Amazon começa a vender eletrônicos no Brasil

Por Edmo Bernardes em 19/10/2017


Marketplace digital contará com mais de 110 mil itens entre smartphones, videogames, TVs e notebooks

A Amazon anunciou nesta quarta-feira, 18, o lançamento do seu marketplace para eletrônicos no Brasil, com um catálogo de mais de 110 mil produtos. Itens como smartphones, videogames, TVs, notebooks e acessórios de marcas como Samsung, LG, Motorola, Sony, entre outras, já estão disponíveis no catálogo da empresa. Assim como já faz com os livros, a Amazon também parcelará os pagamentos desses produtos em até dez vezes.

O lançamento do e-commerce de eletrônicos é uma extensão da trajetória da empresa em compras no segmento de livros. Há mais de quatro anos, a companhia oferece produtos como e-readers Kindle, livros digitais e físicos no País.

 

Cade aprova aquisição da Time Warner pela AT&T com restrições

Por Edmo Bernardes em 19/10/2017


Sky Brasil terá que separar as operações estruturais da operadora norte-americana

A aquisição da Time Warner pela AT&T, negócio anunciado há um ano nos Estados Unidos, com repercussão direta no Brasil, foi autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na sessão de julgamento realizada nesta quarta-feira, 18. A aprovação da aquisição foi condicionada à assinatura de acordo em controle de concentrações (ACC), que prevê o cumprimento de obrigações que eliminem riscos de exclusão e discriminação de concorrentes nos mercados de programação e operação de TV por assinatura.

A demora na avaliação da aquisição no Brasil deve-se ao fato da Time Warner, no País, controlar as programadoras Turner e HBO e também ser acionista controladora da DirecTV, que controla a Sky brasileira. A sobreposição de controles (do conteúdo de programação por distribuidores de TV paga) não é permitida pela legislação brasileira. Com a decisão do Cade, muito provavelmente, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) terá que se reposicionar sobre o assunto.

Ato de concentração
No Brasil, o ato de concentração resultará basicamente em uma relação vertical entre as atividades de licenciamento de canais para operadoras de TV por assinatura do Grupo Time Warner (programadora), de um lado, e os serviços de TV por assinatura via satélite prestados pela operadora Sky Brasil (empacotamento e distribuição), empresa controlada pelo Grupo AT&T, de outro. A Time Warner (controladora da Turner, HBO e Warner) tem elevado poder no mercado de programação e licenciamento de canais e conteúdo no País, segundo o relator do julgamento. Já o mercado nacional de operação de TV por assinatura representa praticamente um duopólio, com a Sky e a concorrente Telecom Americas (controladora da Net) totalizando cerca de 80% do número de assinaturas.

Uma das preocupações decorrentes do ato de concentração são os incentivos e a capacidade que a Sky terá para discriminar outras programadoras que concorrem com a Time Warner, como a Globosat, Sony, Fox. Além disso, há possibilidade de fechamento do mercado de operação de TV por assinatura por meio do direcionamento dos conteúdos da Time Warner para a Sky, acarretando prejuízo ao demais agentes desse segmento.

Para evitar prováveis desdobramentos nesse sentido, s empresas firmaram um ACC com o Cade por meio do qual se comprometem a cumprir uma série de obrigações impostas pelo órgão antitruste. O acordo vigorará por cinco anos a partir da publicação de sua homologação no Diário Oficial da União. Entre os compromissos assumidos pela AT&T está a manutenção da Sky Brasil e das programadoras de canais Time Warner como pessoas jurídicas separadas e com estruturas de administração e governança próprias, não sendo permitida a troca de informações concorrencialmente sensíveis ou que possam implicar discriminação entre agentes que não façam parte do grupo econômico das empresas envolvidas na operação.

A AT&T também assumiu a obrigação de fazer com que as programadoras de canais Time Warner ofereçam a empacotadoras e prestadoras de televisão por assinatura não-afiliadas todos os canais de programação licenciados à Sky, mediante condições não-discriminatórias. A empresa deverá formalizar inclusive os acordos de licenciamentos já vigentes. A Sky Brasil não poderá recusar transmitir ou impor termos para transmitir que possam ser considerados discriminatórios em relação às provedoras de canais de programação não-afiliadas à AT&T, se comparados com aqueles aplicáveis às programadoras de canais Time Warner. Para esta condição também foi determinado o ajuste de contratos vigentes atualmente.

