Livros, série e filme para você curtir o Carnaval em casa

Por jucimara.pauda em 24/02/2017

O Carnaval chegou e você não vai sair para a folia? Então tenho algumas dicas para você que quer ficar no aconchego do seu quarto. Livros, filmes e séries para deixar o feriado prolongado com gostinho de descanso.

Livros para ler em um dia

MENINOS

O menino do Pijama Listrado e o menino no Alto da Montanha obras que vão deixar o seu coração cheio de ternura.
Bruno tem nove anos e se muda com o pai um coronel nazista para um lugar onde não tem ninguem para brincar. todos os dias ele ve pela janela pessoas atras de uma cerca e vestindo pijamas. A curiosidade o leva até o local e ele faz amizade com um garoto de pijama e careca.
Os dois se encontram todos os dias, um de cada lado da cerca para brincarem. Uma amizade inocente. Eles não têm noção raça, cor, posição social. ão apenas dois meninos fazendo o que qualquer um faz na idade deles, brincar. penas quem está lendo sabe que aquela amizade, no contexto da época era impossível de ser aceita pelas duas famílias, a judia e a alemã.  livro é rápido de ler e muito envolvente porque é contado por uma criança de maneira simples. Não tem lição de moral ou de história sobre a segunda guerra mundial
No menino no alto da montanha livro é dividido em três partes e tem como plano de fundo a Segunda Guerra Mundial. Nele encontramos Pierrot na bela Paris com o seu pai, um alemão, e a mãe, uma francesa. Os dois brigam o tempo todo e ela justifica a bebedeira do marido como uma consequencia do trauma pos-primeira guerra mundial.
Pierrot é amigo de um menino judeu cego que tem a capacidade de colocar no papel os sentimentos mais íntimos do colega meio alemão e meio frances.
Esta amizade é interrompida pela morte dos pais de Pierrot e ele é adotado por uma tia que trabalha como governanta de Hitler, na famosa casa que ele tinha nos Alpes, Nesse trecho do livro, o autor faz referencias a Eva Braun e aos cachorros do comandante nazista, por quem ele tinha uma ternura especial.
A partir dai você redescobre o menino que fica incrivelmente dominado pela personalidade do nazista e comete crimes inimagináveis para alguem da idade dele.
Ao ler o livro você reflete sobre a capacidade que o ser humano tem de moldar o outro. Você percebe que o poder também é capaz de modificar os sentimentos mais puros e de  corromper um coração e o carinho vindo de qualquer pessoa pode consolar uma criança que se sente sozinha.
Este livro traz a historia de um menino que traiu os que o amaram e que no final chegou a conclusão  que fingir que não sabia o que estava acontecendo seria o pior crime de todos.
Leia e me diga qual você prefere, deixe nos comentários também a sua opinião.

O menino do Pijama Listrado

Bruno tem nove anos e se muda com a família para um lugar onde não tem amigos para brincar. Todos os dias ele vê pela janela pessoas atrás de uma cerca e supostamente vestindo pijamas. A curiosidade o leva até o local e nasce uma amizade com um garoto de pijama e careca.Os dois se encontram todos os dias, um de cada lado da cerca, para brincarem. Uma amizade inocente. Eles não têm noção de raça, cor ou posição social. São dois meninos fazendo o que qualquer um faz na idade deles: brincar. Quem está lendo sabe que aquela amizade, no contexto da época, era impossível de ser aceita pelas duas famílias, a judia e a alemã.  Livro é rápido de ler e muito envolvente porque é contado através de uma criança.

O  menino no alto da montanha

O  livro  tem como cenário a Segunda Guerra Mundial. Na obra encontramos Pierrot na bela Paris dos anos de 1940. Ele é amigo de um menino judeu surdo que tem a capacidade de colocar no papel os sentimentos mais íntimos do colega meio alemão e meio francês. Esta amizade é interrompida pela morte dos pais de Pierrot e ele é adotado por uma tia que trabalha como governanta de Hitler, na famosa casa que ele tinha nos Alpes. A partir dai você redescobre o menino que fica incrivelmente dominado pela personalidade do nazista e comete crimes inimagináveis para alguém da idade dele. Este livro traz a historia de um garoto que traiu os que o amaram e que no final chegou a conclusão  que fingir que não sabia o que estava acontecendo, seria o pior crime de todos.

O Vilarejo

vilarejo

O escritor Raphael Montes mostra o que está por trás da personalidade de cada ser humano. São contos interligados entre si e que mostram os sete pecados capitais: luxúria, gula, avareza, ira, soberba, vaidade e preguiça. O autor consegue levar você por uma aldeia isolada pela guerra e mostrar o que cada morador esconde atrás de uma aparência tranquila.

Homeland

Homeland-banner

Esta série traz uma agente da CIA que combate o terrorismo. Você pode encontrar quatro temporadas na Netflix e com certeza não vai conseguir parar de assistir. Tudo começa quando um soldado norte-americano, que desapareceu há anos, é encontrado em um buraco no Afeganistão. Ele é levado para os Estados Unidos e tratado como herói. Carrie Mathison, agente da Cia, acredita que ele é um traidor e está do lado dos terroristas. Será que ela está certa? Não existe monotonia na série.

O Homem que viu o infinito

devpatel

Um indiano que não tem educação formal, mas resolve os mais complexos problemas matemáticos. Ele é  levado para uma universidade na grande Londres da década de 1920, onde é incompreendido, mas continua apaixonado pela Matemática. Ele resolve cálculos e cria fórmulas que os estudiosos da época não têm ideia de como fazer. Tudo é sussurrado em seu ouvido por uma deusa. Esta é a história do filme que tem no papel principal Dev Patel. Quem é o matemático?  Um gênio, uma pessoa que recebia orientações de extraterrestre, um maluco? Ele e Srinivasa Ramanujan e a trajetória dele vai deixar você encantado pela vida. Assista ao filme e tire suas próprias conclusões.

Oficina, no Sesc Ribeirão, traz livros infantis e debates sobre sexualidade, diversidade e gênero

Por jucimara.pauda em 17/02/2017

Diversidade sexual e identidade de gêneros. Como discutir o assunto com as crianças? Pode ser difícil para alguns pais, mas para facilitar este diálogo Thiago Minamisawa uniu um grupo de artistas e criou o projeto  “Amar: Coletânea de Livres Infantis”, composto de quatro livros: Safo, Eu Nonada e Existo. Thiago estará no Sesc, neste domingo, às 11 horas, para uma leitura compartilhada dos livres e exercícios de livre expressão. A oficina é gratuita.
Nascimento da obra
Um dia eu estava pensando sobre a falta de representatividade da diversidade nos contos infantis, e me veio a ideia de fazer uma história que contasse um final feliz que não envolvesse uma princesa e um príncipe ficando juntos. Uma história que desse um final feliz para quem não seguisse a heteronormatividade. Como trabalho com cinema de animação e tenho muitos amigos ilustradores, percebi que poderia fazer quatro livros que retratassem de forma mais ampla a sigla LGBT. Foi assim que com a junção de Rosana Urbes, Cris Eich, Marcia Misawa, Mateus Rios, Vinícius Cardoso, Bruno H Castro e eu, nasceu a AMAR Coletânea de Livres Infantis.
Tabu
Considero que seja um tabu sim, mas em relação a coletânea foi uma surpresa! Quando inscrevemos o projeto para o edital Proac Manifestações Culturais LGBT da Secretaria de Cultura do Estado não tínhamos ideia de como seria a recepção, acabamos selecionados em primeiro lugar e depois fomos convidados para apresentar os livres em várias oficinas culturais promovida pela secretaria. Outro ponto que nos agradou muito foi a recepção pelas Secretarias de Educação tanto estadual quanto municipal de São Paulo que nos convidaram a apresentar a coletânea para professores de todos os diretórios regionais de educação da cidade e do estado.
Preconceito
Por termos optados pelo não confronto em prol da busca por epifanias, a recepção dos livres tem sido muito boa. Recebemos diversos feedbacks de leitores encantados pela poesia dos livres. Em relação a editoras, buscamos uma parceira que se interesse em produzir uma nova edição.
A criança e os livres poéticos
Acredito que muitas vezes os adultos possuem uma percepção um pouco limitada sobre o potencial de entendimento de uma criança (confundindo compreensão com autonomia de leitura), por isso preferimos chamar nossos livros de “livres”, livres para todas as idades. E que cada indivíduo absorva das histórias aquilo que a arte lhe causar.
Repercussão dos livres
A repercussão foi muito boa, já fizemos mais de 50 leituras compartilhadas com público variado (de crianças e adultos), distribuímos 1000 exemplares em Bibliotecas dos CÉUS na cidade de São Paulo, DREs estaduais e municipais, ONGs que trabalham a questão LGBT e todas as unidades do SESC que possuem trabalhos específicos com público infantil e juvenil. Realizamos também  três exposições com as obras originais. Ainda não temos previsão de lançamento de uma nova edição pois estamos buscando parcerias com editoras no momento.

foto Thiago

Diversidade sexual e identidade de gêneros. Como discutir o assunto com as crianças? Pode ser difícil para alguns pais, mas para facilitar este diálogo Thiago Minamisawa uniu um grupo de artistas e criou o projeto  “Amar: Coletânea de Livres Infantis”, composto de quatro livros: Safo, Eu, Nonada e Existo. Thiago estará no Sesc, neste sábado, às 11 horas, para uma leitura compartilhada dos livres e exercícios de livre expressão. Já a oficina gratuita acontece no domingo, no mesmo horário. Uma bela maneira de passar a manhã com os filhos e unir a família em um diálogo sobre um assunto ainda cheio de polêmica e preconceito.

Origens

Um dia eu estava pensando sobre a falta de representatividade da diversidade nos contos infantis, e me veio a ideia de fazer uma história que contasse um final feliz que não envolvesse uma princesa e um príncipe ficando juntos. Uma história que desse um final feliz para quem não seguisse a heteronormatividade. Como trabalho com cinema de animação e tenho muitos amigos ilustradores, percebi que poderia fazer quatro livros que retratassem de forma mais ampla a sigla LGBT. Foi assim que com a junção de Rosana Urbes, Cris Eich, Marcia Misawa, Mateus Rios, Vinícius Cardoso, Bruno H Castro e eu, nasceu a AMAR Coletânea de Livres Infantis.

