Qual o estilo do seu pai?

Por Lívia Komar em 16/08/2017

Em homenagem a esse dia muito especial celebrado no último domingo, faço uma reflexão sobre os diferentes estilos de uma das pessoas mais importantes em nossas vidas…

 

Nosso pai!

 

Quanto aos estilos temos os autoritários, permissivos, indulgentes, democráticos, fanfarrões, o “paidrastro” e até os negligentes.

 

E quanto as “tribos”?

São tantas…

Existem os cosmopolitas, os urbanos somente, os rurais, tatuados, os certinhos e os sociais. Cada um com suas particularidades, com seu charme e sabedoria única.

Em algum momento da vida, assim como as mulheres, eles também são tomados pela notícia da paternidade, e com uma diferença nada sutil das mulheres, aprendem a amar sem gerar no ventre, e de uma forma ainda mais intensa, porque não sentem aquele “serzinho” e nem os incômodos da gravidez, típica das mulheres!

Sentem medo, ficam inseguros, e pensam em todas as possibilidades de proporcionar aos filhos, todo o conforto e segurança necessários para um desenvolvimento saudável para que nada os falte.

Entram em uma neura de trabalho infindável, dobram turno, ficam exauridos, e ainda buscam um tempo para trocar uma ou outra fralda, contar uma história, levantar a noite para aferir a temperatura, brincar no final de semana, entre outras coisas.

E muitas vezes acabam meio esquecidos de seu principal papel, de que são pais e também merecem carinho e atenção!

Pais não vêm com manual de instruções, vão desenvolvendo e reinventando os estilos com o tempo, e muitas vezes, no improviso mesmo!

Fazem caretas, dão gargalhadas, choram e se tornam modelos para as meninas e inspiração ou não para os meninos.

São super-heróis aos olhos da criança, vive “pagando micos” aos olhos do adolescente, companheiro de todas as horas na percepção de um filho adulto e referência de saudade para quem já não pode desfrutar de sua presença.

Enfim, independente do tipo ou estilo de seu pai, abrace, beije, ame, surpreenda de forma positiva, conte uma história…

E sim!

Eles adoram nossas histórias!

Cuide com carinho do seu pai!

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Eliane Regina é casada há 25 anos com o pai de suas de 3 filhas, graduada em Serviço Social mas atua no mercado imobiliário. Moderadora do Clube da Borboleta.

A vida a dois não é um conto de fadas

Por Lívia Komar em 02/08/2017

Toda menina fantasia um príncipe chegando montado em seu cavalo branco e ela toda formosa sobe na garupa e ambos saem para viverem felizes para sempre! Depois de um certo tempo, acordam e veem que o príncipe virou sapo e o palácio virou um brejo e aquela princesa está mais para bruxa, porque viveram de fantasia e a realidade é outra.

O fato é que todos nós temos a capacidade de sermos princesas, príncipes e de sermos sapos.

A mídia é amplamente responsável pelas expectativas pouco realistas em relação aos romances: os adolescentes esperam que suas vidas sejam como as de seus personagens preferidos. Isso leva não apenas a frustrações, mas também à perda do senso crítico tanto em relação a si mesmo, quanto em relação aos outros.

Aprendi que todas aquelas historinhas de contos de fadas, filmes de comédias românticas, ou até mesmo alguns dramas românticos, não passavam mesmo de historinhas. Se apaixonar é “fácil”, mas manter um relacionamento que é a trabalheira. É preciso muito amor, cumplicidade, compreensão e sacrifício para seguir em frente.

Sabe quando você tem todos seus fantasmas, sombras, paranoias e expectativas próprias? Pois bem, você depositou todas essas expectativas no relacionamento e agora, você tem os fantasmas, sombras, paranoias e expectativas de duas pessoas para lidar. Mas também tem as conquistas e as felicidades para compartilhar.

Amar não é fraquejar na primeira dificuldade, terminar na primeira discussão. Amar é suportar as cargas, ser fiel às seus ideais, defender seu ponto de vista, mas saber ceder e tentar entender o outro lado sempre. E quem sabe, mudar de ideia sobre certas velhas opiniões formadas sobre tudo. É sempre bom mudar de opinião e de ponto de vista!

Amar é ser amável mesmo quando é preciso “discutir a relação”, porque relacionamentos não são só flores e sorrisos. São feitos de lágrimas e pedras no caminho que, com sabedoria, servem para construir e solidificar ainda mais.

