Saiba como é voar em executiva na Iberia

Por Eduardo Gregori em 14/05/2018

Neste episódio do Programa Eu Por Aí conferimos como é voar na classe executiva da Iberia, no voo entre São Paulo e Madri. Muito conforto, além de menu diferenciado e carta de vinhos.

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Dirigindo pelas estradas da Cro√°cia

Por Eduardo Gregori em 03/05/2018

cro√°cia

Neste episódio do Programa Eu Por Aí conto como foi minha experiência de alugar e dirigir um carro pela Croácia.

Minha aventura come√ßou em Zagreb, capital do pa√≠s, e dirigi por 600 quil√īmetros at√© Dubrovnik, nas margens do Mar Adri√°tico.

No caminho visitei o Parque Nacional dos Lagos de Plitvice e as cidades de Split e Ston, atravessei a fronteira da Bosnia, até chegar na deslumbrante Dubrovnik, conhecida como a Pérola do Adriático e a Atenas Eslava.

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Princesinha do Mar…. Adriático

Por Eduardo Gregori em 25/04/2018

Copacabana pode ser a princesinha do mar, cantada por Tom Jobim, mas n√£o √© √ļnica. N√£o, pelo menos em outro mar, o Adri√°tico, onde uma cidade inteira, e n√£o apenas uma praia, reina absoluta.

Se Dubrovnik n√£o foi versada e cantada pelo c√©lebre compositor brasileiro, conquistou, por sua inigual√°vel beleza, as alcunhas de P√©rola do Adri√°tico e Atenas Eslava, e ainda foi descrita pelo dramaturgo irland√™s George Bernard como ¬†‚Äúpara√≠so na Terra‚ÄĚ.

Minha incurs√£o pela Cro√°cia n√£o podia terminar de maneira mais esplendorosa. Depois de aterrisar na bela Zagreb, pegar um carro e conhecer a caprichosa natureza dos lagos Plitvice, seguir pela estrada at√© as margens do Mar Adri√°tico na hist√≥rica Split, cruzar a fronteira com a Bosnia e voltar para a Cro√°cia na pequena e imponente Ston, era hora de serpentear encostas em estradas estreitas que s√≥ iriam revelar no final porque Dubrovnik fascina tanto seus visitantes. Assentada sobre o mar e encerrada dentro de sua pr√≥pria fortaleza, a cidade √© a Meca dos turistas em busca de sol, praia e estonteantes belezas natural e arquitet√īnica.

Dubrovnik

Monte Srdj: vista deslumbrante da cidade

Cheguei ainda na Primavera, fato que me permitiu caminhar por suas ruas sem esbarrar na multid√£o que invade a cidade durante a esta√ß√£o mais quente do ano. Mesmo assim, me deparei com gente de todo o planeta que, assim como eu, pareciam embasbacados com tamanha preciosidade. Minha guia, a brasileira de Rio Claro (interior de S√£o Paulo), Priscila Martinovic, que se casou na Cro√°cia e foi viver em Dubrovnik, me conta que a cidade j√° tomou medidas para conter a avalanche de visitantes que chega todos os ver√Ķes. Ali√°s, esse √© um tema recorrente em muitas cidades europeias, que est√£o a beira de um colapso devido ao desmedido fluxo tur√≠stico. Ent√£o, a dica para conhecer Dubrovnik sem se acotovelar pelas ruas √© antes da alta temporada, entre abril e maio.

√Č poss√≠vel chegar a Dubrovnik de avi√£o. A cidade tem seu pr√≥prio aeroporto que a conecta com diversas partes da Europa. Para quem vai de carro, como eu, ter√° de estaciona-lo antes das entrada da parte hist√≥rica, normalmente onde os grandes hot√©is est√£o localizados, isso porque n√£o √© permitido (e nem h√° espa√ßo) para o tr√°fego de autom√≥veis. O que n√£o deixa de ser bom, pois √© poss√≠vel andar e andar sem se preocupar com o vaiv√©m de carros, al√©m da polui√ß√£o e barulho que eles proporcionam.

Dubrovnik

Stradun, o epicentro de Dubrovnik

Apesar de pequena, Dubrovnik é uma verdadeira Babel. Como foi uma cidade-estado, apartada do que é hoje a Croácia, é possível ouvir (além dos muitos idiomas dos turistas), línguas e dialetos diversos. Enquanto o croata é o idioma oficial, muitos falam italiano e inglês, enquanto os mais velhos ainda misturarem nesse caldeirão palavras de origem eslavas, do ragusano (uma das origens do atual italiano) e do extinto dálmata, idioma derivado do veneziano e do toscano.

√Č engra√ßado perceber que o portugu√™s do Brasil exerce um certo fasc√≠nio sobre os ouvidos croatas, principalmente os dos jovens. Talvez, pelo idioma deles ser t√£o gutural e para n√≥s soar at√© meio agressivo. N√£o foi uma ou duas vezes que, ao falar em portugu√™s, me perguntaram de onde era aquele idioma que soava t√£o sensual. Ta√≠ uma boa dica para quem pretende conquistar um cora√ß√£o croata.

Em Dubrovnik h√° muitos lugares deslumbrantes para ver, que uma semana ser√° pouco e olha que eu fiquei apenas dois dias, ent√£o tive que correr muito. Um dos lugares mais emblem√°ticos, sem d√ļvida, √© a muralha que envolve a cidade. S√£o dois quil√īmetros de extens√£o. √Č poss√≠vel caminhar por toda a muralha e a cada parada, uma vista mais bela que outra, principalmente na parte que corre junto ao mar.

Dubrovnik

Ruas estreitas escondem restaurantes e bares simp√°ticos e onde se come muito bem

Difícil mesmo será escolher qual ponto para fazer a melhor foto. Se da muralha a vista é belíssima, vista do alto a cidade é ainda mais fascinante. Para comprovar o quão a cidade será uma de suas viagens mais incríveis, é preciso pegar o teleférico e subir até Monte Srdj. Lá de cima, além de Dubrovnik e do mar é possível avistar as ilhas Elaphite, arquipélago com suas praias cobiçadíssimas.

