Precisamos falar sobre a maternidade real

Por Lívia Komar em 19/04/2017

Desde pequena sabia que queria ser mãe e demorei 35 anos para concretizar meu sonho de menina.  E o Matteo, hoje com 1 ano e 5 meses foi,

Matteo aos 6 meses

Matteo aos 6 meses: furacão de sentimentos

realmente, a realização mais plena e maravilhosa de toda a minha vida  – e a mais desafiadora, sem dúvidas.  Ele é meu furacão de amor, do maior amor que, por onde passa, deixa tudo de pernas pro ar, inclusive as concepções que tinha sobre ser mãe antes de engravidar.

Procuro ser o mais dedicada possível em contrapartida da vida corrida que levo. Estudo, brinco, ensino, leio, alimento, amamento, me divirto com suas artes mas, como toda mãe, me desequilibro às vezes: choro e me pergunto se darei conta. Lógico que darei – a gente sempre dá.

Enquanto escrevo esse texto tarde da noite e após um longo dia de trabalho e o observo de canto de olho brigando contra o sono em frente ao seu programa favorito, tenho a certeza de que tudo o que relatarei aqui deve ser discutido.

O resumo é que a maternidade real  não é uma novela do Manoel Carlos. Pode até ser extasiante como um pôr do sol no Leblon, mas também é punk, é doído muitas vezes. Ser mãe é um misto da coisa mais divina e especial da nossa vida com a mais exaustiva mesmo que você tenha experiência como maratonista de longas distâncias. É a descoberta de um sentimento nunca sentido antes que ultrapassa o o próprio amor e esse amar incondicionalmente, esse desejar o bem a todo instante, esse se ver cuidar sozinha de alguém que você ama além da vida mas que exige cada suor de seu corpo e de sua alma é fatigante.

No passado, bem lá no passado, ao engravidar, a mulher era tratada como uma joia por sua família, pela família do marido e por toda sociedade. Ao nascer um bebê, nascia junto uma rede de apoio: mães, irmãs, avós, tias, todas as mulheres daquele grupo familiar se reuniam e abraçavam aquela puérpera com amor e empatia: comida quentinha, casa arrumada, dicas caseiras e receitas familiares para ajudar na amamentação e nas cólicas, cuidados com o bebê para que a mãe, recém-parida, pudesse descansar, afinal, a nova jornada exigia no mínimo a adaptação à realidade. E assim seguia por alguns meses para que o vínculo entre os dois seres pudesse ser construído com o mínimo de interferências e sofrimento e com o máximo de amor e somente amor.

Infelizmente hoje, quase nunca isso acontece. Os desafios atuais envolvem, acima de tudo, uma maternidade solitária, com gente tão perto e tão longe ao mesmo tempo; uma rotina onde reina o cansaço. Essa rede de apoio foi substituída pelo turbilhão de informações que nos ajuda a evoluir, mas torna esse universo ainda mais desgastante pois, de uma maneira positiva, queremos ser as melhores mães do mundo e sempre oferecer o que há de mais estimulante, mais novo, mais especial, mais tudo aos nossos bebês porém, a verdade é que, nos primeiros meses, mal conseguimos ir ao banheiro, nos alimentar ou lavar nossos cabelos.

Hoje, as mães começam a trabalhar cedo. Os pais, coitados, mal curtem seus bebês com uma licença ridícula de poucos dias. Em muitos casos, as avós também trabalham. Ou moram longe. Ou moram perto mas têm seus afazeres. Tias, madrinhas, todos têm suas nada mole vidas e algumas já passaram por todo esse perrengue em maior ou menor grau. Os bebês, então, que mal saíram do aconchego da barriga, já têm que ir pra creche ou berçário, algo impensável no tempo de nossas avós: a criação era ali, cercada de mulheres, de outras crianças, de bolinho de chuva à tarde. Eu mesma fui criada assim.

A volta ao trabalho após o primeiro filho é um misto de alívio e dor, conflito esse que seguirá por toda nossa existência como mães, creio eu. A mulher não suporta mais ficar em casa, mas também não quer deixar seu maior tesouro sob cuidados de outras pessoas, bem naquele momento em que se começam as gracinhas, as risadinhas, logo irão comer e o que irão se alimentar, meu Deus? Acima de seu peso, se arruma novamente para uma vida em que seu filho não cabe pendurado em seu peito, para um novo desafio em que dividirá sua mente antes tão focada em suas atividades no emprego, com a preocupação com um ser que mal acabou de chegar e já domina totalmente seu coração. O ato de amamentar, antes tão simples e intuitivo, virou algo mecânico, com data certa para acabar, e a mãe com sua rotina nada fácil tem que se desdobrar para nutrir seu bebê durante seu almoço. Ou desmamá-lo pois assim, é menos desgastante. E mesmo com as recomendações da OMS sobre a importância do leite materno até os dois anos de idade da criança, como julgá-la?

