O desafio de filhos com APLV – dicas para festas

Por Lívia Komar em 21/06/2017

Hoje o assunto é APLV e, para quem não conhece, trata-se da alergia à proteína do leite de vaca, que atualmente vem assustando muitos pais e que quando a suspeita é confirmada pelo médico, surgem inúmeras dúvidas que nem sempre são sanadas no consultório.

Eu sou mãe de criança com APLV, tenho dois em casa e sim, passei muito sufoco com o primeiro filho já que na área da alimentação me vi perdida e sem apoio algum. Comecei pesquisando o assunto e aprendi que menos pode ser mais e que há qualidade de vida nesta situação.

O ato de ler os rótulos no mercado virou hábito e constatei que a grande maioria das composições dos alimentos leva leite – que às vezes não vem escrito “leite” mas caseína, lactoalbumina, lactose e até mesmo alguns corantes como o Caramelo, levam leite na composição. Ser mãe de crianças nessa situação é também estudar e se dedicar muito ao tratamento da do problema. Assim, optei por preparar em casa praticamente todo alimento consumido e isso envolve as famosas festas de aniversário.

Meu primeiro erro foi tentar adaptar as receitas com a fórmula de aminoácidos que eles tomam, é horrível, e não combina com nada. Hoje, faço qualquer receita comum de casa substituindo por exemplo, no bolo em vez de leite eu coloco suco de laranja ou abacaxi, o pão pode ser usado água, e creme branco você pode adicionar amido ou mesmo o leite vegetal de côco.

Para as festas, eu costumo levar o alimento deles, além de instruí-los – e sim, instrução para os pequenos é tudo, pois alguns adultos ou até mesmo os próprios pequenos, acabam oferecendo o alimento com leite que pode se tornar um imenso problema. O grau de alergia também varia muito, assim como o quadro de sintomas, mas isso terá que ser avaliado junto ao médico e os limites impostos devem ser sempre respeitados, pois algumas crianças não reagem aos traços e outras reagem até com o toque, como foi o caso do meu filho mais velho que, ao longo destes quase cinco aninhos, vem diminuindo o grau alérgico dia a dia.

Algumas dicas que vou passar aqui, vocês devem adaptar de acordo com essa necessidade de cada criança conforme falamos. Devo frisar que APLV não é intolerância à lactose que é o açúcar do leite: a criança com APLV não pode consumir produto algum com lactose.

A rotina é árdua: nas festas deles, sempre coloco no centro de mesa um bilhete carinhoso em que peço ajuda dos convidados para que não deem  nenhum alimento sem a nossa supervisão e também que nos ajude a observá-los pois as outras crianças também acabam oferecendo.

Em outras festas, não tem como não ficar de olho porque já rolou deles “roubarem” aquele brigadeiro porque o coleguinha também está se servindo e aí entra sempre aquele voo rasante para sacar da mão da criança e reforçar para eles que fará mal naquele momento, então ofereço o que levo para eles. O importante que senti nesses anos, é que sempre tem que ter algo equivalente para substituir o que os outros comem.

Aqui o que ajuda muito é ter sempre um cupcake na bolsa, um brigadeiro, um salgado que a criança goste como kibe ou mesmo uma esfirra de carne, tudo sem leite e alguns marshmalows que já encontramos marcas limpas da proteína.

O PULO DO GATO NO BRIGADEIRO FÁCIL E SABOROSO

Segue um bom truque para brigadeiro que eu uso pois não nos adaptamos com algumas outras receitas como brigadeiro de leite de côco ou biomassa.

Faço uma massa de bolo Nega Maluca e asso em forma de cupcake pois além deles amarem, fica mais fácil transporte e consumo  - e está pronto o bolo da festa.

Depois de assado, eu esfarelo a massa de alguns e junto creme vegetal (BECEL embalagem AZUL pois não contém nenhuma proteína animal). Faço as bolinhas e passo a mão molhada para grudar o granulado que também uso específico (DORI) e coloco em forminhas, guardo em pote plástico na geladeira e levo para a festa.