Uma dica para deixar a visita ao Monte Srdj ainda mais bonita √© ir pr√≥ximo do hor√°rio em que o sol se p√Ķe e observar ao espet√°culo da natureza degustando um caf√©, ou mesmo acompanhado de uma bela refei√ß√£o, uma vez que no local h√° um lindo restaurante que praticamente se debru√ßa sobre a encosta acima de Dubrovnik. Quem quiser fazer um lanchinho ou levar uma lembran√ßa para casa, no topo do monte tamb√©m h√° uma lanchonete e uma loja de souvenires.

Dubrovnik

Stradun durante a noite: ainda mais bela

Ap√≥s percorrer a muralha e ver a cidade de cima, a dica √© descer e entrar pelo Ploce Gate, o principal port√£o da cidade hist√≥rica. Alguns passos adiante fica a Stradun, a rua que corta todo o centro e que foi o epicentro da vida social da antiga Dubrovnik. Outra dif√≠cil escolha: para onde apontar a c√Ęmera e registrar as centenas de obras-primas perfiladas em formas de igrejas, pr√©dios p√ļblicos e casas em estilo barroco. A visita durante a noite √© ainda mais linda, quando as luzes s√£o acesas e deixam a avenida de 300 metros de extens√£o com um clima rom√Ęntico e charmoso que ora lembra muito as antigas cidades italiana, ora as gregas. Na Stradun tamb√©m ficam caf√©s e restaurantes simp√°ticos, al√©m de lojas onde se vende de tudo, de artigos t√≠picos a joias preciosas.

Dubrovnik

Vista de cima de parte da muralha que envolve a cidade

Antes de percorrer a rua principal, do lado direito de quem entra pelo Ploce Gate, fica uma das constru√ß√Ķes mais representativas da era renascentista de Dubrovnik, o Pal√°cio Sponza. A constru√ß√£o, que foi a sede do tesouro e respons√°vel pelas finan√ßas e cobran√ßa de impostos, hoje abriga os arquivos hist√≥ricos da cidade e tamb√©m √© o principal centro cultural.

Caminhando para o lado esquerdo de quem entra na Stradum pelo Ploce Gate, fica o Palácio dos Reitores. A construção, que mescla estilos entre o barroco e o renascentista, era a morada e o local de trabalho dos antigos reitores, uma espécie de administrador da cidade. Durante o mandato, que durava um ano, o reitor era confinado em seu interior, não podendo sair de suas dependências. Hoje abriga o Museu de História Cultural.

Dubrovnik

Teleférico parte do alto do Monte Srdj: vista deslumbrante

Percorrendo a Stradun até a outra ponta, antes de chegar ao Pile Gate (o outro portão), fica a Fonte de Onofrio. Dubrovnik foi uma das primeiras cidades do mundo a ter um sistema de água potável e o seu foi construído no século XV pelo arquiteto italiano Onofrio di Giordano della Cava. A fonte até hoje funciona e é possível se refrescar e beber de sua água límpida, além de apreciar sua beleza construção que é uma verdadeira obra de arte.

Bem em frente da fonte fica o Mosteiro Franciscano. Al√©m de ser a morada dos religiosos, que vivem no claustro, o templo tamb√©m √© palco de recitais, especialmente de m√ļsica sacra, sinf√īnica e canto coral. Sua biblioteca √© outra parte de n√£o deve ficar fora de uma demorada visita. S√£o mais de 30 mil obras no acervo.

Praias
Dubrovnik tamb√©m √© conhecida por suas praias, que ficam apinhadas. A mais badalada delas √© a Praia Banje, bem no Centro da cidade. A pequena faixa de areia √© praticamente disputada a tapa durante o ver√£o. √Č a preferida, justamente por ser em um ponto de f√°cil acesso, ter uma bela vista da muralha e ser o destino preferido de quem chega dos quatro cantos do mundo. Lugar para ver e ser visto, al√©m de curtir o sol e se banhar nas √°guas mornas e calmas do Adri√°tico.

Dubrovnik

Eduardo Gregori: vista de Dubrovnik do Monte Srdj

Foi com d√≥ no cora√ß√£o que passei apenas dois dias neste ‚Äúpara√≠so na terra‚ÄĚ. Por√©m, no caminho at√© o aeroporto ainda tive o previl√©gio de ter o mar verde-esmeralda ao meu lado em boa parte do caminho. Uma facilidade para quem vai de carro alugado desde Zagreb √© poder deixar o ve√≠culo no aeroporto. E foi o que eu fiz. Entreguei o carro e de l√° voei para outro destino, mas isso √© assunto para um novo post.

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Ston: a cidade do sal e do vinho protegida por muralhas

Por Eduardo Gregori em 23/04/2018

ston

Quem parte de Zagreb pela estrada com a inten√ß√£o de percorrer 600 quil√īmetros at√© Dubrovnik, como eu, precisa ter em mente que, pertinho do seu destino final ter√°, al√©m de belas paisagens, que atravessar a fronteira com a Bosnia. √Č estranho e fascinante para mim, ler nas placas da rodovia que me aproximo de Sarajevo.

Me vem a cabe√ßa uma cidade devastada pela guerra, protagonista muitas vezes nos telejornais. Me lembro de quanto o mundo se tornou pequeno. Eu, ‚Äúapenas um rapaz latino-americano‚ÄĚ, t√£o perto do que foi um dia o centro de um conflito que ocupou a m√≠dia e a aten√ß√£o de muitos pacifistas.

A placa para Sarajevo fica para trás e me dá vontade de seguir adiante para explorar a Bosnia, um país que me contam ser tão belo quanto a Croácia, mas tenho que seguir meu roteiro. Mas pelo menos tenho o gostinho de ter meu passaporte estampado pela polícia de fronteira da Bósnia.

√Č no m√≠nimo interessante, estar dirigindo em um pa√≠s, e na mesma estrada, passar por uma fronteira, passar pelos tr√Ęmites de imigra√ß√£o e, poucos quil√īmetros adiante, ser admitido novamente no mesmo pa√≠s em que voc√™ come√ßou a viagem. Mostro o passaporte, os documentos do carro e me perguntam se levo drogas e cigarros em grande quantidade. O policial faz uma revista no carro e me libera.

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Estou de volta a Cro√°cia e com o sol √† minha frente, perto do meio-dia, chego a Ston. Quando meu guia de Split me pergunta qual era o meu roteiro e me confundo dizendo que ia dormir em Ston, ele acha estranho. Quando chego, entendo esse estranhamento. O charmoso lugar √© min√ļsculo, na verdade trata-te de um vilarejo.

