Há 36 anos, o mundo parava para assistir ao casamento de Charles e Diana

Por angelo.davanco em 29/07/2017

No dia 29 de julho de 1981, súditos da rainha da Grã-Bretanha e cidadãos do mundo todo pararam para assistir ao casamento do Príncipe Charles com a professora de jardim da infância Lady Diana Spencer.

Em sua edição de 30 de julho daquele ano, A Cidade trouxe um relato sobre a cerimônia, que durou 80 minutos e reuniu mais de 3 mil pessoas na Catedral de São Paulo, em Londres, sem contar o total de um milhão de britânicos que se acotovelaram pelas ruas para comemorar.

O texto traz detalhes do casamento, como a “impressionante procissão de 11 carruagens que transportou os noivos e seus familiares”.

A reportagem apresenta ainda a conta da festa. Só o bolo e a recepção nupcial custaram 40 mil dólares. Outros 100 mil dólares foram investidos em decoração. O anel de noivado de Lady Diana, de safiras e diamantes, custou 60 mil dólares.

Depois do casamento, Charles e Diana seguiram para a lua-de-mel em Broadlands, mesmo local onde os pais de Charles, a rainha Elizabeth II e o príncipe Philip, também passaram sua noite de núpcias, em 1947. Em seguida, os recém-casados embarcariam para Gibraltar, para um cruzeiro de duas semanas pelo Mediterrâneo.

Em 1927, a maior enchente de Ribeirão Preto

Por angelo.davanco em 26/07/2017

Na noite de 6 de março de 1927, Ribeirão Preto vivia a maior enchente já registrada em sua história. Em sua edição de 8 de março, A Cidade trazia todas as informações sob o título “O furor das águas”.

Diz a notícia que a população das partes baixas da cidade, como a avenida Jerônimo Gonçalves, a rua José Bonifácio, bem como partes da Vila Tibério e do bairro do Barracão (hoje Ipiranga), foi surpreendida pelas sirenes das cervejarias Antarctica e Paulista e das locomotivas da Mogyana, que avisavam de um “perigo imminente, grave, medonho, inevitável”.

E o texto prossegue, narrando o drama das pessoas que perderam mantimentos, móveis, roupas, e a notícia de que o corpo de uma criança de seis meses havia sido encontrado boiando na comporta próxima ao curtume.

Após as águas, que atingiram até dois metros de altura segundo relatos da reportagem, baixarem, a população procurava entender o que teria provocado a enchente, se uma tromba d’água ou o rompimento de uma barragem na Villa Bonfim (hoje Bonfim Paulista).

No dia 29 de junho de 1958, o Brasil conquistava sua primeira Copa do Mundo

Por angelo.davanco em 28/06/2017

O primeiro título mundial de futebol do Brasil está completando 59 anos. No dia 29 de junho de 1958, a seleção de Pelé, Garrincha e Zagalo entrava em campo para enfrentar a Suécia.
A Cidade trouxe, naquele dia, a notícia sobre a grande decisão, que ocorreu às 11 horas no horário brasileiro, no estádio da Rassunda, em Estocolmo, com público de mais de 60 mil pessoas.
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Ainda no dia da partida, A Cidade publicou uma entrevista feita no Rio de Janeiro com o jogador João Ferreira, o Bigode, que em 1950 integrou a seleção brasileira derrotada pelo Uruguai no Maracanã. Bigode confiava na vitória e fazia comparações com o time de oito anos antes: “Em 1950 tivemos o grave defeito de acreditarmos demais na vitória. Muitas promessas de prêmios e títulos. Comemorações antecipadas com romarias e discursos. Hoje não está havendo nada disso.”
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E veio a grande final. No dia 1º de julho de 1958 (o jornal não circulava às segundas-feiras), A Cidade trouxe a notícia da vitória por 5 x 2 sobre os suecos, garantindo a posse, pela primeira vez, da Taça Jules Rimet. Na mesma edição, um anúncio da CPFL, comemorando o título inédito.
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Nos dias seguintes à conquista, A Cidade publicou notícias sobre as reações à vitória brasileira. Teve tenente da Marinha reformado que morreu de emoção no Rio de Janeiro, torcedor argentino que quase apanhou em Belo Horizonte, e festa, muita festa, em São Paulo.
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Para encerrar, a coluna de Jovino Campos, onde ele descreve as reações da vitória em Ribeirão Preto, especialmente no “Senado” da época, na esquina do Urubatan (hoje, seria a esquina da Única). Jovino relata que “barbados choraram”, houve “bebedeiras, desmaios e muitas coisas mais”, e até mesmo quem nunca se importou e mesmo detestou o futebol, “andou proclamando que Vavá fez dois gols, que Garrincha deu baile, etc.”
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O primeiro título mundial de futebol do Brasil está completando 59 anos. No dia 29 de junho de 1958, a seleção de Pelé, Garrincha e Zagalo entrava em campo para enfrentar a Suécia.