Bolo Nega Maluca

  • 3 ovos
  • 1 xícara e meia de chá de açúcar
  • 2 xícaras de chá de farinha de trigo
  • 1 xícara de chá de chocolate em pó
  • 1/2 xícara de chá de óleo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 1 xícara de chá de água quente
  • 4 colheres de sopa de água
  • 1/2 xícara de chá de chocolate em pó
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1 xícara de chá de açúcar

Para a cobertura (não colocar nos que serão usados no brigadeiro)

Modo de Preparo

  1. Bata os ovos com o açúcar, óleo, o achocolatado e a farinha
  2. Adicione a água quente e por último o fermento em pó
  3. Asse em forno com temperatura média por 40 minutos

Com tudo isso, também optamos por uma alimentação mais saudável e praticamente livre de industrializados que é um bom consolo para nós, mamães. E é bom lembrar para quem considera tudo isso muito radical ou uma bobagem que sim, um pedacinho só, faz mal, atrasa um tratamento ou pode até mesmo matar uma criança.

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Elisangela, mais conhecida como Eli Natali, é Macatubense, moradora de Ribeirão há 4 anos, bancária, Master no Clube da Borboleta, casada com Matheus e mãe do Matheus Francisco e do Lorenzo Anthonio, seus amores.

Crônica – Visita ao cirurgião

Por Lívia Komar em 14/06/2017

Bem… tempos idos, resolvi que iria fazer uma mastopexia. Então marquei um super cirurgião plástico que me foi indicado em Ribeirão Preto. No dia marcado, fui na maior expectativa!

Na clínica, em uma sala ornada com móveis de muito bom gosto e com telas magníficas na parede, fiquei folheando uma revista especializada em cirurgia plástica e pensando: “nossa, eu preciso de todos esses retoques aqui… uma esticadinha aqui outra ali… é exatamente o que preciso!”.

Mas como alegria de pobre dura pouco, chegou o médico! Um senhor com mais de 50 anos, nada bonito, mas muitíssimo educado e cortês, me mandou entrar e foi logo perguntando o que havia me levado até lá.

- Bem doutor! Estou pensando em fazer plástica nas mamas e marquei esta consulta para que o senhor faça uma avaliação!

O médico disse: “claro! Se está incomodando vamos fazer a cirurgia sim”. Me fez várias perguntas. Então ele começou a explicar sobre esse tipo de procedimento, caso a caso. Falou em percentual sobre cada caso e as possíveis consequências.

Mas não parou por aí… ele olhou bem para mim e sugeriu que eu fizesse, junto com a plástica mamária, uma retirada das bolsas em volta dos olhos e que desse uma “levantadinha” nas pálpebras. Como se eu já não quisesse fazer isso há muuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiito tempo né?!  Eu ainda iria tocar no assunto, mas estava esperando pelo orçamento, para ver se compensava eu perder tempo falando nisso.

Bem… troquei de roupa, coloquei uma camisolinha ridícula que me fez perceber ainda mais os estragos causados pela lei da gravidade. Ele sentou-se em um banquinho e começou a examinar e disse: seios perfeitos e não necessitam de nenhum tipo de correção, apenas levantar mesmo – e que cirurgias assim são as mais simples. Mas detectou um nódulo aparentemente cístico (imenso, diga-se de passagem, e que por causa dele já procurei 3 ginecologistas e uma mastologista, mas disseram que não havia nada aqui, ou seja, o nódulo era fruto da minha imaginação né?!). Olhou para o rosto, esticou daqui e dali, de um lado e de outro… olhou pescoço e é claro, deu umas esticadinhas também.  E disse: “vão ficar lindos! Não deixe de fazer que vale a pena!”

Me mandou vestir… ao voltar para a mesa dele, o orçamento já estava pronto. E foi logo falando com a maior naturalidade do mundo: “a sua cirurgia é muito simples. E tascou-me o valor da mastopexia! Mas acho que você deve aproveitar que já estará sedada, para fazermos também os olhos, irá rejuvenescer muito. E, além disso, será apenas mais uma horinha e eu faço tudo! Os olhos ficarão em mais “X” e, somando tudo, dará um total de X  + Y (nem preciso dizer que quase tive uma morte súbita), e você já fica livre do que a está incomodando! Teremos apenas que fazer uma mamografia que é praxe, e como você está com esse nódulo, vou pedir também uma ultrassonografia. Para quando quer a cirurgia?”