Uma vida a dois não é só beijinho e sexo. Relacionar é apoiar as decisões, estar do lado nos momentos difíceis e nos fáceis também. Ser apoio e suporte! É deixar-se apoiar e ser humilde para aceitar ajuda!

Amar é comprometer-se a lutar contra fantasmas do passado e não querer fazer tudo sozinho, deixar que os punhos se juntem para bater com mais força e os braços se juntem para carregar o peso com mais leveza. Às vezes, em alguns pontos da caminhada podem parecer ser mais difíceis, mas garanto que, com confiança e parceria, tudo fica muito melhor depois.

E não devemos ser pessimistas: os finais felizes existem sim! Porém, eles são alcançados pelo trabalho duro não só no relacionamento, mas também em relação a si próprio – o autoconhecimento leva você a saber como seus pontos fracos e fortes afetam o outro, e leva você a procurar melhorar naquilo que precisa. Os contos de fadas existem sim, mas apenas se você souber como escrevê-los.

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Eunice Bernardes Pena, Artista Plastica, professora, casada a 37 anos com Silas Pena, mãe de dois Filhos: Eriton e Erielen, avó de Analice, Analuisa, Felipe e Lorenzo e está chegando o Henrique.

O Rastro da Traição

Por Lívia Komar em 26/07/2017

Palavra que causa arrepios até mesmo em ser pronunciada, difícil de ser digerida e cheia de enigmas, quando voltada aos relacionamentos, apresenta dois lados bem opostos: delícia e amargor!

Embora esteja presente em todas as instituições, seja nas repartições públicas, no trabalho, entre amigos, nas relações familiares, m todas elas causa um dano difícil de ser reparado. Mas aqui vamos focar aqui nos relacionamentos conjugais.

Dizem até que só perdoa quem ama demais, ou quem não sabe o que é amar!

É um caminho obscuro e cheio de becos, terra árida com alguns oásis. Um assunto sempre espinhoso, pois vem de quem a gente ama, de quem está do lado. Dizem até que dói mais que a dor da morte, pois a morte é finita, não pode ser remediada, não deixa esperança, é o fim. Já a traição, nos deixa uma infinidade de porquês sem nenhuma resposta, um vazio que dói na alma, que dilacera, que pune, nos faz transbordar de culpa, mágoas e incertezas.

Nunca é silenciosa, é cheia de rastros, é explícita no olhar perdido, na falta ou excesso de zelo, no tanto faz, na cobrança exacerbada ou na absoluta falta dela, no virar para o lado e dormir sem um boa noite qualquer, na ausência do carinho, no atraso para o jantar, nas infindáveis reuniões repentinas, no cuidado e amor incondicional com o celular, nas mensagens que estão sempre zeradas, no cheiro que não é seu, no banho imediato ao chegar do trabalho quando esse não é um hábito rotineiro, na mudança de visual demonstrada em uma vaidade súbita, na ausência da libido, nas acusações sem motivos, no presente inesperado.

Não há uma causa única para uma traição, as motivações são diversas, que nem quem trai sabe explicar. Pesquisas comportamentais indicam que a maioria dos homens traem dizendo que vivem um ótimo casamento, e não tem nenhuma pretensão em separar. Eles são visuais e acabam se deixando levar mais facilmente, enquanto as mulheres são sentimentais e buscam preencher lacunas em relações extraconjugais.

Descobri que estou sendo traída, e agora? Cuide de você, como se estivesse convalescendo, e não se culpe. Coloque uma mesa linda para você mesma, saia com as amigas, ouça uma música alegre, mas não sofra! Se vai perdoar ou fazer a roda girar, é  uma decisão que só cabe a quem foi traída. Se decidir ficar, esqueça o fato e VIVA!

A verdade é que esse assunto polêmico está sempre permeado de emoção e sofrimento, delícias que deixam um gosto de fel, após serem saboreadas!

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Eliane Regina é casada, mãe de 3 filhas, graduada em Serviço Social mas atua no mercado imobiliário. Moderadora do Clube da Borboleta.

“Clube da Borboleta: cidade virtual”

Por Lívia Komar em 19/07/2017

Ouvindo uma conversa do dia-a-dia, em que fizeram uma comparação inusitada, de que a quantidade de “habitantes” do Clube da Borboleta é muito maior que várias cidades de nosso país, fui levada a refletir sobre os pontos essenciais e desafiadores para se viver com qualidade nas grandes cidades.

