A cientista Joana Darc, que começou a ler com 4 anos, inspira alunos da Etec

Por jucimara.pauda em 23/05/2017

Eu visitei nos últimos dias a Etec de Ribeirão Preto e fiquei impressionada com a qualidade de ensino.
Em Ribeirão Preto, tive a chance de participar da semana Paulo Freire. Foram sete dias em que o alunos tiveram contato com palestras, debates e projetos inovadores.
Eles também conheceram a cientista Joana Darc Felix de Souxa, que começou a ler com apenas 4 anos de idade.
O pai trabalhava em um curtume e a mãe na casa de uma família. Para a garotinha ficar quieta davam a ela jornais e ela devorava todas aquelas páginas de notícias.
A patroa da mãe, uma diretora do Sesi descobriu a enorme capacidade intelectual da  menina e a levou para escola. Ansiosa por conhecimento, ela não parou mais. Ainda adolescente passou no vestibular da Unicamp.
Sem dinheiro, ela chegou a passar fome e delirou quando teve a oportunidade de comprar doces.
Joana conseguiu uma bolsa de estudos e foi fazer doutorado nos Estados Unidos, mas na mesma época o pai dela morreu e a mãe ficou doente. Ela voltou para Franca e passou em um concurso da Etec.
A paixão pelos alunos e pela oportunidade de passar a eles os conhecimentos para iniciação cientifica a fizeram ficar no Brasil.
Hoje, ela trabalha na  Etec (Escola Técnica Estadual) professor Carmelino Corrêa Junior, de Franca, e entre as pesquisas que a fazem sorrir está a do desenvolvimento de uma pele similar à humana a partir da derme de porcos,A pesquisa foi desenvolvida com alunos do curso técnico em Curtimento. A pele humana é um dos materiais menos captados pelos bancos de órgãos.
Para o diretor da escola, João Ailton Lemos Ferreira,

Eu visitei nos últimos dias a Etec de Ribeirão Preto e fiquei impressionada com a qualidade de ensino e o empenho dos professores em inovarem no projeto pedagógico.

A escola faz 90 anos em junho e está a todo vapor com programações que visam estimular a cidadania dos estudantes. Eu  tive a chance de participar da semana Paulo Freire. Foram cinco dias em que o alunos tiveram contato com palestras, debates e projetos inovadores.

“A Etec José Martimiano é uma escola pública que oferece ensino de qualidade, um caminho para a cidadania e a profissionalização de jovens e adultos. Possuímos no calendário a Semana Paulo Freire de suma importância para a troca de ideias e conhecimento. A escola conta ainda com o INOVA Paula Souza, no sentido de incentivar ideias e projetos inovadores, estimulando assim novas descobertas” , diz João Ailton Lemos Ferreira. diretor da escola.

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Durante o evento, os alunos conheceram uma pessoa inspiradora:  a cientista Joana D’Arc Felix de Sousa, 53 anos, que começou a ler com apenas 4 anos de idade.

O pai trabalhava em um curtume e a mãe na casa de uma família. Para a garotinha ficar quieta davam a ela jornais e ela devorava todas aquelas páginas de notícias.

“Eu ficava o dia todo debruçada lendo sem parar. A leitura foi essencial na minha vida”, diz ela.

A patroa da mãe, uma diretora do Sesi, descobriu a enorme capacidade intelectual da  menina e a levou para escola. Ansiosa por conhecimento, ela não parou mais. Ainda adolescente passou no vestibular da Unicamp. Sem dinheiro, ela chegou a passar fome e delirou quando teve a oportunidade de comprar doces.

Joana conseguiu uma bolsa de estudos e foi estudar nos Estados Unidos, mas na mesma época o pai dela morreu e a mãe ficou doente. Ela voltou para Franca e passou em um concurso da Etec. A paixão pelos alunos e pela oportunidade de passar a eles os conhecimentos para iniciação cientifica a fizeram ficar no Brasil.

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João e Joana, na semana Paulo Freire

Hoje, ela trabalha na  Etec (Escola Técnica Estadual) professor Carmelino Corrêa Junior, de Franca, e entre as pesquisas que a fazem sorrir está a do desenvolvimento de uma pele similar à humana a partir da derme de porcos,A pesquisa foi desenvolvida com alunos do curso técnico em Curtimento. Em breve, a pele fará parte dos bancos de pele do país.

Gabriel se inspira no jeitinho brasileiro em novo livro de contos

Por jucimara.pauda em 23/05/2017

O escritor Gabriel de Lucca Trizoglio usa os escandalos politicos, as fraudes, enfim, o jeitinho brasileiro para escrever os contos do seu último livro “Desobras”.
A obra pode ser lida gratuitamente em formato digital e os interessados podem enviar um e-mail para gabrieljaboticabalcontato@gmail.com.
Gabriel é o entrevistado de hoje na sessão Escritores da Nossa Terra
Infância em Jaboticabal
Minha infância, nos anos oitenta, foi aquela típica da geração que acredito ter sido a última a não ter contato excessivo com videogames e outras diversões eletrônicas e digitais. De morar em cidade pequena, jogar bola no campinho perto de casa, soltar pipa, jogar bets, brincar de pega-pega e pique-esconde… quando eu tinha uns oito anos, chegou o videocassete e o videogame em casa. E deixei de brincar “de verdade” pra ficar vidrado na telinha. Infelizmente.
Primeiros contatos com a literatura
Meu primeiro contato com os livros foi com a coleção “Clássicos Disney”. Era vendido na banca quinzenalmente, se não me engano, por fascículos. Vinha livro de capa dura e fita cassete no pacote. Eu ainda não sabia ler, mas já me fascinava com as ilustrações, a narração das historinhas e as vozes dos personagens de Branca de Neve,Mogli, Bambi, Ursinho Puff, Vinte Mil Léguas Submarinas, entre outras.
Primeiros livros
O primeiro não esqueço! E até hoje folheio-o com saudade em bibliotecas e indico para as crianças: “O menino maluquinho” do Ziraldo. Eu me identificava com aquele moleque arteiro! E lembro até hoje das palavras do final, carrego-as por toda a vida: “e de repente, o menino cresceu. E se tornou um cara legal. Mas um cara MUITO LEGAL mesmo. Porque no fundo aquele menino bagunceiro não era ‘maluquinho’. Ele era sim um menino feliz”.
Primeiras escritas
Meu primeiro foi “O mendigo Samuel”. A dificuldade maior foi decidir se eu considerava a história boa o suficiente para publicá-la em livro. Depois de superada esta, as outras dificuldades foram menores, deu pra lidar com elas numa boa.
Desobra
“Desobra” foi um termo criado por Rubem Braga e usado por ele numa das crônica do “Ai de ti, Copacabana”. Era uma crítica a um engenheiro responsável pela construção de um edifício bem em frente ao do cronista, o que tiraria a vista dele da praia. Disse que o engenheiro era responsável não por uma obra, mas por uma “desobra”. Já eu batizei de desobras as façanhas e malandragens de personagens que fazem uso do jeitinho brasileiro para resolverem seus problemas.Apesar de o comportamento e criatividade das personagens soarem familiares, as histórias são fictícias.
Inspiração
Eu não conseguiria citar somente um, então aqui vão alguns escritores que me inspiram, junto aos títulos da pilha aqui da cabeceira.
Mia Couto: Estórias abensonhadas.
Lygia Fagundes Telles: O  cacto vermelho, Antes do baile verde.
Anton Tchekhov: A dama do cachorrinho e outras histórias.
Carlos Drummond de Andrade: Sentimento do mundo.
Rubem Fonseca: Feliz ano novo.
Moacyr Scliar: O imaginário cotidiano.
José Saramago: Ensaio sobre a cegueira.
Ignácio de Loyola Brandão: Cadeiras proibidas.
Fernando Pessoa: O Eu profundo e outros Eus.
Clarice Lispector: Felicidade clandestina.
Rubem Braga: Ai de ti,Copacabana.
Luís Fernando Veríssimo: As mentiras que os homens contam.
Milan Kundera: A brincadeira.
Dalton Trevisan: Novelas nada exemplares.
João Ubaldo Ribeiro: Sargento Getúlio.
Cruz e Sousa: Broquéis.
Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho do Gabriel, basta acessar a página
www.pagina-do-gabriel.blogspot.com.br ou falar com ele pelo email:
gabrieljaboticabalcontato@gmail.com