Tabu

Considero que seja um tabu sim, mas em relação a coletânea foi uma surpresa! Quando inscrevemos o projeto para o edital Proac Manifestações Culturais LGBT da Secretaria de Cultura do Estado não tínhamos ideia de como seria a recepção, acabamos selecionados em primeiro lugar e depois fomos convidados para apresentar os livres em várias oficinas culturais promovida pela secretaria. Outro ponto que nos agradou muito foi a recepção pelas Secretarias de Educação tanto estadual quanto municipal de São Paulo que nos convidaram a apresentar a coletânea para professores de todos os diretórios regionais de educação da cidade e do estado.

Preconceito

Por termos optados pelo não confronto em prol da busca por epifanias, a recepção dos livres tem sido muito boa. Recebemos diversos feedbacks de leitores encantados pela poesia dos livres. Em relação a editoras, buscamos uma parceira que se interesse em produzir uma nova edição.

amar

A criança e os livres poéticos

Acredito que muitas vezes os adultos possuem uma percepção um pouco limitada sobre o potencial de entendimento de uma criança (confundindo compreensão com autonomia de leitura), por isso preferimos chamar nossos livros de “livres”, livres para todas as idades. E que cada indivíduo absorva das histórias aquilo que a arte lhe causar.

Repercussão dos livres

A repercussão foi muito boa, já fizemos mais de 50 leituras compartilhadas com público variado (de crianças e adultos), distribuímos 1000 exemplares em Bibliotecas dos CÉUS na cidade de São Paulo, DREs estaduais e municipais, ONGs que trabalham a questão LGBT e todas as unidades do SESC que possuem trabalhos específicos com público infantil e juvenil. Realizamos também  três exposições com as obras originais. Ainda não temos previsão de lançamento de uma nova edição pois estamos buscando parcerias com editoras no momento.

Plínio Camillo, em novo livro, mistura ficção e história e dá voz aos escravos

Por jucimara.pauda em 14/02/2017

plinio

Hoje, começo o quadro “Conhecendo escritores de Ribeirão e região”. O primeiro deles é Plínio Camillo, que nasceu em Ribeirão Preto, vive em São Paulo, é pai da Beatriz, 20 anos, mas  também é ator e educador social. Publicou os livros “O Namorado do Papai Ronca”,  a coletânea de contos “Coração Peludo” e “Outras Vozes” . O último, publicado pela 11 editora, dá voz aos escravos, mesclando história e ficção.

Na entrevista para o Blog Livro sem frescura, ele recorda a infância em Ribeirão Preto, sua trajetória como escritor e o processo criativo na elaboração dos seus livros.

O amor pelos livros

No inicio da década de 60 meu pai comprava revista em quadrinhos e eu ficava fascinado e instigado em entendê-las. Devorava. Até que, reza a lenda familiar, com mais ou menos três anos, implorei que me ensinassem os significados das palavras, a ler … e por aí foi.

Leitor voraz

Gibis ( revista em quadrinhos) livros de aventuras, policiais, biografias e o que estivesse ao alcance dos olhos, eu lia tudo. A literatura ficou algo mais sério nos bancos escolares: livros lidos para provas, estudos, comparações me fizeram até pensar em escrever. Porém não me achei apto,resolvi cursar Letras, ser professor, e foi o que fiz. Já no curso apreendi um pouco mais. Compreendi a dimensão da literatura brasileira e universal. Assimilei que o ato de escrever é político,com intenções e diversas camadas.

Lema de vida

Tenho como norte uma frase de Ernest Hemingway: “Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança.”

Origens da escrita

São os meus padrões de ruindade e superficialidade. Querendo escrever ousei a cometer alguns poemas. Eram rasos e toscos. Porém serviram para eu ter um parâmetro: não sei escrever poesia. A prosa também trilhou pelo mesmo caminho de superficialidade e rudeza e com a profundidade de um pires! Outro parâmetro: escrever não é para mim. Fiz teatro, atuei e dirigi diversos espetáculos amadores. Até cometi algumas esquetes teatrais (peça de curta duração, geralmente de caráter cômico) que tiveram bons resultados. Já com mais de 50 anos,tentando aprimorar-me na área da escrita de peças e roteiro (escrita diversa do poema e da prosa)  e me divertir fiz um Curso de Escrita. Porém tive que passar, antes de chegar aos módulos de Teatro e Roteiro, pelos módulos contos, poesia, crônica e romance. Nestes, graças aos parceiro de aula e ao professores, tive um bom reconhecimento da minha escrita. No módulo de romance, coordenado pelo Nelson de Oliveira, cometi  “O namorado do papai ronca”. Pronto agora somente faltava ser publicado.

Primeiras publicações

Não foi fácil, em 2011 percorri quase duzentas editoras, algumas estou esperando até agora uma posição. Nesta via sacra, resolvi  concorrer ao Proac de 2012 – Primeiras publicações e fui contemplado. Este era uma certa quantia  para a publicação de mil (1000) exemplares. Bárbaro!!! Ser premiado. Ser reconhecido.Foram propulsores para uma escrita mais constante.Não tenho tempo para escrever “O livro de minha vida” e sim cometer descaradamente escritos, contar histórias.

Mantra

Frase de Eugène Ionesco: “Devemos escrever para nós mesmos, é assim que poderemos chegar aos outros.”

“Outras Vozes”  mescla de ficção e fatos históricos em contos sobre a escravidão brasileira

outrasvozes

Tenho o prazer e orgulho de ser pai da Beatriz, hoje com vinte anos, que sempre perguntava sobre as histórias da família, dos povos e das pessoas. Com menos de cinco anos, desejava saber a história dos negros no Brasil. Como chegaram, quem são, Quem foram. Já desenvolvia uma pesquisa sobre Luís Gama.  Ampliei, coletei histórias, fatos, olhares, vozes e percebi que não estava em meu alcance, escrito em português, nenhuma obra feita por escravos. Resolvi arriscar nesta empreitada: produzir contos em que o negro escravizado contasse /relatasse algum fato. Não sou historiador, minha formação é em Linguística, e estou cometendo escritos, por isto produzi textos, contos curtos, sobre o negro escravizado no Brasil.

Processo criativo

Cometo garrunchos! Antes corporificar um escrito, faço um plano de vôo: onde iniciarei, o que quero avistar, como quero distinguir, quando e aonde chegarei e quem quero que viagem comigo e como quero que o passeio ocorra, ou à jato ou à cavalo. Concebo e testo esta trilha diversas vezes. Experimentando novas partidas, pousos e companheiros de trajeto. Isto, ainda em devaneio, rumino mais e o confronto com o plano de ação que tenho como escritor e meus escritos.  Quero ir onde nenhum homem jamais esteve. Como nenhum homem que ali esteve.Do jeito que nenhum esteve. Pelo meio: materializo o texto. Depois realizo dolorosas cirurgias curativas, diagnósticas, reparadoras e estéticas. Deixo o mais enxuto. Nascido, tento colocá-lo à luz o mais rápido possível.

Ribeirão através dos olhos do escritor

Bosque com a entrada pela Tamandaré: – Era o meu mundo mágico na minha terra. Os cheiros os sons, os gostos. Refazer os passos que meus tios e minha mãe fizeram.  “Aqui, mais ou menos tinha um balanço, querendo  parar, pulei, e o outro balanço cortou a pontinha de minha orelha” Repetiu, repetia, repete minha mãe.

Cemitério da Saudade – Lá que a minha mãe, Luiza, insiste em ser enterrada.Lá onde estão os meus mortos. Deles tem a Mãe Chiquinha, avó de minha mãe. Adorava o Vicente Celestino, tinha ojeriza pela voz mole do Ronnie Von e como eu, acordava falando. Tínhamos boas conversas matutinas para irritação de minha mãe!

Joair – Um primo, o primeiro que morreu em um acidente. Aquele que tinha um olhar quente, divertido e admirável. Aquele que me salvou de despencar da mangueira que tínhamos no quinta! Aquele que eu queria ser! Este que representa todos os meus queridos primos: Carmen Regina, César, Cláudia, Fernando, João, Joel, Luci, Lucilla e Luiza Helena ( que hoje somos muito mais)

Julhos – mês de férias escolares. Mês gelado em Santo André, onde meus pais moravam. Mês que ia em busca do Sol. O tempo mudou. As temperaturas mudaram, porém sobre qualquer friozinho desejo ardentemente estar em Ribeirão Preto

Praça XV de novembro – Locas de feiras de livros, encontros com amigos, paquera e outros olhares. Ponto de partidas para uma maratona de filmes. Sempre gostei de cinema a ali, nos arredores, havia vários cinema de rua. Saboreio até hoje o prazer de ver dois ou três filmes por dia.

Rua João Ramalho, 290 – Casa de meus tios. Chegávamos de São Paulo e descíamos na Francisco Junqueira. Percorria a rua me deliciando pelo prazer de estar alí. Mangueira,brincadeiras, feijão por cima do arroz da Tia Antônia.

Teatro Pedro II – Somente entrei em anos mais recente, porém desde pequeno enamorado pela arquitetura e as histórias dali que minha tia Edith  vinha me contar.