Nestes dias de turismo massificado e em grandes cidades, engana-se quem achar que um lugar com apenas 500 habitantes n√£o deva ser visitado. Ston guarda muitas preciosidades. Entre os predicados, a vila, a apenas 50 quil√īmetros de Dubrovnik, est√° no centro da rota da regi√£o que produz os melhores vinhos croatas. A proximidade com o mar e, ao mesmo tempo com a montanha e o clima bem marcado pelas esta√ß√Ķes, lhe deram terroirs capazes de produzir uvas de alt√≠ssima qualidade. √Č imposs√≠vel n√£o esbarrar em enoturistas entusiasmados percorrendo seus restaurantes para degustar e levar para casa os r√≥tulos mais preciosos do pa√≠s.

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Mas al√©m do bom vinho, Ston tamb√©m √© conhecida como a capital croata do sal. O turista pode visitar a gigantesca mina a c√©u aberto, onde o sal √© extra√≠do artesanalmente, assim como era feito no s√©culo XIV. S√£o 58 piscinas e uma produ√ß√£o que beira as 500 toneladas anualmente. Minha guia que conta que grande parte do sal retirada de Ston √© utilizada pela ind√ļstria na composi√ß√£o de outros produtos, como por exemplo, o asfalto. Apenas uma pequena parte e claro, a de melhor qualidade, vai parar nas mesas. E n√£o apenas dos croatas. O sal extra√≠do em Ston √© exportado para todo o mundo.

ston

Pal√°cio de Ston

Se hoje o turismo √© uma das principais engrenagens da economia de Ston, no s√©culo XIV o sal era o principal commodity da regi√£o. Fato que pode ser observado nas montanhas da cidade, onde foram constru√≠dos quase 6 quil√īmetros de muralha. Em extens√£o, a muralha de Ston s√≥ perde para a da China. A nababesca constru√ß√£o que liga Ston a vizinha Mali Ston, forma uma extensa linha de defesa, o que permitiu que sua propriet√°ria, a ent√£o cidade-estado de Dubrovinik, fosse um dos reinos mais ricos do mundo. Atualmente, parte da muralha est√° sendo reconstru√≠da e a cidade estuda uma forma de facilitar o acesso at√© a sua base, pois √© preciso ter f√īlego para subir at√© a constru√ß√£o.

ston

Lagos de sal em Ston

Talvez por toda seguran√ßa proporcionada pela muralha, Ston seja um lugar onde as pessoas s√£o simp√°ticas e acolhedoras. Ruas estreitas e constru√ß√Ķes em estilo medieval escondem restaurantes charmosos como o Bakus, especializado em culin√°ria vegana. Experimentei uma massa com legumes, prato leve, acompanhado de um bom vinho. No final da visita, fiz como os locais: sentei-me na esplanada principal da cidade e degustei um saboroso caf√©. Em Ston ainda h√° outros lugares para ver, como um pal√°cio, utilizado pelos antigos administradores da cidade, a igreja e um museu que conta, atrav√©s de pe√ßas arqueol√≥gicas e arte, a hist√≥ria

De Ston, segui para Dubrovnik, mas isso é assunto para o próximo post.

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Split: patrim√īnio hist√≥rico nas margens do Mar Adri√°tico

Por Eduardo Gregori em 20/04/2018

split

Cheguei em Split j√° era noite. No hotel, a recep√ß√£o vazia, apenas com os funcion√°rios. Deixei minhas malas no quarto e resolvi andar um pouco para me ambientar na cidade. Procurei um restaurante em um aplicativo de celular e mesmo a 2 Kms de dist√Ęncia, decidi ir a p√©.

Confesso que achei um pouco estranho pois era apenas 8h30 da noite e não cruzei com uma viva alma na rua. Segui caminhando por ruas desertas. Não tive medo, mas confesso que aquilo me intrigou. Passei por um bar que estava do outro lado da avenida e muita gente dentro. E foi assim, bar após bar, muita gente dentro e ninguém do lado de fora.

Por azar, o aplicativo me mostrou um restaurante que havia fechado e minha bateria já estava acabando. Decidi pegar o caminho de volta e entrar em um bar aleatório. Na entrada ninguém, mas passei a porta e finalmente me deparei com um bando de gente.

Decidi sentar na área externa, longe do barulho. Fiquei esperando, esperando e esperando. O garçom não veio. Voltei ao balcão e perguntei se serviam fora. O garçom olhou para minha cara com um jeito como se eu estivesse falando algum sacrilégio. Me senti mal. Será que estava cometendo alguma gafe?

Pedi uma pizza e uma ta√ßa de vinho e esperei um bocado at√© que fossem servidos. L√° dentro, parecia final de novela no Brasil, todo mundo olhando para TV. Quando sa√≠, olhei para o aparelho e entendi que era um jogo da sele√ß√£o croata, mas era apenas um jogo amistoso, preparat√≥rio para a Copa da R√ļssia.

Sítio arqueológico de Salona

No outro dia, encontro com meu guia e comento. Ele ri e diz que quando h√° jogo da sele√ß√£o, mesmo se n√£o valer nada, √© como se fosse a final da copa. Comento sobre a atitude do atendente do bar, meio mal humorado, meio de saco cheio. O guia, que j√° esteve no Brasil, me responde: ‚ÄúZabreg √© como S√£o Paulo e Split √© como o Rio‚ÄĚ. Ent√£o, se voc√™ n√£o √© daqui, as pessoas n√£o fazem muita quest√£o de ser l√° muito atenciosas‚ÄĚ. E riu divertidamente da minha primeira impress√£o da cidade.

√Č verdade que em Zagreb as pessoas s√£o muito mais polidas, coisa de capital. Em Split, na beira do mar e com tamanha liga√ß√£o com os italianos, o clima √© mesmo mais relax. Tudo bem, √© uma quest√£o de entender e n√£o se sentir ofendido.

Apesar de ser uma cidade importante para a hist√≥ria da Cro√°cia, (foi o √ļnico lugar do mundo em que um imperador romano, Diocleciano, conseguiu governar sem sofrer invas√Ķes ou ser assassinado), √© um destino de passagem, principalmente para quem segue de Zagreb para Dubrovnik. Dois dias s√£o suficientes para conhecer bem a cidade.