O puerpério dura cerca de seis meses mas a rotina estressante de se ter um bebê em casa não acaba. Nunca. E esse texto é só para lembrar que nós mulheres até damos conta de muita coisa, assobiamos, chupamos cana e ainda ninamos nossos filhos. Mas importante salientar que todas precisamos aprender a pedir e aceitar ajuda ou escutar quando alguém nos solicita esse apoio. Precisamos nos unir, sermos mais empáticas e despertarmos nossa sororidade principalmente em momentos tão delicados quanto o nascer de um filho – e de uma mãe. Um abraço, um cuidado, uma louça lavada ao invés de críticas ou palpites caem muito bem.

Cuidem com amor de suas gestantes e as façam sentir-se especiais; já existe um tufão de hormônios lembrando elas todos os dias o quanto é maluco se tornar mãe – elas não precisam de mais transtornos. Ajudem as puérperas de sua família: sejam solidárias com mães de filhos pequenos. Ofereçam apoio. Resgatem essa solidariedade. Ouvi de uma amiga certa vez que mães não precisam de força e sim de ajuda. Força, todas temos de sobra, está no sangue!

E se você está vivenciando tudo isso: vai passar! Creio que apesar de toda loucura envolvida, sentiremos falta dessa fase que nos transforma para todo o sempre. Sentiremos falta de nossos amados filhos sob nossas asas. E guardaremos no coração com imensa gratidão todas aquelas maravilhosas mulheres que dedicaram seu tempo por nós.

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Lívia Komar Barusco é mãe do Matteo, esposa, jornalista, empresária, apaixonada por séries, rock n’ roll, moda, gororobas e pelo ato de maternar.

Torne seu imóvel mais atrativo para o mercado

Por Lívia Komar em 12/04/2017

Na condição de profissional atuante no ramo do mercado imobiliário, quero utilizar esse espaço com o propósito de contribuir com minhas percepções com aqueles que desejam vender seu imóvel.

O intuito é elencar pontos que devem ser trabalhados para que seu imóvel se torne mais atrativo aos olhos dos compradores e, com isso, diferenciá-lo dos demais, principalmente, em um momento em que a economia brasileira está em recuperação e que já sinaliza muitas perspectivas de melhoras para o mercado imobiliário no presente ano.

Considero três pontos de suma importância:

Após tomada a decisão de vender o imóvel, alguns cuidados são imprescindíveis antes de colocá-lo à disposição do mercado e que venha facilitar e agilizar a comercialização: estou falando em apresentação, documentação e preço!

Apresentar bem seu imóvel aos possíveis interessados é de extrema relevância. Ele deve estar limpo, sem infiltrações, recém pintado com cores claras e neutras, o jardim (se houver) deve estar bem cuidado e com boa manutenção da parte hidráulica e elétrica, e deve estar livre de poluição visual.

Procure retirar objetos pessoais, fotografias e até tapetes. Uma boa limpeza é imprescindível para agradar futuros compradores. Armários devem estar organizados, pois é possível que os interessados queiram abri-los para verem a distribuição dos mesmos, ou se não há cheiro de mofo, característicos de infiltrações.

Saiba que seu animalzinho de estimação não deve estar presente no momento da visita. Se possível, mantenha-o fora do alcance das visitas.

Outro fator importante, é a expectativa e a ansiedade dos vendedores no momento da visita. Acreditem, muitos acabam falando o que não deve nesse momento. Se possível, abra seu imóvel e mantenha-se do lado de fora, enquanto o corretor conduz a visita, e só entre se for chamado, limitando-se a responder o que lhe for perguntado. Mantenha-se neutro e não fale de problemas ou doenças familiares.

Ao colocar seu imóvel à venda, é importante manter um lista com os nomes e números dos telefones das imobiliárias responsáveis pela venda. E, sempre que ligarem agendando uma visita, anote o nome do responsável e, posteriormente, ligue na imobiliária ou para o corretor responsável pelo cadastro, para confirmar a visita.

Essa outra dica é uma questão de segurança sua e da sua família: evite colocar muitas placas de venda!

Ao contrário do que muitos pensam, o acúmulo de placas na fachada do imóvel promovem uma poluição visual e passam a impressão de falta de comprometimento das imobiliárias e  desespero do proprietário para que o imóvel seja vendido.