Além do Brasil, a operação foi notificada em outras 18 jurisdições. Entre elas, o negócio foi aprovado condicionado a adoção de remédios (contra atos de concentração) apenas no México e Chile. Esses países adotaram o mecanismo de arbitragem para resolução de conflitos relacionados às condições comerciais de contratação de serviços, recurso também previsto no ACC homologado pelo tribunal do Cade.

Por M&M

Câmara divulga número de celular de Michel Temer

Por Edmo Bernardes em 17/10/2017

Uma situação um tanto quanto inusitada ganhou o noticiário ao longo desta segunda-feira (16), quando o número de telefone celular e o email pessoal de Michel Temer foram divulgados na internet. A origem, porém, não é nenhum vazamento ou ação de hackers, mas sim documentos liberados pela própria Câmara dos Deputados.

As informações estavam presentes no telefone celular do ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência Geddel Vieira Lima.

O aparelho foi apreendido pela Polícia Federal, e o seu conteúdo faz parte do material enviado à Câmara pela investigação da Operação Lava Jato, e a casa legislativa publicou tudo na íntegra ontem.

A reportagem do jornal O Globo entrou em contato com o número, que foi atendido pelo presidente e gerou uma conversa bastante curiosa. Questionado pelo repórter Vinícius Sassine se o número de telefone celular era do Planalto, Michel Temer respondeu “Não, não é daqui”. Depois, Sassine pergunta se está falando com o presidente, e Temer confirma: “Está, perfeitamente”.

O número de telefone privado de Temer e a sua conta de email do Gmail fazem parte do material que está com os deputados, que analisarão a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente, na qual ele é acusado de obstrução da Justiça e organização criminosa.

Mulher negra da campanha polêmica da Dove: “Não fui vítima.”

Por Edmo Bernardes em 17/10/2017


Lola Ogunyemi, modelo negra da campanha da Dove, publicou artigo no The Guardian e explica polêmica

Uma recente campanha da Dove enfrentou intensas acusações de racismo ao mostrar uma mulher negra que tira sua camisa e se revela uma mulher branca. A marca enfrentou acusações de “white washing” e acabou tirando a peça do ar e das redes sociais, além de pedir desculpas publicamente.

Um pequeno trecho fora de contexto viralizou e serviu de base para as acusações de racismo: a modelo negra “se transformando” na modelo branca. Contudo, a campanha era muito maior que esse pequeno trecho.

Na televisão, o comercial da Dove de 30 segundos continuava após a modelo negra “virar” a mulher branca. Esta, por sua vez, passava a ser uma mulher latina. E assim por diante. Ao todo, eram sete mulheres de diferentes etnias e tons de pele.

Outras versões da campanha, em diferentes mídias, misturavam, também, diferentes pares de modelos.

Mas, entre todas as pessoas que consideraram a peça racista e absurda, não estava a própria modelo negra da campanha.

No jornal britânico The Guardian, a modelo Lola Ogunyemi publicou um artigo hoje (10) onde conta sua experiência fazendo o comercial e garante: “Não fui vítima”.

Nascida em Londres e criada nos EUA, de família nigeriana, ela falou ao jornal sobre os bastidores da campanha e não concorda que ela tenha algo de errado:

“Se eu tivesse a mínima noção de que seria retratada como inferior, ou que seria o ‘antes’ em um esquema ‘antes e depois’, eu seria a primeira a dizer ‘não’ enfaticamente. Eu teria, infeliz, andando para fora do set e saído pela porta”.

Ogunyemi continua: “Contudo, a experiência que eu tive com a Dove foi positiva. Tive um momento incrível no set. Todas as mulheres na gravação entenderam o conceito e o objetivo – usar nossas diferenças para frisar o fato de que todas as peles merecem cuidado”.