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Ruínas de Salona

Apesar de aparentemente pequena, Split está assentada sobre um verdadeiro tesouro histórico, a cidade romana de Salona, também chamada de Salon e Solin. Capital da província da Dalmácia, Salona viveu seus dias de glória, tal como Roma, no início do anos 300 depois de Cristo, quando Diocleciano subiu ao trono e entrou para história como o primeiro escravo a se tornar imperador.

As ru√≠nas de Salona, h√° apenas 5 quil√≥metros do Centro de Split, come√ßaram a ser expostas no s√©culo XIX pelo padre e arque√≥logo Frane Bulic. No imenso sitio a c√©u aberto √© poss√≠vel ver a estrutura de uma catedral, tumbas em m√°rmore, al√©m de outras partes da cidade utilizadas para o conv√≠vio social, como os banhos p√ļblicos e o coliseu. Boa parte dos muros que protegiam Salona ainda est√£o de p√©. √Č preciso ter f√īlego para visitar a cidade, que foi uma das maiores do seu tempo.

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Pal√°cio de Diocleciano

A hist√≥ria de Salona se estende at√© as margens do Adri√°tico, onde hoje √© o Centro de Split, lugar em que Diocleciano construiu seu pal√°cio fortificado. A constru√ß√£o pode e deve ser visitada. Na parte que fica ao n√≠vel do mar, imensos sal√Ķes revelam onde viviam os plebeus, enquanto o imperador ocupava toda √°rea na parte superior em aposentos requintados e de muito luxo.

Ap√≥s a morte de Diocleciano, sua fortaleza foi o ref√ļgio da popula√ß√£o que se transferiu para a parte de cima da constru√ß√£o e fundou ali a cidade de Spalato, hoje, Split. O castelo foi transformado em uma verdadeira cidade, que resistiu ao tempo e at√© hoje tem seus moradores. Pelas estreitas e pequenas ruas, templos e igrejas dividem espa√ßo com lojas, caf√©s e restaurantes, al√©m de apartamentos mantidos em estilo original.

Interior do pal√°cio de Diocleciano

Perto de Split, a pouco menos de 30 quil√īmetros, fica uma das mais belas e visitadas cidades da Cro√°cia: Trogir. Importante porto na era romana Trogir √© uma pequena ilha cujas constru√ß√Ķes em estilo rom√Ęnico-g√≥tico re√ļnem bel√≠ssimos pal√°cios, igrejas, torres e fortalezas. O edif√≠cio mais conhecido √© a esplendorosa Igreja de S√£o Louren√ßo, cujo porta principal, em estilo romanesco-g√≥tico, √© considerada uma obra-prima do artista Radovan, que viveu em Trogir no s√©culo XIII.

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Trogir

O dif√≠cil √© baixar a c√Ęmera em Trogir, de tantos recantos e constru√ß√Ķes de arrebatar a vista, entre elas a Fortaleza Camerlengo, a catedral de S√£o Jo√£o e o Pal√°cio Ducal. Trogir tamb√©m √© conhecida por suas praias. As √°guas agrad√°veis do Mar Adri√°tico no lado croata atraem turistas de todas as partes do mundo. Durante o Ver√£o √© praticamente imposs√≠vel andar pela cidade e o tr√Ęnsito fica ca√≥tico.

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Plitvice Lakes: Natureza fant√°stica perto de Zagreb

Por Eduardo Gregori em 18/04/2018

Plitvice Lakes
Viajar até a Croácia e não visitar Plitvice Lakes é como estar em Lisboa e não ir a Belém, ou no Rio de Janeiro e não subir até Cristo Redentor ou seja, não faz sentido.

O parque nacional, a 130 quil√īmetros de dist√Ęncia de Zagreb √©, sem d√ļvida uma das obras primas da natureza. S√£o lagos de cor verde esmeralda e √°guas transparentes que, conforme a incid√™ncia do sol e a a√ß√£o dos minerais presentes na √°gua, ganham tons como o azul e o cinza. Todo esse esplendor natural estende-se por uma √°rea de quase 300 quil√īmetros quadrados, formado por 16 lagos e incont√°veis cascatas.

Os lagos que foram Plitvice são o resultado da confluência de pequenos rios que correm na superfície e debaixo da terra, além da água que escorre das montanhas durante o degelo da neve. Conforme avança, a massa de água vai sendo despejada em represas naturais, ora em suaves e pequenas cascatas, ora em grandiosas e violentas quedas d’água.

Plitvice Lakes

Todo esse espetáculo pode ser visto apreciado de perto. Os lagos são circundados por passarelas em madeira e terra batida e os mirantes aproximam ainda mais o visitante das quedas d’água. Impossível não se molhar com o vapor de água que despenca do alto. Porém, em uma dia quente, não há refresco mais agradável.

Plitvice LakesAlém de poder observar carpas e outros peixes que habitam as águas, e a diversa vegetação, o parque conta com um passeio de barco que desliza preguiçosamente pelo maior dos lagos, passando por paisagens bucólicas e belas. A certa altura, é possível, inclusive, avistar ao longe uma das montanhas que separa a Croácia da Bósnia. O passeio demora aproximadamente 20 minutos.

Plitvice Lakes

No meio do caminho há uma enorme área com cafeteria e lanchonete e também espaço para piquenique. Nada melhor que fazer como os croatas: tomar um saboroso cafezinho observando esse capricho da natureza até one a vista permitir.

A experi√™ncia em Plitvice √© ainda mais proveitosa se o visitante for do tipo que aprecia o ecoturismo, pois os lagos que formam o parque s√£o circundados por trilhas, umas mais suaves e outras mais √≠ngremes. Entre uma trilha e outra, mirantes com vistas de tirar o f√īlego e especiais para registrar a beleza do lugar.

Vale lembrar que Plitvice Lakes √© um dos lugares mais visitados da Cro√°cia. Em 2016, quase dois milh√Ķes de pessoas passaram pelo parque. Meu guia, Ivica Spoljaric, me conta que a √©poca mais tranquila para visitar o local √© na primavera, quando o parque ainda est√° despertando do inverno.

Além de ser mais agradável, por ter menos gente circulando, é possível ver um pouco de neve, sem no entanto, sofrer com o vento e o frio. Mas, mesmo nessa época do ano, é bom levar um agasalho. Na beira dos lagos, mesmo sob o sol, sempre bate um ventinho mais frio, principalmente durante o passeio de barco.

