O amor mais puro que já vivi

Por Lívia Komar em 04/01/2019

Quando criança nunca pude ter um animalzinho de estimação. Meus pais diziam que dava trabalho, que quando viajássemos não tinha quem olhasse. E assim eu cresci, sem saber como era amar um animalzinho.
Quando a minha filha fez 2 anos, o meu pai a presente com uma linda poodle toy, ela era cor de champanhe, e tão mansinha e molinha, que demos a ela o nome de Molly Molenga. Passados três dias, ela não era mais molenga… Era uma cachorrinha arteira e muito atentada, que roeu toda a botina do meu marido em minutos rsrs.
Percebemos então que ela havia sido dopada pelo dono do pet shop. E o tempo foi passando… e ela crescendo….crescendo… Meu pai sempre dizia “Ah maior que isso ela não fica”. Ficou… De poodle toy, tornou-se nossa “poodle tóim”, como costumávamos brincar. E gostava tanto de correr e pular, que cansava o Toddy Moleque, o irmãozinho mais novo.
Há 2 meses atrás, ela foi mostrando os sinais da idade. Era só uma respiração mais ofegante e uma canseirinha…
Como toda idosinha, achei que iniciaria uma saga sem fim com internações, medicações e quimioterapia. Na volta da primeira e única internação, conversei muito com ela… e disse o quanto ela era especial, e o quanto eu era grata por ter tido como filha. Quantas alegrias ela nos trouxe com suas peraltices….Quanto amor ela me dedicou nas noites em que eu trabalhava até de madrugada fazendo doces, e ela ficava ali do outro lado do blindex, sentadinha me observando. Agradeci, disse que ia ficar tudo bem e pedi que ela fosse em paz. Ela me entendeu com o olhar sereno, respirou fundo e se foi ali, do nosso ladinho, sem muita cerimônia. Mesmo sem poder mais ouvir, entendeu que ela já podia ir…
Com certeza foi o amor mais puro que recebi em toda a minha vida. Ela só me amava sem esperar nada em troca. Esperava eu chegar do trabalho, ganhava um beijinho na testa e dois tapinhas nas costas e saía feliz abanando o rabinho. Era a nossa forma de comunicação. Hoje não temos beijinhos, nem carinhos, nem lambidas. Tenho apenas lembranças, e uma dorzinha latente no peito. Dói a perda… Dói ver minha filha sofrendo… Dói ver o Toddy perdido sem a irmãzinha que o acolheu. A dor vai passar, as lembranças regadas com lágrimas se tornarão doces lembranças, mas a saudade e o amor sempre permanecerão. Para todas as mamães de cachorrinhos… amem sem moderação… façam de tudo para que eles tenham uma vida plena e feliz. Infelizmente eles vivem pouco tempo… mas o suficiente para nos ensinar a amar incondicionalmente.­

 

z é Psicóloga Clínica e Institucional, Consteladora Sistêmica Familiar, Screener e Moderadora do Clube da Borboleta.

Letícia Neto Ruiz é Psicóloga Clínica e Institucional, Consteladora Sistêmica Familiar, Screener e Moderadora do Clube da Borboleta.

Como estabelecer metas para 2019?

Por Lívia Komar em 28/12/2018

O planejamento para o ano que se iniciará é muito importante pois é por meio dele que estabelecemos metas e objetivos a serem alcançados ao longo do ano.

Mas antes disso é essencial saber que o que acontece em nossas vidas são fruto de ações que colocamos em prática diariamente e não mero acaso ou sorte.

Não significa também fazer uma lista enorme de metas materiais ou não e esquecê- las ao longo do ano. As metas que traçaremos para o ano que vem serão resultados de ideias, pensamentos, sentimentos e principalmente atitudes com o objetivo de realizá- las.

O primeiro passo é compreender que temos metas a alcançar em variados setores de nossa vida e fazer uma lista separando- as, como por exemplo: trabalho, família, saúde, lazer, cultura, finanças, relacionamento, religião, social, entre outros.