Ela conta, no artigo, que cresceu com preconceitos – na vida e na carreira como modelo – e cansou de ouvir opiniões racistas como “uma mulher negra vai se dar melhor se tiver uma pele mais clara”.

No artigo ao The Guardian, ela ainda fala sobre a campanha:

“Eu posso entender como as imagens circulando na internet estão sendo mal-interpretadas, dado o fato de que a Dove já sofreu críticas no passado pelo mesmo problema. Mas muita coisa foi deixada de lado. A narrativa foi escrita sem dar contexto aos consumidores”.

Ainda diz: “Ainda que eu concorde com a resposta da Dove de se desculpar por qualquer ofensa causada, ela também poderia ter defendido a sua visão criativa, sua escolha de me incluir, uma mulher negra de pele escura, como modelo da campanha. Eu não sou uma vítima silenciosa de uma campanha de beleza equivocada. Eu sou forte, eu sou bonita e eu não serei apagada”

Por Exame

Metade dos brasileiros já vê mais vídeos online que TV

Por Edmo Bernardes em 11/10/2017


Consumo de vídeos online cresce mais de 90% em três anos e se aproxima do consumo de televisão no Brasil

Mais da metade dos brasileiros já passa mais tempo assistindo a vídeos online que assistindo à televisão. 56% dos brasileiros com acesso à internet e TV preferem a web em 2017.

A descoberta é de uma nova pesquisa do Instituto Provokers, feita em parceria com o Google Brasil e o YouTube.

O estudo foi feito com 1500 brasileiros, entre 14 e 55 anos, das classes A, B e C. A amostragem de entrevistados representa 123 milhões de pessoas.

Em três anos, o consumo de vídeos online saltou 90,1%, enquanto o consumo de TV se manteve praticamente estável. Saiba mais: Veja com a Tray a importância dos videos online para aumentar sua vendas Patrocinado

Já o smartphone se consolidou como principal meio para consumir esses vídeos online: é usado por 83% das pessoas e é preferência de 57% delas.

Além disso, pouca gente se desconecta quando está na frente da TV: 87% continua online enquanto assiste a algo na TV.

Confira os principais resultados da pesquisa:

Quem assiste

86% assistem a vídeos na internet – desses, 99% usam o YouTube

14% não assistem a vídeos na internet

Crescimento: em 2014, apenas 67% assistiam a vídeos online

Em 2014

– Média de 21,9 horas por semana assistindo à televisão

– Média de 8,1 horas por semana assistindo a vídeos na internet

Em 2017

– Média de 22,6 horas por semana assistindo à televisão

– Média de 15,4 horas por semana assistindo a vídeos na internet

Ou seja: o consumo de vídeos online cresceu em ritmo maior que o crescimento de consumo na TV

90,1%: foi o que cresceu o consumo de vídeos na web entre 2014 e 2017.

Mais internet

56% dos brasileiros com acesso a TV e internet já veem mais vídeos online: estes costumam passar, em média, 11,9 horas por semana vendo TV e 13,4 horas por semana vendo vídeos online.

Motivos

E por que ver vídeos online?

– 83% porque busca conteúdo que não está na TV

– 43% porque quer ver um conteúdo que passou na TV, mas não conseguiu ver

– 19% para saber mais sobre um conteúdo que viu, primeiro, na TV

Os preferidos

As plataformas prediletas para assistir a conteúdo online:

– 42% prefere YouTube

– 20% prefere WhatsApp

– 15% prefere Netflix

– 8% prefere Facebook

– 7% prefere TV paga

Por Exame

5 índices que as lojas físicas já podem medir sobre o comportamento do consumidor

Por Edmo Bernardes em 10/10/2017

 

O varejo físico há muito tempo tem informações que dão ao administrador condições suficientes para uma boa gestão de sua loja, com total controle de caixa, mercadorias que entram e saem, estoque e margem de lucro. No entanto, no mercado virtual, o conhecimento vai além, porque o lojista tem acesso ao comportamento de seus consumidores, permitindo ajustar estratégias de marketing, vitrine e precificação, entre outras ações que podem ser tomadas embasadas em dados.