E li num livro que “A qualidade de vida de uma pessoa é diretamente proporcional ao seu compromisso com a excelência. Independentemente da área de atuação que escolheu.” (Vicent T. Lombardi). Concluí então, baseado nos vários aspectos que norteiam uma cidade e toda a grandeza do seu conceito, que realmente o nosso Clube da Borboleta é uma grande “Cidade Virtual”.

Fiquei um pouco intrigada com isso!

Ao ler sobre o conceito de “cidade”, me deparei com a seguinte descrição: “caracteriza-se por um estilo de vida particular dos seus habitantes, pela urbanização (infraestrutura, organização, serviços de transporte e etc.), pela concentração de atividades econômicas dos setores, consiste em um núcleo populacional caracterizado por um espaço amplo onde ocorrem relações e fenômenos sociais, culturais e econômicos.”

Trazendo esse conceito para a nossa realidade nas interações do dia-a-dia, percebemos que nosso Clube é uma grande cidade, no alto de seus 220 mil “habitantes”.

Esse número é sensacional!

Podemos nos orgulhar da nossa cidade Clube da Borboleta, afinal de contas, há toda uma estrutura formada, o que a torna em um grande fenômeno social passível de estudos, visto que também, temos divergências culturais, sociais e econômicas.

Nossa “cidade” conta com um comércio forte, que tem a base nos negócios colaborativos proporcionados através de incontáveis parcerias.

Uma cidade formada por moradores que se apoiam mutuamente, que choram e escancaram em risos. Gente que vibra com as vitórias uns dos outros, que torce pelo sucesso de quem nem conhecem pessoalmente.

É possível encontrarmos cenas que se definem como linhas tênues em ambos os espaços, sempre com um encontro inesperado de Borboletas com comportamentos diversos, só explicados pelas ciências sociais, como a história de um recente acidente. Mas até nesse momento de dor e desalento, havia uma Borboleta por perto, como um anjo enviado para cuidar da outra Borboleta. E as histórias não param por aí, elas seguem em uma sequência linda de encontros mágicos que tornam a vida mais leve.

Uma cidade formada por mulheres que são referência em persistência, ajuda mútua, e interatividade, por mães, amigas, irmãs, mulheres trabalhadoras das mais diferentes classes, de todos os credos, de todas as raças, suscetíveis às metamorfoses que nos são impostas pela vida.

Somos todas BORBOLETAS!

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Eliane Regina é casada, mãe de 3 filhas, graduada em Serviço Social mas atua no mercado imobiliário. Moderadora do Clube da Borboleta

Qualidade de vida em tempos de crise

Por Lívia Komar em 12/07/2017

Acordar todos os dias com tantas incertezas e até um pouco de “vergonha”, para quem tem “vergonha na cara” é, sem dúvida, um desafio, tendo ainda que evitar o estresse, ser competente, gentil e manter-se saudável…

Só sendo super – mulher ou “borboleta”, se transformando e ressignificando tudo diariamente.

São muitas as teorias filosóficas e posturas de vida que circulam em tempos de globalização oferecendo os caminhos e sugestões para manter o “alto astral”, a qualidade de vida em tempos de crise. Porém, só para escolher um destes caminhos, é outro estresse…

Em tempos de crise nada melhor que se recorrer à simplicidade. O simples é bom!

Com 12 mil anos de história da civilização, com certeza, o ser humano já enfrentou situações mais difíceis que as atuais e, mesmo assim, chegamos aos dias de hoje nos desenvolvendo e aprendendo sempre.

Tanto conhecimento e tecnologia deveriam nos preparar mais que os nossos ancestrais para enfrentarmos crises com menor prejuízo à nossa saúde geral. Só que não é isso que acontece.

Lá atrás, eles usavam a simplicidade, as ciências naturais e não se colocavam no lugar de “vítimas”; com isso, tinham blindados seus  processos psíquicos, a chamada ecologia neural, e uma relação mais saudável com o meio ambiente.

Não temos como resolver os problemas do mundo mas somos responsáveis pelo nosso próprio ambiente físico e mental. Se nos relacionarmos com tudo e todos da forma mais simples e natural, teremos mais qualidade de vida.