Eu, ainda tonta com o valor, e hiper, master decepcionada e sem saber o que pensar (não sabia se pensava na plástica, no valor que era uma pequena fortuna e que eu não tinha ou no nódulo que me preocupava), disse: “então doutor, estou pensando no final do mês de agosto, mas o senhor me assustou com essa história do nódulo, estou apavorada (a essa altura penso que usei o nódulo para disfarçar a minha decepção).

E fui embora com o pedido dos exames e pensando em nunca mais voltar lá! Comentei o ocorrido  uma amiga e ela disse que eu era uma louca por ido até lá, um profissional tão gabaritado. Resumindo: pobre é o antônimo da graça! Não tinha grana para pagar um cirurgião desse nível, marquei a consulta porque o convênio paga e ainda descobri um nódulo, fui encaminhada para uma mamografia que  amassou e acentuou ainda mais os estragos feitos pelo tempo, não tendo como piorar mais as coisas!

Nem preciso explicar que após o ocorrido, minha semana começou com uma uma batelada de exames. Perfeito né?!

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Eliane Regina

Casada, mão de  filhas, graduada em Serviço Social, atua no Mercado Imobiliário.  Moderadora do Clube da Borboleta

Amor aos cabelos cacheados: dicas caseiras para mantê-los lindos

Por Lívia Komar em 07/06/2017

Sempre gostei dos meus cabelos lisos e isso teve um preço muito alto: foram anos de química para deixá-los do jeito que eu queria até perceber, em um dado momento da vida que eu estava, na verdade, destruindo eles. Dessa forma, resolvi assumir meus lindos cachos.

Vou falar um pouco sobre minha transição. Não foi nada planejada; passei a utilizar química no meu cabelo muito cedo e em, 2013 senti que ele estava muito fraco e sem vida. Foi então que resolvi deixar ele crescer para cortar um tanto considerável e retocar a raiz. Nesse meio tempo, tive uma surpresa que mudou tudo: descobri que estava grávida e enquanto, a barriga crescia, a raiz do cabelo crescia junto.

Aproximadamente  dois meses apóss o nascimento da minha filha, fiz o BC (grande corte) e me senti finalmente livre das amarras do alisamento!

Desde então, estou com meus cabelos naturais e adoro! Para mantê-los sempre lindos e com vida, utilizo alguns  truques e dicas: uma boa hidratação, a escolha de bons produtos e algumas receitinhas caseiras que vou ensinar aqui.

Aí vão três dicas. Mas, primeiramente, verifique o que seu cabelo está realmente precisando no momento.

Hidratação:

1 colher de amido de milho (maisena)

1 copo de leite ou água

2 colheres de creme

Misture a maisena com a água ou o leite e coloque no fogo até engrossar

Espere esfriar e misture o creme

Aplique e deixe agir nos cabelos por 4 minutos

Nutrição:

1 colher de leite de coco

1 colher de azeite

2 de creme de cabelo

Aplique no cabelo e deixe agir por 30 mintos

Reconstrução:

Meio saquinho de gelatina incolor sem sabor

1 dedo de água morna

2 colheres de creme para pentear

Dissolva a gelatina na água morna

Mistura ao creme e aplique no cabelo para finalizar

Espero que tenham gostado!

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Ana Paula da Silva Magalhães tem 27 anos, é Borboleta, atendente de contact center, adora ler e ama ser mãe.

Hoje é Dia de Receita

Por Lívia Komar em 31/05/2017

Torta de maçã: bonita e saborosa

Torta de maçã: bonita e saborosa

A torta de maçã tornou-se um dos símbolos da gastronomia americana, mas ela não é originária do país pois a iguaria já era produzida há muito tempo na Inglaterra.

Se você nunca saboreou essa delícia, a hora é agora! Se já saboreou, experimente você mesma fazer com a dica que darei hoje: ensinarei uma receita muito simples e saborosa de uma sobremesa que não é enjoativa e que combina muito com uma bola de sorvete de creme.