Chegar a Plitvice Lakes √© bem f√°cil. H√° excurs√Ķes que podem ser contratadas nos hot√©is em Zagreb e tamb√©m √© poss√≠vel alugar um carro e seguir pela estrada. N√£o esque√ßa de pedir um GPS configurado em portugu√™s, ou use um aplicativo no celular. Para quem vai de carro, a boa not√≠cia √© que as rodovias croatas s√£o √≥timas. O percurso dura aproximadamente tr√™s horas e √© pedagiado na rodovia principal.

Os ped√°gios podem ser pagos em kunas ou euros e em esp√©cie ou cart√£o de cr√©dito/d√©bito. A cobran√ßa √© feita por quil√īmetro rodado. De Zagreb at√© Plitvice Lakes foram menos de 10 euros em ped√°gios. Ainda para quem vai de carro, o parque disp√Ķe de estacionamento pr√≥prio.

Plitvice Lakes

Pela dist√Ęncia e limite de velocidade nas estradas menores, em algumas o limite √© 50km/h, √© bom ter em mente que o passeio at√© Plitvice Lakes tomar√° um dia inteiro. Para quem est√° dirigindo √© preciso ter aten√ß√£o quando a estrada passa por √°reas habitadas. O pedestre sempre tem a prefer√™ncia. Ent√£o, √© obriga√ß√£o do motorista parar quando h√° uma faixa de pedestre e algu√©m tentando atravessar.

Plitvice Lakes

Prato servido no Licka Kuca

Para quem pensa em almo√ßar no parque, h√° lanchonetes e tamb√©m um √≥timo restaurante, o Licka Kuca. A casa em estilo r√ļstico oferece um card√°pio do dia e tamb√©m serve a la carte. O menu vai dos tradicionais pratos coatas a internacionais al√©m de uma carta de vinhos cervejas e outras bebidas.

Plitvice Lakes
Informa√ß√Ķes (hor√°rios e pre√ßos)
https://np-plitvicka-jezera.hr/en

Licka Kuca
http://lickakuca.com

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Plitvice Lakes

Eduardo Gregori em Plitvice Lakes

Turistas brasileiros ter√£o tax free digital em Portugal

Por Eduardo Gregori em 17/04/2018

tax free

A Global Blue, empresa que gere opera√ß√Ķes Tax Free, anunciou o in√≠cio da opera√ß√£o do eTaxFree para turistas brasileiros em Portugal, a partir de abril.

O processo √© integralmente digital, facilita o processo de reembolso do IVA ‚Äď imposto sobre as mercadorias compradas em solo portugu√™s ‚Äď e evita filas de espera no balc√£o da Autoridade Tribut√°ria no aeroporto.

Segundo Renato Lira Leite, diretor geral da Global Blue em Portugal, ‚Äúo eTaxFree traz uma grande vantagem para os turistas, que poder√£o fazer a valida√ß√£o instant√Ęnea do reembolso do IVA nos diversos quiosques eletr√īnicos dispon√≠veis nos aeroportos portugueses. Al√©m disso, torna o processo de valida√ß√£o e reembolso mais seguro, possibilitando √† Alf√Ęndega detectar precocemente padr√Ķes suspeitos de atividade fraudulenta‚ÄĚ.

O processo se inicia no momento da compra em lojas participantes à rede Global Blue, quando o turista apresenta o passaporte e obtém o formulário Tax Free, que dá o direito ao reembolso posteriormente. A utilização do sistema eTaxFree acontece em um dos quiosques instalados nos aeroportos, nos quais o turista escaneia seu passaporte e cartão de embarque.

O sistema comunica as informa√ß√Ķes √† Autoridade Tribut√°ria portuguesa em tempo real e responde com um sinal verde ou vermelho. Com sinal verde, o processo est√° validado e basta seguir at√© o balc√£o da Global Blue para receber o valor do reembolso. No caso de sinal vermelho, √© necess√°rio que o turista v√° at√© o balc√£o da alf√Ęndega portuguesa para uma inspe√ß√£o alfandeg√°ria.

Brasileiros est√£o entre os principais compradores em Portugal

A solu√ß√£o digital da Global Blue chega em um momento que o turismo de compras ganha crescente import√Ęncia para a economia portuguesa, j√° sendo considerado pela Organiza√ß√£o Mundial do Turismo o segmento com maior potencial de crescimento. Dados do Turismo de Portugal mostram que 12% dos turistas que visitam o pa√≠s s√£o provenientes de pa√≠ses externos √† Uni√£o Europeia e representam 21% do total das receitas tur√≠sticas.

Turistas vindos do Brasil, Angola, Mo√ßambique, China e EUA s√£o os mais relevantes no turismo de compras em Portugal. O brasileiro √© o segundo que mais consome, atr√°s apenas do angolano, e gasta em m√©dia US$ 276 por compra. Os chineses, por sua vez, lideram o valor da compra m√©dia, com US$ 788. ‚ÄúEste novo sistema contribui para a valoriza√ß√£o do turismo local e far√° com que os turistas brasileiros levem de Portugal uma experi√™ncia ainda mais simples, √°gil, c√īmoda e positiva‚ÄĚ, conclui Lira Leite.

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Zagreb tem belos parques e praças além de povo acolhedor

Por Eduardo Gregori em 15/04/2018

Zagreb

Vista de Zagreb

O jeito caloroso e passional do latino muitas vezes não encontra eco no Velho Continente. Apesar de muitos brasileiros estranharem a maneira de ser de outros povos, o fato é que nem todos os habitantes do mundo têm os mesmos costumes.

Se falamos alto, gesticulamos al√©m da conta e gostamos de abra√ßar e beijar no rosto a quem acabamos de conhecer, outros, por√©m, s√£o mais comedidos em suas rela√ß√Ķes interpessoais. √Č simples assim, quest√£o de entender e n√£o se sentir ofendido.

Por√©m, se o turista que j√° passou por pa√≠ses mais abertos como Espanha, Portugal e It√°lia e queria continuar se embrenhando pela Europa em busca de belas paisagens e povo acolhedor, ter√° na Cro√°cia uma surpresa agrad√°vel. Talvez a paix√£o desmedida pelo futebol seja um dos fatores que nos una de certa maneira. Compartilhamos a idolatria pelos “her√≥is de chuteira” e dia de jogo da sele√ß√£o ver algu√©m nas ruas √© quase imposs√≠vel.