Tio Dito – irmão mais velho de minha mãe, meu mais querido tio. Aquele que deixava o troco comigo, perguntava da minha vida e do que eu achava dos mais variados assuntos e sempre me ouviu! Com ele sempre me vem  na recordação, minha tia Edith, que colecionava seleções e somente deixava que eu as lesse, minha Tia Lucilla e o seu marido Tio Chico


Hoje, começo o quadro “Conhecendo escritores de Ribeirão e região”. O primeiro deles é Plínio Camillo, que nasceu em Ribeirão Preto, mas vive em São Paulo. Pai de Beatriz, 20 anos, ele também é ator e educador social e já trabalhou com crianças e adolescentes de rua . Publicou os livros “O Namorado do Papai Ronca”, em 2012,  a coletânea de contos: “Coração Peludo” e “Outras Vozes” pela 11 Editora.
Na entrevista ao Blog Livro sem frescura, ele recorda a infância em Ribeirão Preto, sua trajetória como escritor e o processo criativo na elaboração dos seus livros. Com vocês Plínio Camillo
Volte na sua infância e me conte como começou a sua relação com os livros e quem foi a pessoa que fez você conhecer a literatura.
No inicio da década de 60 meu pai comprava revista em quadrinhos e eu ficava fascinado e instigado em entende-las. Devorava. Até que, reza a lenda familiar, com mais ou menos três anos, implorei que me ensinassem os significados das palavras, a ler … e a por aí foi.
Um leitor voraz
Gibis ( revista em quadrinhos) livros de aventuras, policiais, biografias e o que estivesse ao alcance dos olhos, eu lia tudo. A literatura ficou algo mais sério nos bancos escolares: livros lidos para provas, estudos, comparações me fizeram até pensar em escrever. Porém não me achei apto,resolvi cursar Letras, ser professor, e foi o que fiz. Já no curso apreendi um pouco mais. Compreendi a dimensão da literatura brasileira e universal. Assimilei que o ato de escrever é político,com intenções e diversas camadas.
Lema de vida
Tenho como norte uma frase de Ernest Hemingway: “Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança.”
Origens da escrita
São os meus padrões de ruindade e superficialidade. Querendo escrever ousei a cometer alguns poemas. Eram rasos e toscos. Porém serviram para eu ter um parâmetro: não sei escrever poesia. A prosa também trilhou pelo mesmo caminho de superficialidade e rudeza e com a profundidade de um pires! Outro parâmetro: escrever não é para mim. Fiz teatro, atuei e dirigi diversos espetáculos amadores. Até cometi algumas esquetes teatrais (peça de curta duração, geralmente de caráter cômico) que tiveram bons resultados. Já com mais de 50 anos,tentando aprimorar-me na área da escrita de peças e roteiro (escrita diversa do poema e da prosa)  e me divertir fiz um Curso de Escrita. Porém tive que passar, antes de chegar aos módulos de Teatro e Roteiro, pelos módulos contos, poesia, crônica e romance. Nestes, graças aos parceiro de aula e ao professores, tive um bom reconhecimento da minha escrita. No módulo de romance, coordenado pelo Nelson de Oliveira, cometi  “O namorado do papai ronca”. Pronto agora somente faltava ser publicado.
Primeiras publicações
Não foi fácil, em 2011 percorri quase duzentas editoras, algumas estou esperando até agora uma posição. Nesta via sacra, resolvi  concorrer ao Proac de 2012 – Primeiras publicações e fui contemplado. Este era uma certa quantia  para a publicação de mil (1000) exemplares. Bárbaro!!! Ser premiado. Ser reconhecido.Foram propulsores para uma escrita mais constante.Não tenho tempo para escrever “O livro de minha vida” e sim cometer descaradamente escritos, contar histórias.
Mantra
Frase de Eugène Ionesco: “Devemos escrever para nós mesmos, é assim que poderemos chegar aos outros.”
Ribeirão através dos olhos do escritor
Bosque com a entrada pela Tamandaré: – Era o meu mundo mágico na minha terra. Os cheiros os sons, os gostos. Refazer os passos que meus tios e minha mãe fizeram.  “Aqui, mais ou menostinha uma balanço, querendo  parar, pulei, e o outro balanço cortou a pontinha de minha orelha” Repetiu, repetia, repete minha mãe.
Cemitério da Saudade – Lá que a minha mãe, Luiza, insiste em ser enterrada.Lá onde estão os meus mortos. Deles tem a Mãe Chiquinha, avó de minha mãe. Adorava o Vicente Celestino, tinha ojeriza pela voz mole do Ronnie Von e como eu, acordava falando. Tínhamos boas conversas matutinas para irritação de minha mãe!
Joair – Um primo, o primeiro que morreu em um acidente. Aquele que tinha um olhar quente, divertido e admirável. Aquele que me salvou de despencar da mangueira que tínhamos no quinta! Aquele que eu queria ser! Este que representa todos os meus queridos primos: Carmen Regina, César, Cláudia, Fernando, João, Joel, Luci, Lucilla e Luiza Helena ( que hoje somos muito mais)
Julhos – mês de férias escolares. Mês gelado em Santo André, onde meus pais moravam. Mês que ia em busca do Sol. O tempo mudou. As temperaturas mudaram, porém sobre qualquer friozinho desejo ardentemente estar em Ribeirão Preto
Praça XV de novembro – Locas de feiras de livros, encontros com amigos, paquera e outros olhares. Ponto de partidas para uma maratona de filmes. Sempre gostei de cinema a ali, nos arredores, havia vários cinema de rua. Saboreio até hoje o prazer de ver dois ou três filmes por dia.
Rua João Ramalho, 290 – Casa de meus tios. Chegávamos de São Paulo e descíamos na Francisco Junqueira. Percorria a rua me deliciando pelo prazer de estar alí. Mangueira,brincadeiras, feijão por cima do arroz da Tia Antônia.
Teatro Pedro II – Somente entrei em anos mais recente, porém desde pequeno enamorado pela arquitetura e as histórias dali que minha tia Edith  vinha me contar.
Tio Dito – irmão mais velho de minha mãe, meu mais querido tio. Aquele que deixava o troco comigo, perguntava da minha vida e do que eu achava dos mais variados assuntos e sempre me ouviu! Com ele sempre me vem  na recordação, minha tia Edith, que colecionava seleções e somente deixava que eu as lesse, minha Tia Lucilla e o seu marido Tio Chico
“Outras Vozes”  mescla de ficção e fatos históricos em contos sobre a escravidão brasileira.
Tenho o prazer e orgulho de ser pai da Beatriz, hoje com vinte anos, que sempre perguntava sobre as histórias da família, dos povos e das pessoas. Com menos de cinco anos, desejava saber a história dos negros no Brasil. Como chegaram, quem são, Quem foram. Já desenvolvia uma pesquisa sobre Luís Gama.  Ampliei, coletei histórias, fatos, olhares, vozes e percebi que não estava em meu alcance, escrito em português, nenhuma obra feita por escravos. Resolvi arriscar nesta empreitada: produzir contos em que o negro escravizado contasse /relatasse algum fato. Não sou historiador, minha formação é em Linguística, e estou cometendo escritos, por isto produzi textos, contos curtos, sobre o negro escravizado no Brasil.
Processo criativo
Cometo garrunchos! Antes corporificar um escrito, faço um plano de vôo: onde iniciarei, o que quero avistar, como quero distinguir, quando e aonde chegarei e quem quero que viagem comigo e como quero que o passeio ocorra, ou à jato ou à cavalo. Concebo e testo esta trilha diversas vezes. Experimentando novas partidas, pousos e companheiros de trajeto. Isto, ainda em devaneio, rumino mais e o confronto com o plano de ação que tenho como escritor e meus escritos.  Quero ir onde nenhum homem jamais esteve. Como nenhum homem que ali esteve.Do jeito que nenhum esteve. Pelo meio: materializo o texto. Depois realizo dolorosas cirurgias curativas, diagnósticas, reparadoras e estéticas. Deixo o mais enxuto. Nascido, tento colocá-lo à luz o mais rápido possível.

Estrelas Além do Tempo: livro e filme imperdíveis

Por jucimara.pauda em 06/02/2017

Quem é amante dos livros sabe que dificilmente um filme supera a emoção da leitura. Não é o caso de Estrelas Além do Tempo baseado no livro do mesmo nome da escritora Margot Lee Shetterly que retrata a  história de 3 mulheres afro-americanas que trabalham na Nasa e lutam para serem reconhecidas como profissionais.Os fatos narrados aconteceram na década de 1960, quando os Estados Unidos tentavam superar a União Soviética na corrida para chegar a Lua.

Yuri Gagarin já havia circulado ao redor da Terra e os norte-americanos ainda estavam empacados nos cálculos. Era preciso alguém que realmente calculasse com a máxima eficiência.

Katherine Johnson

Surge então a cientista Katherine Johnson, um gênio em cálculos, mas para o padrão da época ela tinha um defeito: era negra. Você acompanha no livro e no filme, a trajetória dessa mulher brilhante para provar a sua genialidade. As dificuldades passam pelo acesso ao banheiro e a uma xícara de café. Fatos pequenos, mas por isso mesmo revoltantes.

Em uma das cenas mais memoráveis, o astronauta John Glenn, que morreu aos 95 anos, em dezembro do ano passado, só aceita tripular a Friendship 7 ao redor da Terra se ela fizesse os cálculos de onde ele iria pousar.

Dorothy Vaughan

Como é triste ver uma mulher ser menosprezada pela sua cor. Dorothy Vaughan comanda um grupo de negras especialistas em cálculos e sonha em ser supervisora, mas o cargo sempre foge de suas mãos por causa da cor. Eficiente e determinada, ela percebe que ninguém consegue colocar para funcionar o gigante computador da IBM. Ela se coloca a frente e faz  a máquina fazer os cálculos. Depois de anos de luta, ela se torna a primeira mulher negra a ocupar o cargo de supervisora da Nasa.

Mary Jackson

Mary Jackson também tem que lutar para estudar em uma universidade e se tornar a primeira engenheira negra da Nasa. A conquista passa por ações judiciais e muito talento na hora de convencer um juiz. Detalhes você terá lendo o livro ou assistindo o filme.

O livro já está a venda no Brasil e o filme, que foi indicado ao Oscar na categoria melhor de 2016, pode ser visto nos cinemas. A atriz Octávia Spencer, que interpreta Dorothy Vaughan foi indicada ao Oscar na categoria melhor atriz coadjuvante. Não perca esta obra prima e a história inspiradora dessas três mulheres.