APFELKUCHEN – APPLE PIE – TORTA DE MAÇÃ

Ingredientes
- Massa
100g açúcar
150g de manteiga
q.b de essência de baunilha
1 ovo
300g de farinha
2 colh. (chá) de fermento químico em pó

- Recheio
2kg de maçã sem casca, sem miolo, em cubinhos
50g de açúcar
q.b de canela em pó
50g de uva-passa
60ml de rum
20ml de água
q.b (quanto bastar) de açúcar de confeiteiro (finalizar)

- Preparo
Misture o rum + uva-passa e deixe macerar (amolecer).
> Massa
Misture todos ingredientes da massa até que fique homogêneo, embale num plástico e deixe descansar 30 min. na geladeira.

>Recheio
Ferva todos os ingredientes do recheio, mas não deixe a maçã amolecer demais.

>Montagem
Divida a massa no meio. Abra metade da massa em uma forma redonda de fundo removível coberta com papel manteiga, subindo uns 3-4cm de borda nas laterais. Faça furinhos com um garfo na massa e coloque para assar em forno pré-aquecido a 200ºC por 15 minutos.
Retire do forno e deixe esfriar dentro da forma mesmo. Abra a outra metade da massa do tamanho da forma para cobrir. Reserve. Encha a torta com recheio, cubra com a segunda metade da massa. Pincele com ovo batido com um pouco de água e faça furinhos na massa com um garfo.
Asse a 200ºC por 30 minutos.
Finalize salpicando açúcar de confeiteiro.

>Dicas:
A massa de cima, que fecha a torta, pode ser decorada mesmo com os furinhos à mostra (como a da foto)
Servir com sorvete fica uma delícia!
Ao ir cortando a maçã, encher um bowl (recipiente) com água e suco de 1 limão, ir colocando as maças cortadas lá, para que elas não escureçam.
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Giovana Barnabé é a administradora mais nova do Clube da Borboleta: 18 anos, estudante de gastronomia e apaixonada pelo espaço virtual que ajuda a cuidar com amor!

Vamos conversar sobre família?

Por Lívia Komar em 24/05/2017

O que lhe vem à cabeça quando lê ou escuta a palavra “família”?

Lembranças boas e/ou ruins, afetos, imagens, cheiros, sentimentos que brotam e nos remetem a lugares e tempos.

O tema que aqui nos arriscaremos a tratar é hoje mais diverso e infinitamente mais complexo do que se estivéssemos tratando do assunto há algumas décadas. Primeiramente, temos que estar preparados a aceitar que o conceito de família, ou melhor, a ideia que temos de família, mudou muito nestes últimos tempos. Mudou principalmente a sua formação e a maneira como pode se constituir.

Quando falo da sua formação, quero aqui dizer que é cada vez mais distante a imagem da chamada “família nuclear”, aquela em que temos um pai, uma mãe e filhos desta união. Apesar das famílias de muita que está lendo esse artigo serem exatamente constituídas dessa forma, esse formato tem sido cada vez menos frequente nos lares.

Hoje, nos deparamos com famílias de “pães” (em que há somente o pai ou somente a mãe, porém desempenhando um papel duplo – de pai e de mãe); famílias reconstituídas (aquelas onde um dos ou ambos os parceiros trazem para a nova união os filhos de um relacionamento anterior); famílias onde os avós estão no lugar de mantenedores das finanças da casa e também assumindo a educação e formação de netos; famílias que se formam por casais do mesmo sexo; casais que descobrem a paternidade e maternidade por meio da adoção dos filhos., enfim, uma infinidade de formatos. Vejam o quão diverso é hoje pensar e, mais ainda, tentar se chegar a um modelo único de família!

Mesmo em meio a essa vastidão de possibilidades, isso não é garantia de que esses novos modelos mais modernos e contemporâneos se encontram blindados dos dramas e dificuldades vividos há séculos atrás. Curioso não?

Por que isso acontece? Porque somos humanos. Nossos dramas, medos, anseios não mudam tanto em uma realidade tempo-lugar diferentes do que vivemos hoje. Temos necessidades de sermos aceitos e amados, seja em nosso mundo micro – a família – seja em nosso mundo macro – a sociedade – e lutamos para isso todo santo dia!

Desse modo, vemos que apesar das novas roupagens de família, ainda assim, podemos nos deparar com questões que atordoaram sua avó, sua mãe e hoje você, mesmo tendo vivido tempos tão diferentes.