Inicialmente colocar no papel essas metas e com elas prazos curtos, médios e longos a realizá- las, sempre pautadas na realidade e em prazos possíveis.

É interessante ainda transformar uma meta (algo a se realizar) em pequenas metas para não desanimar e desistir durante o ano. Por exemplo, se a meta for eliminar peso, faça pequenas metas mensais ou em curto período, tais como realizar exercícios e se alimentar de forma saudável para eliminar X kg ao mês.

A lista de metas deve ser acompanhadas em um segundo momento de quais ações precisará de sua parte para torná- las reais, ou seja, o que fazer para alcançá-las.

Ao realizar as metas de curto,  médio ou a longo prazo você promoverá mais felicidade, bem estar, autoestima e satisfação para si mesmo e o estimulará a realizar metas ainda mais altas para os próximos anos. Que tal planejar então as metas para 2019?

Fernanda Andrade Calegari é Pedagoga, Psicopedagoga e Master do Clube da Borboleta.

Você acha que o Natal é a melhor época para retomar amizades perdidas durante o ano?

Por Lívia Komar em 22/12/2018

Você acha que no Natal é necessariamente uma boa época para procurar os amigos ausentes?

Muitas pessoas se afastam de nós porque simplesmente querem, ou porque são estranhas, ou porque o dia vai passando tão depressa que nós vamos nos anulando. E tambem deixamos de procurá-los… por medo, falta de tempo, orgulho.

Existem ainda os amigos que te procuram porque só lhes é conveniente, quando realmente necessitam de algo que somente você possa oferecer naquele determinado momento.
Mudar essa situação, sim, faz parte da sua escolha.
Vamos aproveitar o final do ano e dar uma repensada na vida?! As pessoas confundem ser bondoso com ser bobo. Neste mundo tão corrido, especialmente no meio do ano para o final, onde estamos com muitos compromissos, trabalhos, família para cuidar, prazos a cumprir e vários probleminhas que vão surgindo, é normal e compreensível ficar algum tempo sem ver amigos que são (ou foram) queridos.
Ainda bem que temos celular, e-mail, whattsapp, facebook, e através desses mecanismos conseguimos continuar mantendo qualquer tipo de contato em menos de 5 minutos por dia.
Portanto, não culpe a distância causada pelos tantos compromissos para se afastar. Culpe o descaso que você mesmo causa! A ligação que você finge que não ouviu… a mensagem no whatsapp que você jura de pés juntos que não recebeu.
Para vocês que se incluem nesse quadro de afastamento… e vocês, que já estão cansados de ser jogados de lado sem saber o real motivo: aproveitem o final de ano e façam um balanço sobre quem realmente querem (e merecem) permanecer em suas vidas.

Se a pessoa lhe faz muita falta, vale a pena procurá-la e dizer o quanto ela foi ou é especial em sua vida. Procure saber o que causou este afastamento… agradeça por todos os momentos bons que tiveram juntos. E se ainda assim essa amizade não perdurar, agradeça novamente e saia de cena. Afinal, ninguém é obrigado a nada!

Desejo que você tenha um Natal muito abençoado e repleto de amor, paz, saúde e boas amizades!

 

z é Psicóloga Clínica e Institucional, Consteladora Sistêmica Familiar, Screener e Moderadora do Clube da Borboleta.

Letícia Neto Ruiz é Psicóloga Clínica e Institucional, Consteladora Sistêmica Familiar, Screener e Moderadora do Clube da Borboleta.

Dicas de como entreter as crianças nas férias escolares:

Por Lívia Komar em 08/12/2018

Os meses de Dezembro e Janeiro são geralmente os meses em que ocorrem as férias escolares das crianças.  Por esse motivo os pais buscam formas de entreter seus filhos e fazer de suas férias mais dinâmicas e divertidas.