O escritor Gabriel de Lucca Trizoglio, de Jaboticabal,  usa os escândalos políticos, fraudes, enfim, o jeitinho brasileiro para escrever os contos do seu último livro “Desobras”. A obra pode ser lida gratuitamente em formato digital e os interessados podem enviar um e-mail para gabrieljaboticabalcontato@gmail.com. Gabriel é o entrevistado de hoje na sessão Escritores da Nossa Terra e conta como nasceu sua paixão pela literatura.

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Infância em Pirangi

Minha infância, nos anos oitenta, foi aquela típica da geração que acredito ter sido a última a não ter contato excessivo com videogames e outras diversões eletrônicas e digitais. De morar em cidade pequena, jogar bola no campinho perto de casa, soltar pipa, jogar bets, brincar de pega-pega e pique-esconde… quando eu tinha uns oito anos, chegou o videocassete e o videogame em casa. E deixei de brincar “de verdade” pra ficar vidrado na telinha. Infelizmente.

Primeiros contatos com a literatura

Meu primeiro contato com os livros foi com a coleção “Clássicos Disney”. Era vendido na banca quinzenalmente em fascículos. Vinha livro de capa dura e fita cassete no pacote. Eu ainda não sabia ler, mas já me fascinava com as ilustrações, a narração das historinhas e as vozes dos personagens da Branca de Neve,Mogli, Bambi, Ursinho Puff, Vinte Mil Léguas Submarinas, entre outras.

Primeiros livros

O primeiro não esqueço! E até hoje folheio-o com saudade em bibliotecas e indico para as crianças: “O menino maluquinho” do Ziraldo. Eu me identificava com aquele moleque arteiro! E lembro até hoje das palavras do final, carrego-as por toda a vida: “e de repente, o menino cresceu. E se tornou um cara legal. Mas um cara MUITO LEGAL mesmo. Porque no fundo aquele menino bagunceiro não era ‘maluquinho’. Ele era sim um menino feliz”.

Primeiras escritas

Meu primeiro livro foi “O mendigo Samuel”. A dificuldade maior foi decidir se eu considerava a história boa o suficiente para publicá-la em livro. Depois de superada esta, as outras dificuldades foram menores, deu pra lidar com elas numa boa.

desobras

Desobras

“Desobra” foi um termo criado por Rubem Braga e usado por ele numa das crônica do “Ai de ti, Copacabana”. Era uma crítica a um engenheiro responsável pela construção de um edifício bem em frente ao do cronista, o que tiraria a vista dele da praia. Disse que o engenheiro era responsável não por uma obra, mas por uma “desobra”. Já eu batizei de desobras as façanhas e malandragens de personagens que fazem uso do jeitinho brasileiro para resolverem seus problemas.Apesar de o comportamento e criatividade das personagens soarem familiares, as histórias são fictícias.

Inspiração

Eu não conseguiria citar somente um, então aqui vão alguns escritores que me inspiram, junto aos títulos da pilha aqui da cabeceira.

Mia Couto: Estórias abensonhadas.

Lygia Fagundes Telles: O  cacto vermelho, Antes do baile verde.

Anton Tchekhov: A dama do cachorrinho e outras histórias.

Carlos Drummond de Andrade: Sentimento do mundo.

Rubem Fonseca: Feliz ano novo.

Moacyr Scliar: O imaginário cotidiano.

José Saramago: Ensaio sobre a cegueira.

Ignácio de Loyola Brandão: Cadeiras proibidas.

Fernando Pessoa: O Eu profundo e outros Eus.

Clarice Lispector: Felicidade clandestina.

Rubem Braga: Ai de ti,Copacabana.

Luís Fernando Veríssimo: As mentiras que os homens contam.

Milan Kundera: A brincadeira.

Dalton Trevisan: Novelas nada exemplares.

João Ubaldo Ribeiro: Sargento Getúlio.

Cruz e Sousa: Broquéis.

Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho do Gabriel, basta acessar a página:

www.pagina-do-gabriel.blogspot.com.br

ou falar com ele pelo email: gabrieljaboticabalcontato@gmail.com

Livro revela o verdadeiro papel da princesa Leopoldina na Independência do Brasil

Por jucimara.pauda em 17/05/2017

O historiador e escritor Paulo Rezzutti acaba de lançar o livro “D. Leopoldina: a história não contada” que revela o papel da princesa na Independência do Brasil. Para escrever a obra, ele consultou cerca de dois mil documentos. Foram três anos de pesquisa e seis meses de escrita. Confira a entrevista que ele deu ao blog Livro sem frescura.
Leopoldina, Dom Pedro I e a independência do Brasil
Ela foi uma importante aliada do marido. Mais preparada que ele em diplomacia e em política, teve clareza para ver que o futuro do casal retornando para Portugal era incerto. Tão incerto quanto o futuro do Brasil nas mãos da Assembleia Constituinte Portuguesa que o tentava recolonizar. É possível ver nas cartas dela para o secretário, o quanto ela já estava envolvida com a causa autonomista brasileira e, posteriormente, independentista, muito antes do marido.
O papel de Leopoldina no Império
Ela não era a frente do seu tempo, ela era fruto do seu tempo e de sua educação. A única diferença dela para as outras mulheres de sua época foi o papel de protagonista que agora está sendo notado nela e como ela se distinguiu admiravelmente nesse papel devido ao seu preparo. Até hoje os livros de história do Brasil mencionam ela como “esposa de D. Pedro I” ou “mãe de D. Pedro II”. Não apenas ela, mas a mulher de uma maneira geral, segundo nossa história, parece que só merece ser mencionada quando é um apêndice de alguém: “filha de fulano”, “esposa de beltrano”, “mãe de ciclano”. A história que resgato de D. Leopoldina é uma parte ínfima da história das mulheres do Brasil que foram apagadas, como ela, existiram outras milhares de protagonistas que foram esquecidas.
Leopoldina e a Marquesa de Santos, a amante de Dom Pedro
Ela preferiu não ver. Temos que entender como funcionava a mentalidade de um dinasta. Se ela, como imperatriz do Brasil, filha de imperador, esposa de imperador e mãe de um futuro imperador, desse um escândalo público a respeito da marquesa de Santos, isso abalaria a imagem da monarquia. Para entendermos um pouco melhor essa questão, basta lembrarmos que o tio da atual rainha da Inglaterra teve que abdicar do trono para poder se casar com uma mulher divorciada e a família lhe virou as costas porque ele pensou nele próprio e não no bem da dinastia e do seu povo. Toda e qualquer mágoa que D. Leopoldina teve a respeito da infidelidade de D. Pedro ela não externou publicamente pois isso seria uma mácula a imagem pública da monarquia brasileira.
Dom Pedro I, um bom imperador
Dentro do que ele conseguiu fazer com os políticos que ele dispunha sim. A constituição que ele outorgou ao Brasil, por exemplo, foi a de mais longa duração de toda a sua história. Saneou as contas públicas, estruturou o exército, fomentou a imigração etc.
Depressão, partos difíceis levam Leopoldina a morte com apenas 29 anos
Os problemas iniciais da sua última gravidez, seu estado de depressão grave, aliado aos tratamentos rudimentares da época usados pelos médicos na tentativa de salvá-la foram elementos que, somados, acabaram por levá-la a óbito.
O livro e o tempo
Só o diário e as cartas inéditas da Dama de Companhia de D. Leopoldina, a condessa Anna Maria von Kuhnburg deram mais de 500 páginas, fora os demais manuscritos guardados no Museu Imperial, Arquivo Naciconal, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Museu Histórico Nacional, Museu Paulista, entre outros, giram em torno de 2 mil documentos. A pesquisa correu em paralelo aos demais livros que escrevi sobre o período, então podemos considerar três anos de pesquisa e seis meses de escrita.