Falar de afeto e família nos leva quase que automaticamente a falarmos de vínculo. Vínculo é tudo aquilo que nos liga a algo ou alguém. Temos vínculo empregatício, por exemplo; o vínculo que estabelece uma conexão entre dados. Mas o vínculo afetivo, ah, esse é de longe o mais complexo deles. Liga as pessoas afetivamente, liga histórias de vida. Quer frase mais verdadeira do que quando se diz que “quando se casa, você casa também com a família”? A depender do nível que se encontra esse vínculo familiar, você terá casado mais com a família do que com o parceiro(a) escolhido(a)!

Aprendemos a como estabelecer vínculos desde nossa tenra idade, com aqueles que dedicaram – ao seu modo – a nos cuidar, atender nossas necessidades materiais e afetivas no dia a dia. A criança tira destas experiências suas noções do que é o mundo que a cerca, o quão caloroso, acolhedor ou difícil e inóspito ele pode ser. Com isso, aprende-se a como a vida pode ser vivida…e como pode se posicionar frente a isso.

Família, afeto, vínculos, ser pai e mãe, ser filho/a: cada conceito aqui nos traz grandes pontos de reflexão e de busca de conhecimento – pois conhecer nos torna capazes de analisar e formular ideias próprias.

Espero que tenha feito aqui um bom convite para uma próxima conversa sobre estes temas!

Cabelo

Marisley Vilas Bôas Soares é psicóloga judiciário.

Dividida entre família, casa, trabalho e a dança flamenca.

Como quero chegar à velhice

Por Lívia Komar em 17/05/2017

Quem não quer chegar bem à velhice tendo uma convivência prazerosa com filhos, netos e conhecidos? Para ter um futuro bacana desses, você precisa fazer sua parte: enquanto a terceira idade não chega, treine sua paciência e disponibilidade com os mais velhos.

É fundamental demonstrar ao idoso seus sentimentos por ele. Diga, pelo menos uma vez por dia, que o ama; faça um carinho, sorria e demonstre o quanto ele é querido. Com esse comportamento, ele se sentirá seguro e fazendo parte da família.

Quem tem uma pessoa mais velha em casa sabe que manias, teimosias e constantes repetições de histórias podem cansar. Quando se vir em uma dessas situações, conte até dez e tenha paciência.

Quem viveu muito sabe das coisas. Que tal sempre pedir a opinião, mesmo que seja sobre um assunto banal, a quem chegou à terceira idade? Faça com que ele perceba que é importante e respeitado.

Muitas vezes, com medo de dar trabalho, o idoso não conta que está se sentindo mal. Em outros casos, pode passar o tempo todo reclamando de algum problema de saúde. Na dúvida, leve-o ao médico regularmente, mesmo que seja apenas para tranquilizá-lo e, nunca se esqueça de oferecer água de hora em hora para eles, pois esquecem de se hidratar.

É claro que pessoas na terceira idade precisam estar em atividade, mas não vá mandá-los fazer serviços pesados ou que demandem raciocínio rápido e ótima memória. Se puderem e quiserem ajudar, maravilha! Mas dentro de suas limitações.

Os hábitos que uma pessoa tem ficam mais rígidos na velhice. Por isso, procure facilitar a vida do idoso que acorda, dorme e faz as refeições mais cedo, que vê sempre o mesmo programa na TV .

Quando notar que alguém da terceira idade está sem ter o que fazer, incentive-o ou convide-o a dar uma volta num parque ou na praça, visitar os amigos, fazer um curso, enfim, a se divertir e se manter em contato com outras pessoas.

Chame o idoso para acompanhá-la a vários lugares (shopping, cinema, banca de jornal, padaria, mercado), principalmente se for a pé. Além da atividade física, ele se manterá informado sobre o que está acontecendo.

Eunice Bernardes Pena tem 56 anos. Casada há 36, é mãe de Ériton e Erielen. É também avó de 4 lindos netos, seus grandes orgulhos. Artista Plástica e professora, é voluntária em ONGs trabalhando com a Terceira Idade e Crianças no contraturno Escolar além de crianças especiais. Assim como uma borboleta, sua vida está sempre em transformação.

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Eunice Bernardes Pena tem 56 anos. Casada há 36, é mãe de Ériton e Erielen. É também avó de 4 lindos netos, seus grandes orgulhos. Artista Plástica e professora, é voluntária em ONGs trabalhando com a Terceira Idade e Crianças no contraturno Escolar além de crianças especiais.Assim como uma borboleta, sua vida está sempre em transformação.