A primeira dica é buscar deixar os celulares e televisão em segundo plano e buscar economizar mesmo com as crianças em casa, por isso os pais precisam verificar quais os eventos gratuitos que acontecerão nesses meses, para planejarem e comparecerem nesses locais como teatros infantis, zoológico, eventos gratuitos nos shoppings e ose dias em que os cinemas são mais baratos, para verem filmes infantis em família.

Outra dica importante é conversar com as mães dos colegas de escola ou mesmo vizinhos para revezarem as crianças em suas casas para que possam brincar juntos com a supervisão de um adulto. Quando receberem as crianças no revezamento é  interessante buscar oferecer lanches saudáveis, pois não sabemos se a mãe dos colegas oferece refrigerantes e doces, por esse motivo é interessante perguntar às mães para respeitar a forma de que são alimentados em suas casas.

Passeios e piqueniques ao ar livre nos parques e praças da cidade são super divertidos para os pequenos.

Nos dias quentes os Clubes e suas piscinas podem refrescar as crianças.  A maioria dos clubes vendem convites para não sócios desfrutarem um dia diferente em família.

Uma outra dica é buscar na Internet receitas caseiras para fazerem juntos massinhas e a atual “slime”, além de fantoches e dedoches de papel ou outros materiais dos personagens das histórias favoritas das crianças.

Quando as crianças estão participando de uma atividade cooperativa e dinâmica, é muito mais fácil entretê -las e fazer das suas férias dias inesquecíveis.

Fernanda Andrade Calegari é Pedagoga, Psicopedagoga e Master do Clube da Borboleta.

Violência psicológica contra a mulher.

Por Lívia Komar em 30/11/2018

O dia 25 de Novembro foi intitulado o “Dia Internacional de Combate à violência contra a mulher”. Aproveitando o gancho, falarei essa semana na coluna sobre “Gaslighting”. Você sabe do que se trata?
Gaslighting é uma forma de abuso psicológico onde o agressor omite informações da vítima ou apresenta falsas informações, fazendo com que ela acredite que está ficando mentalmente confusa. Esse agressor pode ser um companheiro amoroso, chefe ou um dos pais.
A intenção é abalar a sanidade mental da vítima, fazendo-a acreditar que realmente está com problemas mentais, lapsos de memória, descontrole mental, entre outros.
A vítima passa a perder sua identidade, auto estima, vontade de sair, de se arrumar e até mesmo de tomar banho.
O agressor, por sua vez, geralmente é uma pessoa que evita vários confrontos diretos em sua vida, sente-se ofendido quando acusado, passando-se por vítima.
O agressor jamais se desculpa, e quando é confrontado com um fato ocorrido, distorce-o, dizendo que a vítima não se lembra bem dele com riqueza de detalhes, que está confusa, ou está interpretando mal o que ele tenha dito ou falado. Por exemplo, se diz que a comida da esposa é uma porcaria, quando ela vai tocar neste assunto, ele simplesmente pode vir a falar que não foi isso que ele disse, que disse apenas que faltou sal e que ela interpretou de forma totalmente errada.
Diante as outras pessoas, passa-se por uma pessoa extremamente amorosa e preocupada com a vítima, colocando-a como louca, desorientada, problemática ou alguém que simplesmente quer chamar atenção.
A vítima custa a entender o que é o Gaslighting, e que sofre com isso. Chega a duvidar várias vezes de sua sanidade mental, e defende o agressor, acreditando que ele seria incapaz de tal ato de manipulação contra ela.

Quais os sinais de que você é vítima de gaslighting?
– Quando você pede desculpas no final de toda conversa, que sempre acaba em discussão.
– Quando você precisa de apoio e a pessoa se irrita constantemente, te diminuindo a nada.
– Quando você é chamada de mentirosa o tempo todo e tem certeza que não disse ou fez determinada coisa.
– Quando você só enxerga o ponto de vista dele como correto e o seu como sempre estando errado.
– Quando você começa a mentir para a família ou para os amigos quando estes lhe perguntam se está tudo bem.
– Quando o chefe te diminui constantemente na frente de outros funcionários, alegando que o seu trabalho nunca está da forma como ele solicitou.