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O historiador e escritor Paulo Rezzutti acaba de lançar o livro “D. Leopoldina: a história não contada” que revela o papel da princesa na Independência do Brasil.

A mulher que era vista como traída, santa e paciente agora ganha destaque na história brasileira com a revelação de documentos inéditos.

Para escrever a obra, ele consultou cerca de dois mil papéis. Foram três anos de pesquisa e seis meses de escrita. Confira a entrevista que ele deu ao blog Livro sem frescura.

Leopoldina, Dom Pedro I e a independência do Brasil

Ela foi uma importante aliada do marido. Mais preparada que ele em diplomacia e em política, teve clareza para ver que o futuro do casal retornando para Portugal era incerto. Tão incerto quanto o futuro do Brasil nas mãos da Assembleia Constituinte Portuguesa que o tentava recolonizar. É possível ver nas cartas dela para o secretário, o quanto ela já estava envolvida com a causa autonomista brasileira e, posteriormente, independentista, muito antes do marido.

O papel de Leopoldina no Império

Ela não era a frente do seu tempo, ela era fruto do seu tempo e de sua educação. A única diferença dela para as outras mulheres de sua época foi o papel de protagonista que agora está sendo notado nela e como ela se distinguiu admiravelmente nesse papel devido ao seu preparo. Até hoje os livros de história do Brasil mencionam ela como “esposa de D. Pedro I” ou “mãe de D. Pedro II”. Não apenas ela, mas a mulher de uma maneira geral, segundo nossa história, parece que só merece ser mencionada quando é um apêndice de alguém: “filha de fulano”, “esposa de beltrano”, “mãe de ciclano”. A história que resgato de D. Leopoldina é uma parte ínfima da história das mulheres do Brasil que foram apagadas. Como ela, existiram outras milhares de protagonistas que foram esquecidas.

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Leopoldina e a Marquesa de Santos, a amante de Dom Pedro

Ela preferiu não ver. Temos que entender como funcionava a mentalidade de um dinasta. Se ela, como imperatriz do Brasil, filha de imperador, esposa de imperador e mãe de um futuro imperador, desse um escândalo público a respeito da marquesa de Santos, isso abalaria a imagem da monarquia. Para entendermos um pouco melhor essa questão, basta lembrarmos que o tio da atual rainha da Inglaterra teve que abdicar do trono para poder se casar com uma mulher divorciada e a família lhe virou as costas porque ele pensou nele próprio e não no bem da dinastia e do seu povo. Toda e qualquer mágoa que D. Leopoldina teve a respeito da infidelidade de D. Pedro ela não externou publicamente pois isso seria uma mácula a imagem pública da monarquia brasileira.

Dom Pedro I, um bom imperador

Dentro do que ele conseguiu fazer com os políticos que ele dispunha sim. A constituição que ele outorgou ao Brasil, por exemplo, foi a de mais longa duração de toda a sua história. Saneou as contas públicas, estruturou o exército, fomentou a imigração etc.

Depressão, partos difíceis e a morte de Leopoldina aos 29 anos

Os problemas iniciais da sua última gravidez, seu estado de depressão grave, aliado aos tratamentos rudimentares da época usados pelos médicos na tentativa de salvá-la foram elementos que, somados, acabaram por levá-la a óbito.

O livro e o tempo

Só o diário e as cartas inéditas da Dama de Companhia de D. Leopoldina, a condessa Anna Maria von Kuhnburg deram mais de 500 páginas, fora os demais manuscritos guardados no Museu Imperial, Arquivo Nacional, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Museu Histórico Nacional, Museu Paulista, entre outros, giram em torno de 2 mil documentos. A pesquisa correu em paralelo aos demais livros que escrevi sobre o período, então podemos considerar três anos de pesquisa e seis meses de escrita.

Livro: D.Leopoldina: a história não contada – A mulher que arquitetou a independência do Brasil

Páginas: 464 páginas

Autor: Paulo Rezzutti

Editora: Leya

Duarte Nogueira conta quais os livros que marcaram sua infância

Por jucimara.pauda em 15/05/2017

Eu não sei se você que passa aqui pelo blog já percebeu que eu estou sempre a caça de leitores. Gosto de saber como cada um se apaixonou pelo mundo dos livros. Em dezembro, o prefeito Duarte Nogueira júnior fez uma transmissão ao vivo da casa dele. Atrás, tinha uma árvore de Natal feita com livros. Fazia poucos dias que eu tinha dado a ideia para as pessoas fazerem o mesmo. Diante daquela imagem, eu quis saber do governante da cidade quais os livros ele gostava de ler. Você também quer saber? Leia a entrevista abaixo.
Leitura na infância
Li os livros recomendados pela escola, principalmente, os clássicos. Eu me lembro do “Menino do Dedo Verde”, de Maurice Druon, “Alice no País Maravilhas”, de Lewis Carroll, “Sítio do Pica Pau Amarelo”, de Monteiro Lobato e “Fernão Capelo Gaivota”, de Richard Bach.
Incentivadores
Meus pais tinham o hábito de leitura. Eles liam livros de vários gêneros. Na minha casa sempre teve uma biblioteca atualizada com clássicos e lançamentos de livros que estavam em projeção na época.
Gêneros literários
Eu acabei gostando de ler três gêneros de literatura, além dos livros técnicos de engenharia, administração pública, logistíca e habitação. Sempre gostei de livros de história porque quem conhece o passado antecipa o futuro. Livros de guerra porque a natureza humana fica aflorada na sua essência. Livros de biografia de determinadas figuras da humanidade, pessoas que conseguiram se projetar . Dentro dessas histórias você têm a oportunidade de aprender porque o sucesso deixa vestígios e você tem que se aproveitar dele.
Prefeitura e leitura
Mesmo com a correria sempre tenho um livro na cabeceira da cama. Estou lendo “Bandeirantes e pioneiros: paralelo entre duas culturas”, de Viana Moog, que fala um pouco da dimensão entre o aspecto da colonização da América pelos anglo saxões, lusitanos e espanhóis.

Eu não sei se você que passa aqui pelo blog já percebeu que eu estou sempre a caça de leitores. Gosto de saber como cada um se apaixonou pelo mundo dos livros. Em dezembro, o prefeito Duarte Nogueira fez uma transmissão ao vivo da casa dele. Atrás, tinha uma árvore de Natal feita com livros. Fazia poucos dias que eu tinha dado a ideia para as pessoas fazerem o mesmo. Diante daquela imagem, eu quis saber do governante da cidade quais os livros que ele gostava de ler e se a correria do dia a dia atrapalhava a vida de leitor. Você também quer saber? Leia a entrevista abaixo.