Borboleta ensina a fazer saquinho de guloseimas

Por Lívia Komar em 10/05/2017

A Páscoa pode até ter acabado, mas a magia nunca termina!

Toda criança adora doces e chocolate e hoje vou ensinar a fazer um saquinho fofo para guardar essas guloseimas.

Ah! Não esqueça de chamar a criançada pra ajudar, afinal, a ideia é compartilhar esse momento com os pequenos.

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1-    Lista de materiais:

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- Tesoura

- Cola quente

- Feltro nas cores de sua preferência

- Linha de bordar

- Fita de cetim

- Tinta de tecido

- Agulha nº 7

2-    Primeiro cole os olhos e o nariz

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3-    Com a ajuda de um alfinete faça o ponto branco dos olhos

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4-    Com agulha e linha preta faça o bigode do coelho

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5-    Começando a casear

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6-7-8- O início do caseado tem que ficar bem firme

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9-10- Passe a linha por debaixo da agulha

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11-12-13 Quando terminar a linha dê um nó e passe a linha por dentro do tecido e corte, pegue outra linha e dê um nó e continue o caseado.

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14- Para finalizar o caseado da peça dê um nó na linha e passe por dentro e corte.

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A peça está pronta e pode render muita diversão com os pequenos!

Espero que tenham gostado.

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Cah Vilela Sanches é mãe, esposa, empresária e artista. Além disso, está sempre inventando moda e trará muitas ideias bacanas para fazermos com coisas simples que temos em casa.

Truques e dicas caseiras

Por Lívia Komar em 03/05/2017

Hoje eu acordei simplesmente radiante, feliz e de bem com o mundo. Dei um “tapa na casa”, como eu costumo falar, e fui para cozinha fazer o almoço. Mas eu não vou sozinha: o meu fiel e inseparável celular e o meu viciante Facebook foram comigo, é claro. Lavei toda a louça, acendi o fogão, coloquei a panela, piquei o alho, a cebola, aqueci o óleo, coloquei o arroz, a água e pronto: olhei para o celular ele olhou para mim e ali começava mais uma viagem virtual.

Eu não sei vocês, mas desligo do mundo e esqueço de tudo literalmente quando estou na internet. O resultado foi que meu arroz queimou e eu não teria tempo de fazer outro. Graças à minha mãe e à minha avó – que Deus as tenha, me lembrei de algumas dicas de como tirar o gosto de queimado do arroz e lá vou eu pegar o saleiro e pôr a dica em prática.

Quando queimar o arroz, jogue de uma a duas colheres de sal em cima da tampa com a panela fechada e aguarde alguns minutos (a quantidade de sal vai depender do tamanho da sua panela), após o tempo indicado, tire o sal de cima da panela e sirva o arroz em outro recipiente.

Parece mágica, mas não é e, claro, você não vai cavar o arroz até o fundo da panela pra chegar no queimado, né?

Duvidou? faça e depois volte aqui nos comentários pra me contar a sua experiência. Deixe as suas dicas também, adoro aprender truques novos.

Josiana Constâncio tem 36 anos, é casada, mãe da Sofia e do Pedro, administradora e Diretora de Eventos no Clube da Borboleta. Ah! E sabe de muitas dicas caseiras.

Josiana Constâncio tem 36 anos, é casada, mãe da Sofia e do Pedro, administradora e Diretora de Eventos no Clube da Borboleta. Ah! E sabe de muitas dicas caseiras.

Como seu Marketing pessoal pode te ajudar na hora de conseguir um emprego?

Por Lívia Komar em 26/04/2017

O Marketing é um conjunto de ferramentas usadas pelas empresas para tornarem seus produtos conhecidos, populares e vendidos. Ou seja, as organizações se utilizam da propaganda, da publicidade, do merchandising, da promoção de vendas e das relações públicas a fim de venderem seus produtos e/ou serviços.

O Marketing Pessoal é exatamente a mesma coisa, só que em benefício da sua própria carreira. Diante disso, um candidato à vaga no mercado de trabalho deve ser atrativo para os consumidores – os entrevistadores.