Zagreb

Tram passa em frente da estação central de Zagreb

Ao desembarcar no Aeroporto de Zagreb conheci Mladen Vlatkovińá, jovem que faz o transfer do terminal para os hot√©is da cidade. No carro j√° pude sentir a calorosa receptividade croata. Mladen, que nunca esteve no Brasil, falou com admira√ß√£o da Sele√ß√£o Brasileira de Futebol e fez sua lista dos melhores jogadores do mundo, entre eles Neymar, al√©m de √≠cones de outras √©pocas como Zico, Cac√°, Rom√°rio, Ronaldo, Ronaldinho e claro, o Rei Pel√©.

Mas o interesse pelo Brasil não ficou só no campo de futebol. Mladen me pergunta sobre política. Isso me faz lembrar o quanto o mundo ficou pequeno. Se há pouco mais de 60 anos, quando Carmem Miranda brilhava em Hollywood como estrela de um país exótico na remota América do Sul, hoje, as notícias do Brasil são destaque na TV mundial e por toda internet.

Zagreb

Centro de Zagreb

Voltando a nossa incr√≠vel maneira parecida de ser, os croatas amam o Ver√£o e suas praias paradis√≠acas, adoram beber caf√© a qualquer hora do dia (e √† noite), curtem socializar em bares e restaurantes, e claro, sempre acompanhado de um bom aperitivo. Na r√°dio, a boa m√ļsica brasileira me deu orgulho do Brasil. A voz de Bebel Gilberto flutuava em uma gostosa bossa enquanto eu jantava numa Zagreb que ainda despertava para o ver√£o europeu. Me senti praticamente em casa.

Porém, antes de pegar o avião para o país que divide a Europa entre as partes ocidental e oriental, tenha em mente que levar na mala apenas o português irá dificultar a comunicação. Apesar do dificílimo idioma croata ser o oficial, as pessoas entendem bem o inglês. Em Zagreb, cidade que esteve ligada por muitos anos a Austria, outro idioma comumente usado é o alemão, enquanto que em Dubrovnik, às margens do Mar Adriático, o italiano, herança do domínio de Veneza, também ser uma das formas de comunicação. Mas mesmo se o turista não falar alguma destas línguas, poderá contratar um guia em português. Apesar de eu falar inglês e espanhol fluentemente, tive a ajuda de Damjan Beusan, guia croata que fala perfeitamente o português.

Zagreb

Esplanadas em Zagreb

Damjan mistura um pouco as express√Ķes brasileiras e portuguesas e na visita pela cidade me conta como lida t√£o bem com o nosso idioma. ‚ÄúAprendi portugu√™s porque gosto da maneira de falar da l√≠ngua e porque muitos portugueses visitavam Zagreb. Hoje, a maioria dos nossos turistas de l√≠ngua portuguesa s√£o do Brasil. Os brasileiros s√£o muito animados e t√™m uma energia elevada‚ÄĚ, diz.

Pequena grande cidade

Minha incursão pela Croácia começou por Zagreb, a capital e maior cidade do país. Como qualquer outra metrópole do mundo, o passo dos locais é sempre rápido, mas sob os olhos de um turista, a cidade grande ganha ares de interior, com suas belas e arborizadas praças, centro fervilhante com museus, teatros, restaurantes e lugares históricos.

Zagreb

Zagreb est√° dividida em duas: parte baixa ou Lower Town e a parte alta, ou Upper Town. Comecei pela parte baixa, onde, inclusive, fica o hotel no qual me hospedei, o Palace. Esta parte de Zagreb √© sem d√ļvida, a mais bela da cidade. Avenidas largas podem ser percorridas por trams el√©tricos, mas o bom mesmo √© caminhar e se deparar com pra√ßas e parques como o Jardim Bot√Ęnico ou o Green Horseshoe (Ferradura Verde), √°rea formada por boulevards que se estende desde a esta√ß√£o central at√© o centro da cidade, bem no cora√ß√£o de Zagreb.

Zagreb

Praça que faz parte parte do Green Horseshoe, onde fica o Consulado do Brasil

Ali, inclusive, fica o Consulado do Brasil. N√£o estranhe ver gente caminhando √† noite. A Cro√°cia √© um pa√≠s muito seguro, ent√£o, passear pelo Green Horseshoe quando o sol se p√Ķe tamb√©m √© muito prazeiroso. Aproveite para sentar em um banco e apreciar a paisagem e o vaiv√©m de pessoas e dos trams.

Uma das constru√ß√Ķes mais imponentes de Zagreb, e que fica relativamente pr√≥xima da esta√ß√£o central e do jardim bot√Ęnico, na Pra√ßa Rep√ļblica da Cro√°cia, √© o Teatro Nacional Croata. Erguido nos moldes das √≥peras de Viena, a edifica√ß√£o hoje √© palco de apresenta√ß√Ķes de teatro, √≥pera e bal√©. √Č, sem d√ļvida, o maior expoente da arte croata. Ainda na frente do edif√≠cio, a obra The Source of Life, assinada pelo artista croata Ivan MeŇ°trovińá, est√° em exposi√ß√£o permanente.

Zagreb

Teatro Nacional Croata

Bem ao lado da estação central fica o histórico Esplanade. O hotel de luxo viveu sua glória principalmente durante os anos em que Zagreb recebia o mítico trem Expresso do Oriente, que ligava Paris a Istambul. Inteiramente renovado, o Esplanade é uma opção para quem quer se ficar em um hotel cinco estrelas e tirar proveito da proximidade do centro da cidade.

Outro lugar que n√£o pode ficar de fora do roteiro no centro √© o Dolac Market. O mercado a c√©u aberto √© uma feira onde os moradores compram frutas, legumes e temperos. Entre os produtos da terra, provei uma esp√©cie de aspargo bem diferente do que existe no Brasil. Mas √© poss√≠vel encontrar tamb√©m flores e artesanato. Se for levar algo para casa, procure sempre um vendedor com o selo de produto feito na Cro√°cia. √Č uma forma de contribuir com o artes√£o, com a arte croata, al√©m de fugir da pegadinha das c√≥pias “made in outro lugar do mundo‚ÄĚ.

Zagreb

Dolac Market

Para quem pensa em fazer compras, principalmente de eletr√īnicos, os centros de compras e principais lojas de Zagreb ficam no centro. Pesquisei alguns produtos e, como a Cro√°cia, apesar de n√£o ter aderido ao euro, mas fazer parte da Uni√£o Europeia, acaba sendo o mesmo que comprar em qualquer outro pa√≠s europeu. Por isso, o que vale mesmo levar para casa s√£o produtos produzidos no pa√≠s, como o vinho e artesanato e a gravata.