Duarte Nogueira

Leitura na infância

Li os livros recomendados pela escola, principalmente, os clássicos. Eu me lembro do “Menino do Dedo Verde”, de Maurice Druon, “Alice no País Maravilhas”, de Lewis Carroll, “Sítio do Pica Pau Amarelo”, de Monteiro Lobato e “Fernão Capelo Gaivota”, de Richard Bach.

Incentivadores

Meus pais tinham o hábito de leitura. Eles liam livros de vários gêneros. Na minha casa sempre teve uma biblioteca atualizada com clássicos e lançamentos de livros que estavam em projeção na época.

Gêneros literários

Eu acabei gostando de ler três gêneros de literatura, além dos livros técnicos de engenharia, administração pública, logística e habitação. Sempre gostei de livros de história porque quem conhece o passado antecipa o futuro. Livros de guerra porque em um conflito a natureza humana fica aflorada na sua essência. Livros de biografia de determinadas figuras da humanidade, pessoas que conseguiram se projetar . Dentro dessas histórias você têm a oportunidade de aprender, porque o sucesso deixa vestígios e você tem que se aproveitar dele.

Bandeirantes e Pioneiros - V. Moog

Prefeitura e leitura

Mesmo com a correria, sempre tenho um livro na cabeceira da cama. Estou lendo “Bandeirantes e pioneiros: paralelo entre duas culturas”, de Viana Moog, que fala um pouco da dimensão entre o aspecto da colonização da América pelos anglo saxões, lusitanos e espanhóis.

Mãe lê para o bebê desde a barriga

Por jucimara.pauda em 13/05/2017

Jornalista, fotografa, mulher do Breno e mãe do Noah. Estou falando da Danielle Castro uma jovem talentosa, que corre atrás do que ama e é apaixonada pela leitura.
Esta jovem moderna e antenada se define assim no seu perfil no Facebook: “Sou os livros que li, as besteiras que disse e escrevi. Faço foto. Sou mãe e me divirto com isso”.
Quando li, decidi: ela é a pessoa que eu vou entrevistar para comemorar o Dia das Mães. Eis aqui o nosso bate-papo.
Livros da vida
Tenho uma lista longa. Acabo me apaixonando pelas histórias, talvez por isso eu curta tanto romances e ficção. Mas em resumo, “As aventuras do avião vermelho” (Érico Veríssimo), “O Saci” (Monteiro Lobato). “100 anos de Solidão” (Garcia Marquez), “Não Verás País Nenhum” (Ignácio de Loyolla Brandão), “Admirável Mundo Novo” (Aldous Huxley), “Persépolis” (Marjane Sartrapi) e  “Ensaio sobre a Cegueira” + “História do Cerco à Lisboa” (José Saramago) me fizeram boa parte do que sou.
Livros e faculdade
Quando estava na faculdade, fiz algumas entrevistas com autores para saber como eles tinham sido como leitores antes de começarem a escrever. Um deles, o Fabrício Carpinejar, me respondeu que os pais amavam livros e que em sua casa não havia paredes, apenas estantes em sua memória. Aquilo ficou comigo. Aquela imagem.
Livros e o quarto do Noah
Quando montei o quarto do Noah, a primeira coisa que quis foi a prateleira de livros,uma só, simples, nem era uma parede… para mim era mais importante que o berço, embora ninguém entendesse bem o porquê… Mas deu certo. Os livros estão lá e o berço já se foi há meses…. A mini-biblioteca dele está à vista no quarto desde sempre. Há convivência e amizade entre eles. E este ano ele vai ter mais prateleiras, porque a coleção aumentou,estou organizando isso. O segundo passo foi fazer com que esses livros não fossem decorativos. Jamais. Livros são amigos e não objetos para guardar pó ou enfeites. Não aqui em casa.
Livros e a leitura para Noah
Nós costumamos ler à noite, antes de dormir, mas às vezes ele traz algum durante o dia e pede para “abi” (abrir) e “lê.” Ele ouve livros só de texto enquanto mama, dorme ouvindo (mais agora que está maior). Nos ilustrados, mostra os desenhos e tenta contar as histórias para gente e para os brinquedos dele. Estendemos isso para fora de casa também. Se chegamos em algum lugar e há um livro infantil,(na sala de espera do pediatra ou na casa de um amigo, nós abrimos e lemos. Até para o banho o Noah leva alguns, os de plástico, já foram seus favoritos.
Noah, livros e aniversário
No aniversário dei vários livros novos, no Natal também. Se vamos à livraria, ele vai junto. E se pego um livro para mim, levo um para ele. Acho legal ter uma variedade. Acredito que devemos sim ter o conto de fada, as histórias simples de peixinhos, mas também os bons autores infantis, como Ana Maria Machado, e os de formação, como a Coleção Antiprincesas,sobre admirar e respeitar seres humanos de todos os gêneros,  “Morango Sardento e o Valentão da Escola” (anti-bullying), da Juliane Moore, e “Onde Vivem os Monstros”, do Maurice Sendak, que ajudam a ensinar sobre sentimentos e emoções para crianças. Sem falar nos grandes ilustradores, como o próprio Sendak ou o Sempé, que são um chamariz e ainda acrescentam novas leituras dos mesmos livros com suas imagens. Tento fazer o Noah absorver de pouquinho que não é só comprar, mas escolher bem. Livros fazem parte da vida dele. E espero que façam sempre.
Livros e gravidez
Quando soube que estava grávida, a primeira coisa que fiz foi separar alguns livros antigos meus que poderia (e gostaria de) ler para ele (como “O Menino do Dedo Verde”, de Maurice Druon). Também comprei alguns. Breno, meu marido, e eu lemos “O Pequeno Príncipe”, do Antoine Saint-Exupéry, juntos para o Noah ouvir lá dentro da barriga, foi emocionante, um momento especial aqui de casa, porque líamos um pouquinho por dia.
Livros e o chá de bebê
No chá de bebê, em vez de roupas, pedi mimos culturais (valia CD, DVD, livros… tudo que ajudasse a montar a primeira coleção dele). O pessoal achou um pouco estranho, mas muita gente aderiu e nos surpreendeu. Ele ganhou livros que estimulam o raciocínio, livros de história, livros sobre bichos, um pouco de tudo. E o resultado é que ele pode adentrar o universo das palavras (que ele ainda não domina) por várias portas. Ele ainda não sabe ler, mas já gosta desse objeto e do tempo que as pessoas passam falando o que está contido neles. O livro tornou-se algo familiar, necessário, amigo.
Noah, livros e fotos
O Ensaio Newborn do Noah teve vários temas, mas o meu favoritos desde sempre era o da pose com os livros e o óculos. Como fotógrafa, levei em consideração o tamanho dele para escolher os livros da base, que deveriam acomodá-lo com conforto, e seriam mais harmônicos se fossem pequenos. Mas meu lado mãe também ajudou a decidir. Os dois livros usados na composição foram “O Pequeno Príncipe”, do Exupéry, uma versão de bolso que foi o primeiro livro que ele ouviu na voz do pai dele, e “Are You My Mother”, de P.D. Eastman, o primeiro livro que eu dei para ele (foi o primeiro item do enxoval que escolhi… nós viajamos para Orlando para montar e achei este em um dos parques de diversão… foi amor instantâneo!). Depois disso, tiramos inspiração de livros para outros ensaios também. No ensaio de dois meses do Noah, por exemplo, fizemos uma cena da HQ “Calvin & Haroldo” no nosso projeto Mundo de Tecidos (com o Noah sendo o Calvin e carregando um migurumi do Haroldo que ele ganhou do padrinho dele).
Noah e a leitura
Um livro é um lugar, um amigo e um tempo. Ele nos leva a espaços que desconhecemos, nos faz sonhar com eles, nos faz querer chegar até eles. É uma companhia com muitas vozes (dos autores, das personagens, das multidões e das culturas diferentes da nossa). E um momento nosso (seja passado, presente, futuro ou imaginário). Ler nos permite estar só com nossos pensamentos e, simultaneamente, estar acompanhado de toda humanidade. Me lembro de como foi maravilhoso ler um livro grande sozinha pela primeira vez e de como, até hoje, respiro bem e fico feliz quando estou no meu canto com um livro. Quem lê, escreve melhor, fala melhor, sonha melhor. E, como mãe, desejo tudo isso pro Noah. Cada palavra.