A leitura é essencial para quem quer trabalhar no mundo digital

Por jucimara.pauda em 02/02/2017

Carol Moré é uma ribeiraopretana empreendedora, apaixonada por livros, viagens e aventuras. Há três anos, ela deixou um trabalho com carteira assinada para se dedicar ao blog Follow the Colours. A decisão não foi fácil, mas Carol não se arrepende. na conversa com o blog Livro sem frescura ela fala sobre sua paixão por leituras e dos planos para o futuro.
Você se lembra do primeiro livro que leu?
O primeiro livro que li e que me marcou foi na escola. Chamava Marcelo, Marmelo, Martelo, de Ruth Rocha.
Como foi o seu contato com a leitura?
Sempre tive o costume de ler, desde criança. Meu avô sempre leu muito e como cresci cercada por ele, consequentemente ele contava várias histórias de Jorge Amado, Fernando Sabino, Luiz Fernando Veríssimo, acabei me inspirando.
Na escola em que estudava também era importante a leitura, sempre muito estimulada. Além do mais, eu sempre gostei das palavras, para mim nunca foi nada forçado.
Até hoje, é algo que levo em meu dia a dia. Adoro ler tanto livros físicos quanto consumir conteúdo na internet. Gosto muito de livrarias, sempre faço listas de livros que quero comprar, tenho uma pilha na cabeceira e sinto demais por saber que nunca vou ter tempo de ler tudo o que gostaria.
De que maneira a leitura faz parte do seu dia?
Confesso que com a internet, ler livros ficou um pouco mais difícil para mim. Eu consumo muito conteúdo o tempo todo, por ser curiosa e também por trabalhar com isso, então, estou praticamente o dia todo lendo.
Hoje uso um aplicativo bem legal onde salvo textos que me interessam sobre diversos assuntos, e assim, vou lendo conforme tenho tempo. Livros físicos ficaram para quando viajo, antes de dormir, quando procuro algo bem específico ou dá aquela vontade de ler determinada história.
Você tem livros preferidos? Tem um de cabeceira? Tem aquele que marcou sua vida?  Está lendo algo agora?
Tenho muitos livros que gosto. Um que marcou a minha vida na adolescência, por exemplo, foi ‘O Alquimista’ de Paulo Coelho, por diversos motivos. Na cabeceira hoje ficam os que eu ainda não dei conta de ler. Um livro que li recentemente, rapidamente e que gostei bastante é “O Escolhido foi Você” de Miranda July.
A autora questiona coisas banais como “Como você passa o seu tempo?”. “Qual é a sua lembrança mais antiga?” para pessoas que estão vendendo alguns itens no PennySaver, um jornalzinho semanal enviado pelos correios.
A partir disso, ela busca as histórias por trás de cada indivíduo. Ela simplesmente resolve conhecer os anunciantes e ganha uma inspiração enorme para a sua vida, que nos faz rir e emociona.
http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13279
Qual o conselho que você dá para quem quer começar a ler e acha a leitura chata?
Procure ler sobre assuntos que te agrade. Isso facilita bastante se interessar pelo texto. Depois, veja o que é mais fácil para você: livro físico ou digital? Ler no smartphone? No tablet? Leia um pouquinho por dia, é tipo meditação, tem que ir treinando a mente se você não tem esse costume.
Prefere livro físico ou digital?
Prefiro livros físicos. No digital, consumo mais ebooks e textos de internet. Por mais que eu seja muito tecnológica, não possuo um Kindle ainda (está aí algo legal para ter, né?).
Uma frase que você tem como lema de vida?
Ultimamente eu tenho pensando muito em algo como: Seja legal com as pessoas. A gente nunca sabe o que o outro está passando. O mundo um dia vai retribuir.
Você viaja muito e já passou por diversos locais bacanas. Nestes países deu para notar qual a relação da população com o livro, a leitura?
Sim, em outros países, as pessoas estão sempre com livros na mão. Em cafés, espaços públicos, metrôs. Eu acho bem interessante. A gente não tem muito o costume de sair de casa pra ler em algum lugar agradável. Tipo sentar num banco da praça e ler. Fora que no Brasil, falta cultura, educação, acho que isso tem muito a ver. Sempre que viajo eu levo um livro na mochila.
Você tem o blog Follow the Colours. Como surgiu a ideia de lançar o blog?
O FTC começou em 2009. Eu e uma amiga trabalhávamos em uma agência de publicidade. Conversando, a gente chegou a conclusão de que queríamos compartilhar inspirações do dia a dia e outras ideias legais que encontrássemos pela web. Eu particularmente sempre gostei de design, cores, arte e ela era mais ligada a decoração, DIY e craft. Era bem o começo das redes sociais como forma de divulgação e o boom de sites e blogs.
Acabou que ela se mudou para São Paulo para trabalhar em uma grande empresa e passou a não participar mais. Eu continuei com o FTC sozinha, postando todos os dias, e anos depois, o que era brincadeira virou trabalho. Há 3 anos decidi dedicar meu tempo inteiramente ao FTC e fretas de conteúdo digital para marcas e blogs.
Hoje o FTC é um site que traz conteúdo informativo e criativo sobre arte, design, cultura, decoração, tecnologia, gastronomia e viagens, de forma divertida, deixando para atrás a mesmice. Além de mim (editora), atualmente o site tem vários colaboradores, 1 diretor de arte e 1 programador. Todo mundo trabalha online e remoto.
Você dá espaço para a originalidade no seu blog. Entre os post encontramos aqueles que falam de de leitura, livros e até lugares onde se encontram as bibliotecas mais lindas do mundo. Como você seleciona o que vai entrar no blog?
Eu fico atenta a tudo, a todo momento, em todo lugar. Com o tempo eu fui treinando a minha mente a absorver tudo como inspiração. Mesmo sendo super digital, eu ando com um bloquinho e papel na bolsa para anotar tudo, além de usar alguns aplicativos para salvar matérias que podem ser uma boa fonte criativa para algo.
Tudo pode virar matérias para o site. Toda semana há uma reunião de pauta onde coloco algumas ideias para as colaboradoras escreverem e elas me apresentam novas ideias de posts.
A seleção é feita através da minha curadoria. O que tem a ver com o site ao meu ver e seria interessante apresentar para os leitores, rende matéria! Acho que assim, eu consigo ter uma base para novos projetos criativos e inspirar outras pessoas!
Quais os planos para o futuro?
Tenho várias (muitas!) ideias que quero ainda realizar com o FTC. Espero que ele cresça cada vez mais. Quero lançar uma revista impressa, um livro sobre as cores, projetos com marcas que realmente façam sentido e inspirem outras pessoas, uma nova loja virtual em parceria com artistas/marcas, organizar eventos bacanas. Enfim, ideias não faltam!

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Carol Moré é empreendedora, apaixonada por livros, viagens e aventuras. Há três anos, ela deixou um trabalho com carteira assinada para se dedicar ao blog Follow the Colours. A decisão não foi fácil, mas ela não se arrepende de ter começado o próprio negócio. Na conversa com o blog Livro sem frescura ela fala sobre sua paixão por leituras, como é viver produzindo conteúdo digital e dos planos para o futuro.

Como foi o seu contato com a leitura?

O primeiro livro que li e que me marcou foi na escola. Chamava Marcelo, Marmelo, Martelo, de Ruth Rocha.Sempre tive o costume de ler, desde criança. Meu avô sempre leu muito e como cresci cercada por ele, consequentemente ele contava várias histórias de Jorge Amado, Fernando Sabino, Luiz Fernando Veríssimo, acabei me inspirando.

Na escola em que estudava também era importante a leitura, sempre muito estimulada. Além do mais, eu sempre gostei das palavras, para mim nunca foi nada forçado.

Até hoje, é algo que levo em meu dia a dia. Adoro ler tanto livros físicos quanto consumir conteúdo na internet. Gosto muito de livrarias, sempre faço listas de livros que quero comprar, tenho uma pilha na cabeceira e sinto demais por saber que nunca vou ter tempo de ler tudo o que gostaria.

De que maneira a leitura faz parte do seu dia?

Confesso que com a internet, ler livros ficou um pouco mais difícil para mim. Eu consumo muito conteúdo o tempo todo, por ser curiosa e também por trabalhar com isso, então, estou praticamente o dia todo lendo.

Hoje uso um aplicativo bem legal onde salvo textos que me interessam sobre diversos assuntos, e assim, vou lendo conforme tenho tempo. Livros físicos ficaram para quando viajo, antes de dormir, quando procuro algo bem específico ou dá aquela vontade de ler determinada história.

Você tem livros preferidos? Tem um de cabeceira?  Está lendo algo agora?

Tenho muitos livros que gosto. Um que marcou a minha vida na adolescência, por exemplo, foi ‘O Alquimista’ de Paulo Coelho, por diversos motivos. Na cabeceira hoje ficam os que eu ainda não dei conta de ler. Um livro que li recentemente, rapidamente e que gostei bastante é “O Escolhido foi Você” de Miranda July.

A autora questiona coisas banais como “Como você passa o seu tempo?”. “Qual é a sua lembrança mais antiga?” para pessoas que estão vendendo alguns itens no PennySaver, um jornalzinho semanal enviado pelos correios.

A partir disso, ela busca as histórias por trás de cada indivíduo. Ela simplesmente resolve conhecer os anunciantes e ganha uma inspiração enorme para a sua vida, que nos faz rir e emociona.

http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13279

Qual o conselho que você dá para quem quer começar a ler e acha a leitura chata?

Procure ler sobre assuntos que te agrade. Isso facilita bastante se interessar pelo texto. Depois, veja o que é mais fácil para você: livro físico ou digital? Ler no smartphone? No tablet? Leia um pouquinho por dia, é tipo meditação, tem que ir treinando a mente se você não tem esse costume.

Você viaja muito e já passou por diversos locais bacanas. Nestes países deu para notar qual a relação da população com o livro, a leitura?

Sim, em outros países, as pessoas estão sempre com livros na mão. Em cafés, espaços públicos, metrôs. Eu acho bem interessante. A gente não tem muito o costume de sair de casa pra ler em algum lugar agradável. Tipo sentar num banco da praça e ler. Fora que no Brasil, falta cultura, educação, acho que isso tem muito a ver. Sempre que viajo eu levo um livro na mochila.

Você tem o site Follow the Colours. Como surgiu a ideia de criá-lo?

O FTC começou em 2009. Eu e uma amiga trabalhávamos em uma agência de publicidade. Conversando, a gente chegou a conclusão de que queríamos compartilhar inspirações do dia a dia e outras ideias legais que encontrássemos pela web. Eu particularmente sempre gostei de design, cores, arte e ela era mais ligada a decoração, DIY e craft. Era bem o começo das redes sociais como forma de divulgação e o boom de sites e blogs.