A tecnologia de mensuração de fluxo de visitantes chegou também às lojas físicas, disponibilizando inteligência comparável às soluções de Web Analytics para analisar a performance de seu estabelecimento com base no consumidor. Veja abaixo cinco índices que já são possíveis de identificar sobre o cliente para ajudar a aumentar as vendas:

Fluxo de Vitrine/Atratividade – A vitrine tem como principal objetivo atrair a maior parte de pessoas para dentro do estabelecimento. A tecnologia instalada na porta da loja identifica o número de pessoas que passam em frente e que entram, possibilitando ao lojista reavaliar os produtos e preços a serem expostos.

Permanência – Este é o tempo médio da visita dentro da loja, dado que também ajuda a mensurar a melhor forma de abordar o cliente, cumprimentar e deixar a vontade ou ser ativo e oferecer produtos. Uma taxa de permanência alta com baixo número de vendas pode significar que o cliente não encontra o que procura, por exemplo. Também é possível mensurar os horários de pico e trabalhar para que o atendimento seja mais eficiente.

Frequência/Lealdade – A média de visitas de um consumidor ao estabelecimento é essencial para avaliar a fidelidade dos clientes. Um consumidor bem atendido e satisfeito torna-se leal à marca e costuma se tornar um comprador recorrente, fator fundamental para a boa saúde de um negócio.

Visitantes únicos – No total de todas as pessoas que circulam em uma loja ou shopping center, há funcionários, prestadores de serviços, seguranças e até quem volte apenas para retirar algo. A tecnologia consegue separar, por meio da identidade de cada dispositivo móvel, exatamente quantas pessoas passaram pelo estabelecimento uma única vez.

Conversão – Esta é sem dúvida uma das taxas mais importantes, tanto para o mercado online quanto para o varejo físico. Ela mensura dentre todos os visitantes da loja quantos de fato realizaram as compras. Até o momento, ainda não é possível identificar quem não efetuou uma compra, mas isso é só questão de tempo, num futuro bastante próximo já saberemos!

As 10 marcas mais importantes para os brasileiros

Por Edmo Bernardes em 06/10/2017


Estudo inédito da Ogilvy Brasil traz as marcas que se destacaram e analisa o quanto elas são importantes na vida dos consumidores

O quanto uma marca importa para o consumidor? Quão relevante ela é na percepção de quem convive diariamente com dezenas delas? Bem, para o consumidor brasileiro, digamos que elas são 68% importantes.

Um novo estudo da agência Ogilvy Brasil mediu a importância das marcas na vida dos brasileiros. Em média, o “índice de importância” de marca é de 68% no Brasil.

A média é maior que em países como Inglaterra (53%) e Estados Unidos (57%).

O estudo conversou com 2.029 consumidores, das classes A a C, entre 18 e 64 anos. Cinquenta marcas, entre nacionais e internacionais, foram avaliadas.

“Que marca realmente importa para você?”, a Ogilvy perguntou aos consumidores.

Cinco atributos principais foram levantados e que pesam na hora de decidir tal importância: confiança, imagem, empoderamento, fazer e tradição. Branding: Entenda com a WorldSense como usar essa ferramenta para construir a imagem da sua marca Patrocinado

Confira o resultado das 10 mais importantes:

Google
Facebook
Natura
Havaianas
Netflix
O Boticário
Samsung
Nestlé
Apple
Nike
Destaques

Seis marcas no top 10 tem o fator “confiança” como destaque na opinião dos brasileiros: Natura, Netflix, Samsung, Nestlé, Apple e Nike.

“Tradição”, por sua vez, aparece como destaque em quatro: Natura, Havaianas, O Boticário e Nestlé.

Por Exame

Os deveres de um SAC

Por Edmo Bernardes em 06/10/2017

Compreende-se por SAC o serviço de atendimento telefônico das prestadoras de serviços regulados que tenham como finalidade resolver as demandas dos consumidores sobre informação, dúvida, reclamação, suspensão ou cancelamento de contratos e de serviços.