Dani e Noah

Jornalista, fotógrafa, mulher do Breno e mãe do Noah. Estou falando da Danielle Castro uma jovem talentosa, que corre atrás do que ama e é apaixonada pela leitura.

Moderna e antenada ela se define assim no seu perfil do Facebook: “Sou os livros que li, as besteiras que disse e escrevi. Faço foto. Sou mãe e me divirto com isso”.

Quando li, decidi: ela é a pessoa que eu vou entrevistar para comemorar o Dia das Mães. Eis aqui o nosso bate-papo.

Livros e faculdade

Quando estava na faculdade, fiz algumas entrevistas com autores para saber como eles tinham sido como leitores antes de começarem a escrever. Um deles, o Fabrício Carpinejar, me respondeu que os pais amavam livros e que em sua casa não havia paredes, apenas estantes em sua memória. Aquilo ficou comigo. Aquela imagem.

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Livros e gravidez

Quando soube que estava grávida, a primeira coisa que fiz foi separar alguns livros antigos meus que poderia e gostaria de ler para ele, como “O Menino do Dedo Verde”, de Maurice Druon. Também comprei alguns. Breno, meu marido, e eu lemos juntos para o Noah o “O Pequeno Príncipe”, do Antoine Saint-Exupéry. Ele ouviu lá dentro da barriga. Foi emocionante, um momento especial aqui de casa, porque líamos um pouquinho por dia.

Livros e o chá de bebê

No chá de bebê, em vez de roupas, pedi mimos culturais (valia CD, DVD, livros… tudo que ajudasse a montar a primeira coleção dele). O pessoal achou um pouco estranho, mas muita gente aderiu e nos surpreendeu. Ele ganhou livros que estimulam o raciocínio, livros de história, livros sobre bichos, um pouco de tudo. E o resultado é que ele pode adentrar o universo das palavras, que ele ainda não domina, por várias portas. Ele ainda não sabe ler, mas já gosta desse objeto e do tempo que as pessoas passam falando o que está contido neles. O livro tornou-se algo familiar, necessário, amigo.

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Livros e o quarto do Noah

Quando montei o quarto do Noah, a primeira coisa que quis foi a prateleira de livros,uma só, simples, nem era uma parede… para mim era mais importante que o berço, embora ninguém entendesse bem o porquê… Mas deu certo. Os livros estão lá e o berço já se foi há meses…. A mini-biblioteca dele está à vista no quarto desde sempre. Há convivência e amizade entre eles. E este ano ele vai ter mais prateleiras, porque a coleção aumentou,estou organizando isso. O segundo passo foi fazer com que esses livros não fossem decorativos. Jamais. Livros são amigos e não objetos para guardar pó ou enfeites. Não aqui em casa.

Livros e a leitura para Noah

Nós costumamos ler à noite, antes de dormir, mas às vezes ele traz algum durante o dia e pede para “abi” (abrir) e “lê.” Ele ouve livros só de texto enquanto mama, dorme ouvindo (mais agora que está maior). Nos ilustrados, mostra os desenhos e tenta contar as histórias para gente e para os brinquedos dele. Estendemos isso para fora de casa também. Se chegamos em algum lugar e há um livro infantil, na sala de espera do pediatra ou na casa de um amigo, nós abrimos e lemos. Até para o banho o Noah leva alguns, os de plástico, já foram seus favoritos.

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Noah, livros e aniversário

No aniversário dei vários livros novos, no Natal também. Se vamos à livraria, ele vai junto. E se pego um livro para mim, levo um para ele. Acho legal ter uma variedade. Acredito que devemos sim ter o conto de fada, as histórias simples de peixinhos, mas também os bons autores infantis, como Ana Maria Machado, e os de formação, como a Coleção Antiprincesas,sobre admirar e respeitar seres humanos de todos os gêneros, como “Morango Sardento e o Valentão da Escola” (anti-bullying), da Juliane Moore, e “Onde Vivem os Monstros”, do Maurice Sendak, que ajudam a ensinar sobre sentimentos e emoções para crianças. Sem falar nos grandes ilustradores, como o próprio Sendak ou o Sempé, que são um chamariz e ainda acrescentam novas leituras dos mesmos livros com suas imagens. Tento fazer o Noah absorver de pouquinho que não é só comprar, mas escolher bem. Livros fazem parte da vida dele. E espero que façam sempre.

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Noah, livros e fotos

O Ensaio Newborn do Noah teve vários temas, mas o meu favoritos desde sempre era o da pose com os livros e o óculos. Como fotógrafa, levei em consideração o tamanho dele para escolher os livros da base, que deveriam acomodá-lo com conforto, e seriam mais harmônicos se fossem pequenos. Mas meu lado mãe também ajudou a decidir. Os dois livros usados na composição foram “O Pequeno Príncipe”, do Exupéry, uma versão de bolso que foi o primeiro livro que ele ouviu na voz do pai dele, e “Are You My Mother”, de P.D. Eastman, o primeiro livro que eu dei para ele (foi o primeiro item do enxoval que escolhi… nós viajamos para Orlando para montar e achei este em um dos parques de diversão… foi amor instantâneo!). Depois disso, tiramos inspiração de livros para outros ensaios também. No ensaio de dois meses do Noah, por exemplo, fizemos uma cena da HQ “Calvin & Haroldo” no nosso projeto Mundo de Tecidos (com o Noah sendo o Calvin e carregando um migurumi do Haroldo que ele ganhou do padrinho dele).

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Noah e a leitura

Um livro é um lugar, um amigo e um tempo. Ele nos leva a espaços que desconhecemos, nos faz sonhar com eles, nos faz querer chegar até eles. É uma companhia com muitas vozes,dos autores, das personagens, das multidões e das culturas diferentes da nossa. É um momento nosso seja passado, presente, futuro ou imaginário. Ler nos permite estar só com nossos pensamentos e, simultaneamente, estar acompanhado de toda humanidade. Me lembro de como foi maravilhoso ler um livro grande sozinha pela primeira vez e de como, até hoje, respiro bem e fico feliz quando estou no meu canto com um livro. Quem lê, escreve melhor, fala melhor, sonha melhor. E, como mãe, desejo tudo isso pro Noah. Cada palavra.

Livros da vida

Tenho uma lista longa. Acabo me apaixonando pelas histórias, talvez por isso eu curta tanto romances e ficção. Mas em resumo, “As aventuras do avião vermelho” (Érico Veríssimo), “O Saci” (Monteiro Lobato). “100 anos de Solidão” (Garcia Marquez), “Não Verás País Nenhum” (Ignácio de Loyolla Brandão), “Admirável Mundo Novo” (Aldous Huxley), “Persépolis” (Marjane Sartrapi) e  “Ensaio sobre a Cegueira” + “História do Cerco à Lisboa” (José Saramago) me fizeram boa parte do que sou.