Acabou que ela se mudou para São Paulo para trabalhar em uma grande empresa e passou a não participar mais. Eu continuei com o FTC sozinha, postando todos os dias, e anos depois, o que era brincadeira virou trabalho. Há 3 anos decidi dedicar meu tempo inteiramente ao FTC e fretas de conteúdo digital para marcas e blogs.

Hoje o FTC é um site que traz conteúdo informativo e criativo sobre arte, design, cultura, decoração, tecnologia, gastronomia e viagens, de forma divertida, deixando para atrás a mesmice. Além de mim (editora), atualmente o site tem vários colaboradores, 1 diretor de arte e 1 programador. Todo mundo trabalha online e remoto.

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Você dá espaço para a originalidade no seu site. Entre os post encontramos aqueles que falam de de leitura, livros e até lugares onde se encontram as bibliotecas mais lindas do mundo. Como você seleciona o que vai entrar no site?

Eu fico atenta a tudo, a todo momento, em todo lugar. Com o tempo eu fui treinando a minha mente a absorver tudo como inspiração. Mesmo sendo super digital, eu ando com um bloquinho e papel na bolsa para anotar tudo, além de usar alguns aplicativos para salvar matérias que podem ser uma boa fonte criativa para algo.

Tudo pode virar matérias para o site. Toda semana há uma reunião de pauta onde coloco algumas ideias para as colaboradoras escreverem e elas me apresentam novas ideias de posts.

A seleção é feita através da minha curadoria. O que tem a ver com o site ao meu ver e seria interessante apresentar para os leitores, rende matéria! Acho que assim, eu consigo ter uma base para novos projetos criativos e inspirar outras pessoas!

Quais os planos para o futuro?

Tenho várias (muitas!) ideias que quero ainda realizar com o FTC. Espero que ele cresça cada vez mais. Quero lançar uma revista impressa, um livro sobre as cores, projetos com marcas que realmente façam sentido e inspirem outras pessoas, uma nova loja virtual em parceria com artistas/marcas, organizar eventos bacanas. Enfim, ideias não faltam!

Barack Obama indica livros que marcaram sua trajetória como presidente

Por jucimara.pauda em 28/01/2017

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Como não admirar Barack Obama, o ex-presidente dos Estados Unidos, que toda a noite reservava um tempo para a leitura. Esta semana a revista Wired divulgou oito livros que o Obama leu e indica para o público. Aqui, vou citar apenas os que já estão traduzidos para o português.

Da Próxima Vez, o Fogo – James Baldwin

Contém narrativas sobre tensões raciais e desigualdades sociais que marcaram a década de 1960.O livro pode ser encontrado em sebos

Sapiens – Uma Breve História da Humanidade – Yuval Noah Harari


Sapiens

O escritor narra a evolução da humanidade e compara fatos do presente com o passado

Rápido e Devagar, Daniel Kahneman

Capa Rapido e Devagar.indd

O escritor analisa o pensamento humano e suas vertentes cognitivas

A sexta extinção – uma história não natural – Elizabeth Kolbert

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Este livro ficou na lista dos mais vendidos do New York Times por várias semanas. Analisa a possibilidade da extinção do mundo.

Livros que também pretendo ler, porque quem indica sabe do está falando. Que venha 2017 e muitas leituras

Empreendedora fez a paixão pela literatura se transformar em negócio

Por jucimara.pauda em 22/01/2017

Você conhece uma pessoa mais animada que a Deya Marques, do sebo Loucos por Livros? Eu não conheço. Sou fã de carteirinha e fiquei mais encantada ainda depois que fiz esta entrevista com ela. Deya prova que quem gosta de ler investe na leitura e conquista espaço no mercado.Ela é uma empreendedora nata, que não se preocupa com o que ganha, mas sim em conquistar novos apaixonados pela literatura.
Como surgiu a ideia de montar um sebo em Ribeirão?
Meu primeiro sebo, abri em 1988, como sempre fui uma leitora voraz e como sempre achei livros novos muito caros, peguei os que tinham em casa e montei um banca de revistas no Jardim das Pedras, só para poder ter livros novos todos os dias. Depois, como meu pai tinha um ponto no centro, na São Sebastião que estava vago, comecei por lá. Era uma lojinha pequena, bem pequena mesmo, e assim comecei.
O meu ponto físico foi o primeiro sebo mesmo de Ribeirão, depois com uns primos comecei a vender LPs usados, ai virou uma tradição familiar, onde tenho três tios e um pai no ramo!
Tem alguma história interessante nestes anos de trabalho? Tem algum livro que você vendeu e não queria vender?
Tenho muitas historias que guardo no coração, tantos amigos que fiz tantas crianças que hoje já são adultos que viciei na leitura, tantos escritores novos que conheci..
Tenho historias de superação, onde nesta cidade, que dizem que não se lê nada, fiz conquistas que culminou nos Loucos por livros de hoje…
Quanto a vender algo  que não queria , nunca tive muitos apegos Só fico triste quando vendo um que ainda não li , mas sei que ele vai entrar de novo e ai posso acabar de ler.
Mas de interessante mesmo o que acho são as historias que vem dentro de cada livro, como dedicatórias, cartas, declarações de amor que acabaram. Pessoas que procuram por um livro que leram na infância e só lembram a cor da capa, pais que nunca ouviram falar em Tom Sawyer ou outro clássico, mas de resto minhas histórias prediletas são das crianças que faço viajar nos livros do Lobato e assim quero crer que estou fazendo algo de bom pelo mundo!
Como é o mercado de livros usados em Ribeirão Preto?
Hoje em dia temos muitos sebos, vários físicos e muitos virtuais, é um negócio que sem paixão não dura, pois você tem que saber do que fala para ajudar seu cliente…
Eu ainda tenho um sistema de busca, se você não achar o livro aqui na loja, procuramos para você.
Você tem os sebos Loucos por livros quais as obras mais procuradas?
Tenho centenas de viciados, por isso tenho a locação, pois assim fica mais fácil e barato suprir o vicio… Os que mais saem são de Literatura estrangeira e espíritas.. . Os que mais recomendo são os que mais gosto , os policias e os clássicos…
No ano passado, a diretora de uma editora afirmou que tem que aumentar o preço do livro. O que você acha?
Eu acho a cara do comerciante brasileiro, que não entende que mais barato vende mais, mas ele só vê o dinheiro na hora. Sou do tipo que prefere vender barato e vender muito e meu lucro vem da quantidade , gente assim é a mesma que chora quando não vende nada …
Você também loca livros. Como funciona o sistema?
O sistema de locação é uma mão na roda para quem como leu lê muito. Pois com 25,00 ao mês você pode ler ate seis livros e temos o sistema de 35,00 mensais onde não tem numero de livros e vc pode colocar ate 3 pessoas para ler com vc neste mês , é ideal para uma família leitora…
Sempre tenho lançamentos e policias, sendo que conforme o livro a loja toda esta aberta a locação!! Meus adolescentes começam a ler com Uma rua como aquela e o Gênio do crime deem em diante viram clientes!!
E no sistema de locação ainda tem a vantagem de não gostar é só devolver e pegar outro!!!
Você também faz vários eventos. Como você escolhe a programação?
Acho sou muito ligada à cultura, tanto musical como das artes de da rua, adoro juntar a galera para uma discussão, um bate papo e uma interação. Tenho a sorte de ter entre meus amigos vários músicos, artistas plásticos e escritores, que estão sempre abertos a participar dos eventos!
Fale um pouco sobre você e sua paixão por literatura
Amo ler e tento passar isso em todas as minhas atitudes, nada me deixa mais feliz do que convencer um cliente, principalmente adolescentes e crianças a começar a ler ..adultos adoro apresentar um novo escritor , uma nova aventura, pros mais velhos , achar aquele livro que ele leu qdo era jovem , relembrar velhos clássicos , descobrir novos escritores , pois eu na leitura me sinto livre , viajo para onde quero , tenho sonhos , conheço lugares e pessoas incríveis , sinto o frio da Finlândia ou escalo uma montanha , conheço culturas e pessoas incríveis, e tento passar isso para meus clientes e amigos ! Acho que este meu trabalho é um prazer tremendo!!! Quem dera todos pudessem como eu trabalhar com o que ama! Por isso digo, que quem o habito da leitura conhece o universo e todos seus personagens! Quando me perguntam qual meu melhor amigo sempre digo, o livro que estou lendo naquele momento! E tem outra coisa, não me obrigo a ler nada que não me prenda nas 10 primeiras paginas, pois ainda tenho milhares de livros para ler e não posso perder tempo!!!
Espero trabalhar nisso durante muito tempo, agora pela internet tenho pouco contato com os clientes, mais pela pagina da loja no Facebook estou conseguindo interagir com muita gente e isso é quase tão bom qto ao vivo!!

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Você conhece uma pessoa mais animada que a Deya Marques, dona de um sebo famoso em Ribeirão Preto? Eu não conheço. Sou fã de carteirinha e fiquei mais encantada ainda depois que fiz esta entrevista com ela. Deya prova que quem gosta de ler investe na leitura e conquista espaço no mercado.Ela é uma empreendedora nata, que não se preocupa com o que ganha, mas sim em conquistar novos apaixonados pela literatura.

Como surgiu a ideia de montar um sebo em Ribeirão?

Meu primeiro sebo, abri em 1988, como sempre fui uma leitora voraz e como sempre achei livros novos muito caros, peguei os que tinham em casa e montei um banca de revistas no Jardim das Pedras, só para poder ter livros novos todos os dias. Depois, como meu pai tinha um ponto no centro, na São Sebastião que estava vago, comecei por lá. Era uma lojinha pequena, bem pequena mesmo, e assim comecei.O meu ponto físico foi o primeiro sebo mesmo de Ribeirão, depois com uns primos comecei a vender LPs usados, ai virou uma tradição familiar, onde tenho três tios e um pai no ramo!

Tem alguma história interessante nestes anos de trabalho? Tem algum livro que você vendeu e não queria vender?