O SAC foi regulamentado em 2.008 pelo Decreto federal nº 6.523/2008. Este decreto tem todas as regras pertinentes a um SAC, e os direitos previstos neste decreto não excluem outros, decorrentes de regulamentações expedidas pelos órgãos e entidades reguladores, desde que mais benéficos para o consumidor.

Dentre as regras importantes a serem cumpridas por um SAC, estão as que vou arrolar aqui, e que podem, e devem, serem usufruídas por todas as consumidoras e todos os consumidores;
– As ligações para o SAC serão gratuitas;
– A opção de contatar o atendimento pessoal constará nas opções do menu eletrônico;
– O consumidor não terá a sua ligação finalizada pelo fornecedor antes da conclusão do atendimento;
– O SAC deve estar disponível, ininterruptamente, durante vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana, ressalvado a normas específicas;
– Os dados pessoais do consumidor serão preservados, mantidos em sigilo e utilizados exclusivamente para os fins do atendimento;
– É vedado solicitar a repetição da demanda do consumidor após seu registro pelo primeiro atendente;
– Será permitido o acompanhamento pelo consumidor de todas as suas demandas por meio de registro numérico, que lhe será informado no início do atendimento;
– O registro numérico, com data, hora e objeto da demanda, será informado ao consumidor e, se por este solicitado, enviado por correspondência ou por meio eletrônico, a critério do consumidor;
– É obrigatória a manutenção da gravação das chamadas efetuadas para o SAC, pelo prazo mínimo de noventa dias, durante o qual o consumidor poderá requerer acesso ao seu conteúdo;
– O registro eletrônico do atendimento será mantido à disposição do consumidor e do órgão ou entidade fiscalizadora por um período mínimo de dois anos após a solução da demanda;
– O consumidor terá direito de acesso ao conteúdo do histórico de suas demandas, que lhe será enviado, quando solicitado, no prazo máximo de setenta e duas horas, por correspondência ou por meio eletrônico, a seu critério;
– As informações solicitadas pelo consumidor serão prestadas imediatamente e suas reclamações resolvidas no prazo máximo de cinco dias úteis a contar do registro;
– O consumidor será informado sobre a resolução de sua demanda e, sempre que solicitar, ser-lhe-á enviada a comprovação pertinente por correspondência ou por meio eletrônico, a seu critério;
– A resposta do fornecedor será clara e objetiva e deverá abordar todos os pontos da demanda do consumidor;
– Quando a demanda versar sobre serviço não solicitado ou cobrança indevida, a cobrança será suspensa imediatamente, salvo se o fornecedor indicar o instrumento por meio do qual o serviço foi contratado e comprovar que o valor é efetivamente devido.
E para o caso de descumprimento das normas o decreto estabelece sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, que vai desde multa até a imposição de contrapropaganda ao fornecedor, sem prejuízo das sanções constantes dos regulamentos específicos dos órgãos e entidades reguladoras.

Ambev e Coca-Cola Brasil lançam juntas novo programa de reciclagem

Por Edmo Bernardes em 06/10/2017

Parceria entre as concorrentes visa aumentar investimentos destinados a cooperativas de catadores e contribuir com meta de reduzir ao menos 22% das embalagens em aterros até 2018

A Coca-Cola Brasil e a cervejaria Ambev anunciaram o lançamento de um programa conjunto de reciclagem. Nomeada Reciclar pelo Brasil, a plataforma unificada conta ainda com a parceria da Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT). Um dos principais objetivos da integração dos programas das duas fabricantes de bebidas é otimizar e potencializar os resultados dos investimentos direcionados às cooperativas de catadores do País. A expectativa é a de que as 110 cooperativas que fazem parte da etapa inicial do programa recebam até 25% a mais de investimentos.

Além de impulsionar os investimentos, o Reciclar Pelo Brasil visa também colaborar com a meta do Acordo Setorial de Embalagens, que é a de reduzir, no mínimo, 22% das embalagens dispostas em aterros sanitários até 2018. A união, também reforça o compromisso ambiental das duas empresas, que investem em programas de reciclagem e de apoio a cooperativas há mais de 10 anos.