Arquiteta aconselha espalhar livros pela casa para incentivar a leitura

Por jucimara.pauda em 13/05/2017

Livros e histórias em quadrinhos sempre fizeram parte da vida da arquiteta Denise Rosário. O pai José Rosário foi o grande incentivador da mãe de três filhos e leitora vorz.
Ao recordar o passado, Denise relembra dos gibis que os tios emprestavam depois de ler, do livro “O Saci”, de Monteiro Lobato, e da Enciclopédia “Tudo” da editora Abril que o pai deu a ela.
“Fica bem claro a figura de meu pai na minha vida. Ele sempre me incentivou a leitura e a esta vontade imensurável pelos estudos e pesquisas.
Mãe de três filhos, ela procura passar a eles os ensinamentos que recebeu do pai, um homem que dizia sempre que “conhecimento não ocupa espaço”.
“Meu pai não fez o ensino médio, mas o conhecimento que tem, a curiosidade de aprender coisas nova sempre marcou a vida de meu pai, e ele sempre me passou isso. Hoje, qualquer dúvida que tenho de minha profissão (arquiteta) às vezes eu pergunto para ele, e com muita facilidade me explica de uma maneira fácil que eu consigo passar até para os meus alunos. Tudo isso, foi porque ele sempre gostou de ler e me passou isso”, afirma.
Os três filhos também são leitores. Augusto, 14 anos, lê todos os livros que a escola solicita.Vinícius e Eduardo, gêmeos de 5 anos, adoram as histórias da Disney e não desgrudam dos gibis da Turma da Mônica.
“Os gêmeos sempre ganham livros, e a assinatura dos gibis da turma da Mônica. Sempre que vou buscá-los na escola, estão lendo gibis. Sem contar que tenho uma biblioteca em casa com livros de arquitetura, Química (meu marido) e livros de outros títulos, acho que isso incentiva, pois somos exemplos para eles”.
Com todos os afazeres profissionais e domésticos, Denise não para de ler. Agora, pesquisa a Imigração japonesa no Brasil para uma dissertação de mestrado. Nas horas vagas, lê um livro sobre Economia Mundial, “Chutan a Escada”, de  Ha-Joon Chang, e tem paixão pelas obras de  História do Brasil, principalmente as voltadas para a história do Café.
Para as mães que querem incentivar os filhos a lerem, a principal dica é ler para dar o exemplo.
“Dêem livros de presente de acordo com a idade de seus filhos. Leia também pra poder dar o exemplo. Assim como devemos deixar comida saudável à vista na geladeira, deixar livros espalhados pela casa também é saudável”.

Hoje, é a vez da mamãe Denise Rosário passar pelo blog. Livros e histórias em quadrinhos sempre fizeram parte da vida dela, graças ao pai José Rosário que a incentivou a ler desde menina.

Denise Rosário

Denise relembra dos gibis que os tios emprestavam depois de ler, do livro “O Saci”, de Monteiro Lobato, e da Enciclopédia “Tudo” da editora Abril que o pai deu a ela.

“Fica bem claro a figura de meu pai na minha vida. Ele sempre me incentivou a leitura e a esta vontade imensurável pelos estudos e pesquisas.

Mãe de três filhos, ela procura passar a eles os ensinamentos que recebeu do pai, um homem que dizia sempre que “conhecimento não ocupa espaço”.

“Meu pai não fez o ensino médio, mas o conhecimento que tem, a curiosidade de aprender coisas nova sempre marcou a vida dele. Hoje, qualquer dúvida que tenho de minha profissão  às vezes eu pergunto para ele que me explica de uma maneira fácil, que eu consigo passar até para os meus alunos. Tudo isso, foi porque ele sempre gostou de ler e me passou isso”, afirma.

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Os três filhos também são leitores. Augusto, 14 anos, lê todos os livros que a escola solicita.Vinícius e Eduardo, gêmeos de 5 anos, adoram as histórias da Disney e não desgrudam dos gibis da Turma da Mônica.

“Os gêmeos sempre ganham livros e a assinatura dos gibis da turma da Mônica. Sempre que vou buscá-los na escola, estão lendo gibis. Sem contar que tenho uma biblioteca em casa com livros de arquitetura, Química (meu marido) e livros de outros títulos, acho que isso incentiva, pois somos exemplos para eles”.

Com todos os afazeres profissionais e domésticos, Denise não para de ler. Agora, pesquisa a Imigração japonesa no Brasil para uma dissertação de mestrado. Nas horas vagas, lê um livro sobre Economia Mundial e tem paixão pelas obras de  História do Brasil, principalmente as voltadas para a história do Café.

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Para as mães que querem incentivar os filhos a lerem, a principal dica é ler para dar o exemplo.

“Deem livros de presente de acordo com a idade de seus filhos. Leia também pra poder dar o exemplo. Assim como devemos deixar comida saudável à vista na geladeira, deixar livros espalhados pela casa também é saudável”.

Jornalista diz que leitura faz parte do dia a dia dos filhos

Por jucimara.pauda em 11/05/2017

Juliana Rangel é uma mulher do século XXI. Ela trabalha 24 horas por dia, porque a Coluna Giro que ela mantém no jornal A Cidade está sempre antenada com os eventos de Ribeirão Preto e região. Esta vida corrida não atrapalha sua convivência com os filhos Sofia Mayumi, 10 anos, e Bernardo Norio, 3 anos. Ela é uma mãe que incentiva a leitura.
O blog não poderia deixar esta mãezona, que ama a literatura, de fora do especial do Dia das Mães.
Ela abastece os pequenos com livros. Pelo menos uma vez por mês, eles recebem o presente e já tem os preferidos.
“A Sofia agora está na série “Diário de um Banana”, mas é fase, gosta de ler de tudo. Ela lê um livro em três dias.Já o Bernardo quer livros  com imagens e, geralmente, de bichos, que ele gosta muito”.
O amor dos filhos pela literatura faz com que Juliana volte no tempo e se recorde de um momento muito especial. Na adolescência, ela leu todos os clássicos pedidos na escola Aparecida de Jaboticabal. Ela era uma frequentadora assídua da biblioteca.
“U livro me marcou muito e nunca esqueço até pela história por trás dele. Foi a “História de uma lágrima”, de Machado de Assis. Eu não tinha dinheiro e fiquei sabendo que  teria uma feira de livros . Fiquei um mês guardando uma mesada que a minha avó me dava nos finais de semana. Esse dinheiro era o que eu usava para comprar lanche no recreio. Fiquei o mês todo sem comprar e levando de casa para poder comprar um livro nessa feira com o dinheiro que guardei. Comprei esse”, relembra.
Como mãe, Juliana acredita que a leitura é imprescindível na vida dos filhos, mas ela diz que o exemplo é essencial.
“A mãe é o espelho para o filho. Eles repetem o que fazemos. Por isso temos que ser as primeiras incentivadoras da leitura, começando pelo lar e depois seguindo para a escola. Eu não tive isso, talvez pela imaturidade dos meus pais que eram muito jovens na época. Minha mãe me teve com 16 anos. E eu vejo a importância de ser o oposto com o Bernardo e a Sofia. E hoje com essa tecnologia toda precisa incentivar mais ainda a leitura”, afirma.