Tenho muitas historias que guardo no coração, tantos amigos que fiz tantas crianças que hoje já são adultos que viciei na leitura, tantos escritores novos que conheci.Tenho historias de superação, onde nesta cidade, que dizem que não se lê nada, fiz conquistas que culminou nos Loucos por livros de hoje…Quanto a vender algo  que não queria , nunca tive muitos apegos. Só fico triste quando vendo um que ainda não li , mas sei que ele vai entrar de novo e ai posso acabar de ler.Mas de interessante mesmo o que acho são as historias que vem dentro de cada livro, como dedicatórias, cartas, declarações de amor que acabaram. Pessoas que procuram por um livro que leram na infância e só lembram a cor da capa, pais que nunca ouviram falar em Tom Sawyer ou outro clássico, mas de resto minhas histórias prediletas são das crianças que faço viajar nos livros do Lobato e assim quero crer que estou fazendo algo de bom pelo mundo!

Como é o mercado de livros usados em Ribeirão Preto?

Hoje em dia temos muitos sebos, vários físicos e muitos virtuais, é um negócio que sem paixão não dura, pois você tem que saber do que fala para ajudar seu cliente.Eu ainda tenho um sistema de busca, se você não achar o livro aqui na loja, procuramos para você.

Quais as obras mais procuradas?

Tenho centenas de viciados, por isso tenho a locação, pois assim fica mais fácil e barato suprir o vicio… Os que mais saem são de Literatura estrangeira e espíritas.. . Os que mais recomendo são os que mais gosto , os policias e os clássicos…

Fale um pouco sobre você e sua paixão por literatura

Amo ler e tento passar isso em todas as minhas atitudes, nada me deixa mais feliz do que convencer um cliente, principalmente adolescentes e crianças a começar a ler ..adultos adoro apresentar um novo escritor , uma nova aventura, pros mais velhos , achar aquele livro que ele leu quando era jovem , relembrar velhos clássicos , descobrir novos escritores , pois eu na leitura me sinto livre , viajo para onde quero , tenho sonhos , conheço lugares e pessoas incríveis , sinto o frio da Finlândia ou escalo uma montanha , conheço culturas e pessoas incríveis, e tento passar isso para meus clientes e amigos ! Acho que este meu trabalho é um prazer tremendo!!! Quem dera todos pudessem como eu trabalhar com o que ama! Por isso digo, que quem tem o hábito da leitura conhece o universo e todos seus personagens! Quando me perguntam qual meu melhor amigo sempre digo, o livro que estou lendo naquele momento! E tem outra coisa, não me obrigo a ler nada que não me prenda nas 10 primeiras paginas, pois ainda tenho milhares de livros para ler e não posso perder tempo!!! Espero trabalhar nisso durante muito tempo, agora pela internet tenho pouco contato com os clientes, mais pela pagina da loja no Facebook estou conseguindo interagir com muita gente e isso é quase tão bom quanto ao vivo!!

Cinco escritores faturam alto com best-sellers e adaptações para o cinema

Por jucimara.pauda em 17/01/2017

Lista de milionários circulam sempre pela internet. Esta semana, saiu relatório da  ONG britânica Oxfam, divulgado durante o Fórum Econômico Mundial, mostrando que oito homens têm a mesma riqueza que 3,6 bilhões de pobres, metade da população mundial.
Não é novidade que a riqueza está nas mãos de 1 por cento da população, enquanto os outros lutam para sobreviver. Um fato triste, mas verdadeiro. Eu fui então pesquisar os escritores milionários e descobri que os  criadores de best-sellers também não podem reclamar da vida. Graças a venda de livros e adaptações para o cinema  eles angariaram uma pequena fortuna.Os dados são da revista Forbes.
1. James Patterson ganhou $95 milhões de dólares. Criador do famoso  Alec Cross interpretado no cinema por Morgan Freeman, ele lança um livro por mês. Como? Ele conta com a ajuda de colaboradores e garante que quem lhe apresentar uma boa idéia para um livro também terá participação nos lucros.
2. Jeff Kinney faturou $19.5 milhões – Ele escreveu Diário de um banana, série de sucesso que virou filme . O livro já vendeu mais de 150 milhões de cópias e foi traduzido para 48 idiomas.
3. J.K. Rowling lucrou $19 milhões – Não é novidade que a autora da saga Harry Potter ganha dinheiro com tudo o que aparece do bruxinho. Tudo que sai sobre Harry Potter tem venda garantida.
4. John Grisham arrematou $18 milhões –  O autor publica um livro por ano e já vendeu mais de 250 milhões de cópias. Dez livros já viraram filmes, entre eles, Tempo de Matar, Dossie Pelicano e a Firma.
5. Stephen King faturou $15 milhões – Autor de livros como Iluminado e Under The Dome respectivamente adaptados para filme e série o escritor fatura como nunca.  Uma adaptação de “A Torre Negra”, uma série de livros,  estreia nos cinemas em 2017.

Lista de milionários circulam sempre pela internet. Esta semana, saiu relatório da  ONG britânica Oxfam, divulgado durante o Fórum Econômico Mundial, mostrando que oito homens têm a mesma riqueza que 3,6 bilhões de pobres, metade da população mundial.

Não é novidade que a riqueza está nas mãos de 1 por cento da população, enquanto os outros lutam para sobreviver. Um fato triste, mas verdadeiro. Eu fui então pesquisar os escritores milionários e descobri que os  criadores de best-sellers também não podem reclamar da vida. Graças a venda de livros e adaptações para o cinema  eles angariaram uma pequena fortuna entre junho de 2015 e junho de 2016.Os dados são da revista Forbes. Com certeza você conhece as obras desses milionários

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1. James Patterson ganhou $95 milhões de dólares. Criador do famoso  Alec Cross interpretado no cinema por Morgan Freeman, ele lança um livro por mês. Como? Ele conta com a ajuda de colaboradores e garante que quem lhe apresentar uma boa idéia para um livro também terá participação nos lucros.

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2. Jeff Kinney faturou $19.5 milhões – Ele escreveu Diário de um banana, série de sucesso que virou filme . O livro já vendeu mais de 150 milhões de cópias e foi traduzido para 48 idiomas.

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3. J.K. Rowling lucrou $19 milhões – Não é novidade que a autora da saga Harry Potter ganha dinheiro com tudo o que aparece do bruxinho. Tudo que sai sobre Harry Potter tem venda garantida.

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4. John Grisham arrematou $18 milhões –  O autor publica um livro por ano e já vendeu mais de 250 milhões de cópias. Dez livros já viraram filmes, entre eles, Tempo de Matar, Dossiê Pelicano e a Firma.

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5. Stephen King faturou $15 milhões – Autor de livros como Iluminado e Under the Dome respectivamente adaptados para filme e série o escritor fatura como nunca.  Uma adaptação de “A Torre Negra”, uma série de livros,  estreia nos cinemas em 2017.

Eu comemoro essa lista de milionários, afinal criadores de tramas que alegram muitas pessoas e deixam o final de semana mais ameno.

Nara Vidal: livros escritos em Londres, mas com sabor de Brasil

Por jucimara.pauda em 15/01/2017

A jornalista mineira Nara Vidal mora em Londres há 14 anos, mas seus livros tem o cheirinho da terra brasileira. Ela estreou na Literatura em 2012, com os livros “O segredo de Amelie” e “As férias de Amelie e Julia” e não parou mais de escrever. No ano passado, lançou “A Loucura dos Outros” pela Editora Reformatório.
Mães de dois filhos ela diz que não tem disciplina para escrever, mas se debruça com afinco sobre a tarefa todos os dias. Na entrevista ao blog Livro sem frescura ela conta sobre sua trajetória e analisa o atual cenário da literatura brasileira.
Você está em Londres desde 2001, mas continua escrevendo com o olhar brasileiro. É uma forma de matar saudades do Brasil?
A pergunta é interessante porque me faz pensar sobre a ferramenta da minha escrita. A língua portuguesa é a língua com a qual eu tenho mais intimidade, apesar de saber que é temperamental e cheia de nuances e complexidades. É também o meu afeto.  A língua portuguesa é essa senhora caprichosa e que, muitas vezes, me complica. Mas é a ela que eu recorro quando quero me expressar, criar ou me arriscar. Eu me expresso bem em italiano. Escrevo muita coisa em inglês: matérias, notas para revistas e que geralmente são de um teor mais descritivo. Escrevo sobre danças, artes plásticas. Mas na hora de criar e da língua portuguesa que eu preciso.
Você começou na literatura em 2012, com os livros “O segredo de Amelie” e “As férias de Amelie e Julia”. Você já escrevia antes ? Como foi realizar o sonho de ser escritora?
Eu fui publicada em 2012 pela Editora Faces, do Rio. Foi uma proposta bacana de escrever paradidáticos em duas línguas. O meu incentivo foi a minha filha que, na época, começou a falar inglês e português. O processo bilíngue é maravilhoso e fascinante. Eu nunca tive um sonho de ser escritora. Nunca me pareceu algo a ser sonhado. Eu sempre escrevi, desde pequena, e na Faculdade de Letras do Rio, escrevia muito, diariamente. Mas eu nunca parei e pensei que tivesse um sonho de escrever. Escrever sempre se fez presente e até que um dia, falaram de mim num jornal e se referiram a mim como “escritora”. Até hoje eu acho curioso essa categoria, esse nome porque, no meu caso, não é o meu ganha pão. Mas não recuso o título não. Eu realmente escrevo, então tudo bem.
-  “Viajar sem dinheiro, gafes internacionais” é um livro muito saboroso de se ler. Como ele nasceu ?
Aquele livro foi feito com muita pressa, imaturidade e falha. Eu me ocupei de escrevê-lo assim que minha mãe morreu e portanto, ele teve uma importância quase terapêutica pra mim. Foi um material que eu escrevi naquele momento, mas acredito que hoje eu não escreveria da mesma maneira. Mas foi importante para eu começar a me interessar pelo mercado, conhecer editores, autores, enfim.
Como é seu processo criativo? Quando você senta para escrever já está com a história na cabeça ou os personagens vão nascendo e tomando conta de você e da trajetória do livro?
O processo é bastante caótico e desordenado. Eu sinto muita admiração por escritores que têm uma rotina, que tem disciplina. Eu peno pra não sair dos trilhos. Sou muito distraída e isso me faz perder um bocado de tempo. Às vezes, a distração rende trabalho. Escrevo sobre algo que talvez só eu tenha notado porque é aparentemente insignificante. Gosto de ver os contornos das situações grandes. Coisa incríveis e enormes geralmente não me interessam. Procuro o ínfimo, o detalhe, o cisco, o arranhão, os contornos, coisas que nem todo mundo percebe. Geralmente isso me motiva a produzir. Mas em termos de rotina, tento escrever todos os dias, menos no fim de semana quando só leio. Enquanto meus filhos estão na escola é geralmente o momento que dá. Mas se eu pudesse escolher, escreveria de madrugada ou bem cedinho, umas quatro da manhã. Gosto muito de ver o dia acordar. Ser testemunha daquela esperança que enche nosso café da manhã, de olhar pro dia ainda pra nascer e imaginar quantas pessoas vão ser felizes hoje.
O seu último livro foi “A loucura dos outros”, é uma série de contos. As histórias surgiram como?
“A loucura dos outros” é um livro diferente de tudo o que eu já escrevi. Gostei de terminá-lo, mas escrevê-lo foi complicado. Abordei temas duros e de certa complexidade, por isso não foi uma passeio no parque ter que ler e escrever o que eu produzia. Mas fazer algo diferente do que eu já tinha feito foi o meu grande entusiasmo. Se eu começasse a repetir meus livros, seria hora de ir procurar outra ocupação. Se não tiver risco,  originalidade, frescor não há possibilidade de tentar criar arte. É um livro sobre mulheres, mesmo que às vezes , narrados por vozes masculinas. É um livro realista, com exceção do primeiro e do último contos.
Como você analisa o atual cenário da literatura brasileira?
Bom, eu não sou uma boa analista, mas o que eu pressinto e intuo, além da minha própria experiência é que há um número bom de editoras pequenas e incríveis produzindo literatura de ótima qualidade. Esse movimento meio rebelde me comove porque a gente sabe que leitores são poucos. Vejo que muita gente quer publicar livros, mas não vejo o mesmo número entusiasmado por leitura. Vivemos momentos que somos todos famosos, né? Com tanta ferramenta pra se expressar, há um equívoco grande em pressupor que é preciso sempre ter algo a dizer. Por outro lado, há uma moçada que tem lido muito. Não questiono a qualidade dessa leitura porque tenho horror a essa mania de esnobar um certo perfil de autores e elitizar a literatura, fazendo com que se distancie cada vez mais. Ler é importante e ponto. Uma hora, o leitor compulsivo vai chegar aos clássicos. Mas o importante é não continuar , principalmente nas escolas, com essa mania de colocar a literatura como um privilégio ou uma arte erudita.