Cinco dicas para melhorar seu Marketing pessoal na hora da entrevista:

1) Cuidado com a boa aparência – Observe sempre o tipo de empresa para qual você está se candidatando. Se a empresa é do tipo conservadora, evite roupas muito despojadas e/ou decotadas. Para não ter erro, aposte no clássico!
Na maquiagem, prefira algo leve e sutil. Lembre-se: “o menos, é mais”. As organizações costumam ser criteriosas ao escolherem seus funcionários.
Em Marketing isso seria comparado ao estudo da “embalagem” do produto.

2) Seja Pontual e Cordial – Jamais chegue atrasado a uma entrevista, pois até hoje não se tem notícias que candidatos atrasados tenham sido contratados. Chegando ao local da entrevista, seja cortês com os funcionários da empresa, pois assim você se demonstrará ser uma pessoa sociável
Em Marketing isso seria a popularidade do produto.

3) Conheça a História da Empresa – Se, numa entrevista de emprego você demonstrar que conhece a história da empresa, irá demonstrar ao entrevistador seu interesse pela organização e – certamente – levará vantagem sobre seus competidores.
Em Marketing isso seria comparado à divulgação dos benefícios que o produto (ou o serviço) proporciona.

4) Atenção a Linguagem corporal – No decorrer da entrevista olhe o entrevistador nos olhos, pois isso demonstra segurança e maturidade, fale pausadamente e gesticule com naturalidade. Se não entender alguma pergunta do entrevistador não se intimide e, nesse caso, o mais indicado é solicitar que o entrevistador reformule sua pergunta.
Em Marketing isso seria comparado à “comunicação” do produto com seu público.

5) A Despedida – Ao terminar a entrevista despeça-se com educação, mas demonstre estar motivado com a possibilidade de vir a trabalhar naquela organização. Não aperte a mão do entrevistador com muita força, nem do tipo “molenga”.

Você é a sua melhor marca!

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Denise Lavezo é Gestora de Negócios e Supervisora de Merchandising. É também administradora do Clube da Borboleta

Precisamos falar sobre a maternidade real

Por Lívia Komar em 19/04/2017

Desde pequena sabia que queria ser mãe e demorei 35 anos para concretizar meu sonho de menina.  E o Matteo, hoje com 1 ano e 5 meses foi,

Matteo aos 6 meses

Matteo aos 6 meses: furacão de sentimentos

realmente, a realização mais plena e maravilhosa de toda a minha vida  – e a mais desafiadora, sem dúvidas.  Ele é meu furacão de amor, do maior amor que, por onde passa, deixa tudo de pernas pro ar, inclusive as concepções que tinha sobre ser mãe antes de engravidar.

Procuro ser o mais dedicada possível em contrapartida da vida corrida que levo. Estudo, brinco, ensino, leio, alimento, amamento, me divirto com suas artes mas, como toda mãe, me desequilibro às vezes: choro e me pergunto se darei conta. Lógico que darei – a gente sempre dá.

Enquanto escrevo esse texto tarde da noite e após um longo dia de trabalho e o observo de canto de olho brigando contra o sono em frente ao seu programa favorito, tenho a certeza de que tudo o que relatarei aqui deve ser discutido.

O resumo é que a maternidade real  não é uma novela do Manoel Carlos. Pode até ser extasiante como um pôr do sol no Leblon, mas também é punk, é doído muitas vezes. Ser mãe é um misto da coisa mais divina e especial da nossa vida com a mais exaustiva mesmo que você tenha experiência como maratonista de longas distâncias. É a descoberta de um sentimento nunca sentido antes que ultrapassa o o próprio amor e esse amar incondicionalmente, esse desejar o bem a todo instante, esse se ver cuidar sozinha de alguém que você ama além da vida mas que exige cada suor de seu corpo e de sua alma é fatigante.

No passado, bem lá no passado, ao engravidar, a mulher era tratada como uma joia por sua família, pela família do marido e por toda sociedade. Ao nascer um bebê, nascia junto uma rede de apoio: mães, irmãs, avós, tias, todas as mulheres daquele grupo familiar se reuniam e abraçavam aquela puérpera com amor e empatia: comida quentinha, casa arrumada, dicas caseiras e receitas familiares para ajudar na amamentação e nas cólicas, cuidados com o bebê para que a mãe, recém-parida, pudesse descansar, afinal, a nova jornada exigia no mínimo a adaptação à realidade. E assim seguia por alguns meses para que o vínculo entre os dois seres pudesse ser construído com o mínimo de interferências e sofrimento e com o máximo de amor e somente amor.