A Cidade trouxe, naquele dia, a notícia sobre a grande decisão, que ocorreu às 11 horas no horário brasileiro, no estádio da Rassunda, em Estocolmo, com público de mais de 60 mil pessoas.

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Ainda no dia da partida, A Cidade publicou uma entrevista feita no Rio de Janeiro com o jogador João Ferreira, o Bigode, que em 1950 integrou a seleção brasileira derrotada pelo Uruguai no Maracanã. Bigode confiava na vitória e fazia comparações com o time de oito anos antes: “Em 1950 tivemos o grave defeito de acreditarmos demais na vitória. Muitas promessas de prêmios e títulos. Comemorações antecipadas com romarias e discursos. Hoje não está havendo nada disso.”

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E veio a grande final. No dia 1º de julho de 1958 (o jornal não circulava às segundas-feiras), A Cidade trouxe a notícia da vitória por 5 x 2 sobre os suecos, garantindo a posse, pela primeira vez, da Taça Jules Rimet. Na mesma edição, um anúncio da CPFL comemorava o título inédito.

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Nos dias seguintes à conquista, A Cidade publicou notícias sobre as reações à vitória brasileira. Teve tenente da Marinha reformado que morreu de emoção no Rio de Janeiro, torcedor argentino que quase apanhou em Belo Horizonte, e festa, muita festa, pelas ruas de São Paulo.

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Para encerrar este post, a coluna de Jovino Campos, onde ele descreve as reações da vitória em Ribeirão Preto, especialmente no “Senado” da época, na esquina do Urubatan (hoje, seria a esquina da Única). Jovino relata que “barbados choraram”, houve “bebedeiras, desmaios e muitas coisas mais”, e até mesmo quem nunca se importou e mesmo detestou o futebol, “andou proclamando que Vavá fez dois gols, que Garrincha deu baile, etc.”

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Há 50 anos, o Botafogo enfrentava o Borussia

Por angelo.davanco em 22/06/2017

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No dia 25 de junho de 1967, o Botafogo enfrentava o Borussia da Alemanha em amistoso no estádio Luiz Pereira, na Vila Tibério.
Oitavo colocado no Campeonato Alemão daquele ano, o time de Munique não foi páreo para a equipe de Ribeirão Preto, que venceu a partida por 3 x 1, com dois gols de falta de Carlucci, o Canhão da Vila.
O jogo marcou a reabertura do estádio Luiz Pereira, que havia acabado de passar por reforma. Naquela tarde de domingo, o Botafogo jogou com Suli; Milton, Zé Carlos, Roberto e Carlucci (Eurico); Hamilton e Márcio; Jairzinho, Zezé (Nininho), Sicupira e Totó (Ganzeppi).

No dia 25 de junho de 1967, o Botafogo enfrentava o Borussia da Alemanha em amistoso no estádio Luiz Pereira, na Vila Tibério.

Oitavo colocado no Campeonato Alemão daquele ano, o time de Munique não foi páreo para a equipe de Ribeirão Preto, que venceu a partida por 3 x 1, com dois gols de falta de Carlucci, o Canhão da Vila.

