código que o computador superpotente norte-americano não consegue decifrar. Chantagem. Ameaça. Uma chave capaz de quebrar segredos. Uma analista e um professor apaixonados podem solucionar o caso, mas não será fácil. Livro escrito por Dan Brown antes do sucesso de “O Código da Vinci”.

Para pais que gostam de saber tudo sobre cerveja

Viagem pelo mundo cervejeiro

“O Grande Livro da Cerveja” de Tim Hampson mostra para você quais as cervejas mais famosas do mundo e ainda traz a história de uma das bebidas mais consumidas do mundo.

 

Para pais que gostam de um bom vinho

            Viagem pela história

O “Atlas Mundial do Vinho” escrito pela dupla Hugh Johnson e Jancis Robinson o livro é um guia completo sobre a bebida. Mostra o cultivo da uva e métodos de produção da bebida ao redor do mundo. Um clássico do gênero. Adoro.

Estas são as dicas e tenho certeza que todas cabem no seu bolso. Pesquise, ache o melhor preço e agrade ao seu pai com um presente inesquecível.

Mariana Souto se inspira na leitura para criar ilustrações

Por jucimara.pauda em 24/07/2017

                     

Mariana Souto começou a se encantar pela ilustração ainda adolescente. Ela sempre teve como companheira a leitura e se inspirou em alguns personagens literários para criar os seus primeiros desenhos. Aliás, foi uma ilustração dela, com a qual eu me identifiquei, que despertou em mim a vontade de conhecê-la. Quando eu vi a menina apoiada em uma árvore devorando os livros viajei para momentos da minha infância. Na entrevista ao blog, Mariana fala de sua trajetória como ilustradora, os planos para o futuro e ao mesmo tempo dá dicas para quem sonha em fazer do desenho uma atividade profissional.

Jucimara: Como nasceu esta ilustração? Qual foi sua inspiração?
MarianaUm exercício que gosto de fazer é escolher uma palavra ou frase aleatória e criar um desenho a partir dela. Para essa ilustração pensei em algo como “alegria” ou “porto seguro”, e os livros sempre foram isso pra mim. Já o fato da garota estar apenas num bloco e rodeada pela natureza foi para representar que os livros são um pedaço de fantasia, o pedaço de um lugar seguro e feliz.

JucimaraHá quanto tempo você descobriu o dom de desenhar e como você o alimenta?

Mariana – Sempre desenhei desde criança e lembro de algumas professoras até brincando que eu ia ser desenhista quando crescesse, mas eu não achava que isso realmente fosse acontecer. Comecei a desenhar tentando aprender de verdade aos 11 anos depois de ver a galeria online de uma artista que fazia fan arts de Percy Jackson (meu livro favorito na época). Já na arte digital comecei com 13 anos, quando pedi uma mesa digitalizadora de presente de aniversário. Sempre alimentei esse amor pela arte desenhando sempre, buscando novas inspirações e tentando criar os meus próprios projetos. O segredo é não ficar parado.


Jucimara – Você se inspira em algum ilustrador? Tem os preferidos?
MarianaSim! Me inspiro em vários artistas. Apesar de não seguir tanto o trabalho dela hoje em dia, não posso deixar de citar a artista que me inspirou a começar a aprender de verdade: Brigid Vaughn. A galeria dela que me inspirou foi essa: http://burdge.deviantart.com. Hoje em dia me inspiro bastante no Mike Azevedo (artstation.com/artist/mikeazevedo), Max Grecke (https://www.artstation.com/artist/maxgrecke) e Laurel D. Austin (https://www.artstation.com/artist/tully), mas é difícil listar os preferidos porque sempre encontro artistas novos e maravilhosos na internet.

Jucimara – Para mim suas ilustrações são muito coloridas e me passam uma sensação de energia. Você tem cores preferidas na hora de ilustrar?
MarianaUltimamente estou tentando pintar com cores mais variadas para expandir minha técnica. A escolha das cores também depende do que quero passar com o desenho, mas gosto muito mesmo de pintar com azuis e laranjas, que por serem cores complementares trazem uma mistura interessante. O laranja é bem enérgico e adoro fazer a fonte de luz nos desenhos com ele, já o azul gosto de usar para as sombras ou luz secundária.

Jucimara – Quais foram as suas primeiras leituras e quem incentivou você a ler?
MarianaAdoro ler! Meus pais sempre compravam livros infantis quando eu era criança, mas com certeza minha maior influência literária foi minha irmã, Sara. Comecei a ler de verdade quando ela me apresentou Percy Jackson, e a partir daí passei a devorar livros. Os primeiros que me marcaram foram Harry Potter e Percy Jackson, depois fui expandindo meus horizontes. Confesso que hoje em dia infelizmente não consigo ler tanto quanto lia há um ano atrás por ter menos tempo disponível fazendo faculdade e tal, mas ler ainda é uma paixão minha e sei que sempre vou encontrar livros novos na estante da Sara me esperando.

Jucimara – Algum escritor ou história inspira você?
MarianaAlguns anos atrás sim, pois a maior parte da minha produção artística eram fan arts de livros como Percy Jackson, Jogos Vorazes, Harry Potter, etc. Atualmente não de forma tão direta, mas todas as histórias que já li contribuem de algum modo para manter minha criatividade rodando.

Jucimara – Você criou a personagem Lina, a adolescente. Como ela surgiu? Como você vê o futuro dela e o seu?
Mariana – A Lina surgiu como uma ideia do meu pai, que sugeriu que eu fizesse tirinhas. Passei um tempo recusando a ideia sem saber como começar algo do tipo, mas um belo dia enquanto eu lavava louça tive a ideia desse nome e de uma tirinha boba sobre o calor que estava fazendo. Me diverti e aprendi bastante com a página, mas infelizmente não vejo muito futuro para ela agora. Minha vida está numa fase onde estou realmente descobrindo o que quero fazer, e no momento meu caminho segue bem longe dos quadrinhos da Lina. Meu foco é estudar e aprimorar minha arte para trabalhar no mundo dos games (estou cursando Design de Games, terceiro semestre). Não excluo totalmente a possibilidade de voltar um dia, mas por enquanto a Lina vai continuar dormindo.

Jucimara – De todas as suas ilustrações quais a que você guarda no coração? Você poderia nos mostrar?
Esses cinco desenhos (postados acima) me marcaram bastante. Aprendi bastante com cada um deles e é muito bom revê-los.