Juliana Rangel é uma mulher do século XXI. Ela trabalha 24 horas por dia, porque a Coluna Giro que ela mantém no jornal A Cidade está sempre antenada com os eventos de Ribeirão Preto e região. Esta vida corrida não atrapalha sua convivência com os filhos Sofia Mayumi, 10 anos, e Bernardo Norio, 3 anos. Ela é uma mãe que incentiva a leitura.

O blog não poderia deixar esta mãezona, que ama a literatura, de fora do especial do Dia das Mães. Ela contou que quando era adolescente já deixou de comer para comprar livro. Confira a entrevista abaixo.

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Juliana, Rogério e os filhos Sofia e Bernardo

Ela abastece os pequenos com livros. Pelo menos uma vez por mês, eles recebem o presente e já tem os preferidos.

“A Sofia agora está na série “Diário de um Banana”, mas é fase, gosta de ler de tudo. Ela lê um livro em três dias. Bernardo quer livros  com imagens e, geralmente, de bichos, que ele gosta muito”.

O amor dos filhos pela literatura faz com que Juliana volte no tempo e se recorde de um momento muito especial. Na adolescência, ela leu todos os clássicos pedidos na escola Aparecida de Jaboticabal. Ela era uma frequentadora assídua da biblioteca.

“Naquela época, um livro me marcou muito e nunca esqueço até pela história por trás dele. Foi a “História de uma lágrima”, de Machado de Assis. Eu não tinha dinheiro e fiquei sabendo que  teria uma feira de livros . Fiquei um mês guardando uma mesada que a minha avó Dalva me dava nos finais de semana. Esse dinheiro era o que eu usava para comprar lanche no recreio. Fiquei um mês levando lanche de casa, e no final comprei esse livro”, relembra.

Como mãe, Juliana acredita que a leitura é imprescindível na vida dos filhos, mas ela diz que o exemplo é essencial.

“A mãe é o espelho para o filho. Eles repetem o que fazemos. Por isso temos que ser as primeiras incentivadoras da leitura, começando pelo lar e depois seguindo para a escola. Eu não tive isso, talvez pela imaturidade dos meus pais que eram muito jovens na época. Minha mãe me teve com 16 anos. E eu vejo a importância de ser o oposto com o Bernardo e a Sofia. E hoje com essa tecnologia toda precisa incentivar mais ainda a leitura”, afirma.

Escritoras já leram mais de 5 mil livros

Por jucimara.pauda em 10/05/2017

Mães apaixonadas pela literatura e que fizeram os filhos terem a mesma paixão. Nos primeiros quinze dias do mês, eu tenho trazido exemplos de mulheres que incentivam os filhos a lerem.
Jawm Pawlak é uma delas. Ela é a prova viva de que ler para o bebê que está na barriga pode influenciar a vida dele para sempre.
As duas filhas dela Julia Mikita e Isabella Pawlak já leram juntas mais de 5 mil livros e se tornaram escritoras.Saiba tudo sobre a trajetória dessa mãe que contagiou as filhas com o amor pelos livros.
Jaw se recorda até hoje da emoção que sentiu ao ler o primeiro livro: “A Pequena Sereia” de Hans Christian Andersen. A história de uma sereia que quer se livrar da cauda para ir em busca do principe que mora em terra firme.
O conto de fadas abriu caminhos para outros gêneros literários e ela se apaixonou pelos clássicos, romances históricos e poesia.
Ela atribui esta paixão a professora Maria de Lourdes, uma mulher dedicada ao incentivo à leitura.
A paixão pelos livros é tão grande que ela quis passar para as filhas. As meninas começaram a ouvir histórias quando estavam na barriga da mãe.
“Passei nove meses lendo poesias, romances e clássicos para mim,  e dezenas de contos infantis para a minha bebê, para  quem  eu fazia questão de ler sempre em voz alta”
As crianças nasceram e a literatura continuou a fazer parte do dia a dia delas.
“Comprei livros infantis  de banho, de pano, de brinquedo, de histórias clássicas como “O Patinho Feio”, “A Bela e a Fera”, “Os Três Porquinhos”, “A Bela Adormecida” e dezenas de histórias em quadrinhos da “Turma da Mônica “, do “Tio Patinhas”  e do “Pato Donald””, conta.
A paixão foi contagiante e hoje as “bebês” amam a literatura e se tornaram escritoras, Julia Mikita e Isabella Pawlak escreveram o livro “Poemas de Origami.
“O resultado de compartilhar o hábito da leitura com as minhas bebês me impressiona até hoje. A Julia fez a carteirinha da biblioteca aos três anos de idade, a Isabella aos dois anos de idade, juntas elas já leram mais de cinco mil livros, criaram um blog onde postaram seus próprios textos, escreveram dezenas de resenhas, lançaram um livro e continuam escrevendo muito e devorando livros”, diz.
“Ser mãe de duas jovens que amam ler é muito gratificante, e lembrar que tudo começou ainda dentro da minha barriga, não tem preço. Com base na minha experiência pessoal, criei o projeto “Leitura Para Mamães e Bebês”, voltado para incentivar a leitura entre as mamães e seus bebês”.
Este mês, mães e filhas participaram do lançamento da “Antologia de Poesia Brasileira:Além da Terra, Além do Céu”, da Chiado, Editora de Portugal.
“Tive um poema meu selecionado, e a Julia e a Isabella também foram selecionadas para a Antologia. Representamos a cidade de Ribeirão Preto com muita emoção e orgulho neste incrível projeto”.
Lista de livros preferidos de Julia Pawlak
Fernão Capelo Gaivota, Richard Bach;
Poemas de Origami, Julia Mikita e Isabella Pawlak;
Todos Os Contos, Clarice Lispector;
A Livraria Mágica de Paris, Nina George;
A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, Martha Batalha;
Persépolis,  Marjane Satrapi;
Pollyanna,  Eleanor H. Porter;
O Morro dos Ventos Uivantes, Emily Bronte;
O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas;
Dom Quixote, Miguel de Cervantes;

Mães apaixonadas pela literatura e que fizeram os filhos terem a mesma paixão. Nos primeiros quinze dias do mês, eu tenho trazido exemplos de mulheres que incentivam os filhos a lerem.

Jam Pawlak é uma delas. Ela é a prova viva de que ler para o bebê que está na barriga pode influenciar a vida dele para sempre: As filhas Julia Mikita e Isabella Pawlak já leram juntas mais de 5 mil livros e se tornaram escritoras.Saiba tudo sobre a trajetória dessa mãe que contagiou as filhas com o amor pelos livros.

Jae e as filhas que já leram mais de 5 mil livros

Jam se recorda até hoje da emoção que sentiu ao ler o primeiro livro: “A Pequena Sereia” de Hans Christian Andersen. A história de uma sereia que quer se livrar da cauda para ir em busca do príncipe que mora em terra firme.

O conto de fadas abriu caminhos para outros gêneros literários e ela se apaixonou pelos clássicos, romances históricos e poesia. Ela atribui a paixão à professora Maria de Lourdes, uma mulher que incentivava os alunos a lerem.

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O amor pelos livros é tão grande que ela quis passar para as filhas. As meninas começaram a ouvir histórias quando estavam na barriga da mãe.

“Passei nove meses lendo poesias, romances e clássicos para mim,  e dezenas de contos infantis para a minha bebê, para  quem  eu fazia questão de ler sempre em voz alta”

As crianças nasceram e a literatura continuou a fazer parte do dia a dia delas.

“Comprei livros infantis  de banho, de pano, de brinquedo, de histórias clássicas como “O Patinho Feio”, “A Bela e a Fera”, “Os Três Porquinhos”, “A Bela Adormecida” e dezenas de histórias em quadrinhos da “Turma da Mônica “, do “Tio Patinhas”  e do “Pato Donald””, conta.