O jogo marcou a reabertura do estádio Luiz Pereira, que havia acabado de passar por reforma. Naquela tarde de domingo, o Botafogo jogou com Suli; Milton, Zé Carlos, Roberto e Carlucci (Eurico); Hamilton e Márcio; Jairzinho, Zezé (Nininho), Sicupira e Totó (Ganzeppi).

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Há 100 anos, Ribeirão Preto inaugurava o Palácio Rio Branco

Por angelo.davanco em 25/05/2017

Há exatos 100 anos, no dia 26 de maio de 1917, A Cidade noticiava a  inauguração do Palácio Rio Branco, o “novo e sumptuoso Paço Municipal”. A notícia, com foto na primeira página do jornal, traz detalhes da obra, uma mistura dos estilos barroco, neoclássico e moderno (para a época), com a preocupação de dotar o prédio de amplas janelas, para melhorar a ventilação de seus cômodos nos dias quentes de Ribeirão Preto.

A obra do Palácio Rio Branco começou no dia 3 de agosto de 1915, quando foi colocada a primeira pedra da construção. A notícia, que pode ser lida na íntegra abaixo, traz detalhes da obra e da decoração do prédio. Muitos móveis e objetos vieram de São Paulo, mas, também, oficinas de carpintaria de Ribeirão Preto trabalharam na fabricação dos móveis que serviram ao prefeito, secretários e vereadores há um século.

Paço municipal foto Renato Lopes 001a

Curiosidade: Veja como eram os anúncios publicados pelo A Cidade nos anos 30

Por angelo.davanco em 15/05/2017

Em 1939, as páginas do A Cidade exibiam anúncios de produtos como cremes dentais, cervejas, fortificantes, chás, produtos de beleza, remédios para aliviar a dor de cabeça e máquinas de escrever. Confira abaixo:

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A Cidade lembra ‘A Lucta’, o primeiro jornal de Ribeirão Preto

Por angelo.davanco em 01/05/2017

Quando completou 80 anos de existência, em 1985, A Cidade publicou, em setembro, um artigo do historiador José Pedro de Miranda sobre ‘A Lucta’, o primeiro jornal de Ribeirão Preto, lançado em 7 de setembro de 1884, por Ramiro Pimentel.
Em seu texto, Miranda lembra que, quando ‘A Lucta’ surgiu, Ribeirão Preto não tinha “nem mesmo ruas calçadas”. A publicação durou dois ou três anos. “Jornal de pequeno formato. Muito bem impresso para a época, em prelo movido a mão ou a vapor. Não existia ainda eletricidade”, informa o autor.
Sobre Ramiro Pimentel
O responsável pelo primeiro jornal de Ribeirão Preto era filho de portugueses. Morou em Areias, no interior paulista. Depois foi trabalhar em uma farmácia na capital. Ao visitar parentes em São Simão, achou bom o clima de Ribeirão Preto e por aqui ficou.
Foi vereador, colaborou para a fundação da Loja Maçônica ‘Estrela D’Oeste’ e para a criação da comarca de Ribeirão Preto (até então, a cidade era subordinada à comarca de São Simão). Morou um período em Igarapava antes de regressar e viver em uma casa na esquina das ruas Tibiriçá e Mariana Junqueira. Morreu em consequência da febre amarela, em 1907.
Hoje, é nome de uma pequena rua, uma quadra apenas, entre as avenidas do Café e Elpídio Gomes, na Vila Amélia.

Quando completou 80 anos de existência, em 1985, A Cidade publicou, em setembro, um artigo do historiador José Pedro de Miranda sobre ‘A Lucta’, o primeiro jornal de Ribeirão Preto, lançado em 7 de setembro de 1884, por Ramiro Pimentel.

Em seu texto, Miranda lembra que, quando ‘A Lucta’ surgiu, Ribeirão Preto não tinha “nem mesmo ruas calçadas”. A publicação durou dois ou três anos. “Jornal de pequeno formato. Muito bem impresso para a época, em prelo movido a mão ou a vapor. Não existia ainda eletricidade”, informa o autor.