Sem muita preocupação de nomenclatura e estilo, somente usando a energia disponível, cores e  alimentação, podemos sim ser felizes.

Um procedimento natural, holístico, que se integra bem a qualquer estilo de vida, otimiza resultados pois qualquer situação difícil é mais facilmente superada quando estamos no melhor de nos mesmos, equilibrados.

O uso de técnicas milenares como cromoterapia, aromaterapia, banhos (hidroterapia) e dietas específicas pode nos equilibrar e também equilibrar os nossos 5 sentidos (tato, paladar, audição, visão e olfato) , que são  canais naturais de interação com o mundo.

Retornar a essa “ medicina natural” ,simples, barata, à disposição de todos, pode ser um caminho na busca do bem viver.

 

 

Anelise Nogueira, mãe, esposa, corretora de imóveis, terapeuta holística em construção e moderadora do clube da borboleta

 

 

 

*Quer fazer parte do Clube da Borboleta? Clique aqui e solicite sua participação nesse espaço de integração, amizade e networking com mais de 220 mil mulheres: https://www.facebook.com/groups/ClubeDaBorboleta

Histórias de Borboletas – O Reencontro

Por Lívia Komar em 05/07/2017

“Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.”

Com esse pensamento, relato uma das muitas histórias que acontecem no Clube da Borboleta, hoje voltada para nossa querida Michelle Sertori em um encontro com outra, a Nathalia Mataruco, e seu borboleto. Como acontece com muitas borboletas, encantadas com as maravilhas do Clube, não poderia ser diferente com a Nathalia! Após um dos eventos, ela estava feliz vendo as fotos e mostrou-as ao marido, que para sua surpresa, reconheceu a Michelle pelas fotos, citando o nome completo, com um ar de quem conhece dos tempos idos, e um quê de saudade de uma época importante. Mas essa linda perseguiu seus objetivos no momento, que era vencer o bolão da dieta. E no dia da premiação, louvável, baseada em seu esforço, ela fez questão de tirar uma foto com a moça, e enviou para o marido que prontamente confirmou ser sua amiga de escola. Sim eles estudaram juntos dos 6º ano ao colegial. E não voltaram a se encontrar após a formatura. O que aconteceu? A Nathalia fez questão de promover o encontro! Então o borboleto convidou mais alguns amigos da época e tiveram um lindo e divertido reencontro. O que podemos tirar dessa história? Que sempre precisamos cuidar das pessoas, fazer o nosso melhor, amar como se não houvesse amanhã, cuidarmos da criança interior que habita cada um de nós, e sermos quem somos. Entendemos que a amizade ultrapassa os limites do tempo, como uma sobrevivente repleta de memórias, e nesse ponto, entra em cena um grande borboletário cheio de histórias, como novelos coloridos nas mãos da mais ilustre artesã, que cuidadosamente ganham vida no tear, a partir de um emaranhado de fios.

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Eliane Regina é casada, mão de 3 filhas, graduada em Serviço Social, atua no Mercado Imobiliário. Moderadora do Clube da Borboleta.

Terceira idade ou Melhor idade? Você decide.

Por Lívia Komar em 28/06/2017

Se soubéssemos quantos anos viveríamos, acho que a resposta seria mais fácil.

Então, vamos tentar entender melhor o que cada termo significa:

TERCEIRA IDADE: Ao falar nela, lembramos de artrite, artrose, osteoporose, quedas dos dentes, fraqueza, Alzheimer, aposentadoria que muitas vezes só dá para pagar os medicamentos que não têm na rede pública de saúde, falta de paciência dos familiares porque têm que ajudar, enfim, viramos um jogo de empurra-empurra: uma semana na casa de um, outra, na casa do outro, um incômodo para todos. Lembramos do passado , mas não lembramos do que comemos há cinco minuto; nossas palavras são repetitivas e ninguém quer ouvir , nos deixam falando com as paredes, porque não programamos para viver essa etapa da vida.

Vamos reverter essa situação? Como?

Abordando a velhice de uma forma mais leve e suave, promovendo desde já atitudes que  podem tornar nossa velhice melhor e mais prazerosa, com qualidade de vida.