Aliás, por falar em gravata, a Croácia é conhecida por ter inventado essa peça do indumentário masculino. A tradicional marca Croata tem lojas por todo país, inclusive no centro de Zagreb, na Oktogon, Ilica 5. Confeccionadas a la haute couture, as peças são usadas pelos homens mais importantes do mundo, entre eles o ex-presidente norte-americano Barack Obama. Além de um extenso portfólio de gravatas, a Croata tem também peças femininas como pashminas e lenços. O preço é indiscutível e de acordo com a qualidade da confecção.

Ainda no centro de Zagreb, a pedida é escolher uma esplanada para sentar e se servir de uma generosa xícara de café. Meu guia me conta que tomar café na Croácia é como um rito social em que a bebida é apenas parte de um momento para relaxar, socializar ou simplesmente ver o tempo passar.

Antes do almo√ßo √© preciso visitar a parte alta da cidade, isso porque precisamente ao meio-dia acontece o tradicional tiro de canh√£o na Torre LotrŇ°ńćak. Por√©m, no caminho para a torre, a dica √© parar na catedral de Zagreb. De estilo g√≥tico, o templo foi erguido ainda no s√©culo XI, mas sofreu diversos ataques durante sua hist√≥ria, al√©m de ter sido parcialmente destru√≠da durante um terremoto. Foi reerguida diversas vezes e atualmente passa por restaura√ß√£o. √Č uma das constru√ß√Ķes mais belas da cidade.

Zagreb

Igreja de S√£o Marcos

Mais acima, na pra√ßa S√£o Marcos, outra igreja imperd√≠vel: a de S√£o Marcos. O templo do s√©culo XVIII se destaca na paisagem pelo telhado azulejado com s√≠mbolos de Zagreb, da Cro√°cia, Dalm√°cia e Eslov√™nia. Seu interior, al√©m de pe√ßas sacras, abriga obras de Ivan MeŇ°trovińá
Na praça também estão outros edifícios importantes, como o parlamento.

Bem pr√≥ximo da Igreja de S√£o Marcos fica a Torre LotrŇ°ńćak, uma das antigas fortifica√ß√Ķes de Zagreb que resistiram ao tempo. O canh√£o que se encontra no alto da torre faz um disparo ao meio-dia para celebrar a vit√≥ria da cidade sobre a invas√£o turca. Hoje, apesar do tiro ser de festim, n√£o deixa de ser uma experi√™ncia interessante e uma boa lembran√ßa de Zagreb.

Zagreb

Torre LotrŇ°ńćak

Al√©m de grandiosas pra√ßas, o centro de Zagreb √© lugar para quem quer comer bem. O turista pode escolher entre os variados restaurantes que ocupam esta √°rea da cidade. Almocei no Vinodol, casa com card√°pio internacional. Com pouco mais de 250 kunas (moeda croata), cerca de 33 euros, pude provar como entrada o ҆trukli, prato t√≠pico de Zagreb, feito de queijo derretido e creme. Como prato principal escolhi a carne de cordeiro lentamente assada em um braseiro e acompanhada de massa. Para beber, vinho croata, ali√°s, outra √≥tima surpresa pela alta qualidade.

Braseiro onde é assada a carne

Outras atra√ß√Ķes

Um dos lugares mais inusitados que visitei em Zagreb foi o Museum of Broken Relationships, ou o Museu dos Relacionamentos Desfeitos. A ideia partiu de um casal que terminou seu relacionamento e resolveu expor pe√ßas que tinham em comum. Atualmente, o museu re√ļne pe√ßas de v√°rias partes do mundo, inclusive do Brasil.

Peça do Brasil na coleção do museu croata

No acervo, desenhos de algu√©m que perdeu seu amor por causa de uma guerra, ou que descobriu que estava sendo tra√≠do. Damjan me conta que alguns visitantes acham o tema pesado, o que definitivamente n√£o concordei. O museu, na verdade, mostra, de uma maneira bem humanizada, como as pessoas lidam com suas perdas. Uma dica para visitar o museu √© que ele fica quase ao lado da Torre LotrŇ°ńćak, na parte alta da cidade.

Museu das Ilus√Ķes

Museu das Ilus√Ķes

J√° na parte baixa, outro museu inusitado √© o Museum Of Illusions, ou Museu das Ilus√Ķes. Trata-se de uma exposi√ß√£o com pe√ßas como hologramas e instala√ß√Ķes que criam ilus√Ķes √≥ticas divertidas, como um espelho infinito ou uma cadeira que surge quando algumas partes de madeira s√£o observadas de longe. Muito interessante.

Zagreb

Eduardo Gregori em Zagreb

Outras dicas

Guia em Português: Damjan Beusan
Contato: damjan@hellozagreb.com
www.hellozagreb.com

Zagreb Card 24 (v√°rias atra√ß√Ķes por apenas um pre√ßo)

Zagreb Be There App (aplicativo-guia eletr√īnico da cidade

Veja mais fotos de Zagreb na página do Eu Por Aí no Facebook

A bela capital croata. Fotos de Eduardo Gregori

Publicado por Eu Por A√≠ em Ter√ßa-feira, 3 de abril de 2018

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Eduardo Gregori visitou Zagreb a convite do Turismo da Cro√°cia

Mostra re√ļne trabalho de mulheres latinas em Nova York

Por Eduardo Gregori em 11/04/2018

Brooklyn Museum

Obra de Claudia Andujar, brasileira que participa da mostra

O Brooklyn Museum apresenta a exposi√ß√£o Radical Women: Latin American Art, 1960 ‚Äď 1985, a primeira exposi√ß√£o a explorar as pr√°ticas art√≠sticas pioneiras de mulheres latino-americanas durante um per√≠odo tumultuado e transformacional na hist√≥ria das Am√©ricas e da arte contempor√Ęnea.

Radical Women inclui mais de 260 obras ‚Äď incluindo fotografia, v√≠deo e outros meios experimentais, bem como pinturas, esculturas e gravuras ‚Äď assinadas por mais de 120 artistas de 15 pa√≠ses. O Brooklyn Museum √© o √ļnico local da costa leste dos EUA a receber esta exposi√ß√£o organizada pelo Hammer Museum em Los Angeles. Com abertura em 13 de abril de 2018, a exibi√ß√£o permanecer√° aberta at√© 22 de julho de 2018.