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A jornalista mineira Nara Vidal mora em Londres há 14 anos, mas seus livros tem o cheirinho da terra brasileira. Ela estreou na Literatura em 2012, com os livros “O segredo de Amelie” e “As férias de Amelie e Julia” e não parou mais de escrever. No ano passado, lançou “A Loucura dos Outros” pela Editora Reformatório. Mães de dois filhos, ela diz que não tem disciplina para escrever, mas se debruça com afinco sobre a tarefa todos os dias. Na entrevista ao blog Livro sem frescura ela conta sobre sua trajetória e analisa o atual cenário da literatura brasileira.

Você está em Londres desde 2001, mas continua escrevendo com o olhar brasileiro. É uma forma de matar saudades do Brasil?

A pergunta é interessante porque me faz pensar sobre a ferramenta da minha escrita. A língua portuguesa é a língua com a qual eu tenho mais intimidade, apesar de saber que é temperamental e cheia de nuances e complexidades. É também o meu afeto.  A língua portuguesa é essa senhora caprichosa e que, muitas vezes, me complica. Mas é a ela que eu recorro quando quero me expressar, criar ou me arriscar. Eu me expresso bem em italiano. Escrevo muita coisa em inglês: matérias, notas para revistas e que geralmente são de um teor mais descritivo. Escrevo sobre danças, artes plásticas. Mas na hora de criar é da língua portuguesa que eu preciso.

Você começou na literatura em 2012, com os livros “O segredo de Amelie” e “As férias de Amelie e Julia”. Você já escrevia antes ? Como foi realizar o sonho de ser escritora?

Eu fui publicada em 2012 pela Editora Faces, do Rio. Foi uma proposta bacana de escrever paradidáticos em duas línguas. O meu incentivo foi a minha filha que, na época, começou a falar inglês e português. O processo bilíngue é maravilhoso e fascinante. Eu nunca tive um sonho de ser escritora. Nunca me pareceu algo a ser sonhado. Eu sempre escrevi, desde pequena, e na Faculdade de Letras do Rio, escrevia muito, diariamente. Mas eu nunca parei e pensei que tivesse um sonho de escrever. Escrever sempre se fez presente e até que um dia, falaram de mim num jornal e se referiram a mim como “escritora”. Até hoje eu acho curioso essa categoria, esse nome porque, no meu caso, não é o meu ganha pão. Mas não recuso o título não. Eu realmente escrevo, então tudo bem.

“Viajar sem dinheiro, gafes internacionais” é um livro muito saboroso de se ler. Como ele nasceu ?

Aquele livro foi feito com muita pressa, imaturidade e falha. Eu me ocupei de escrevê-lo assim que minha mãe morreu e portanto, ele teve uma importância quase terapêutica pra mim. Foi um material que eu escrevi naquele momento, mas acredito que hoje eu não escreveria da mesma maneira. Mas foi importante para eu começar a me interessar pelo mercado, conhecer editores, autores, enfim.

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Como é seu processo criativo? Quando você senta para escrever já está com a história na cabeça ou os personagens vão nascendo e tomando conta de você e da trajetória do livro?

O processo é bastante caótico e desordenado. Eu sinto muita admiração por escritores que têm uma rotina, que tem disciplina. Eu peno pra não sair dos trilhos. Sou muito distraída e isso me faz perder um bocado de tempo. Às vezes, a distração rende trabalho. Escrevo sobre algo que talvez só eu tenha notado porque é aparentemente insignificante. Gosto de ver os contornos das situações grandes. Coisa incríveis e enormes geralmente não me interessam. Procuro o ínfimo, o detalhe, o cisco, o arranhão, os contornos, coisas que nem todo mundo percebe. Geralmente isso me motiva a produzir. Mas em termos de rotina, tento escrever todos os dias, menos no fim de semana quando só leio. Enquanto meus filhos estão na escola é geralmente o momento que dá. Mas se eu pudesse escolher, escreveria de madrugada ou bem cedinho, umas quatro da manhã. Gosto muito de ver o dia acordar. Ser testemunha daquela esperança que enche nosso café da manhã, de olhar pro dia ainda pra nascer e imaginar quantas pessoas vão ser felizes hoje.

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O seu último livro foi “A loucura dos outros”, é uma série de contos. As histórias surgiram como?

“A loucura dos outros” é um livro diferente de tudo o que eu já escrevi. Gostei de terminá-lo, mas escrevê-lo foi complicado. Abordei temas duros e de certa complexidade, por isso não foi uma passeio no parque ter que ler e escrever o que eu produzia. Mas fazer algo diferente do que eu já tinha feito foi o meu grande entusiasmo. Se eu começasse a repetir meus livros, seria hora de ir procurar outra ocupação. Se não tiver risco,  originalidade, frescor não há possibilidade de tentar criar arte. É um livro sobre mulheres, mesmo que às vezes , narrados por vozes masculinas. É um livro realista, com exceção do primeiro e do último contos.

Como você analisa o atual cenário da literatura brasileira?

Bom, eu não sou uma boa analista, mas o que eu pressinto e intuo, além da minha própria experiência é que há um número bom de editoras pequenas e incríveis produzindo literatura de ótima qualidade. Esse movimento meio rebelde me comove porque a gente sabe que leitores são poucos. Vejo que muita gente quer publicar livros, mas não vejo o mesmo número entusiasmado por leitura. Vivemos momentos que somos todos famosos, né? Com tanta ferramenta pra se expressar, há um equívoco grande em pressupor que é preciso sempre ter algo a dizer. Por outro lado, há uma moçada que tem lido muito. Não questiono a qualidade dessa leitura porque tenho horror a essa mania de esnobar um certo perfil de autores e elitizar a literatura, fazendo com que se distancie cada vez mais. Ler é importante e ponto. Uma hora, o leitor compulsivo vai chegar aos clássicos. Mas o importante é não continuar , principalmente nas escolas, com essa mania de colocar a literatura como um privilégio ou uma arte erudita.