MELHOR IDADE: Falando nela , vamos ter uma vida mais ativa , participativa em grupos , ter vários amigos, cada dia um café da tarde na casa de uma amiga , afinal já estamos aposentadas e filhos casados, netos. Nunca vamos deixar de amá-los, mas é dado o momento de pensarmos em nós!  Temos de buscar fazer exercício físicos orientados pelo geriatra, beber muita água , pois essa nos previne do mal de Alzheimer, comer muitas frutas, principalmente castanhas ricas em Selênios, ler um livro, assistir um bom filme, não deixar a vida nos consumir: nós é que devemos consumi-la com atividades que mantenham o cérebro em constante funcionamento como palavras cruzadas.

Doenças virão, mas não devemos trata-la como se fosse o fim, mas sim como se algo mal resolvido no seu organismo que está pedindo socorro. Devemos resolver todos os nossos problemas com otimismo , pois as células de defesas amam alto astral, que é um combustível para elas se multiplicarem,

Viver com qualidade de vida é escrever uma história de sucesso para que outros copiem.

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Eunice Bernardes Pena tem 56 anos. Casada há 36, é mãe de Ériton e Erielen. É também avó de 4 lindos netos, seus grandes orgulhos. Artista Plástica e professora, é voluntária em ONGs trabalhando com a Terceira Idade e Crianças no contraturno Escolar além de crianças especiais. Assim como uma borboleta, sua vida está sempre em transformação.

O desafio de filhos com APLV – dicas para festas

Por Lívia Komar em 21/06/2017

Hoje o assunto é APLV e, para quem não conhece, trata-se da alergia à proteína do leite de vaca, que atualmente vem assustando muitos pais e que quando a suspeita é confirmada pelo médico, surgem inúmeras dúvidas que nem sempre são sanadas no consultório.

Eu sou mãe de criança com APLV, tenho dois em casa e sim, passei muito sufoco com o primeiro filho já que na área da alimentação me vi perdida e sem apoio algum. Comecei pesquisando o assunto e aprendi que menos pode ser mais e que há qualidade de vida nesta situação.

O ato de ler os rótulos no mercado virou hábito e constatei que a grande maioria das composições dos alimentos leva leite – que às vezes não vem escrito “leite” mas caseína, lactoalbumina, lactose e até mesmo alguns corantes como o Caramelo, levam leite na composição. Ser mãe de crianças nessa situação é também estudar e se dedicar muito ao tratamento da do problema. Assim, optei por preparar em casa praticamente todo alimento consumido e isso envolve as famosas festas de aniversário.

Meu primeiro erro foi tentar adaptar as receitas com a fórmula de aminoácidos que eles tomam, é horrível, e não combina com nada. Hoje, faço qualquer receita comum de casa substituindo por exemplo, no bolo em vez de leite eu coloco suco de laranja ou abacaxi, o pão pode ser usado água, e creme branco você pode adicionar amido ou mesmo o leite vegetal de côco.

Para as festas, eu costumo levar o alimento deles, além de instruí-los – e sim, instrução para os pequenos é tudo, pois alguns adultos ou até mesmo os próprios pequenos, acabam oferecendo o alimento com leite que pode se tornar um imenso problema. O grau de alergia também varia muito, assim como o quadro de sintomas, mas isso terá que ser avaliado junto ao médico e os limites impostos devem ser sempre respeitados, pois algumas crianças não reagem aos traços e outras reagem até com o toque, como foi o caso do meu filho mais velho que, ao longo destes quase cinco aninhos, vem diminuindo o grau alérgico dia a dia.

Algumas dicas que vou passar aqui, vocês devem adaptar de acordo com essa necessidade de cada criança conforme falamos. Devo frisar que APLV não é intolerância à lactose que é o açúcar do leite: a criança com APLV não pode consumir produto algum com lactose.

A rotina é árdua: nas festas deles, sempre coloco no centro de mesa um bilhete carinhoso em que peço ajuda dos convidados para que não deem  nenhum alimento sem a nossa supervisão e também que nos ajude a observá-los pois as outras crianças também acabam oferecendo.

Em outras festas, não tem como não ficar de olho porque já rolou deles “roubarem” aquele brigadeiro porque o coleguinha também está se servindo e aí entra sempre aquele voo rasante para sacar da mão da criança e reforçar para eles que fará mal naquele momento, então ofereço o que levo para eles. O importante que senti nesses anos, é que sempre tem que ter algo equivalente para substituir o que os outros comem.