Se você conhece alguém que esteja passando por isso, tente se aproximar e questionar se ela precisa de alguma coisa, ou se está com alguma dificuldade, e se prontifique sempre ajudá-la. Pode ser que em um primeiro momento ela já demonstre uma dúvida de que há algo errado com ela, e é nessa hora que você deve levá-la para a terapia. Caso isso não ocorra no início, não desista e esteja sempre por perto.
Vale a pena frisar que os agressores são pessoas muito perversas, sociopatas/psicopatas, portanto, não mudarão jamais de atitude, mesmo que prometam e que aleguem estar passando por momentos difíceis. Afastem-se o mais rápido possível!

z é Psicóloga Clínica e Institucional, Consteladora Sistêmica Familiar, Screener e Moderadora do Clube da Borboleta.

Letícia Neto Ruiz é Psicóloga Clínica e Institucional, Consteladora Sistêmica Familiar, Screener e Moderadora do Clube da Borboleta.

Como estimular a solidariedade nas crianças?

Por Lívia Komar em 24/11/2018

Entre outras definições, solidariedade é o ato de ajudar ao próximo sem esperar nada em troca. Mas como incentivar a solidariedade nas crianças? É muito importante perceber que os pais são o maior exemplo das crianças, ou seja, muito mais que nossas palavras, as crianças se atentam aos nossos atos.

Por isso, precisamos mostrar com as atitudes que a solidariedade está em nossa própria doação e em especial, na doação de nosso tempo e carinho.

Nas mais sutis atitudes demonstramos essa ajuda ao próximo, desde a preocupação com um colega que está doente, ou que cai e ajudamos a levantar, ao respeitar as vagas especiais destinadas à idosos, gestantes ou pessoas com necessidades especiais e não parar nas mesmas, ceder o assento aos mais velhos, ou mesmo ouvindo alguém que precisa de nós e ajudando da maneira que podemos.

As crianças estão atentas a tudo o que acontece à sua volta e desde pequenas podem exercer a solidariedade com outras crianças e com os adultos. Uma ação solidária importante que podemos fazer é realizar uma grande organização na casa e doar brinquedos e roupas usados porém em condições perfeitas de uso. E conforme forem separando conversar sobre a importância dessa ação para ajudar uma outra família que precisa.

Uma outra forma de estimular a solidariedade é mostrar às crianças a realidade e falar sobre as dificuldades em que vivem muitas famílias brasileiras para desenvolverem também a empatia, ao se colocarem no lugar do outro.

Participar de ações sociais ou projetos beneficentes e conversar com as crianças à respeito, mostrando que podem ajudar muitas pessoas ou mesmo levando -as para verem e ajudarem é essencial para torná-las solidárias.

Fernanda de Andrade Calegari é Pedagoga, Psicopedagoga e Master do Clube da Borboleta.

A culpa que as mães carregam

Por Lívia Komar em 16/11/2018

Para muitas mães, a culpa é um sentimento que as acompanha a vida toda. Para outras, é um impulso para que entendam melhor os filhos, conseguindo assim, agir diferente. O fato é que mãe sente culpa o tempo todo, às vezes sem nenhuma necessidade.
A saga de sentir culpa inicia-se logo na gestação, quando ela percebe que não se alimenta da forma como deveria, não consegue se exercitar, trabalha demais e não segue à risca as recomendações médicas.
Mães que trabalham demais acabam sentindo culpa por não dar atenção que julga necessária para os filhos. E quem disse mesmo que os filhos precisam da presença da mãe o tempo todo? Não é necessário.
E se a mãe coloca o filho de castigo, acha que exagerou e não pode voltar atrás para não perder a credibilidade? Se culpa também!