As artistas variam de figuras emblem√°ticas para nomes menos familiares. Desde os anos 90, artistas como Beatriz Gonz√°lez, Anna Maria Maiolino, Ana Mendieta, Lygia Pape e Cecilia Vicu√Īa t√™m sido amplamente reconhecidas pela originalidade e natureza experimental dos seus trabalhos, e est√£o entre as mais influentes artistas do s√©culo XX.

Por√©m muitas outras mulheres e artistas latino-americanas s√£o merecedoras de maior reconhecimento. A artista cubana que vive em Porto Rico Zilia S√°nchez, por exemplo, impregnou a linguagem formal de abstra√ß√£o geom√©trica com um sentido de erotismo em 1960. Igualmente importantes s√£o v√≠deo-artistas pioneiras como Let√≠cia Parente (Brasil), Narcisa Hirsch (Argentina) e Pola Weiss (M√©xico), cujos trabalhos utilizam o corpo feminino para simbolizar as restri√ß√Ķes impostas √†s mulheres e √† liberdade de express√£o cobi√ßada pelos cidad√£os em toda a Am√©rica Latina em meados da d√©cada de 1970.

Abordando um v√°cuo hist√≥rico-art√≠stico, Radical Women destaca o trabalho criado durante um per√≠odo de profunda turbul√™ncia pol√≠tica e social em muitos latino-americanos nos anos 1960, 1970 e in√≠cio dos anos 80, um per√≠odo que viu o surgimento de m√ļltiplas ditaduras. As obras de arte em Radical Women podem ser vistas como atos her√≥icos dando voz para gera√ß√Ķes de mulheres em toda a Am√©rica Latina e nos Estados Unidos. O trabalho na exposi√ß√£o destaca preocupa√ß√Ķes como a autonomia do corpo, a opress√£o social, viol√™ncia de g√™nero e meio ambiente.

Radical Women centra-se na no√ß√£o de corpo pol√≠tico. As artistas representadas embarcaram em investiga√ß√Ķes art√≠sticas experimentais come√ßando no in√≠cio da d√©cada de 1960, tra√ßando novos caminhos na fotografia, performance, v√≠deo e arte conceitual. Elas produziram sobre a politiza√ß√£o do corpo da mulher e procuraram se libertar de uma atmosfera de repress√£o pol√≠tica e social que subjugou mulheres.

Em seus trabalhos, a representação do corpo da mulher tornou-se um ponto de partida para questionar o estabelecido viés histórico-artístico, bem como um meio para denunciar atos de violência sociais, culturais e políticos, além da opressão. Alguns artistas empregaram o corpo metaforicamente e como um meio real, usando uma nova iconografia para explorar tanto o pessoal quanto o político.

A exposição argumenta que muitas artistas não reconhecidas têm ajudado a moldar um mais complexo, ampliado e diversificado campo de conceitual de vídeo, performance e instalação artística na América Latina e nos Estados Unidos.

Radical Women também examina as várias abordagens artísticas ao feminismo em relação ao seu contexto geográfico e suas especificidades políticas e sociais. Na América Latina, a história das feministas não foi amplamente refletida nas artes, com exceção do México e alguns casos isolados nas décadas de 1970 e 1980, e em muitos países o feminismo não é um movimento definido.

Nos Estados Unidos, artistas latinas desafiaram a política patriarcal que era tão opressiva quanto as enfrentadas por suas colegas na América Latina, e muitas participaram de movimentos antiguerra, por direitos dos homossexuais, direitos de pessoas com deficiência e movimentos feministas, embora muitas vezes de uma perspectiva diferente e, às vezes, em oposição às principais vertentes do feminismo.

Mara Alvares,¬†Claudia Andujar e¬†Martha Ara√ļjo s√£o algumas das artistas¬†brasileiras que estar√£o na exposi√ß√£o.

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Lucerna, na Su√≠√ßa, movimenta o turismo com festivais de m√ļsica

Por Eduardo Gregori em 28/03/2018

Lucerna

Contornada por montanhas e lagos, repleta de charmosos prédios históricos, Lucerna, na Suíça Central, encanta os turistas de todo o mundo.

Com grande oferta hoteleira e localiza√ß√£o privilegiada, o destino central para quem quer visitar o pa√≠s tamb√©m oferece atrativos em seu entorno, como a encantadora vila de Engelberg e a montanha TITLIS, que fica coberta por neve durante todo o ano e tem telef√©ricos de tirar o f√īlego!

Tamb√©m √© famosa por seus festejos, com um extenso calend√°rio de celebra√ß√Ķes e eventos distribu√≠dos por todo o ano, especialmente de m√ļsica. Um deles √© o Carnaval, mesmo que um pouco diferente do que os brasileiros est√£o acostumados. Os desfiles duram quase uma semana inteira e s√£o cheios de personagens estranhos, mascarados e muita m√ļsica t√≠pica ao vivo.

A cidade atrai muitos visitantes em fun√ß√£o dessa sua pluralidade cultural. O tradicional Festival de Lucerna na P√°scoa, que tem data m√≥vel, como o Carnaval, e este ano √© realizado entre 17 e 25 de mar√ßo, √© um √≥timo exemplo. Com foco na m√ļsica sacra, o evento trar√° estrelas da m√ļsica para a cidade, com destaques para Riccardo Chailly, a Filarm√īnica della Scala e a Orquestra Sinf√īnica da R√°dio da Baviera sob a reg√™ncia de Mariss Jansons.

Entre os solistas estar√£o a soprano russa Julia Lezhneva, o tenor Rolando Villaz√≥n e o pianista Andr√°s Schiff, que ir√° realizar interpreta√ß√Ķes surpreendentes das obras de Bach e Mozart.

H√° mais de 30 anos, o evento acontece a cada in√≠cio da primavera, duas semanas antes de P√°scoa, e atravessa o Domingo de Ramos. O festival musical acontece no Centro Cultural e de Conven√ß√Ķes KKL Luzern, instalado √† beira do lago hom√īnimo. O KKL, projetado pelo mundialmente famoso arquiteto Jean Nouvel, √© reconhecido por ter uma das melhores ac√ļsticas do mundo, o que torna o Festival de Lucerna na P√°scoa ainda mais conceituado.

A programação completa está disponível aqui.