Aqui o que ajuda muito é ter sempre um cupcake na bolsa, um brigadeiro, um salgado que a criança goste como kibe ou mesmo uma esfirra de carne, tudo sem leite e alguns marshmalows que já encontramos marcas limpas da proteína.

O PULO DO GATO NO BRIGADEIRO FÁCIL E SABOROSO

Segue um bom truque para brigadeiro que eu uso pois não nos adaptamos com algumas outras receitas como brigadeiro de leite de côco ou biomassa.

Faço uma massa de bolo Nega Maluca e asso em forma de cupcake pois além deles amarem, fica mais fácil transporte e consumo  – e está pronto o bolo da festa.

Depois de assado, eu esfarelo a massa de alguns e junto creme vegetal (BECEL embalagem AZUL pois não contém nenhuma proteína animal). Faço as bolinhas e passo a mão molhada para grudar o granulado que também uso específico (DORI) e coloco em forminhas, guardo em pote plástico na geladeira e levo para a festa.

Bolo Nega Maluca

  • 3 ovos
  • 1 xícara e meia de chá de açúcar
  • 2 xícaras de chá de farinha de trigo
  • 1 xícara de chá de chocolate em pó
  • 1/2 xícara de chá de óleo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 1 xícara de chá de água quente
  • 4 colheres de sopa de água
  • 1/2 xícara de chá de chocolate em pó
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1 xícara de chá de açúcar

Para a cobertura (não colocar nos que serão usados no brigadeiro)

Modo de Preparo

  1. Bata os ovos com o açúcar, óleo, o achocolatado e a farinha
  2. Adicione a água quente e por último o fermento em pó
  3. Asse em forno com temperatura média por 40 minutos

Com tudo isso, também optamos por uma alimentação mais saudável e praticamente livre de industrializados que é um bom consolo para nós, mamães. E é bom lembrar para quem considera tudo isso muito radical ou uma bobagem que sim, um pedacinho só, faz mal, atrasa um tratamento ou pode até mesmo matar uma criança.

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Elisangela, mais conhecida como Eli Natali, é Macatubense, moradora de Ribeirão há 4 anos, bancária, Master no Clube da Borboleta, casada com Matheus e mãe do Matheus Francisco e do Lorenzo Anthonio, seus amores.

Crônica – Visita ao cirurgião

Por Lívia Komar em 14/06/2017

Bem… tempos idos, resolvi que iria fazer uma mastopexia. Então marquei um super cirurgião plástico que me foi indicado em Ribeirão Preto. No dia marcado, fui na maior expectativa!

Na clínica, em uma sala ornada com móveis de muito bom gosto e com telas magníficas na parede, fiquei folheando uma revista especializada em cirurgia plástica e pensando: “nossa, eu preciso de todos esses retoques aqui… uma esticadinha aqui outra ali… é exatamente o que preciso!”.

Mas como alegria de pobre dura pouco, chegou o médico! Um senhor com mais de 50 anos, nada bonito, mas muitíssimo educado e cortês, me mandou entrar e foi logo perguntando o que havia me levado até lá.

– Bem doutor! Estou pensando em fazer plástica nas mamas e marquei esta consulta para que o senhor faça uma avaliação!

O médico disse: “claro! Se está incomodando vamos fazer a cirurgia sim”. Me fez várias perguntas. Então ele começou a explicar sobre esse tipo de procedimento, caso a caso. Falou em percentual sobre cada caso e as possíveis consequências.

Mas não parou por aí… ele olhou bem para mim e sugeriu que eu fizesse, junto com a plástica mamária, uma retirada das bolsas em volta dos olhos e que desse uma “levantadinha” nas pálpebras. Como se eu já não quisesse fazer isso há muuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiito tempo né?!  Eu ainda iria tocar no assunto, mas estava esperando pelo orçamento, para ver se compensava eu perder tempo falando nisso.

Bem… troquei de roupa, coloquei uma camisolinha ridícula que me fez perceber ainda mais os estragos causados pela lei da gravidade. Ele sentou-se em um banquinho e começou a examinar e disse: seios perfeitos e não necessitam de nenhum tipo de correção, apenas levantar mesmo – e que cirurgias assim são as mais simples. Mas detectou um nódulo aparentemente cístico (imenso, diga-se de passagem, e que por causa dele já procurei 3 ginecologistas e uma mastologista, mas disseram que não havia nada aqui, ou seja, o nódulo era fruto da minha imaginação né?!). Olhou para o rosto, esticou daqui e dali, de um lado e de outro… olhou pescoço e é claro, deu umas esticadinhas também.  E disse: “vão ficar lindos! Não deixe de fazer que vale a pena!”