Sobre Ramiro Pimentel

O responsável pelo primeiro jornal de Ribeirão Preto era filho de portugueses. Morou em Areias, no interior paulista. Depois foi trabalhar em uma farmácia na capital. Ao visitar parentes em São Simão, achou bom o clima de Ribeirão Preto e por aqui ficou.

Foi vereador, colaborou para a fundação da Loja Maçônica ‘Estrela D’Oeste’ e para a criação da comarca de Ribeirão Preto (até então, a cidade era subordinada à comarca de São Simão). Morou um período em Igarapava antes de regressar e viver em uma casa na esquina das ruas Tibiriçá e Mariana Junqueira. Morreu em consequência da febre amarela, em 1907.

Hoje, é nome de uma pequena rua, uma quadra apenas, entre as avenidas do Café e Elpídio Gomes, na Vila Amélia.

Capa da primeira edição de 'A Lucta', lançado em 7 de setembro de 1884

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Artigo de José Pedro de Miranda, publicado por A Cidade em setembro de 1985

Artigo de José Pedro de Miranda, publicado por A Cidade em setembro de 1985

105 anos do naufrágio do Titanic

Por angelo.davanco em 13/04/2017

Na metade de abril de 1912, os jornais do mundo todo estampavam em suas páginas a tragédia do Titanic, transatlântico que naufragou no dia 14 daquele mês, no oceano Atlântico, na rota entre Southampton, na Inglaterra, de onde partira em 10 de abril, e Nova Iorque, nos Estados Unidos.
O Titanic já havia percorrido mais de 2.500 quilômetros quando bateu em um iceberg e afundou, matando mais de 1.500 pessoas.
A Cidade trouxe, em suas edições de 17, 18, 20 e 21 de abril (veja abaixo) todas as informações sobre a tragédia que provocou uma comoção mundial.

Na metade de abril de 1912, os jornais do mundo todo estampavam em suas páginas a tragédia do Titanic, transatlântico que naufragou no dia 14 daquele mês, no oceano Atlântico, na rota entre Southampton, na Inglaterra, de onde partiu em 10 de abril, e Nova Iorque, nos Estados Unidos.

O Titanic já havia percorrido mais de 2.500 quilômetros quando bateu em um iceberg e afundou, matando mais de 1.500 pessoas.

A Cidade trouxe, em suas edições de 17, 18, 20 e 21 de abril (veja abaixo) todas as informações sobre a tragédia que provocou uma comoção mundial.

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No dia 1º de setembro de 1985, os destroços do Titanic foram localizados por exploradores no fundo do oceano. O assunto foi notícia da edição de 3 de setembro daquele ano, nas páginas de A Cidade:

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Iodyran, o professor de ocultismo

Por angelo.davanco em 06/04/2017

Há 100 anos, Ribeirão Preto recebia a visita do professor de ocultismo Iodyran, para uma conferência no Theatro Carlos Gomes sobre “fogo, vento, ar, terra. Cousas occultas, magia, chiromancia e psychometria. Os planetas. Influencia dos nomes, dos números e das cores.”

No dia 9 de abril de 1917, A Cidade publicou um estudo que o sr. Iodyran fez sobre a letra do prefeito da época, Macedo Bittencourt. Confira a análise abaixo (o corte, à direita da imagem, é original da coleção centenária do jornal)

Jornal

Resposta ao enigma da Casa Castellões

Por angelo.davanco em 13/03/2017

Na semana passada, o blog trouxe um enigma publicado há 83 anos nas páginas de A Cidade. Trata-se do “Concurso Enigmático da Casa Castellões”, que prometia distribuir dez prêmio de 100 cigarros Progresso.
Confira abaixo a nota com a resposta ao enigma e os nomes dos vencedores do concurso.
Nota do blog: Desta vez, em 2017, ninguém acertou o significado do enigma.

Na semana passada, o blog trouxe um enigma publicado há 83 anos nas páginas de A Cidade. O “Concurso Enigmático da Casa Castellões” prometia distribuir dez prêmio de 100 cigarros Progresso.

Confira abaixo a nota com a resposta ao enigma e os nomes dos vencedores do concurso.

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Nota do blog: Desta vez, em 2017, ninguém acertou o significado do enigma.