Infelizmente hoje, quase nunca isso acontece. Os desafios atuais envolvem, acima de tudo, uma maternidade solitária, com gente tão perto e tão longe ao mesmo tempo; uma rotina onde reina o cansaço. Essa rede de apoio foi substituída pelo turbilhão de informações que nos ajuda a evoluir, mas torna esse universo ainda mais desgastante pois, de uma maneira positiva, queremos ser as melhores mães do mundo e sempre oferecer o que há de mais estimulante, mais novo, mais especial, mais tudo aos nossos bebês porém, a verdade é que, nos primeiros meses, mal conseguimos ir ao banheiro, nos alimentar ou lavar nossos cabelos.

Hoje, as mães começam a trabalhar cedo. Os pais, coitados, mal curtem seus bebês com uma licença ridícula de poucos dias. Em muitos casos, as avós também trabalham. Ou moram longe. Ou moram perto mas têm seus afazeres. Tias, madrinhas, todos têm suas nada mole vidas e algumas já passaram por todo esse perrengue em maior ou menor grau. Os bebês, então, que mal saíram do aconchego da barriga, já têm que ir pra creche ou berçário, algo impensável no tempo de nossas avós: a criação era ali, cercada de mulheres, de outras crianças, de bolinho de chuva à tarde. Eu mesma fui criada assim.

A volta ao trabalho após o primeiro filho é um misto de alívio e dor, conflito esse que seguirá por toda nossa existência como mães, creio eu. A mulher não suporta mais ficar em casa, mas também não quer deixar seu maior tesouro sob cuidados de outras pessoas, bem naquele momento em que se começam as gracinhas, as risadinhas, logo irão comer e o que irão se alimentar, meu Deus? Acima de seu peso, se arruma novamente para uma vida em que seu filho não cabe pendurado em seu peito, para um novo desafio em que dividirá sua mente antes tão focada em suas atividades no emprego, com a preocupação com um ser que mal acabou de chegar e já domina totalmente seu coração. O ato de amamentar, antes tão simples e intuitivo, virou algo mecânico, com data certa para acabar, e a mãe com sua rotina nada fácil tem que se desdobrar para nutrir seu bebê durante seu almoço. Ou desmamá-lo pois assim, é menos desgastante. E mesmo com as recomendações da OMS sobre a importância do leite materno até os dois anos de idade da criança, como julgá-la?

O puerpério dura cerca de seis meses mas a rotina estressante de se ter um bebê em casa não acaba. Nunca. E esse texto é só para lembrar que nós mulheres até damos conta de muita coisa, assobiamos, chupamos cana e ainda ninamos nossos filhos. Mas importante salientar que todas precisamos aprender a pedir e aceitar ajuda ou escutar quando alguém nos solicita esse apoio. Precisamos nos unir, sermos mais empáticas e despertarmos nossa sororidade principalmente em momentos tão delicados quanto o nascer de um filho – e de uma mãe. Um abraço, um cuidado, uma louça lavada ao invés de críticas ou palpites caem muito bem.

Cuidem com amor de suas gestantes e as façam sentir-se especiais; já existe um tufão de hormônios lembrando elas todos os dias o quanto é maluco se tornar mãe – elas não precisam de mais transtornos. Ajudem as puérperas de sua família: sejam solidárias com mães de filhos pequenos. Ofereçam apoio. Resgatem essa solidariedade. Ouvi de uma amiga certa vez que mães não precisam de força e sim de ajuda. Força, todas temos de sobra, está no sangue!

E se você está vivenciando tudo isso: vai passar! Creio que apesar de toda loucura envolvida, sentiremos falta dessa fase que nos transforma para todo o sempre. Sentiremos falta de nossos amados filhos sob nossas asas. E guardaremos no coração com imensa gratidão todas aquelas maravilhosas mulheres que dedicaram seu tempo por nós.

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Lívia Komar Barusco é mãe do Matteo, esposa, jornalista, empresária, apaixonada por séries, rock n’ roll, moda, gororobas e pelo ato de maternar.