Hoje as “bebês” amam a literatura e se tornaram escritoras. Julia Mikita e Isabella Pawlak escreveram o livro “Poemas de Origami.

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“O resultado de compartilhar o hábito da leitura com as minhas bebês me impressiona até hoje. A Julia fez a carteirinha da biblioteca aos três anos de idade, a Isabella aos dois anos de idade, juntas elas já leram mais de cinco mil livros, criaram um blog onde postaram seus próprios textos, escreveram dezenas de resenhas, lançaram um livro e continuam escrevendo muito e devorando livros”, diz.

“Ser mãe de duas jovens que amam ler é muito gratificante, e lembrar que tudo começou ainda dentro da minha barriga, não tem preço. Com base na minha experiência pessoal, criei o projeto “Leitura Para Mamães e Bebês”, voltado para incentivar a leitura entre as mamães e seus bebês”.

Este mês, mães e filhas participaram do lançamento da “Antologia de Poesia Brasileira: “Além da Terra, Além do Céu”, da Chiado, Editora de Portugal.

“Tive um poema meu selecionado, e a Julia e a Isabella também foram selecionadas para a Antologia. Representamos a cidade de Ribeirão Preto com muita emoção e orgulho neste incrível projeto”.

Lista de livros preferidos de Jam Pawlak

Fernão Capelo Gaivota, Richard Bach;

Poemas de Origami, Julia Mikita e Isabella Pawlak;

Todos Os Contos, Clarice Lispector;

A Livraria Mágica de Paris, Nina George;

A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, Martha Batalha;

Persépolis,  Marjane Satrapi;

Pollyanna,  Eleanor H. Porter;

O Morro dos Ventos Uivantes, Emily Bronte;

O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas;

Dom Quixote, Miguel de Cervantes;

Dirce e Érica: o papel da mãe e da avó na vida de um professor leitor

Por jucimara.pauda em 08/05/2017

Um professor apaixonado pela literatura graças a duas mulheres admiráveis: a mãe e a avó que o criaram com dificuldades, mas mostrando a importância da leitura e dos estudos.
Hoje, há uma semana do Dia das Mães, a homenagem vai para o Michel  Leandro que sabe valorizar  a influência das mulheres em sua vida: Érica Leandro, a mãe, e Dirce Ramos, a avó.
“A minha paixão pela literatura começa através do significado que ao longo da minha vida eu fui dando a ela. Primeiro, começou com a minha mãe de criação, que é minha avó/mãe que, em meio as suas limitações financeiras e com uma rotina pesada de trabalho, ela era empregada doméstica nunca media esforços para comprar livros para mim”.
Michel relembra com carinho dos momentos passados ao lado de Dirce, a avó ouvinte.
“A minha avó/mãe não só comprava um livro por mês, como também pedia para que eu lesse para ela. Nessas leituras, por via da oralidade, minha avó/mãe ficava atenta ao meu tom de voz, a maneira como eu dizia as palavras, como eu me portava com elas”.
A atitude da avó fez com que Michel prestasse atenção a tudo o que se passava a sua volta e contemplasse a arte de uma maneira diferente.
“Na adolescência ao escutar Maria Bethânia cantando e declamando pela primeira vez, uma explosão tomasse conta de mim, por dentro, por fora, por todo o corpo, Bethânia era a síntese dos meus primeiros contatos com a literatura e da forma com que eu lidava com as palavras. Posso afirmar que a música popular brasileira me ensinou –  e ainda ensina – muito sobre literatura, só para citar dois monstros: Caetano Veloso e Chico Buarque, que são primorosos. Aprendi desde muito cedo a importância de acarinhar as palavras e de respeitá-las, a levar a sério a literatura”, conta.
Érica Ramos, mãe de Michel, também teve papel fundamental na formação do professor apaixonado pela literatura. Para estimulá-lo a ler cada vez mais, ela fez um desafio.
“Ela me desafiou a ler um livro de mais de duzentas páginas. Também me disse que eu me parecia com o Carlinhos – um dos personagens do livro – então, laçado o desafio e a curiosidade, considero esse livro a minha primeira grande leitura e imersão a uma literatura de qualidade”, diz.

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Um professor apaixonado pela literatura graças a duas mulheres admiráveis: a mãe e a avó que o criaram com dificuldades, mas mostrando a importância da leitura e dos estudos.

Hoje,  a homenagem vai para o Michel  Leandro que sabe valorizar  a influência das mulheres em sua vida: Érica Leandro, a mãe, e Dirce Ramos, a avó.

“A minha paixão pela literatura começa através do significado que ao longo da minha vida eu fui dando a ela. Primeiro, começou com a minha mãe de criação, que é minha avó/mãe que, em meio as suas limitações financeiras e com uma rotina pesada de trabalho, ela era empregada doméstica, nunca media esforços para comprar livros para mim”.

Michel relembra com carinho dos momentos passados ao lado de Dirce, a avó ouvinte.

“A minha avó/mãe não só comprava um livro por mês, como também pedia para que eu lesse para ela. Nessas leituras, por via da oralidade, minha avó/mãe ficava atenta ao meu tom de voz, a maneira como eu dizia as palavras, como eu me portava com elas”.

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A atitude da avó fez com que Michel prestasse atenção a tudo o que se passava a sua volta e contemplasse a arte de uma maneira diferente.

“Na adolescência ao escutar Maria Bethânia cantando e declamando pela primeira vez, uma explosão tomou conta de mim, por dentro, por fora, por todo o corpo. Bethânia era a síntese dos meus primeiros contatos com a literatura e da forma com que eu lidava com as palavras. Posso afirmar que a música popular brasileira me ensinou –  e ainda ensina – muito sobre literatura, só para citar dois monstros: Caetano Veloso e Chico Buarque, que são primorosos. Aprendi desde muito cedo a importância de acarinhar as palavras e de respeitá-las, a levar a sério a literatura”, conta.

Érica Ramos, mãe de Michel, também teve papel fundamental na formação do professor apaixonado pela literatura. Para estimulá-lo a ler cada vez mais, ela fez um desafio: ler “Éramos seis”, de Maria José Dupré, que contava a história de Lola e seus filhos

“Ela me desafiou a ler um livro de mais de duzentas páginas. Também me disse que eu me parecia com o Carlinhos, um dos personagens do livro. O desafio e a curiosidade me incentivaram a ler o livro que considero a minha primeira grande leitura e imersão a uma literatura de qualidade”, diz.

Através da leitura, Michel também teve contato com a realidade retratada pela literatura.

“Os conflitos das personagens na obra eram bastante parecidos com o que eu vivia dentro de casa – o não poder ter/comprar tudo o que quisesse, a roupa de domingo, as briguinhas dos irmãos, os doces, as brincadeiras de rua e de quintal, o pai que saia para trabalhar e a mãe que costurava para ajudar nas finanças…Penso que cresci em relação as minhas leituras graças a famosa coleção Vagalume, da qual Éramos Seis fazia parte”.

Desde então, Michel não parou mais de ler, mas esta história eu conto para você em outro post do blog, que esta semana está apenas homenageando as mães que incentivam os filhos a lerem. Até a próxima.

Livros para presentear as mães

Por jucimara.pauda em 08/05/2017

Não sabe o que dar de presente para sua mãe? Eu selecionei opções que vai satisfazer da mãe romântica a mais introspectiva. Confira o vídeo do canal Livros sem frescura

Imagem de Amostra do You Tube