De onde vem essa responsabilidade que a mãe assumiu consigo mesma?
Parece uma regra, mas mãe se culpa por tudo. Mãe se culpa por não ter realizado o parto tão desejado, por não ter tido leite suficiente para amamentar, por ter tido leite mas precisou interromper a amamentação devido ao trabalho fora. Se culpa por ter ficado pouco tempo com o filho até retornar da licença maternidade. Se culpa por colocar a criança na creche, pelo filho ter adoecido. É culpa que não acaba mais!
Acredite! Os filhos desde muito cedo caminham com suas próprias pernas. Escolhem seus alimentos preferidos, dormem melhor em determinada posição, optam por dormir cobertos ou não. E isso independe de nós, mães. Ok! Mãe sempre tem razão. Mãe sempre faz o melhor. Mãe não aceita pitaco dos outros. E ponto. O que os outros pensam da forma como você cria os filhos não diz respeito à você. Suas crias, suas regras… mas sem culpa!

Letícia Neto Ruiz é mãe, Psicóloga especialista em Infância e Adolescência, Consteladora Sistêmica Familiar, Screener e Moderadora do Clube da Borboleta.

Como motivar as crianças e ajudá-las nas tarefas escolares?

Por Lívia Komar em 10/11/2018

Em primeiro lugar é fundamental conversar com seus filhos para que desde cedo entendam que é importante tirar boas notas, mas principalmente compreender a importância dos tudo para sua vida como um todo, abordando os benefícios nos estudos a curto e a longo prazo.

Um aspecto que auxilia muito a ajudar as crianças a estudarem  é se colocarem à disposição para ajudar nas tarefas escolares, de preferência dividir entre os pais por áreas do conhecimento que mais dominam, para que a criança se sinta segura em pedir ajuda e a expor suas dificuldades da escola em casa.

Outra situação que auxilia muito é ajudar a criança sem colocar muita pressão ou fazer muitas exigências, mas mostrando interesse pelos estudos, pela rotina da criança, sempre por meio do diálogo.

Se a criança ou adolescente tem muitas tarefas ou um trabalho complicado a realizar, seus pais podem ajudá- los a organizarem seus horários e ajudando a  dividir a leitura de um livro extensó,  por exemplo, em vários dias. Trabalhando com menores metas cria uma motivação maior para os estudos e a criança lida melhor com essas metas por serem mais fáceis de realizá-las. Uma outra questão que ajuda as crianças a terem uma maior motivação nos estudos é estabelecer recompensas não necessariamente materiais, como por exemplo após realizar uma prova importante ou uma semana de estudos e bom resultados deixar a criança ou adolescente fazer algo de sua escolha, por exemplo ir ao cinema com os amigos, mas sempre buscando benefícios proporcionais aos estudos cumpridos.

As crianças precisam ter uma rotina de estudos e horários específicos desde pequenas e um local apropriado para estudarem, iluminados, com boa ventilação e de preferência com muito conforto para sentarem e realizarem suas tarefas e trabalhos. Com os bem pequenos uma leitura de livros infantis, a contação de uma história com fantoches, músicas infantis, vídeos e filmes, além de jogos lúdicos e educativos são uma forma de auxiliar as crianças em seu desenvolvimento escolar.

Um aspecto muito importante e talvez o principal para motivarem os filhos a estudarem é mostrar seus avanços, comemorando com as crianças e adolescentes até mesmo seus pequenos progressos, lembrando-as de como estavam e o quanto avançaram em seu desenvolvimento escolar.

Fernanda Andrade Calegari é Pedagoga, Psicopedagoga e Master do Clube da Borboleta.

Síndrome de Irlen: Você conhece?