No que diz respeito à documentação e, embora esse seja um item inerente à finalização do processo da venda, a documentação do imóvel e dos proprietários deve ser esclarecida inicialmente com seu corretor pois, dessa forma, ele não será pego de surpresa, a ponto de colocar em risco a efetivação do negócio.

Os vendedores devem informar ao corretor, inclusive, sobre a existência de dívidas dos mesmos, pois em grande parte dos casos, elas são passíveis de serem negociadas e quitadas no momento da venda.

Questões como inventários e averbação do imóvel devem ser previamente providenciadas, pois elas tem prazos mínimos pelos órgãos competentes para serem regularizadas e podem atrasar o processo de venda.

E, por fim, mas não menos importante, o valor de venda deve ser decidido antes de colocar o imóvel à venda. É importante que seja feita uma avaliação por um ou mais profissionais capacitados e que tenham conhecimento de outros possíveis imóveis na mesma localização e com conhecimento claro dos valores que estão sendo praticados em sua região.

Essa avaliação deve ser livre de valor emocional, podendo variar até 10% acima ou abaixo do valor de mercado e que será feita considerando vários fatores como localização, valor do metro quadrado da região, estado e idade do imóvel.

Imóveis acima do valor de mercado, tendem a demorar para serem vendidos, a menos que ele seja diferencial, em ponto estratégico e a demanda seja maior que a oferta!

Que essas dicas sirvam a você como um norte no momento da venda e desejo uma boa sorte em sua efetivação.

Eliane Regina perfil

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Eliane Regina é graduada em Serviço Social e atua no mercado imobiliário.

É também membro do Clube da Borboleta.

Visagismo: uma imagem fala mais que mil palavras

Por Lívia Komar em 05/04/2017

É considerável o número de pessoas que chegam até nós, cabeleireiros, querendo o cabelo igual ao de uma cantora, atriz e o resultado raramente fica bom. Isso se dá porque precisamos combinar o tipo de corte desejado com o formato do rosto e da estrutura óssea da pessoa.

Assim, para um cabeleireiro acertar o corte, ele precisa usar o Visagismo, que é um conjunto de técnicas usadas para valorizar a beleza de um rosto pela concepção harmônica entre a maquiagem, corte, cor e o penteado.

O Visagismo coloca a imagem em sintonia com o modo de vida de cada um.

Veja algumas dicas:

Rosto Oval – Aceita diversos tipos de cortes, que podem variar desde os curtos até os longos. A franja também é opcional para este tipo de formato de rosto. Para dar um toque extra, entre na moda e evite desenhos retos para os fios. Um corte mais desfiado ou desconectado pode render charme extra a este visual.

Rosto Redondo – É importante não abusar no volume dos fios, em sua extensão. Deixe a parte de cima mais carregada e as laterais desfiadas. As franjas e o comprimento um pouco abaixo do ombro são recomendados e podem ser tanto assimétricos quanto retos. Rabo de cavalo pode não ficar bom para esse formato de rosto.

Rosto Quadrado – Cortes de comprimentos variados são indicados para este formato de rosto. Caso queira um look mais curto, o chanel é uma boa aposta. Cortes mais longos também são indicação certeira. A franja reta deve ser evitada, mas se for em camadas, mais longa, pode cair bem.

Rosto Triangular – Os cabelos desconectados são uma ótima indicação para este rosto. Seja o corte longo, médio ou curto, os fios assimétricos rendem charme e equilibram o formato da face. Especialmente se o seu cabelo for cacheado ou crespo, evite os fios retos. As franjas podem ser curtas e retas ou longas e desfiadas.

Consulte um visagista e descubra qual tipo de corte e cor combina com você.

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Renata Boiani é Borboleta, cabeleireira e visagista, mãe de 2 filhos. Possui uma vida super corrida e é apaixonada pela profissão.

Como Cuidar de Nossos Idosos

Por Lívia Komar em 29/03/2017

O envelhecimento traz alterações nos relacionamentos interpessoais, principalmente por causa das mudanças nos papéis dos idosos na família, no trabalho e na sociedade. A aposentadoria provoca, em muitos casos, crise de identidade e pode levar à depressão que, por sua vez, abre portas para doenças oportunistas, já que a imunidade fica baixa. Surgem também as doenças degenerativas frequentes nessa fase, que causam limitação e dependência. Todos estes aspectos relacionados à terceira idade podem ser minimizados com o apoio e a presença constantes da família.

As mudanças mexem muito com a autoestima dos idosos. Muitos pensam que, por causa da idade, deixaram de ter serventia, ficam deprimidos, ou até mesmo debilitados. O carinho de entes queridos pode significar uma melhoria na qualidade de vida e um envelhecimento mais feliz.