O programa, resultado de um ano de trabalho conjunto, foi cocriado com a participação da Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT), que fará também a operação do programa, com uma equipe de assessoria técnica. Essa equipe irá atuar nas 110 associações de catadores que integram o programa em sua fase inicial. O primeiro passo é executar um diagnóstico e plano de ação periódico e customizado, para direcionar os investimentos de acordo com as necessidades de cada cooperativa. Os objetivos principais são: profissionalizar e regularizar cada vez mais o trabalho das organizações; aumentar o volume dos resíduos recolhidos; elevar a receita das cooperativas; e aumentar a renda dos catadores.

As empresas passam a buscar a partir de agora a adesão de outras indústrias para aumentar, exponencialmente, o impacto do projeto.

 

5 curiosidades sobre o coelhinho que é ícone da Playboy

Por Edmo Bernardes em 04/10/2017


Uma das perguntas que muitos fazem é: o que tem a ver um coelho preto com as mulheres nuas da revista Playboy? Conheça a interessante e controversa história do símbolo da revista.

O coelhinho de gravata borboleta da revista Playboy é um dos símbolos mais icônicos do mundo. Ele permanece o mesmo desde que a segunda edição da revista chegou às bancas, em 1953.

A primeira versão da logo foi um desenho de Arv Miller e mostrava um cervo.

Isto porque, inicialmente, a revista seria chamada de “Stag Party”, que em tradução literal significa “Festa do Cervo” e é o nome em inglês dado às despedidas de solteiro.

O nome original, no entanto, não prosperou, porque havia outra revista com o nome “Stag”.

E então o cofundador da empresa Hugh Hefner – morto na quarta-feira de causas naturais aos 91 anos – e Eldon Sellers, vice-presidente executivo, decidiram buscar juntos um novo nome para a revista.

O nome “Playboy” ocorreu a Sellers porque, em algum momento, sua mãe havia trabalhado em uma empresa chamada Playboy Automobile Company.

Com o novo nome da revista definido, veio o novo logotipo desenhado por Art Paul.

1. Conotação humorística e sexual
Segundo o ilustrador, o coelho representa o caráter divertido, lúdico e encantador da revista.
Os coelhos são brincalhões, uma característica que aparentemente combinava com o espírito da publicação.
O coelho foi escolhido também por uma “conotação humorística e sexual”, uma vez que esse animal é conhecido por ter uma vida sexual ativa.

2. “As garotas se parecem com coelhos”
Art Paul declarou a veículos de imprensa que, entre outras razões, escolheu o coelho porque este “é um animal vigoroso, tímido, vivaz, saltitante, sexy”.

“Primeiro, ele te cheira; depois, foge; mais tarde volta e desperta a vontade de carícias, de brincadeiras. Uma garota se parece com um coelho. É alegre”, acrescentou.

O ilustrador comentou que um bom exemplo do sentido do coelho e da revista é a escolha da “garota do mês” pela publicação.

“Não é uma garota sofisticada que você nunca poderia ter. Não nos interessam as mulheres misteriosas, difíceis. Não nos interessa a femme fatal (‘mulher fatal’ em francês) que está triste”.

Então, qual é o tipo de mulher buscada?

“A garota da Playboy não usa renda ou roupas íntimas. Ela está nua, bem banhada com sabão e água, e está feliz”.

3. A cor preta
O coelho da Playboy é preto porque remete ao luxo, ao profissionalismo e à classe.
Como em um traje formal e elegante, não precisa de cores. Por esse motivo, seu criador crê que o negro sólido e sem matizes representa muito bem a imagem da revista.

4. Logo em avião militar
Nos anos 50, a logo foi utilizada como a insígnia do avião militar do esquadrão Navy VX-4.

5. O ponto final
Outro dado curioso é que, inicialmente, a imagem estilizada do coelho seria usada somente como uma espécie de ponto final para cada artigo da revista.
No entanto, os diretores decidiram que ela funcionava bem e devia ter um lugar de maior destaque.

À medida que passaram os anos, a imagem do coelhinho da Playboy se tornou um ícone e hoje é usado em camisas, isqueiros e todo tipo de produto – gerando uma importante fonte de renda para a empresa.

Por G1