Me mandou vestir… ao voltar para a mesa dele, o orçamento já estava pronto. E foi logo falando com a maior naturalidade do mundo: “a sua cirurgia é muito simples. E tascou-me o valor da mastopexia! Mas acho que você deve aproveitar que já estará sedada, para fazermos também os olhos, irá rejuvenescer muito. E, além disso, será apenas mais uma horinha e eu faço tudo! Os olhos ficarão em mais “X” e, somando tudo, dará um total de X  + Y (nem preciso dizer que quase tive uma morte súbita), e você já fica livre do que a está incomodando! Teremos apenas que fazer uma mamografia que é praxe, e como você está com esse nódulo, vou pedir também uma ultrassonografia. Para quando quer a cirurgia?”

Eu, ainda tonta com o valor, e hiper, master decepcionada e sem saber o que pensar (não sabia se pensava na plástica, no valor que era uma pequena fortuna e que eu não tinha ou no nódulo que me preocupava), disse: “então doutor, estou pensando no final do mês de agosto, mas o senhor me assustou com essa história do nódulo, estou apavorada (a essa altura penso que usei o nódulo para disfarçar a minha decepção).

E fui embora com o pedido dos exames e pensando em nunca mais voltar lá! Comentei o ocorrido  uma amiga e ela disse que eu era uma louca por ido até lá, um profissional tão gabaritado. Resumindo: pobre é o antônimo da graça! Não tinha grana para pagar um cirurgião desse nível, marquei a consulta porque o convênio paga e ainda descobri um nódulo, fui encaminhada para uma mamografia que  amassou e acentuou ainda mais os estragos feitos pelo tempo, não tendo como piorar mais as coisas!

Nem preciso explicar que após o ocorrido, minha semana começou com uma uma batelada de exames. Perfeito né?!

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Eliane Regina

Casada, mão de  filhas, graduada em Serviço Social, atua no Mercado Imobiliário.  Moderadora do Clube da Borboleta

Amor aos cabelos cacheados: dicas caseiras para mantê-los lindos

Por Lívia Komar em 07/06/2017

Sempre gostei dos meus cabelos lisos e isso teve um preço muito alto: foram anos de química para deixá-los do jeito que eu queria até perceber, em um dado momento da vida que eu estava, na verdade, destruindo eles. Dessa forma, resolvi assumir meus lindos cachos.

Vou falar um pouco sobre minha transição. Não foi nada planejada; passei a utilizar química no meu cabelo muito cedo e em, 2013 senti que ele estava muito fraco e sem vida. Foi então que resolvi deixar ele crescer para cortar um tanto considerável e retocar a raiz. Nesse meio tempo, tive uma surpresa que mudou tudo: descobri que estava grávida e enquanto, a barriga crescia, a raiz do cabelo crescia junto.

Aproximadamente  dois meses apóss o nascimento da minha filha, fiz o BC (grande corte) e me senti finalmente livre das amarras do alisamento!

Desde então, estou com meus cabelos naturais e adoro! Para mantê-los sempre lindos e com vida, utilizo alguns  truques e dicas: uma boa hidratação, a escolha de bons produtos e algumas receitinhas caseiras que vou ensinar aqui.

Aí vão três dicas. Mas, primeiramente, verifique o que seu cabelo está realmente precisando no momento.

Hidratação:

1 colher de amido de milho (maisena)

1 copo de leite ou água

2 colheres de creme

Misture a maisena com a água ou o leite e coloque no fogo até engrossar

Espere esfriar e misture o creme

Aplique e deixe agir nos cabelos por 4 minutos

Nutrição:

1 colher de leite de coco

1 colher de azeite

2 de creme de cabelo

Aplique no cabelo e deixe agir por 30 mintos

Reconstrução:

Meio saquinho de gelatina incolor sem sabor

1 dedo de água morna

2 colheres de creme para pentear

Dissolva a gelatina na água morna

Mistura ao creme e aplique no cabelo para finalizar

Espero que tenham gostado!

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Ana Paula da Silva Magalhães tem 27 anos, é Borboleta, atendente de contact center, adora ler e ama ser mãe.