Idosos deprimidos e que tomam medicamentos, podem ter respostas negativas do organismo: a sensação é de punição ao próprio envelhecimento, tornando-se às vezes até rabugentos.

Aí que entra o papel da família: importante fazer com que o idoso se sinta útil, delegando tarefas que caibam dentro de suas condições físicas, como buscar o pão de manhã, ir na quitanda, etc., atividades que o farão inserir-se novamente no seio familiar.

Não ignore seus idosos. Sempre que estiver em rodas de amigos, dirija a conversa a eles, não os trate como se não estivessem ali, faça com que participem, pergunte sobre algum assunto que eles dominavam com facilidade, peça conselhos, elogie sua experiência. Não se esqueça de que o idoso é dono de uma vasta vivência e se aproveite disso pois, inteligentes são os que aprendem com os próprios erros, mas sábios são os que aprendem com os erros dos outros.

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Eunice Bernardes Pena tem 56 anos. Casada há 36, é mãe de Ériton e Erielen. É também avó de 4 lindos netos, seus grandes orgulhos. Artista Plástica e professora, é voluntária em ONGs trabalhando com a Terceira Idade e Crianças no contraturno Escolar além de crianças especiais. Assim como uma borboleta, sua vida está sempre em transformação.

Eunice Bernardes Pena tem 56 anos. Casada há 36, é mãe de Ériton e Erielen. É também avó de 4 lindos netos, seus grandes orgulhos. Artista Plástica e professora, é voluntária em ONGs trabalhando com a Terceira Idade e Crianças no contraturno Escolar além de crianças especiais.Assim como uma borboleta, sua vida está sempre em transformação .

Então estamos aqui!

Por Lívia Komar em 22/03/2017

O Clube da Borboleta, nosso grupo de Facebook, nasceu despretensiosamente há quatro anos. Cresceu, conquistou o público feminino e vem amadurecendo a cada dia, tomando proporções condizentes com seu empenho ao proporcionar conteúdo de qualidade à mulher. E agora, temos mais um super desafio: escrever semanalmente no Blog do ACidade ON, esse veículo de peso que irá ampliar ainda mais a voz da mãe, da empresária, da dona de casa, da jovem, da idosa, da profissional, da esposa, enfim, da mulher, em todas as suas atribuições.

Para nós, é um imenso orgulho fazer parte do time dessa publicação e honraremos esse convite gerando os melhores artigos direcionados para nosso público.

Toda quarta-feira você vai ter a chance de ficar bem pertinho da gente por meio das nossas colunistas – são várias borboletas, em sua maioria moderadoras e administradoras, dispostas a dividir um pouco de seu conhecimento a todas nós. Vamos trazer para vocês debaterem junto com nosso grupo os principais temas que levantaram polêmica ou que, de alguma forma, agregaram conhecimento e informação ao nosso clube.

Além de assuntos da vivência feminina de mãe, mulher, profissional e dona de casa, nossas borboletas abordarão assuntos como mercado imobiliário, casamento e noivas, terceira idade, filhos especiais, psicologia, decoração, saúde, beleza, artesanato, enfim, um leque de temas super bacanas compilados especialmente para você.

Nosso clube, um espaço exclusivamente feminino para troca de conhecimentos e experiências, é um lugar onde mulheres de todas as idades, classes sociais e culturais se comunicam e interagem. Diariamente, são centenas de vivências, intercâmbios culturais, trocas de dicas para o dia-a-dia e indicações com referências de produtos e serviços. Tudo isso em meio a muita diversão e alto astral.

Se você é borboleta, já se deu conta de que é parte dessa irmandade com 176 mil mulheres? Se ainda não é, sua chance de nos conhecer por fora desse mundo do Facebook é aqui e agora! Temos certeza que você vai querer se tornar mais uma de nós.

Nossa gratidão a cada uma das borboletas que fazem diariamente nosso clube um sucesso. Vida longa a mais esse projeto que nasceu graças a colaboração de cada borboleta que literalmente veste a camisa, que se identifica nas redes sociais com nossa marca no perfil, que carrega nosso chaveiro e que exibe o adesivo em seu carro ou moto, ou seja, que tem orgulho de fazer parte dessa multidão de amigas.

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Fabiola Medeiros

Formada em Direito, casada há 25 anos e mãe de dois filhos, Dudu e Fabinho. Mineira de nascimento, carioca de criação e paulista de coração. Atuou no ramo de fotografia de 2004 a 2017 quando decidiu se dedicar exclusivamente ao Clube da Borboleta, seu terceiro bebê.