Um ribeirãopretano no seleto grupo de especialistas em Harry Potter

Por jucimara.pauda em 05/01/2017

Você sabia que tem um ribeirãopretano no seleto mundo dos especialistas em Harry Potter? Não sabia. Então, conheça Pedro Martins, 17 anos, viciado em livros e filmes, ele descobriu a magia da leitura através dos escritos de J.K. Rowling aos oito anos.
Entrou no site Potterish, o maior, mais visitado e único fã site brasileiro premiado pela autora J.K. Rowlingem, em 2013. Ele participou de todas as equipes e em 2015, foi promovido de elfo-doméstico a webmaster do site, e então o trabalho dobrou. Pedro já escreveu sobre literatura para diversos portais online, do britânico The Guardian aos blogs das editoras Rocco e Intrínseca, e foi consultor da revista Mundo Estranho, da Editora Abril.
Saiba mais sobre ele, lendo a entrevista no blog Livro sem frescura.
Como foi o seu primeiro contato com a leitura?
O primeiro livro que li foi Harry Potter e a Pedra Filosofal, aos oito anos. Uma vez dentro do Mundo Bruxo de J.K. Rowling, você não quer mais sair. É viciante! Comigo não foi diferente: comecei a ler e não parei mais.
Quem levou você para o mundo dos livros? Professores, pais, internet, amigos?
Infelizmente, tive pouquíssimos professores que incentivaram a leitura. Aliás, acho que essa é uma triste realidade no Brasil: eles consideram apenas os grandes – e importantíssimos – clássicos, e ignoram a existência de outros tipos de livros. Dentro de casa a leitura também nunca foi algo presente, então foi J.K. Rowling quem realmente pegou em minhas mãos, me levou até a estação King’s Cross e atravessou a Plataforma 9 ¾ comigo. E não sou o único, tenho certeza. Ela fez isso com milhões de crianças, jovens e adultos.
Você é um grande fã de Harry Potter e webmaster do site Potterish. Como é a vida de um fã que conseguiu entrar no Mundo do Bruxo mais famoso do planeta? Cheia de glamour? Trabalho? Conquistas?
Parafraseando a própria Jo, seja através dos livros, seja através dos filmes, Hogwarts sempre estará de portas abertas para receber todos nós em casa. O que quero dizer é: todos são bem-vindos a viver no Mundo Bruxo, sem restrições. O que nos difere com relação a isso – eu e meus companheiros de trabalho – é que literalmente respiramos a magia de J.K. Rowling. Não há um dia em que não trabalhemos com Harry Potter, seja lendo, escrevendo, editando, publicando etc. Como webmaster do Potterish, trabalho em todas as áreas do site, coordeno-as junto aos chefes, e às vezes até trabalho em projetos confidenciais. É extremamente exaustivo, mas maravilhosamente gratificante. Glamour? Hum… O Potterish me traz oportunidades incríveis, de fato. Em dezembro, por exemplo, fui convidado pela Warner Bros. para ir à Comic-Con e, além de palestrar no evento, tive a oportunidade de conhecer e conversar com a atriz Evanna Lynch, que vive Luna Lovegood na franquia. Estar livre dos preços altos, das horas de filas, pode até ser glamurouso, mas com certeza vai  de encontro às noites à claro trabalhando. Ainda assim, esse “glamour” continua sendo meu trabalho, há muitas obrigações e responsabilidades quanto estamos em campo também.
Você participou da Comic-Con Experience e pôde entrevistar Luna, ou melhor, a atriz Evanna Lynch, uma das personagens preferidas da saga. Como foi este encontro?
Na realidade, a ideia inicial era entrevistá-la, mas, por questões contratuais, não aconteceu. Que bom! Foi ainda melhor! Junto com Marina Anderi, webmistress do Ish, e os PotterTubers Caco Cardassi e Renie Santos, fui convidado pela Daydream Eventos para conversar com Evanna. Muito simpática, ela elogiou as tatuagens dos meninos, perguntou sobre os canais e sobre o Potterish, respondeu às nossas perguntas e, sem percebermos, acabou virando um bate-papo de fã para fã. Falamos da peça, do novo filme, do Mundo Bruxo e suas pequenas grandes coisas. Mas eu tive um momento especial, sim! Quando perguntei o que ela veria em frente ao Espelho de Ojesed, ela também quis saber o que EU veria. Ao dizer que era eu me encontrando com J.K. Rowling, ela começou a fazer seus votos da maneira mais fofa possível! Evanna é tão normal quanto a gente. Foi mágico!
Você é colunista do site da Editora Rocco, que edita os livros de Harry Potter. A literatura levou você também para o mundo das editoras e dos eventos literários?
Sendo o universo da literatura o constante big-bang que é, posteriormente a Harry Potter a internet me ajudou – e me ajuda até hoje – a descobrir novas aventuras. É quase impossível ficar de fora do mundo literário e de tudo que o cerca – no caso dos eventos, além de ir, também organizo e apresento alguns. É maravilhoso conhecer pessoas com os mesmos gostos que eu, conversar com elas, trocar experiências.
Em 2016, pude escrever sobre literatura para diversos portais, dos blogs de editoras ao jornal britânico the Guardian. Falando sobre a Rocco especificamente, meu amor por esta editora sempre foi imenso. Afinal, junto ao Potterish, foi ela quem me introduziu em tudo que estou hoje, então é um enorme prazer poder trabalhar com eles.
O que você diria para quem está começando a ler Harry Potter agora?
Saiba que, a um clique de distância, existe uma multidão de pessoas apaixonadas por Harry Potter assim como você. Estamos todos lhe esperando de braços abertos!
Você tem alguma frase favorita de Harry Potter?
Harry Potter realmente tem frases encantadoras. O talento de Rowling para a narrativa é único, e não preciso me estender nisso. Então, peço liberdade para escolher uma frase que não é exatamente dos livros, mas sim de um discurso que a autora fez para os formandos da Univerisdade de Harvard em 2008: “Não precisamos de magia para mudar o mundo, já carregamos todo o poder que precisamos dentro de nós mesmos: temos o poder de imaginar o melhor.”
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Pedro, 3º da esquerda, com a atriz que fez Luna em HP

Você sabia que tem um ribeirãopretano no seleto mundo dos especialistas em Harry Potter? Conheça Pedro Martins, que descobriu a magia da leitura através dos escritos de J.K. Rowling aos 8 anos de idade e hoje, prestes a atingir a maioridade, divide seu tempo entre coordenar um dos maiores sites sobre Potter de todo o mundo  e nutrir a paixão por literatura escrevendo para portais online, do britânico The Guardian aos blogs de editoras. Saiba mais sobre ele, lendo a entrevista, aqui, no blog Livro sem frescura.

Como foi o seu primeiro contato com a leitura?

O primeiro livro que li foi Harry Potter e a Pedra Filosofal, aos oito anos. Uma vez dentro do Mundo Bruxo de J.K. Rowling, você não quer mais sair. É viciante! Comigo não foi diferente: comecei a ler e não parei mais.

Quem levou você para o mundo dos livros? Professores, pais, internet, amigos?

Infelizmente, tive pouquíssimos professores que incentivaram a leitura. Aliás, acho que essa é uma triste realidade no Brasil: eles consideram apenas os grandes – e importantíssimos – clássicos, e ignoram a existência de outros tipos de livros. Dentro de casa a leitura também nunca foi algo presente, então foi J.K. Rowling quem realmente pegou em minhas mãos, me levou até a estação King’s Cross e atravessou a Plataforma 9 ¾ comigo. E não sou o único, tenho certeza. Ela fez isso com milhões de crianças, jovens e adultos.

potterish

Você é um grande fã de Harry Potter e webmaster do site Potterish. Como é a vida de um fã que conseguiu entrar no Mundo do Bruxo mais famoso do planeta? Cheia de glamour? Trabalho? Conquistas?

Parafraseando a própria Jo, seja através dos livros, seja através dos filmes, Hogwarts sempre estará de portas abertas para receber todos nós em casa. O que quero dizer é: todos são bem-vindos a viver no Mundo Bruxo, sem restrições. O que nos difere com relação a isso – eu e meus companheiros de trabalho – é que literalmente respiramos a magia de J.K. Rowling. Não há um dia em que não trabalhemos com Harry Potter, seja lendo, escrevendo, editando, publicando etc. Como webmaster do Potterish, trabalho em todas as áreas do site, coordeno-as junto aos chefes, e às vezes até trabalho em projetos confidenciais. É extremamente exaustivo, mas maravilhosamente gratificante. Glamour? Hum… O Potterish me traz oportunidades incríveis, de fato. Em dezembro, por exemplo, fui convidado pela Warner Bros. para ir à Comic Con Experience e, além de palestrar no evento, tive a oportunidade de conhecer e conversar com a atriz Evanna Lynch, que vive Luna Lovegood na franquia. Estar livre dos preços altos, das horas de filas, pode até ser glamorouso, mas com certeza vai  de encontro às noites à claro trabalhando. Ainda assim, esse “glamour” continua sendo meu trabalho, há muitas obrigações e responsabilidades quanto estamos em campo também.

Como foi o contato com a atriz Evanna Lynch, uma das personagens preferidas da saga?

Na realidade, a ideia inicial era entrevistá-la, mas, por questões contratuais, não aconteceu. Que bom! Foi ainda melhor! Junto com Marina Anderi, webmistress do Ish, e os PotterTubers Caco Cardassi e Renie Santos, fui convidado pela Daydream Eventos para conversar com Evanna. Muito simpática, ela elogiou as tatuagens dos meninos, perguntou sobre os canais e sobre o Potterish, respondeu às nossas perguntas e, sem percebermos, acabou virando um bate-papo de fã para fã. Falamos da peça, do novo filme, do Mundo Bruxo e suas pequenas grandes coisas. Mas eu tive um momento especial, sim! Quando perguntei o que ela veria em frente ao Espelho de Ojesed, ela também quis saber o que EU veria. Ao dizer que era eu me encontrando com J.K. Rowling, ela começou a fazer seus votos da maneira mais fofa possível! Evanna é tão normal quanto a gente. Foi mágico!

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Pedro participou de bate-papo sobre Animais Fantásticos e Onde Habitam, no Comic Con Experience

Você é colunista do site da Editora Rocco, que edita os livros de Harry Potter. A literatura levou você também para o mundo das editoras e dos eventos literários?

Sendo o universo da literatura o constante big-bang que é, posteriormente a Harry Potter a internet me ajudou – e me ajuda até hoje – a descobrir novas aventuras. É quase impossível ficar de fora do mundo literário e de tudo que o cerca – no caso dos eventos, além de ir, também organizo e apresento alguns. É maravilhoso conhecer pessoas com os mesmos gostos que eu, conversar com elas, trocar experiências.

Em 2016, pude escrever sobre literatura para diversos portais, dos blogs de editoras ao jornal britânico The Guardian. Falando sobre a Rocco especificamente, meu amor por esta editora sempre foi imenso. Afinal, junto ao Potterish, foi ela quem me introduziu em tudo que estou hoje, então é um enorme prazer poder trabalhar com eles.

O que você diria para quem está começando a ler Harry Potter agora?

Saiba que, a um clique de distância, existe uma multidão de pessoas apaixonadas por Harry Potter assim como você. Estamos todos lhe esperando de braços abertos!

Você tem alguma frase favorita de Harry Potter?

Harry Potter realmente tem frases encantadoras. O talento de Rowling para a narrativa é único, e não preciso me estender nisso. Então, peço liberdade para escolher uma frase que não é exatamente dos livros, mas sim de um discurso que a autora fez para os formandos da Universidade de Harvard em 2008: “Não precisamos de magia para mudar o mundo, já carregamos todo o poder que precisamos dentro de nós mesmos: temos o poder de imaginar o melhor.”