Por Lívia Komar em 03/11/2018

Você conhece a Síndrome de Irlen? Também conhecida como Estresse Visual, é uma alteração visuoperceptual causada por um desequilíbrio da capacidade de adaptação à luz.
Não há um tratamento padrão, já que a Síndrome de Irlen se manifesta em diferentes formas. Pode ser facilmente confundida com Dislexia ou TDA/H.
Os sintomas mais comuns são:
* Cefaléia após ler;
* Dificuldade para seguir objetos que estejam em movimento;
* Fotofobia (Sensibilidade a qualquer tipo de iluminação, como a luz do sol, faróis de carros e luzes mais fortes);
* Déficit de atenção;
* Dificuldade em dirigir à noite;
* Náuseas ao ler ou andar de carro;
* Tontura e dor de estômago ao ler e fazer tarefas escolares;
* Baixa concentração durante atividades e provas;
* Dificuldade de aprendizagem;
* Pouca coordenação motora.

Os portadores da Síndrome de Irlen são crianças, adolescentes e adultos que não tem prazer na leitura e apresentam péssimo desempenho em testes cronometrados (provas e concursos). Muitas vezes não terminam a avaliação, não conseguindo preencher o gabarito.
Na escola, tem dificuldade em disciplinas como matemática, geometria, mapas geográficos. Não conseguem copiar todo o conteúdo da lousa, e quase que diariamente reclamam de dor de cabeça. Não gostam de praticar esportes por não acompanharem os movimentos.

As crianças estão sempre de boné, ou com o cabelo nos olhos. Procuram sombra para ler. Sentem -se melhor em ambientes mais escuros. Geralmente alimentam-se melhor após o final da tarde, e chegam exaustos em casa.
Os adultos não conseguem fazer conversão com o carro, só realizam balisa de um dos lados e não tem noção de longevidade e proximidade no trânsito, deixando assustado quem está ao seu lado. Há dificuldade em estacionar o carro e em subir e descer escada rolante.
Para os portadores da Síndrome de Irlen, é normal ler um texto e ver brilho nas letras, enxergar linhas duplicadas, letras que tremem, letras distorcidas, texto rodando em círculos.
A Síndrome tem caráter visual, ou seja, um ou ambos os pais também são portadores em grau e intensidades diferentes.
O tratamento para a Síndrome consiste no uso de óculos com lentes especiais coloridas (chamadas overlays) e também na utilização de lâminas de leitura (filtros), que filtram a intensidade luminosa prejudicial para a pessoa.
Se você conhece alguém que tenha sintomas parecidos com esses, procure um Screener, que é o profissional habilitado a realizar este tipo de teste.

 

Letícia Neto Ruiz é Psicóloga especialista em Infância e Adolescência, Screener, Consteladora Sistêmica Familiar e Moderadora do Clube da Borboleta.

A importância para o desenvolvimento da criança de ter uma rotina em casa

Por Lívia Komar em 27/10/2018

Em casa, programar os momentos para realizar as atividades cotidianas traz a organização para as crianças, previne o e estresse infantil e a sensação de desorganização e correria em suas vidas.

Uma família desorganizada, sem horários para realizar as refeições, para dormir, para estudar, entre outros, trará resultados que serão visíveis na escola e afetarão o aprendizado, além de resultar em crianças ansiosas e desorientadas, que não se alimentam bem, que não têm horário para seu estudo, que deixam de tomar banho e escovar seus dentes e que não conseguem organizar seus pertences.

Desta forma, estabelecer a rotina oferece aos filhos um ambiente estável e tranquilo  para que ela possa aprender a ser educada de forma construtiva, com uma personalidade confiante, responsável e segura que levará para a vida toda. Isso não significa lotar os horários da crianças com muitas atividades, mas organizar seus horários para que possam realizar o que é o mais importante para o seu desenvolvimento:  o brincar, estudar e se desenvolver tendo mais responsabilidades a cada idade que passam.

Além disso, ter uma rotina permite que as crianças tenham maior autonomia e não precisem ser lembradas de suas atividades cotidianas pelos adultos.

Portanto, construir uma rotina com a ajuda da criança desde bem pequenas, cria um ambiente familiar pacífico e estável. Ainda oferece segurança, regularidade e autonomia, o que será útil em seu desenvolvimento até à idade adulta.

Fernanda Andrade Calegari é Pedagoga, Psicopedagoga e Master do Clube da Borboleta